domingo, 14 de junho de 2026

SAUL E A MÉDIUM DE EN DOR

 

SAUL E A MÉDIUM DE EN DOR 

1º Samuel 28

 


 

INTRODUÇÃO

A passagem de 1 Samuel 28 nos apresenta um dos mais sombrios e trágicos episódios da vida do rei Saul. Encontramos um homem no final de seu reinado, encurralado por inimigos externos:

Os filisteus  e

Por um inimigo ainda mais aterrador: o silêncio de Deus.

Este capítulo serve como um alerta para nós sobre as consequências em persistir desobedecendo e também de ficarmos buscando respostas em fontes proibidas quando Deus para de falar conosco.

Para compreender a profundidade do pecado e queda de

OBSERVEM:

Saul, foi ungido por Deus como o primeiro rei de Israel,

Saul iniciou seu reinado com humildade,

Gradualmente permitiu que o orgulho, a insegurança e a desobediência corroessem seu caráter e seu relacionamento com o Senhor.

Atos de rebeldia, como o sacrifício impaciente em Gilgal (1º Samuel 13) e a desobediência direta no trato com os amalequitas (1º Samuel 15), levaram Samuel a proferir a sentença divina: “... visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel(1º Samuel 15:26).

 

A partir de então, o Espírito do Senhor se retirou de Saul (1º Samuel 16:14), e sua vida se tornou uma espiral descendente de ciúmes, perseguição a Davi e paranoia. Agora, em (1º Samuel 28), ele enfrenta o teste final.

O exército filisteu, poderoso e organizado, se ajunta para a batalha.

O coração de Saul, desprovido da presença e da paz de Deus, “se estremeceu e ficou apavorado” (v. 5).

 

Análise exegética do texto

 

A narrativa pode ser dividida em três partes principais: o desespero de Saul, a consulta proibida em En-Dor e a mensagem devastadora do além.

 

O DESESPERO DE UM REI ABANDONADO (V. 1-6)

O cenário é de iminente confronto militar. Os filisteus se reúnem em Suném, enquanto Israel acampa em Gilboa. Diante da magnitude do exército inimigo, Saul é consumido pelo medo. O que torna seu medo insuportável não é apenas a ameaça militar, mas a ausência total de direção divina.

 

O versículo 6 é crucial: “Saul consultou o SENHOR, mas o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.”

 

Percebam que Saul buscou os meios legítimos de comunicação divina estabelecidos por Deus para Israel naquela época.

Sonhos: Uma forma comum pela qual Deus se revelava no Antigo Testamento.

Urim: Parte do éfode do sumo sacerdote, usado para discernir a vontade de Deus em questões importantes.

Profetas: Que eram os porta-vozes de Deus, como Samuel havia sido.

O silêncio de Deus era absoluto e intencional. Nem por sonhos, nem Urim, nem pelos profetas Deus se revelava a Saul.

Não era um silêncio para provar a fé, mas um silêncio de julgamento. Saul havia rejeitado a voz de Deus por tanto tempo que, agora, em sua hora de maior necessidade, Deus se recusava a falar.

Temos aqui uma lição solene: não podemos ignorar a Deus em tempos de prosperidade e esperar que Ele seja obrigado a nos atender em tempos de crise.

 

Então é neste contexto de desespero que Saul toma sua decisão fatal. O versículo 3 nos lembra, ironicamente, que o próprio Saul, em obediência à Lei (Levítico 19:31; Deuteronômio 18:10-11), havia “expulsado da terra os médiuns e os necromantes”.

Agora, em sua agonia, ele recorre exatamente àquilo que Deus abomina e que ele mesmo havia proibido.

A PROIBIDA CONSULTA EM EN-DOR (V. 7-14)

Movido pelo pânico, Saul ordena a seus servos que encontrem uma mulher que seja médium. Ele se disfarça, viaja à noite e vai a En-Dor.

Percebam que cada detalhe desta jornada revela a consciência de sua transgressão. Ele age nas sombras, escondido, disfarçado, porque sabe que sua ação é uma afronta direta ao Deus Santo de Israel.

 

Ao encontrar a mulher, a ironia se aprofunda. A médium teme a lei do rei Saul (v. 9), e o próprio Saul, o transgressor, jura a ela “pelo SENHOR” (v. 10) que nenhum mal lhe acontecerá.

Usar o nome de Deus para garantir a segurança de um ato de ocultismo é um ato de profunda blasfêmia.

Essa ação de Saul revela um homem tão espiritualmente perdido que invoca o nome de Deus para quebrar Seu mandamento mais claro.

 

Saul faz seu pedido: “Faze-me subir Samuel” (v. 11). Ele anseia ouvir a voz do profeta que, em vida, o confrontou com a verdade. Talvez ele esperasse uma palavra de consolo ou uma estratégia de última hora. No entanto, ele receberia apenas a confirmação de sua condenação.

O que acontece a seguir é extraordinário.

A mulher vê uma aparição e grita, reconhecendo imediatamente que seu cliente é o rei Saul. A descrição é de que ela viu “um ser divino [elohim] subindo da terra” (v. 13). Saul, sem ver diretamente, entende que é Samuel e se prostra.

O que realmente aconteceu naquele episódio?

AS INTERPRETAÇÕES

1.   Foi um demônio imitando Samuel

Argumentos

·      Deus proíbe a consulta aos mortos.

·      Os demônios podem enganar e imitar.

·      Satanás procura falsificar as obras de Deus.

Dificuldades e fragilidades nessa interpretação

·      O texto nunca diz que era um demônio.

·      A mensagem não contém engano.

·      A profecia se cumpriu exatamente.

·      O narrador continua chamando o episódio de a aparição de Samuel.

 

2.   Foi uma fraude da médium

Argumentos

·      Muitos médiuns e adivinhos eram impostores.

·      Saul estava emocionalmente abalado.

·      A consulta ocorreu à noite.

Dificuldades e fragilidades nessa interpretação

·      Não explica o susto da própria médium.

·      Não explica a precisão da profecia.

·      Não combina bem com a maneira como o texto narra os fatos.

 

3.   Foi uma visão ou alucinação

Segundo essa posição, nada apareceu objetivamente. Teria ocorrido apenas na mente de Saul ou da médium.

Argumentos

·      Saul estava exausto física e emocionalmente.

·      O medo intenso poderia favorecer experiências subjetivas.

Dificuldades e fragilidades nessa interpretação

·      O texto descreve uma conversa real.

·      A médium reage antes mesmo de Saul.

·      A narrativa não dá sinais de que se trata de uma ilusão.

 

4. Foi realmente Samuel

Dentro da ortodoxia bíblica, a interpretação que parece mais consistente com o texto é que Deus, em Sua soberania, permitiu que o verdadeiro Samuel aparecesse para entregar uma mensagem final de juízo.

Vários pontos sustentam essa visão:

1.  A surpresa da médium:

Seu grito de pavor sugere que o que aconteceu estava além de seu controle e de suas habituais farsas ou contatos demoníacos. Ela não esperava um evento real e poderoso como este.

2.  A precisão da mensagem:

A profecia dada é 100% precisa, detalhada e alinhada com os juízos anteriores de Deus. Demônios são mentirosos e não possuem o poder de predizer o futuro com tal exatidão soberana.

3.  O propósito da mensagem:

A aparição não oferece a Saul nenhum consolo, falsa esperança ou orientação mundana. Pelo contrário, ela reafirma o juízo de Deus e anuncia sua morte iminente. É uma mensagem de condenação, não de consulta.

Deus, em um ato único e assustador, sobrepujou o ritual pagão para pronunciar Sua palavra final e irrevogável a um rei apóstata.

Aquela noite não mostrou o poder da médium; mostrou a soberania de Deus. Deus permitiu um acontecimento extraordinário para confirmar, pela última vez, o juízo que já havia anunciado contra Saul.

 

A MENSAGEM DO OUTRO LADO (V. 15-19)

A mensagem de Samuel é direta e sem misericórdia: “Por que me perturbaste, fazendo-me subir?... O SENHOR se afastou de ti e se tornou teu inimigo” (v. 15-16).

A causa de tudo era simples: Saul rejeitou a Palavra de Deus e estava colhendo as consequências de sua rebeldia.

1.  A causa da rejeição:

A mensagem conecta o juízo presente à desobediência passada. “Porque não deste ouvidos à voz do SENHOR e não executaste o ardor da sua ira contra Amaleque” (v. 18).

O pecado não esquecido tem consequências duradouras.

2.  A sentença final:

A profecia é terrivelmente específica. “O SENHOR entregará Israel, juntamente contigo, nas mãos dos filisteus. Amanhã, tu e teus filhos estareis comigo” (v. 19). A derrota era certa, e a morte de Saul e seus filhos eram iminentes.

A frase "estareis comigo" não deve ser interpretada como Saul indo para o mesmo lugar de bem-aventurança de Samuel.

No contexto hebraico, "estar com alguém" pode simplesmente se referir ao Sheol, a morada dos mortos, o estado de separação da alma e espírito do corpo, para onde todos iam antes da ressurreição de Cristo. A mensagem era clara: no dia seguinte, Saul estaria no reino dos mortos.

 O efeito da mensagem é imediato. Saul desaba, “cheio de medo” e sem forças (v. 20). A palavra de juízo o esmagou completamente.

O capítulo termina com a cena patética de um rei aterrorizado sendo forçado a comer pela própria médium, antes de sair para encontrar seu destino.

 

Lições espirituais e aplicações práticas

A história de Saul em En-Dor é mais do que um relato histórico; é um espelho que reflete perigos espirituais atemporais para cada crente.

 

1.  O perigo da desobediência habitual:

A queda de Saul não foi um evento isolado, mas o clímax de uma vida de compromissos e rebelião.

Pequenas desobediências, quando não tratadas com arrependimento genuíno, endurecem o coração e podem levar ao silêncio de Deus.

A comunhão é interrompida não porque Deus nos abandona, mas porque nós nos afastamos d'Ele.

Aplicação:

Devemos cultivar um coração sensível à voz de Deus e praticar o arrependimento diário, confessando nossos pecados para manter a comunhão com o Pai (1ªJoão 1:9).

 

2.  A insensatez de buscar respostas em fontes proibidas:

Quando nos sentimos distantes de Deus, a tentação é buscar sabedoria em fontes mundanas ou espiritualmente ilícitas (astrologia, esoterismo, filosofias humanistas, etc.). Saul nos mostra que essas fontes só levam ao desespero e à condenação.

Aplicação:

A Palavra de Deus e a orientação do Espírito Santo são nossas únicas fontes seguras de sabedoria e direção. Devemos nos apegar às Escrituras, especialmente em tempos de dúvida e silêncio. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105).

 

3.  A soberania inescapável de Deus:

Este episódio demonstra que Deus é soberano sobre tudo, inclusive sobre as práticas do ocultismo. Ele não é limitado pelas ações do homem ou do inimigo. Ele pode invadir o território do diabo para declarar Sua verdade e executar Seu juízo.

Aplicação:

Podemos descansar na certeza de que nada acontece fora do controle soberano de Deus. Mesmo nas circunstâncias mais sombrias e confusas, Seus propósitos prevalecerão.

 

4.  A realidade do juízo:

A história de Saul é um lembrete solene de que há consequências para o pecado. Deus é misericordioso e paciente, mas também é justo. A rejeição contínua de Sua vontade inevitavelmente levará ao juízo.

Aplicação:

Devemos viver com um temor reverente a Deus, entendendo que um dia prestaremos contas de nossas vidas. Para o crente, esse temor não é de condenação, mas um respeito profundo que nos motiva à santidade e à obediência.

 CONCLUSÃO

 A noite de Saul em En-Dor é uma das mais escuras da Bíblia. É a história de um homem que, tendo começado com a unção de Deus, terminou buscando sussurros nas trevas. Seu fim trágico serve como um alerta perpétuo para a igreja.

 Graças a Deus, nossa história não precisa ser como a de Saul. Enquanto Saul foi rejeitado por sua desobediência, nós fomos aceitos em Cristo por Sua obediência perfeita. Onde Saul encontrou o silêncio do juízo, nós encontramos, pela fé em Jesus, o acesso contínuo ao trono da graça (Hebreus 4:16).

Onde Saul se prostrou diante de uma aparição sombria, nós nos prostramos diante de um Salvador vivo.

Que o exemplo de Saul nos leve a valorizar nossa comunhão com Deus, a odiar o pecado que a interrompe e a nos apegarmos firmemente à Sua Palavra.

Que nunca, em nosso desespero, procuremos respostas nas sombras, mas que sempre corramos para a luz de Cristo, nosso verdadeiro Rei, Profeta e Sumo Sacerdote, que nunca nos deixará nem nos desamparará.


MdC

quarta-feira, 25 de março de 2026

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Reflexão sobre as ridicularizações nos desfiles de carnaval


                   A IRONIA DA CRÍTICA: QUANDO O ATAQUE CONFIRMA A MISSÃO 


Durante os dias de carnaval no Brasil, uma escola de samba incluiu em seu enredo uma crítica direcionada aos conservadores onde famílias de conservadores apareciam dentro de latas em conserva. Via de regra, tais críticas acabam atingindo os cristãos de modo geral e, com maior intensidade, os evangélicos.

Entretanto, o que talvez não tenham percebido é que a tentativa de escárnio  produziu exatamente o efeito contrário ao pretendido. Ao longo da história, sempre que o cristianismo foi confrontado, zombado ou atacado, abriu-se também uma oportunidade para reafirmar sua identidade e missão.

No chamado Sermão do Monte, registrado no Evangelho de Mateus, capítulo 5, O Senhor Jesus declarou algo profundo a respeito de Seus discípulos:

“Vós sois o sal da terra...”

Nos tempos bíblicos, o sal era o principal meio de conservação. Não havia geladeiras ou freezers para conservar e preservar alimentos. Carnes e outros produtos eram salgados para que não entrassem em estado de decomposição. O sal retardava a putrefação.

Quando Jesus nos chama de “sal da terra”, Ele não está apenas fazendo uma metáfora poética. Ele está revelando nossa função espiritual e moral no mundo. O cristão verdadeiro (pequeno Cristo, refletindo o caráter de seu Senhor) atua como elemento preservador em uma sociedade marcada pela deterioração ética, cultural e espiritual. Ou seja: A presença dos cristãos em meio a sociedade ajuda a conservar valores éticos, culturais e espirituais.

Se ainda há valores sendo defendidos, famílias sendo preservadas, princípios morais sendo proclamados e a verdade sendo anunciada, isso acontece porque o Senhor deixou Seu povo no mundo com essa missão de conservar princípios de valores.

Assim, aquilo que foi planejado como provocação, zombaria ou desrespeito e humilhação se tornou numa porta aberta. Uma oportunidade para reafirmarmos quem somos. Uma ocasião para lembrarmos que nossa identidade não é definida pela crítica alheia, mas pela palavra de Cristo.

Vivemos em um mundo marcado pelo pecado, influenciado por ideologias profanas e diabólicas  se opondo aos princípios bíblicos. No entanto, nossa resposta  deve ser de firmeza, convicção e testemunho coerente.

Se somos sal, precisamos conservar, se somos sal, precisamos manter nosso sabor, se somos sal, não podemos nos dissolver na cultura, mas influenciá-la.

A provocação pode até ser barulhenta, mas a verdade permanece. E permanecemos do lado de Jesus Cristo, Aquele que venceu por nós ao morrer na cruz e ressuscitar, garantindo esperança, redenção e vida eterna aos que creem.

Que saibamos aproveitar cada crítica como oportunidade de reafirmação. Que cada ataque se transforme em testemunho. E que, em meio a uma sociedade em constante deterioração, continuemos sendo sal — preservando, conservando, influenciando e glorificando a Deus.

A Deus somente seja a glória 


Roney M Carvalho

domingo, 3 de março de 2024

O que a Bíblia diz a respeito de tatuagens brincos e piercings?

                                                                            

2 Coríntios 5.17  –                                                     Gálatas 2.20 - I Coríntios 10: 23 a 31 - I Corintios 3:16-17

Conhecida como “Body Modification“, 
a prática de fazer modificações no corpo tem atraído a muitos,   principalmente jovens e adolescentes. Um pouco menos radical e bem mais comum entre a galera, está o uso de piercings e tattoos.

ORIGEM
De acordo com estudos feito por antropólogos usar a pele para tatuar imagens e introduzir adornos é um costume que vem de civilizações muito antigas. Achados arqueológicos (alguns com mais de 4 mil anos) comprovam seu uso em várias culturas primitivas, como Egito, Índia, Nepal, Malásia, Tailândia, Maia, Asteca, Nova Zelândia, etc…
A popularização de tais práticas nos grandes centros urbanos advém dos anos 70, com os punks e hippes na Inglaterra e o movimento gay nos EUA. No inicio da década de 70 era comum nos EUA os gays usarem o brinco como indicativo de ser o Ativo ou o Passivo, na relação homossexual como por ex: Caso o brinco estivesse na orelha direita era um indicativo de que era o Ativo na relação homosexual, caso na esquerda indicava ser o passivo, caso nas duas orelha era indicativo que o gay agia como ativo e passivo na relação homossexual. A moda chegou ao Brasil com força total na década de 80, primeiramente entre as “tribos” do underground e culturas alternativas, se disseminando entre artistas e roqueiros, espalhando-se depois entre as mais diversas camadas sociais tornando-se um símbolo pop.
SIGNIFICADOS DIVERSOS
A origem dos piercings e tatuagens está ligada a costumes de muitas civilizações antigas, e possuem vários significados de acordo com cada época e cultura.
No Egito, piercings no umbigo eram identificadores de realeza e beleza. Uma forma de cultuar o corpo e a sensualidade.
Os Maias usavam tatuagens e piercings por motivos religiosos, estéticos e também para inibir os inimigos.
No oriente (China, Japão), a tatuagem era uma espécie de homenagem a uma determinada divindade.
No Império Romano, os escravos eram tatuados como sinal de senhorio. Entre os hebreus perfurar a orelha simbolizava um pacto de escravidão (Ex 21.6).
Em várias culturas antigas, a tatuagem era feita por feiticeiros, como parte de rituais de passagem ou de cultos pagãos, crendo que o sangue que saía das feridas levava consigo os espíritos malignos.
Na Europa do séc. XVII, a tatuagem passou a ser usada pelos marujos como um talismã, distinguindo-os dos demais.
No Holocausto, nazistas, tatuavam os prisioneiros judeus para ofenderem sua fé e dignidade.
Em algumas regiões da Europa e também nas Américas, era comum as prostitutas levarem uma marca de seus cafetões, como um atestado de propriedade.
Os membros da máfia japonesa Yakuza, tatuavam grande parte do corpo como prova de coragem e de fidelidade à gangue.
Nas últimas décadas popularizou-se o uso de tatuagens por presidiários, que tatuam o corpo com marcas que revelam sua personalidade, exibem o delito que cometeu, diferenciam a facção à qual pertencem ou ainda servem como uma espécie de código, com alguma mensagem oculta.
Tatuagens e Piercings são frequentemente relacionados à atitude de agressividade e rebeldia, com uma conotação de rompimento com os pais, o núcleo familiar e a sociedade vigente. Uma maneira de externar descontentamento e o desejo de uma vida alternativa, marginal, contrária à ordem estabelecida. Inclusive alguns setores profissionais simplesmente não contratam funcionários que tenham qualquer tipo de modificação em seu corpo, alegando que alguns adereços transgridem a visão de seriedade que a empresa ou instituição deseja transmitir.
A classe médica também tem suas restrições. Inúmeros estudos e pesquisas têm apontado os riscos de tais práticas que, mesmo seguindo todas as prescrições de higiene e realizadas por profissionais devidamente habilitados, podem acarretar infecções das mais severas, abscessos, alergias, quelóides e até hemorragias.
1. O que a Bíblia diz sobre Tatuagem?
O único texto que fala a respeito de tatuagem na Bíblia encontra-se em Levítico 19:28: “Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” (Edição Almeida Revista e Corrigida).
28 “Não fareis incisões na vossa carne por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor”. Edição ave Maria.
Este texto faz parte de um conjunto de leis dadas por Deus ao povo de Israel. O contexto desse texto é o mesmo de outros mandamentos tais como a proibição de tocar em algum animal morto (Lv 5:2), de comer carne de porco (Dt 14:8) ou de se sentar na mesma cadeira onde antes se assentara uma mulher que estava “menstruada” (Lv 15:20). Tais práticas são inocentes em si mesmas. Elas foram consideradas erradas no antigo Israel por causa de sua associação com práticas pagãs.
Agora quais leis expressam o caráter e a santidade de Cristo? Quais podem ser identificadas como fruto produzido pelo Espírito Santo na vida de um indivíduo?
Podemos encontrar a resposta verificando quais delas se repetem em outros textos das Escrituras e do Novo Testamento. Com esta regra simples e básica de hermenêutica aplicada às  leis citadas acima, não é difícil concluir que:
a) mesmo desfrutando da Graça de Deus e tendo sido libertos da escravidão da Lei, espera-se que aquele que foi justificado por Cristo não furte mais, não busque vingança e honre os pais e também os anciãos;
b) por outro lado, não há em nenhum outro lugar da Bíblia, além da Lei Mosaica, algo que indique ser pecado  o ato de “fazer marcas no corpo”.
É verdade porém, que existem várias citações bíblicas que condenam quaisquer rituais em favor dos mortos. Não encontramos na Bíblia  condenação ao ato puro e simples de fazer marcas no corpo,
MAS a Bíblia, a Palavra de Deus é explicitamente contra fazer QUALQUER COISA, sejam elas o que for (Tatuagens, pircings, brincos, fumar, beber, dançar, jogar, malhar. Ouvir músicas, etc) se as mesmas tiverem qualquer tipo de relação com:
Homenagem a mortos, Hedonismo, idolatria etc..
O hedonismo (do grego hedonê, “prazer”, “vontade”) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro.
O significado do termo em linguagem comum, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres momentâneos. Com esse sentido, “hedonismo” é usado para designar o culto ao corpo, à beleza, à personalidade etc.
2. O que a Bíblia diz sobre Piercing, brincos e ou arrecadas (alargadores)?
Encontramos na Palavra de Deus alguns textos que fazem referência a isso. Gênesis 35:4 e Êxodo 32:2-3 descrevem homens e mulheres que usavam brincos nas orelhas como um tipo de adorno. Em Ezequiel 16:12 o brinco feminino aparece como uma jóia presenteada pelo próprio Deus. Tal adereço aparece também em outros textos, e em nenhum deles é tido como algo que o Senhor não aprova.
O texto usado como base para condenar o uso de brincos (para os homens) e piercings em geral, encontra-se em Êxodo 21:1-6: “Então seu SENHOR o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre” (Ex 21:6).
Aqui lemos que a prática de perfurar a orelha entre os judeus era símbolo de uma aliança de escravidão voluntária. Todas as pessoas que vissem um homem com orelha furada saberiam que ele escolheu, de livre e espontânea vontade, ser escravo de alguém. Note que não é uma referência ao uso de brincos, mas sim ao ato de furar a orelha.
Tal costume também fazia parte do conjunto de Leis dado ao povo de Israel, e não encontramos nenhuma recomendação ou proibição a esta prática nos Livros Proféticos ou no Novo Testamento, concluindo ser, portanto, algo específico para aquele povo e para aquela época.
Sendo assim, se alguém está convencido de que brincos, piercings e tatuagens eram uma questão moral para o povo de Israel, então tal pessoa deve se abster delas. A Bíblia não declara que existia falhas morais envolvidas no uso de um piercing ou uma tatuagem.
ENTÃO É PECADO OU NÃO USAR TATUAGENS OU PIRCINGS?
O texto de 1 Coríntios 6:12 alerta: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. Nem tudo é conveniente para o cristão, mesmo não sendo pecado. Há que se usar o bom senso em cada situação.
O jovem cristão que pensa em praticar algo ou se utilizar de algum tipo de adorno que transforme permanentemente – ou não – o seu corpo, precisa antes ponderar séria e demoradamente sobre algumas questões:
1. Por que quero fazer isso no meu corpo?  (LER) “…quer vocês comam, bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para glória de Deus.” (I Co 10:31)
2. Isto prejudicará outras pessoas? (LER) “…façamos o bom propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão.” Rm 14:13
2.1- Visa o Bem estar de nossos semelhantes?  –(LER)  “Não vos torneis causa de tropeço, nem para Judeus, nem para gentios, nem tão pouco, para a igreja de Deus”.
Aqui Paulo divide a humanidade em três classes de pessoas:
> Judeus – Evidentemente a nação de Israel
> Gentios – São todos os não judeus ainda não convertidos a Cristo
> Igreja de Deus – Todos os convertidos a Cristo, sejam eles judeus ou gentios.
A advertência aqui é que não usemos nossos direitos que são legítimos, de modo que sejamos causa de tropeço para outros.
3. Esta decisão viola de alguma maneira a autoridade dos meus pais, dos meus líderes espirituais ou governo? (LER) “Aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu” (Rm 13.2)
4. Vai causar algum tipo de mal ao meu corpo? (LER)  “O homem bom cuida bem de si mesmo, mas o cruel prejudica o seu corpo.” (Pv 11:27)
5. Vai deformar de alguma forma a minha dignidade humana? (LER) “Vivam de maneira digna da vocação que receberam.” Ef 4:1
6. Apresenta alguma aparência do mal?  (LER) “Fujam da aparência do mal.” (I Ts 5:22)
7. A natureza do que pretendo fazer é para satisfazer desejos carnais ou é para satisfação espiritual?  (LER) “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus” (Cl 3.17)
8. Trará edificação ou a glória de Deus? (LER) “Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.” (1 Co 6.20)
9. Posso testemunhar da minha fé enquanto faço isso? (LER)  “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” (1 Pe 3.15)
10. Minha consciência terá paz se eu fizer assim? (LER) “Combata o bom combate, mantendo a fé e a boa consciência…” (I Tm 1:18-19)
* Uma resposta honesta a cada uma dessas perguntas é o que deverá definir sua escolha. São questões pessoais e diretamente ligadas à consciência, personalidade,  e principalmente ao seu caráter de cristão.
Como agir diante de situações como essas relatadas? É só, com a direção do Espírito Santo em nossas vidas, analisarmos a palavra de Deus como se apresenta abaixo.
É lícito? Ou seja tem amparo na lei de seu pais?
É conveniente? Ou seja é apropriado ou prudente a um crente fazê-lo?
É Edificante? Ou seja Produz alguma edificação ou crescimento a você e aos que lhe cercam?
I Coríntios 10:23
         LÍCITO        CONVÉM        EDIFICA
Legal, Que tem amparo na leiQue é conveniente ou que é apropriado,  ou prudenteEdificante, que produz edificação ou crescimento espiritual.
 Missionários do Cerrado


   

terça-feira, 19 de julho de 2022

O que a Bíblia diz sobre namorados crentes dormirem juntos?

 O que bíblia diz sobre namorados crentes dormirem juntos


Essa é uma pergunta que muitos jovens, dito crente, tem me feito em algumas conversas que tenho com eles.


Digo, dito crente, porque não consigo acreditar que um (a) jovem que teve uma real experiência de salvação e que tem o Espírito Santo de Deus como guia e orientador, tenha dúvidas quanto a esse assunto.


Não existe outra forma de responder a esse questionamento que não buscando respostas na Bíblia, única regra de fé e prática do crente verdadeiro.


Vamos à Palavra de Deus:


Gênesis 2.24 “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Essa instrução dada por Deus a Moisés é reforçado pelo Senhor Jesus em (Mateus 19.5); (Marcos 10.7). O apostolo Paulo também reforça a mesma ideia em (1ª Coríntios 6.16) quando diz “Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne”.                       O que significa isso? Significa que qualquer relacionamento que transpareça, que aparente união conjugal só tem a aprovação de Deus mediante o casamento. E qualquer relacionamento fora do casamento é considerado impuro por Deus, e mais ainda: Vai receber o merecido julgamento, O escritor aos (Hebreus 13.4) registrou que: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”.


Portanto a ideia de namorados dormindo juntos em casa um do outro não é ideia de DEUS. Trata-se de ideia humana e diabólica, além de forte aparência do mal. A Bíblia ainda nos diz em (1ª Tessalonicenses 5.22) “abstende-vos de toda forma [aparência] de mal”.


O Jovem Cristão precisa ter extremo cuidado com as ideias, modismos e sugestões provenientes do sistema pecaminoso que governa sobre o mundo. Paulo exorta em (Colossenses 2.8) “Cuidado que ninguém vos venha a enredar [levar cativo] com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Ou seja, qualquer ideia que parta da mente humana e não possui respaldo da Palavra de Deus, é pecado.                                    (Efésios 5:3) nos diz: “Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém aos santos”.


Qualquer coisa que possa apenas “sugerir” imoralidade sexual, como namorados dormindo juntos, é inadequada para um cristão e afronta a Deus.                               A Bíblia não nos dá uma “lista” do que se qualifica como “sugestão” ou tampouco nos diz especificamente quais são as atividades físicas aprovadas para um casal de namorados. Contudo, o fato de a Bíblia não mencionar especificamente o assunto não significa que Deus aprove atividades “pré-sexuais” fora do casamento. Em essência, as “preliminares” existem para que marido e esposa fiquem “prontos” para o sexo.     Qualquer coisa que possa ser considerada como “preliminar” não convém a namorados crentes e não tem a aprovação de Deus (não há necessidade de entrarmos em detalhes).


Infelizmente em nossos dias existem pais crentes, alguns deles até se denominam pastores, não só apoiam essa ideia do mundo, como preparam um o ambiente que seja propicio para o filho trazer a namorada para dormirem juntos.                      Toda e qualquer atividade sexual deve ser restrita a casais (marido e esposa).


Então; O que pode fazer um casal de namorados antes do casamento? Um casal de namorados, antes do casamento, deve evitar qualquer atividade que os tente em direção ao sexo, que dê a aparência de imoralidade ou que possa ser considerada como parte de “preliminares”.                     Quanto mais um casal (marido e esposa) tiver a compartilhar exclusivamente entre si, mais especial e único será o relacionamento sexual dentro do casamento.


Que Deus ilumine a todos nós e nos dê o discernimento espiritual tão fora de moda nos dias atuais.


A Deus somente seja a glória


MdC