quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

SANGUE DE ANIMAIS! COMER OU NÃO COMER?
Não existe  no NT  um mandamento específico acerca de comer sangue  para os que estão vivendo o período da Nova Aliança, também chamado de dispensação da graça.
Este assunto aparece somente em Atos quando os líderes de Jerusalém deram instruções acerca dos gentios que se converteram (Atos 15:19, 20) E quando os irmãos em Jerusalém estavam conversando com Paulo antes dele ser preso (Atos 21:25) conforme abaixo:
Atos 15:19, 20   “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue”.
Atos 21:25  “Quanto aos gentios que creram, já lhes transmitimos decisões para que se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas”.
Depois desta referências o NT silencia acerca do assunto. A questão do comer sangue, se fosse uma questão doutrinária, pelo menos um dos apóstolos, teria dado instruções claras acerca disto às igrejas. Ainda mais em se tratando do fato que a ampla maioria das igrejas daquela época eram compostas por gentios.
Se de fato formos analisar o assunto “comer sangue” dentro dos padrões do judaismo, haveríamos de descobrir, que estamos num sério risco, pois na realidade, dentro dos rígidos padrões da religião judaica nós seriamos considerados comedores de sangue, pois a forma como os animais que comemos são abatidos está fora do que eles consideram adequados.
Eles, os judeus pertencentes a religião judaica, degolam o animal e deixam todo o sangue escorrer, só então comem a carne.
Você já parou, para pensar em nossos churrascos mal passados? Fígado bovino ou suíno? Escandalizariam  qualquer  judeu dos tempos do NT. Já viu como tem sangue nas carnes que comemos?
Por isso, eu não acho que haja uma proibição clara no NT de se comer sangue. O livro de  Atos dos apóstolos é o único livro do NT  que descreve o assunto “Comer Sangue”.
 As epístolas, ou o que chamamos de cartas pastorais,  estas sim, não descrevem assuntos e sim prescrevem princípios e ou doutrinas a ser seguidas pela igreja no período da “graça”.
Nelas, salvo o engano, não vi nenhuma ordem  ou mandamento a este respeito.
Temos sim Paulo dando instruções no sentido de não comer ou fazer qualquer outra coisa que escandalize um irmão mais fraco ou que o faça tropeçar.  I Cor 8:13 “E por isso se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandaliza-lo”. e I Cor 9:19-23 “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo do todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeus, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu, debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.”
Eu em particular não como sangue tipo galinha ao molho pardo ou chouriço, mas não acho precedentes bíblico-doutrinário para condenar quem coma.

M.d.C.

ENTENDENDO NOSSAS LIMITAÇÕES

ENTENDENDO NOSSAS LIMITAÇÕES

ENTENDENDO NOSSAS LIMITAÇÕES
11 Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. 12 Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr do sol. 13 E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada.”(Êx17:11-13)
Neste trecho das Sagradas Escrituras consigo vislumbrar algo maravilhoso para cada um de nós como cristãos e como membros de uma comunidade cristã e mais ainda como fazendo parte do Corpo de Cristo, a Igreja.
Sabemos que Israel era um povo de dura cerviz, descrição feita pelo próprio Deus, que murmurava e se lamentava todo o tempo do fato de ter sido retirado da terra do Egito, ter sido liberto da escravidão e ter sido colocado naquele momento no deserto. Um povo que desvalorizava seu líder Moisés, que apesar de demonstrar claramente ser homem de Deus, que cumpria os preceitos e mandamentos do Altíssimo, era todo o tempo questionado por Israel.
Mas aqui, neste contexto, vemos o povo de Israel ser atacado por Amaleque, descendente de Esaú, e Deus ordena a Moisés que oriente a Josué a organizar o exército e sair para guerra, baseado no fato de que Deus os livraria.
Josué seguindo as orientações organizou o exército e saiu para a peleja. Moisés colocou-se em pé em um monte e ali observava todo o campo de batalha. Então erguendo suas mãos para os céus, Israel atacou os amalequitas e ganhava espaço. Mas Moisés, como cada de um nós, como todo ser humano, tinha os seus limites físicos, carnais e se cansou e seus braços começaram a se abaixar e com isso o povo de Israel caminhava para a derrota.
Então é aqui que vejo o exemplo de verdadeiro crente no único Deus verdadeiro. Moisés mostrando humildade ímpar, não escondeu suas limitações e assim com total liberdade, Arão e Hur dele se aproximaram, colocaram uma pedra, aonde Moisés se assentou e colocando-se ao seu lado seguraram seus braços até o fim do dia “e Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada.”
Aqui temos o exemplo de um verdadeiro líder cristão, que deixa de lado qualquer lugar no meio do povo de Deus, mostrou-se limitado, igual a todo ser humano e dependente dos irmãos, permitindo que o ajudassem e assim cumprissem a vontade do Senhor.
A pedra colocada sob Moisés podemos ver como o fundamento da igreja, que deve ser tão somente Jesus Cristo e Sua palavra. E vemos na ação de Arão e Hur, como devemos agir como cristão, como povo escolhido de Deus para O glorificar: exercitando o verdadeiro amor, primeiramente a Deus, depois ao nosso irmão e assim nos entendermos e vivenciarmos verdadeiramente o que é ser Igreja.
Mas para que isso aconteça é necessário que cada um de nós demonstre ter as qualidades do fruto do Espírito, que nada mais é que um conjunto de virtudes morais e espirituais amadurecidas pelo Espírito Santo na vida do crente como resultado de uma permanente comunhão com Cristo (Gl 5.22,23). Tal situação a começar por aqueles que estão como líderes que assim procedendo serão exemplos e permitirão que cada capacitado pelo Espírito Santo exerça o seu dom e caminhem todos para a edificação do Corpo de Cristo e a glória de Deus.
Infelizmente, no meio cristão, temos visto em nossas igrejas, líderes que se utilizam de uma suposta autoridade eclesiástica, transformam dons em cargos, impõe regras e limites, inibem o exercício dos dons, entristecendo o Espírito Santo e desapontam os membros  deixando-os enfraquecidos, desmotivados e tristes.
O que fazer? Devemos assim como Moisés, mostrarmos que embora sendo crentes e termos o Espírito Santo como nosso orientador, somos seres limitados e precisamos de ajuda. Que possamos como Arão e Hur estarmos em prontidão, atentos à necessidade uns dos outros. Que através do estudo e vivência da Palavra de Deus, possamos em oração e comunhão prosseguir para o nosso alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.(Fp3:14)
M.d.C.