segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Valorizando seus dons e talentos achegado-se a Deus


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Texto base: “... Por esta razão te exorto, a que despertes o dom de Deus que há em ti...” II Tim 1:6
“Tende cuidado de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés servo do Senhor vos ordenou: Que AMEIS ao senhor vosso Deus, ANDEIS em todos os seus caminhos, GUARDEIS os seus mandamentos. E vos ACHEGUEIS a Ele, e o SIRVAIS de todo vosso coração e de toda vossa alma.” Josué 22:5

ACHEGAR – “...vos achegueis a Ele...”
Chegar – atingir certo lugar.
De acordo com a nossa gramática o prefixo A quando usado em palavras que não existem outra forma para elas, não possui nenhuma significação, ex: assentar. Já no caso de palavras como Achegar o prefixo A muda o sentido ou da outra significação para a palavra. O prefixo A aqui nesta palavra indica movimento para aproximação, passagem para outra situação. Daí pensar que não é apenas atingir certo lugar, mas mudar de, Mudar para perto.
Pensemos nesse ACHEGAR como o grande privilégio que temos, como povo escolhido, como povo exclusivo. Hebreus 10:19-25
COMO NOS ACHEGAR OU APROXIMAR?
1-Com ousadia – Verso 19 “Tendo pois irmãos, ousadia para entrar no Santo dos Santos”.
Ousadia – Intrepidez, coragem, confiança, audácia.
Quando não tínhamos Jesus não podíamos nos aproximar dele, estávamos com nosso acesso restrito. O Profeta Isaias disse que os pecados faziam separação entre nós e o nosso Deus. Is 59:1-2.
No tempo V.T além dos vários lugares que havia no tabernáculo, Ex:
Havia o Lugar santíssimo ou Santo dos Santos. Esse lugar só podia entrar o Sumo sacerdote, uma única vez por ano, no dia da expiação para oferecer sacrifício pela expiação do pecado. Qualquer outro que não o Sumo sacerdote, que ousasse entrar ali morria.
Qdo Jesus veio e se entregou na cruz, diz a P.D que o véu do templo se rasgou de alto a baixo; Mat 27:51 e que o caminho agora está aberto e o acesso ao Santíssimo lugar é imediato. Ap 1:6 “E nos fez reino e sacerdotes, para o seu Deus e Pai, a Ele seja a glória e o poder para sempre...”
O caminho foi aberto, basta ousadia, audácia para nos aproximarmos, para nos achegar ao trono da GRAÇA.
2 – Com sincero coração – verso 22: “...aproximemos com sincero coração...”
Sincero coração – franco, leal, verdadeiro. Jô 4:24 “Deus é Espírito, e importa que os que o adorem, o adore em Espírito e em verdade.”
3-Em plena certeza de fé – verso 22 “...aproximemos com sincero coração e plena certeza de fé...”
4- Com corações purificados – verso 22 “...tendo os corações purificados.”
Corações purificados – Isto diz respeito à necessidade de uma vida sem pecado. Não que somos perfeitos e não iremos mais pecar, mas fala do esforço que temos que ter em manter nossos corações purificados. A P.D nos ensina que se pecarmos temos o recurso a nosso dispor I Jô 2:1
Exemplo do rapaz que depois de ter pecado buscava aconselhamento com o pastor e Ele o convidava a orar confessando os pecados, mas ele os confessava no atacado,  e quando os havia cometido tinha sido no varejo.
As vezes não podemos exercitar nossos dons e talentos porque estamos impossibilitados de nos achegar, nos aproximar do nosso grande e poderoso Deus. Veja o que Deus diz por intermédio do profeta Isaias 1:13b “...não posso suportar iniqüidade (pecado) associado ao ajuntamento solene.”
5- Com consideração mútua – verso 24 “Consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras.”
Consideração mútua – Amor recíproco ou seja uma rua de duas mãos.
Não podemos nos achegar a Cristo se nossa comunhão com o irmão está rompida, machucada, dilacerada.
A comunhão horizontal precisa estar em pleno funcionamento para que a comunhão vertical não seja interrompida. Uma depende da outra.
Vejamos : Fip 2:3-4 Comentar.
Nossa vida de aproximação a Deus deve ser um culto diário .
“SE NÃO HOUVER CULTO NA VIDA, NÃO HAVERA VIDA NO CULTO”
Como então desenvolver nossos dons e talentos se não somos nem chegados nem achegados a Cristo?
Roney Miguel
MdC
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domingo, 5 de agosto de 2018

Valorizando seus dons e talentos guardando a Palavra de Deus


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Texto base: “...Por esta razão te exorto a que despertes o dom de Deus que há em ti...” II Tim 1:6

“Tende cuidado de guardar com diligencia o mandamento e a lei que Moisés servo do senhor vos ordenou: Que AMEIS o senhor vosso Deus, ANDEIS em todos os seus caminhos, GUARDEIS os seus mandamentos, e vos ACHEGUEIS A Ele, e o SIRVAIS de todo vosso coração e de toda vossa alma.” Josué 22:5
GUARDAR – Vigiar protegendo, vigiar, defender, montar guarda. No contexto do cap 22 de Josué essa palavra é usada com o significado de obediência, ou cumprimento daquilo que anteriormente fora determinado.
OBEDIÊNCIA – É o ato ou estado de submissão à vontade de alguém. É necessário portanto que haja alguém investido de autoridade para que haja obediência . Em nosso caso esse alguém é o nosso Deus. Ele exige dos que são filhos obediência. “...hoje o senhor teu Deus te manda cumprir.” Não existe na esfera do cristianismo verdadeiro a opção de guardar ou não a palavra de Deus. Temos uma determinação divina, da qual ninguém pode fugir.

GUARDAR A P.D É PROVA QUE SOMOS DELE.

 “Ora sabemos que o temos conhecido por isto: Se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e nele não está a verdade.” I Jo 2:3-4
A maior prova que podemos oferecer de que conhecemos a Deus , não é apenas conhecer a P.D. mas sim quando guardamos essa palavra, quando lhe somos obedientes.
GUARDAR A P.D É A GARANTIA DE COMUNHÃO COM ELE  “Respondeu Jesus: Se alguém me ama guardará a minha palavra e meu pai o amará e viremos para ele e faremos Nele morada.” Jo 14:23. O que o Senhor quer nos ensinar aqui é que quando guardamos a sua palavra temos a garantia de sua presença contínua em nós, COMUNHÃO COM ELE.  Dons Espirituais só podem ser usados a serviço do reino, só podem ser desenvolvidos se a comunhão com o Céu estiver completa. E só estará se guardarmos a sua palavra, diz o texto sagrado.
GUARDAR A P.D É UMA DECLARAÇÃO DO NOSSO AMOR A ELE. “Aquele que tem os meus mandamentos e os GUARDA, esse é o que me ama...” Jo 14:21 Quando guardamos a P.D em nossos corações , quando obedecemos a Ele, estamos dando provas que de fato e de verdade o amamos.

EXEMPLOS DE HOMENS DE QUE FORAM OBEDIENTES

Josué 11:15b “...e assim Josué o fez, nenhuma só palavra deixou de cumprir de tudo que o Senhor ordenará a Moisés.”
Deus havia dado ordens a Moisés para a tomada da parte norte de Canaã. Moisés as transmite a Josué e diz a palavra de Deus, que Josué não deixou de cumprir uma só palavra que lhe fora ordenado.
II Reis 18:6 “Porque se apegou ao Senhor, não deixou de segui-lo, e guardou os mandamentos que o Senhor ordenará a Moisés.” Aqui tratando do Rei Ezequias quando reinava sobre Judá.
Atos 26:19 “Pelo que ó Rei Agripa, não fui desobediente a visão celestial.”  Aqui nesse texto temos Paulo em sua defesa, perante o Rei Agripa.
Filp 2:8 “Ele foi obediente até a morte e morte de cruz.” O Sr Jesus o maior e mais perfeito exemplo de obediência.
DINAMICA DE GRUPO: Fale um defeito seu que considera necessário melhorar e fale sua principal qualidade.
Roney Miguel
MdC
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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Valorizando seus dons e talentos em Amor


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Texto base: “...Por esta razão te exorto a que despertes o dom de Deus que há em ti...”  II Tm 1:6

INTRODUÇÃO: No primeiro estudo falamos sobre especificamente o que é um Dom e o que é um Talento. Falamos ainda dos objetivos para os quais Deus nos da os dons, os perigos  relacionados aos dons e o desenvolvimento dos dons e talentos. Veremos de agora em diante como podemos valorizar nossos dons e talentos, extraindo lições de um versículo no V.T  (Josué 22:5) “Tende cuidado porem, de guardar com diligencia o mandamento e a lei que Moisés, servo do Senhor vos ordenou: Que AMEIS ao Senhor vosso Deus, ANDEIS em todos os seus caminhos, GUARDEIS os seus mandamentos, e vos ACHEGUEIS a Ele, e o SIRVAIS de todo vosso coração, e de toda vossa alma”.
I – AMANDO AO SENHOR – O Versículo lido faz parte das palavras usadas por Josué  na ocasião  em que ele se despedia dos Rubenitas, Gaditas e também da meia tribo de manasses. Nesta ocasião Josué os lembra  de sua contínua responsabilidade espiritual, usando cinco verbos  para chamá-los à responsabilidade, que em síntese é o mesmo que mostrá-los como VALORIZAR SEUS DONS E TALENTOS.
Embora o texto aponte para o amor ao Senhor, falaremos do amor sob dois aspectos:
1.   Nosso Amor para com Cristo – Três expressões nos chama a atenção nesse verso                                                                              
Tende cuidado – Fala-nos de nosso capricho
Diligentemente – Fala-nos do zelo e aplicação,
Que Ameis – Fala-nos do nosso amor ao Senhor.
2.   Como deve ser o nosso amor para com nosso Senhor Jesus?
Em alegria – “Não havendo visto amais, não o vendo agora credes Nele e exultais com ALEGRIA indizível...” ! Pd 1:8
Em obediência – “Se me AMAIS, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15
Em sofrimento – “Pois Eu lhe mostrarei quanto importa sofrer pelo meu nome.” Atos 9:16
Em morte – “Pois nós que estamos vivos, somos sempre entregues à morte, por amor a Jesus..” II Co 4:11 NVI
Em loucura – “Nós somos loucos por causa de Cristo...” NVI
Este é o amor que Cristo espera de nós, mesmo sem tê-lo visto continuamos amando. Um amor que nos leva a EXERCÍTAR  NOSSOS DONS.
II – AMANDO UNS AOS OUTROS – A palavra de Deus não condiciona o amor de uns para com os outros  a aparência, cor, nacionalidade, conta bancária, atitudes ou comportamentos. Então como deve ser  esse amor?
a)    Altruísta – “...amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Mat 22:39.  Pensa e ama o próximo como se estivesse amando a si mesmo.
b)    Sincero – “O amor seja não fingido, aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.” Rom 12:9 . Fingido – hipócrita, falso.
c)   Fervoroso – “...amai-vos ardentemente uns aos outros de coração.” I Pd 1:22b (Fervorosamente).
d)   Abundante – “O Senhor vos aumente, e vos faça crescer em amor uns para com os outros  e para com todos, como também nós para convosco.” I Ts 3:12.
e)   Constante – “Seja constante o amor fraternal...” Heb 13:1-2.
f)     Imparcial – “Amai o estrangeiro, pois fostes estrangeiro na terra do Egito.” Deut 10:19.
CONCLUSÃO: Acabamos de meditar em uma maneira prática de valorizarmos nossos dons e talentos que é AMANDO a Deus e ao próximo. Percebemos por meio de nosso estudo o quão variadas maneiras existem, na esfera do amor, para pormos em prática  nossos dons e talentos. Se atentarmos com diligência para esas possibilidades, estaremos na esfera do amor, valorizando a cada diaos nossos dons e talentos.

QUEBRA GELO 

1-   De acordo com o texto estudado o que devo fazer para reavivar o meu amor a Deus e para com o próximo?
2-   Cite alguma maneira prática de se usar os dons praticando o amor.
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Roney Miguel
MdC

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Valorizando seus dons e talentos


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INTRODUÇÃO

Texto base: “Por esta razão te exorto a que despertes o Dom de Deus que há em ti...” II Timóteo 1:6a

INTRODUÇÃO: Esse é o tema sugerido para estudarmos durante o tempo que vamos passar juntos aqui. “VALORIZANDO SEUS DONS E TALENTOS”. Tratar desse tema implica uma série de coisas. Precisamos esclarecer o que é um Dom e o que é um Talento, isso do ponto de vista de Deus, da sua santa palavra. Só então vamos descobrir quais são nossos dons e talentos,   e então iremos valoriza-los. 
Definição das palavras:
TALENTOS -  São aptidões naturais ou habilidades adquiridas, que todas pessoas possuem. As aptidões naturais o individuo já nasce com  elas. As habilidades adquiridas podem ser aprendidas. Por exemplo: A oratória, falar em público, cantar, tocar um instrumento, jogar futebol ou qualquer outro esporte.
DONS -  São capacidades especiais  dados pelo Espírito Santo para o ministério espiritual. Por exemplo: A capacidade de pregar, é um dom do Espírito Santo, a capacidade de aconselhamento, da exortação, de pastorear, são capacidades vindas do Espírito santo de Deus. Outro exemplo: Um bom professor na escola secular não significa necessariamente que será um bom ensinador na EBD. Expor as verdades da palavra de Deus para a edificação dos outros é um dom de Deus I Cor 12:28 – doutores; Ef 4:11; I Tim 3:2, e isso é diferente  do que expor uma aula na escola secular. Aparentemente pode parecer a mesma coisa mas não é. Alguns estudiosos da P.D vêem talentos como “canais” ou “possibilidades” que o Espírito Santo pode transformar em dons espirituais, quando consagrados a Deus.
OS OBJETIVOS PARA OS QUAIS SÃO DADOS OS DONS        I Co 12:7
A - Para o aperfeiçoamento dos santos – Ef 4:12
1-   Para a evangelização ( a obra missionária)
2-   Para a santificação ( a edificação dos crentes em geral)
B – Para sermos úteis – 1 Co 12:7
C -  Para servir uns aos outros – 1 Pd 4:10
D -  Para glorificar a Deus – 1 Pd 4:11; Jo 15:8;16:14
E -  Para confirmar a palavra de Deus – Mc 16:17-20
F -  Para fortalecimento e conforto mútuo – Rm 1:11-12
QUANDO O CRENTE RECEBE OS DONS DO ESPÍRITO SANTO?
A palavra de Deus não explica claramente como e quando recebemos os dons do Espírito Santo. Há porém algumas possibilidades:
a)   Salvação – Alguns trechos bíblicos indicam que o crente recebe os dons no momento da conversão, quando o Espírito Santo passa ter habitação nele. Exs: Paulo começou imediatamente a pregar a Jesus Cristo, confundindo assim os lideres judeus. Atos 9:20-22.
b)   Consagração – Alguns trechos bíblicos indicam também que o crente recebe os dons quando recebe a “unção” ou “poder” do Espírito Santo ( Lc 4:18; At 1:8) Explicar o que seria esse poder. Pode ser entendido como autoridade, bem como capacidade.
PERIGOS RELACIONADOS COM OS DONS –
A - Orgulho dos dons possuídos e ciúmes dos dons dos outros. Essas referências nos ajudarão a evitar esses dois perigos. 1 Cor 3:4-10; 4:7;9:16-17;  2 Co 3:5; 4:7 .
B – Descontentamento com os dons recebidos; 1 Co 12:12-26; 1 Tm 4:14.
C -  Imitação falsa dos dons dos outros. 2 Co 11:13-15 Satanás é o grande imitador de Deus. Ele não é criativo. Um dia no futuro, ele vai imitar a trindade santa, formando a trindade ímpia (Ap 13).
O QUE FAZER COM OS DONS E TALENTOS RECEBIDOS?
a)   ZELAR – Procurar com zelo os melhores dons I Cor 12:31.
b)   VALORIZAR – Não desprezar não negligenciar o dom que temos I Tm 4:14.
c)   DESPERTAR -  Os dons que temos  II Tm 1:6
(1)                   Descobrir,
(2)                   Dedicar,
(3)                   Desenvolver nossos dons através de:
(1)         Oração,
(2)         Aconselhamento com outros,
(3)         Experiência – verificando que tipo de ministérios na igreja nos da prazer ou satisfação em realiza-los e que tipo edifica os outros. Outros crentes no corpo de Cristo são CHAVES para nos ajudar a  identificar nossos dons.
CONCLUSÃO: Já que abordamos todas essas questões relacionadas aos dons e talentos vamos numa espécie de QUEBRA GELO, tentar identificar ou ajudar nosso irmão a identificar o seu ou seus dons e talentos.
Assentados em circulo o 1º jovem apontará para o colega que estiver a sua direita e dirá que dom ou dons identifica nele, depois o indicado fará o mesmo com o que estiver a sua direita e assim sucessivamente até chegar ao primeiro que falou.
Por que dessa estratégia?
Porque achamos mais fácil falar do dom que nosso irmão possui do que de nós mesmos e também porque, sempre será o nosso irmão que perceberá com mais clareza que dom cada um de nós temos.
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Roney Miguel
MdC

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Por que não pensamos em nosso último dia?



Nós últimos meses, semanas e dias tenho recebido inúmeras notícias de pessoas, amigos meus, parentes, colegas que a meu ver, eram novos ou de pouca idade, nos deixando por meio da morte. Alguns doentes, outros tragicamente vitimados por assaltos, acidentes etc.
Esses episódios de profunda tristeza tem me levado a refletir na pergunta em epígrafe. Estamos sempre a alguns minutos da eternidade, e que por mais que queiramos não temos o controle da vida e nem do nosso tempo. O apóstolo Tiago sob a inspiração Divina escreveu: “vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por um instante e logo se dissipa” (Tiago 4.12).
·       vós não sabeis o que sucederá amanhã
·       Sois, apenas, como neblina
·       logo se dissipa.
A ausência de percepção da finitude e da efêmera vida que vivemos nos faz desperdiçarmos o nosso valioso tempo, tornando nossas vidas desprovidas de propósito e da importância que a mesma significa para nós.
A exortação bíblica nos remete a um exame sobre a sucessão dos dias em que vivemos e a relação da vida com a utilização do tempo “remindo o tempo porque os dias são maus” (Efésios 5.16). A vida deve ser vivida de uma maneira que o tempo utilizado jamais seja perdido. O nosso viver aqui, só será proveitoso, quando vivemos disciplinados e conscientes de que a morte é amante do tempo e que após ela, segue-se um inescapável encontro com DEUS.  Quem pode garantir outro tempo, ou outro instante?
Todo o esforço de nossas vidas deve ser empreendido no sentido de aproveitá-la de tal maneira que colhamos os frutos para além desta vida, Para a vida ETERNA! Viver para a eternidade é algo que deve nortear a vida dos salvos. Viver com consciência da brevidade da vida e a preciosidade do tempo deve ser algo primordial na vida de todo ser humano.
O Salmista escreveu: “acabam-se os nossos anos como um breve pensamento” (Salmo 90.9 p.b). O que eu e você temos feito com o tempo? Como tem sido gasto, ou aproveitado? Diante do “desconhecido amanhã”, aqui na esfera terrena, o tempo no hoje deve nos levar a responsabilidade de saber administrar a vida vivendo para a eternidade fazendo no tempo as devidas coisas necessárias e importantes.
Se o nosso tempo tem sido gasto na ociosidade e sem nenhum proveito, não poderemos voltá-lo para ser recuperado. Nesta vida, é mais importante não perder tempo do que não perder dinheiro. Que possamos viver como se ESSE tempo AGORA fosse o nosso último aqui.
Roney Miguel
27 de abril de 2018

quarta-feira, 28 de março de 2018

A CEIA DO SENHOR


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Propósito Principal
As igrejas dos tempos apostólicos celebravam a Ceia do Senhor no primeiro dia da semana (At 20.7), acompanhando-a com louvores, adoração e outras atividades espirituais (1ª Co 14).
Com o passar do tempo e com a influência romanista trazida da reforma protestante, a observação da ceia se degenerou e a significação dela se perdeu.
O Senhor Jesus, através da Ceia, deu ao Seu povo uma recordação simbólica, pela qual temos o privilégio de refrescar a memória, ter comunhão com Ele e mostrar confiança na Sua volta.
A Palavra de Deus, especialmente na dispensação da igreja, não estabelece ritual nem procedimento para esta reunião. Em (1ª Co 11.23-29) temos que, o essencial, é que se recorde do Senhor, cada um participando do pão e do cálice como Ele mesmo ordenou.
O motivo pelo qual o Sr. Jesus instituiu a Ceia é para recordação do Senhor, porém muitas vezes Ele é o ultimo a ser lembrado. Infelizmente durante as reuniões para a Ceia do Senhor há discursos sobre a gloriosa posição dos crentes, e longas "ações de graças" por bênçãos materiais recebidas tais como: saúde, emprego, promoções, aquisições etc; mas a recordação devia ser de Cristo na Sua perfeição – a maravilha da Sua encarnação e da Sua vida imaculada, o valor da sua morte expiatória, para Deus e para os homens, a glória da Sua ressurreição e exaltação, a suficiência do Seu ministério sacerdotal, e a esperança da Sua volta e do Seu reino eterno.
É Cristo mesmo e não nós e as nossas bênçãos que devem encher os nossos pensamentos e ser o centro da nossa adoração no momento da Ceia do Senhor. A Ceia deveria oferecer a oportunidade para adoração coletiva como fruto da meditação espiritual que nos conduz à verdadeira adoração ao Pai e ao Filho, o que infelizmente não acontece, em razão da herança romanista, onde apenas um realiza tudo.
Não é prudente no momento da Ceia do Senhor, ocupar muito tempo contemplando "nosso passado negro e triste"; o adorador, purificado pelo sangue, deixou pra trás os seus pecados, sabendo que Deus "Se esqueceu deles" (Is 44.22).
Deus procura adoradores, e o nosso privilégio é exatamente esse: Adorar! Sem dúvida, a Ceia não é a única ocasião em que adoramos "em espírito e em verdade", ou "entramos no santuário", pois estas expressões da Palavra de Deus não se referem primariamente a reuniões e, sim, à atitude constante de adoração e comunhão que deve caracterizar a vida do crente. Contudo, na Ceia a adoração e o ministério sacerdotal do Povo de Deus podem e devem ser amplamente exercitados.
Quando na Ceia, somos dirigidos pelo Espírito Santo (como devíamos ser em qualquer outra reunião e em tudo em nossa vida), nela reinam a ordem e a decência: ordem espiritual nos louvores, nas orações e nas exposições (ou simples leitura) das Escrituras.
O momento da Ceia do Senhor não é para ensinar, exortar, apresentar, promover etc, e sim o momento onde toda a atenção do crente deve se voltar para Cristo, quem Ele é e o que Ele fez.
Existe um hino de J.I. Freire, que traz a seguinte expressão: "Tu és o imã que nos atrai" uma referência sem dúvida às palavras do Senhor Jesus Cristo quando, falando aos judeus com respeito à Sua morte, Ele disse: "Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim" (Jo 13.32).
A figura do imã, empregada pelo autor do hino, aparentemente descreve a poderosa atração que o Senhor Jesus exerce para com o coração do crente, ou melhor, dizendo, para com os corações dos crentes unidos como o Seu rebanho, com referência especial à Ceia do Senhor. Ali, atraídos e comovidos pela recordação do Seu amor, sentimo-nos impelidos ao louvor e a adoração.
Mas afinal o que é um imã? Um pedaço de metal, geralmente ferro ou aço, que tem propriedade magnética, que atrai para si outros objetos metálicos.
Jesus disse: "Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim".
Mesmo depois de mais de dois mil anos, os crentes atraídos como que pelo imã, não cessam de meditar, falar, discutir e escrever sobre o grande feito de Cristo como prova do grande amor de Deus para com eles (Rm 5.8).
Na Ceia, os dois símbolos sagrados nos falam da Sua morte por nós, da nossa comunhão com Ele na Sua morte, e da Sua presença conosco "todos os dias até a consumação do século". Será que o amor do Senhor verdadeiramente nos atrai nessa ocasião, fazendo os nossos corações "arder em nós" (Lc 243.32) para louvor e adoração?
Será que como crentes verdadeiros, ficamos cada vez mais atraídos pelas constantes provas do Seu amor e da Sua fidelidade para conosco?  
Quanto mais O conhecemos, tanto mais Ele Se mostra o verdadeiro IMÃ que nos atrai.
"Até que Ele venha" (1ª Co 11.26) – assim a igreja deve se lembrar Dele na Ceia. E então?... Naquele último dia da igreja na terra, "O Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles... para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor" (1ª Ts 4.16-17). O nosso IMÃ atrair-nos-á para Si, levando-nos para  os céus, para estarmos eternamente com o Senhor.
CONCLUINDO, Que possamos ter sempre como motivo principal da Ceia  a recordação do Senhor, pois assim a Igreja "anuncia a morte do Senhor, até que Ele venha". "FAZEI isto, em memória de Mim".
Fonte de Pesquisa:
Bíblia Sagrada ERA
Comentários de Richard Jhones
MdC

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Teologia Unilateral Calvinismo - Arminianismo

 Recebemos recentemente uma longa carta trazendo uma prova muito clara do efeito desconcertante da teologia unilateral. O nosso correspondente está, evidentemente, sob a influência daquilo que é denominado alta teologia ou teologia calvinista. Por isso ele não consegue enxergar a razão de se convidar o não convertido para “vir”, “ouvir”, “arrepender-se” ou “crer”. Para ele é como ordenar a um marmeleiro que produza algumas maçãs para se tornar macieira.


Ora, acreditamos totalmente que a fé é dom de Deus e que não está sujeita à vontade do homem ou ao poder humano. Além disso, cremos que nenhuma alma jamais iria a Cristo se não fosse atraída a Ele, sim, compelida pela graça divina para que assim o fizesse. Portanto, todos os que são salvos devem agradecer pela graça livre e soberana de Deus por isso, e sua canção é, e sempre será, “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.” (Sl 115:1).

Cremos nisso, não como parte de algum sistema de doutrina, mas como a verdade revelada de Deus. Por outro lado, acreditamos tão completamente, na verdade solene da responsabilidade moral do homem, na medida em que é claramente ensinada nas Escrituras, embora não a encontremos entre os chamados “cinco pontos da fé dos eleitos de Deus”. Acreditamos nestes cinco pontos, mas só até onde eles alcançam, todavia eles estão muito longe de conter a fé dos eleitos de Deus. Existem amplos campos de revelação divina que esse sistema atrofiado e unilateral não aborda e nem remotamente sugere. Onde encontramos o chamado celestial? Onde a gloriosa verdade da Igreja como o corpo e a noiva de Cristo? Onde a preciosa esperança santificadora da vinda de Cristo para receber Seu povo para si mesmo? Onde temos, naquilo que é tão pomposamente denominado “a fé dos eleitos de Deus”, o grande escopo da profecia que abriu a visão de nossas almas? Buscamos por um traço sequer dessas coisas em todo o sistema ao qual nosso amigo está ligado, porém em vão.

Será que poderíamos, ainda que por um momento, supor que o abençoado apóstolo Paulo aceitaria como “a fé dos eleitos de Deus” um sistema que deixa de lado esse glorioso mistério da Igreja da qual ele foi especialmente designado como ministro? Suponha que alguém tivesse mostrado a Paulo “os cinco pontos”do calvinismo, como sendo uma afirmação da verdade de Deus. O que ele teria dito? “O quê?! ‘Toda a verdade de Deus’? ‘A fé dos eleitos de Deus’? ‘Tudo o que é essencial para ser crido’? E ainda assim nenhuma sílaba sequer sobre a posição real da Igreja — sua vocação, sua posição, suas esperanças, seus privilégios?! Nenhuma palavra sobre o futuro de Israel?! Uma total ignorância ou, na melhor das hipóteses, uma alienação completa, das promessas feitas a Abraão, Isaque, Jacó e Davi?! Todo o corpo de ensinamentos proféticos submetidos a um sistema falsamente chamado de espiritualização, por meio do qual Israel é roubado da parcela que lhe cabe, e os cristãos arrastados para um nível terreno — e isso apresentado a nós com a pretensão de ser ‘A fé dos eleitos de Deus’?!”

Mas graças a Deus não é assim. Deus, bendito seja o Seu nome, não Se prendeu aos estreitos limites de alguma escola de doutrina, seja ela alta [calvinista], baixa [arminiana] ou moderada. Deus Se revelou. Ele expôs os profundos e preciosos segredos de Seu coração. Ele descortinou Seus conselhos eternos relativos à Igreja, a Israel, aos gentios e à criação como um todo. Os homens podem tentar confinar o oceano em baldes que eles próprios inventaram, do mesmo modo como tentam confinar o vasto espectro da revelação divina dentro dos frágeis recipientes dos sistemas humanos de doutrina. É impossível fazê-lo e jamais deveria ser tentado. O melhor é deixar de lado os sistemas e escolas de divindade e aproximar-se como uma criança da eterna fonte das Sagradas Escrituras, e ali beber dos ensinos vivos do Espírito de Deus.

Nada é mais prejudicial à verdade de Deus, mais estéril para a alma, ou mais subversivo para qualquer crescimento e progresso espiritual do que a mera teologia, seja ela alta ou baixa — calvinista ou arminiana. É impossível que alguém progrida além dos limites do sistema ao qual está ligado. Se sou instruído nos “cinco pontos” como sendo “a fé dos eleitos de Deus”, não poderei sequer pensar em buscar algo além disso, desaparecendo assim de meu campo de visão o mais glorioso campo de verdade celestial. Fico atrofiado, estreito, parcial, e corro o risco de cair naquele estado de espírito estéril e pedregoso que acaba me deixando ocupado com meros pontos doutrinários ao invés de ocupar-me com Cristo. Um discípulo da alta escola de doutrina, ou calvinista, não ouvirá falar de um evangelho anunciado a todo o mundo —do amor de Deus para o mundo — das boas novas para cada criatura sob os céus. Tudo o que terá é um evangelho para os eleitos. Por outro lado, um discípulo da baixa escola, ou arminiana, não escutará da segurança eterna do povo de Deus. Sua salvação dependerá em parte de Cristo e em parte de si mesmo. De acordo com esse sistema doutrinário, a canção dos redimidos deveria ser alterada. Ao invés de dizer apenas “Digno é o Cordeiro” seríamos obrigados a acrescentar “...e dignos somos nós”. Poderíamos estar salvos hoje, porém perdidos amanhã. Tudo isso desonra a Deus e priva o cristão de qualquer paz verdadeira.

Não escrevemos isto com a intenção de ofender o leitor, longe de nós tal pensamento. Não estamos falando de pessoas, mas de escolas de doutrina e sistemas de divindade, os quais gostaríamos sinceramente de exortar nossos amados santos a abandonarem de uma vez para sempre. Nenhum deles contém a completa verdade de Deus. Existem certos elementos de verdade em todos eles, mas a verdade geralmente está neutralizada pelo erro, e mesmo que encontrássemos um sistema que não apresentasse nada além da verdade, ainda assim ele não conteria toda a verdade. O efeito desses sistemas sobre a alma é o mais pernicioso possível, pois leva as pessoas a se gabarem de possuírem a verdade de Deus, quando na verdade possuem apenas um sistema humano parcial.

Então, volto a dizer, raramente encontramos um mero discípulo de qualquer escola de doutrina que possa encarar as Escrituras como um todo. Textos favoritos serão citados e continuamente reiterados, mas um grande corpo das Escrituras será deixado de lado como quase que totalmente impróprio. Por exemplo, tome passagens como as seguintes: Agora, porém, [Deus] notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30). E mais uma vez: “[Deus] deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (1 Timóteo 2:4). Assim também, em 2 Pedro, “O Senhor... é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pedro 3:9). E bem no final da Bíblia, lemos:  e quem quiser, tome de graça da água da vida.” (Apocalipse 22:17).

Devemos considerar estas passagens pelo que elas são? Ou devemos introduzir palavras qualificadoras ou modificadoras para torná-las adequadas ao nosso sistema? O fato é que elas estabelecem a grandeza do coração de Deus, as atividades graciosas de Sua natureza, o amplo espectro de Seu amor. Não está em conformidade com o coração amoroso de Deus que qualquer de Suas criaturas deva perecer. Não há, nas Escrituras, qualquer coisa que se assemelhe a um decreto de Deus consignando certo número da raça humana para a condenação eterna. Alguns podem ser entregues judicialmente à cegueira devido à rejeição deliberada da luz. (Ver Romanos 9:17; Hebreus 6:4-6; 10:26-27; 2 Tessalonicenses 2:11-12; 1 Pedro 2:8.), mas todos os que perecerem só poderão culpar a si mesmos. Todos os que chegarem ao céu terão de agradecer a Deus.

Se quisermos ser ensinados pelas Escrituras, devemos acreditar que todo homem é responsável segundo a luz que possui. O gentio é responsável em dar ouvidos à voz da Criação. O judeu é responsável no terreno da lei. A cristandade é responsável sobre o fundamento da revelação completa que está contida em toda a Palavra de Deus. Se Deus ordena a todos os homens, em todos os lugares que se arrependam, ele quer dizer exatamente o que diz. Ou será que estaria dizendo isso apenas aos eleitos? Que direito temos nós de acrescentar ou alterar, reduzir ou acomodar a Palavra de Deus? Nenhum sequer. Encaremos as Escrituras tal como são, e rejeitemos tudo o que não passar no teste. Podemos muito bem questionar a solidez de um sistema que não possa atender a toda a força da Palavra de Deus como um todo. Se algumas passagens das Escrituras parecem conflitar entre si, é só por causa da nossa ignorância. Sejamos humildes nisso e aguardemos mais em Deus para termos mais luz. Podemos agir assim, e este será um lugar moralmente seguro para ocuparmos. Ao invés de nos esforçarmos em reconciliar discrepâncias, curvemo-nos aos pés do Mestre e justifiquemo-Lo em todas as Suas palavras. Assim colheremos uma colheita de benção e cresceremos no conhecimento de Deus e de Sua palavra como um todo.

Alguns dias depois, um amigo colocou em nossas mãos um sermão recentemente pregado por um clérigo eminente pertencente à escola de doutrina calvinista. Encontramos nesse sermão, tanto quanto na carta do nosso correspondente norte-americano, os efeitos da teologia unilateral. Por exemplo, ao se referir a essa magnífica declaração de João Batista em João 1:29 — “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” — o pregador a citou assim: “O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo inteiro do povo escolhido de Deus”. Leitor, pense nisso: “O mundo do povo escolhido de Deus!” Não há uma palavra sequer sobre povo na passagem. Ela se à grande obra propiciatória de Cristo, em virtude da qual todo traço de pecado ainda será obliterado da ampla criação de Deus. Só veremos a plena aplicação daquela escritura abençoada nos novos céus e na nova terra em que habita a justiça. Limitar-se ao pecado dos eleitos de Deus só pode ser visto como fruto desse viés teológico. Não existe nas Escrituras tal expressão como “Tirar o pecado dos eleitos de Deus”. Sempre que é feita menção ao povo de Deus temos os pecados sendo levados — a propiciação pelos nossos pecados — o perdão dos pecados. As Escrituras nunca confundem essas coisas, e nada pode ser mais importante para nossas almas do que sermos ensinados exclusivamente pelas próprias Escrituras, e não pelos dogmas deformados, amassados e murchos de uma teologia unilateral.

Às vezes, ouvimos João 1:29 citado, ou melhor, deturpado por discípulos da baixa escola de doutrina, ou arminiana, desta maneira, “O Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”. Se assim fosse, ninguém poderia se perder. Tal declaração proporcionaria uma base para a terrível heresia da salvação universal. O mesmo pode ser dito sobre a má tradução de 1 João 2:2, “pelos pecados do mundo inteiro”. Esta não é a tradução correta, mas uma doutrina fatalmente falsa que não duvidamos que nossos tradutores tenham repudiado tão fortemente quanto qualquer outra.* Sempre que ocorre a palavra “pecados”, refere-se a pessoas. Cristo é a propiciação para o mundo inteiro, mas o Substituto apenas para o Seu povo.  
Traduzido de "One-sided Theology - Calvinism and Arminianism" - C. H. Mackintosh.
MdC