quinta-feira, 25 de julho de 2019

O Suicidio e o Cristão


Escrito por Samuel R. Davidson

Transcrito de “O Caminho”, mediante autorização do editor W. J. Watterson, 

1. A necessidade de estudar o assunto
O suicídio está aumentando muito, e tem se tornado comum em nossos dias. Por isto o dia 10 de setembro é usado para celebrar “o dia mundial de prevenção do suicídio”. Outro fato surpreendente é que o suicídio é três vezes mais comum entre homens do que entre mulheres, e a maior parte das pessoas envolvidas tem bastante dinheiro e bens.

No Brasil, em 2017, mais de onze mil pessoas cometeram suicídio, uma média de trinta e duas por dia, uma a cada quarenta e cinco minutos. Quase a metade era jovem, e a razão para isto é que neste grupo há mais problemas que podem conduzir ao suicídio (“bullying” na escola, desentendimentos com pais, namoros infelizes, drogas etc.). Também temos de lembrar das inúmeras tentativas frustradas de suicídio, que não entram nas estatísticas.
Embora ainda seja extremamente raro entre as igrejas, estes números alarmantes revelam a necessidade de considerarmos este assunto. O que especialmente chama a nossa atenção é que atualmente o suicídio está acontecendo com frequência entre pessoas “crentes”, e até “pastores” e “pastoras” de “igrejas evangélicas”. Qual o destino eterno dum “crente” que se matou? Será que está no Céu?
2. Dificuldades com o assunto
a) Versículos fora de contexto

A maior dificuldade ao estudar este assunto é que não temos um ensino claro na Bíblia sobre o futuro destas pessoas. Basicamente há quatro posições entre a cristandade:
Todo aquele que comete suicídio, sob qualquer circunstância, vai para o inferno (posição Católica);
Um cristão nunca chega a cometer suicídio, porque Deus impediria;
Um cristão pode cometer suicídio, mas perderá sua salvação ao fazê-lo;
Um cristão pode cometer suicídio, sem perder sua salvação.
Passagens Bíblicas são citadas para apoiar estas opiniões; contudo, geralmente são tiradas do seu contexto. Por exemplo, a afirmação em 1 João 3:15... “Vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna” é muito citada, porque o suicídio tira uma vida, portanto torna o suicida um “assassino”. Mas esta passagem, desde o versículo 10, mostra que a palavra “assassino” no versículo 15 é usada no sentido de “quem não ama a seu irmão”, e não se aplica a quem tira a sua própria vida.

Outros citam o “pecado imperdoável” mencionado em Marcos 3:25-32 e outras passagens, dizendo que este pecado é o suicídio. Contudo, no contexto, o pecado é blasfemar contra o Espírito Santo (v. 29), que se refere à rejeição contínua da ação do Espírito Santo na conversão do homem. Obviamente está se referindo a uma pessoa incrédula.
Outro versículo usado para condenar o “crente” que cometeu suicídio é Mateus 24:13... “Os que perseverarem até o fim serão salvos”. Contudo, o contexto mostra claramente que este versículo trata da salvação de Judeus salvos na Tribulação, depois do arrebatamento da Igreja (veja vs. 9-22). É salvação da morte física ameaçada pelo Anticristo, que procurará eliminar todos os que, por causa da sua fé em Cristo e na Palavra de Deus, recusam receber a sua marca e o adorar.
A passagem em Hebreus 6:4-6 também é muito citada para provar que o salvo pode perder a sua salvação. Mas ela fala de pessoas que chegaram perto da salvação e recuaram sem crer em Cristo. São comparados no v. 8 aos “espinhos” que não dão fruto e, portanto, são “queimados”.
b) Falsos “cristãos”
Temos de lembrar também da grande dificuldade criada por falsos crentes entre os salvos. Qual o significado da palavra “cristão”? Este título foi usado pela primeira vez em Antioquia (Atos 11:26), e foi dado pelos descrentes aos novos convertidos porque eles seguiam os ensinos de Cristo, obedecendo totalmente à Sua Palavra e falando d’Ele constantemente como o único caminho de salvação. Sabemos que hoje há muitos chamados “cristãos” que não são salvos, porque não experimentaram o arrependimento para com Deus e a fé no Senhor Jesus Cristo. São chamados de “crentes” ou “evangélicos” porque frequentam suas “igrejas”, mas nunca nasceram de novo.
O Senhor falou várias vezes sobre estes “cristãos nominais”, porque muitos dos Seus “discípulos” eram falsos. Seguiam-nO somente por causa das bênçãos materiais — os pães, as curas etc. Ele os ensinou sobre “a casa sem alicerce” que caiu na enchente (Mateus 7:24-27), sobre o joio entre o trigo que foi queimado (Mateus 13:24-30; 36-43); sobre a planta sem raiz que secou sem produzir fruto (Mateus 13:5- 6; 20-21) e sobre as vasilhas sem azeite que apagaram, causando a perdição das cinco virgens néscias (Mateus 25:1-13). Este povo falso existia desde o começo do Evangelho.
Também em Atos encontramos várias pessoas assim, como o mágico Simão em Atos 8, que fingiu ser cristão por motivos errados, e foi até batizado nas águas confessando ser cristão, mas nunca tinha se arrependido nem crido em Cristo.
Não há dúvida que a cristandade hoje está cheia de tais pessoas, mesmo entre os chamados pastores, pastoras, apóstolos, bispos etc. Quando ouvimos hoje que um “pastor” se matou, não podemos ter certeza se era uma pessoa salva. Não podemos julgar quem é “joio” — temos de deixar este julgamento a Deus, pois é só Ele que conhece o coração de cada um. Mas, antes de aceitar uma profissão de fé em Cristo, devemos procurar as coisas que pertencem à salvação, e os frutos de boas obras que acompanham a salvação (Mateus 7:20; Hebreus 6:9-11; 1 João 3:6-10).
Baseado nestas considerações, concluímos que quem comete suicídio deixa uma dúvida sobre a sua salvação. Paulo escreveu aos Coríntios: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Coríntios 13:5). Todos nós precisamos fazer isto periodicamente.
3. Verdades bíblicas relacionadas
a) Sobre a salvação

Se cremos que uma determinada pessoa que cometeu suicídio era uma pessoa realmente salva, será que ela perdeu a sua salvação porque cometeu o suicídio? Muitos acham que sim.
Não há dúvida que o suicídio é contrário à vontade de Deus, portanto é pecado. A ordem de Deus é: “Não matarás” (Êxodo 20:13), e isto inclui o suicídio. Contudo, a mesma Palavra ordena: “Não mentirás”, “não adulterarás” etc. Se o suicídio tira a salvação, então temos de aceitar que qualquer outro pecado também tira a salvação, mesmo uma mentira. Sabemos que Davi adulterou e planejou a morte do marido da mulher com quem pecou. Ele perdeu a alegria da salvação por causa disto, mas foi perdoado por Deus quando se arrependeu (Salmos 32 e 51). Houve consequências, mas houve perdão.
Quem é que nunca pecou, mesmo depois da sua salvação? A nossa carne não foi regenerada pela salvação, mas recebemos uma nova natureza divina que traz o poder de resistir à tentação. Contudo, esta resistência depende também na condição espiritual da pessoa, como está sendo alimentada pela Palavra, pela oração, sua comunhão com Deus etc. As palavras: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lO mentiroso, e a Sua palavra não está em nós” (1 João 1:10) foram escritas pelo apóstolo João para pessoas salvas. Ele continua explicando que a “propiciação” feita por Cristo na cruz nos purifica do pecado quando o confessamos e deixamos. É verdade que o suicídio talvez impeça esta confissão e recuperação em vida, mas isto não cancela a verdade que “o sangue de Cristo nos purifica de todo o pecado” — e isto foi escrito para salvos sobre seu pecado depois da salvação. A salvação é “vida eterna” — não apenas “vida até cair em pecado”. Se perdêssemos a salvação por qualquer pecado, então não seria vida eterna, e ela dependeria das nossas obras, não da obra de Cristo na cruz.
O ensino de Cristo é que “ninguém” pode tirar a vida eterna dum salvo (João 5:24; 10:27-30). Também este é o ensino dos apóstolos (veja Romanos 8:1; Efésios 2:6 etc.).
b) Sobre o galardão
A questão do galardão é parte importante deste assunto (1 Coríntios 3:13-15). Infelizmente muitos não sabem distinguir entre a salvação e o galardão. A salvação é um presente dado pela graça de Deus baseado no sangue de Cristo. O galardão é a recompensa conquistada pelos salvos pelo seu esforço e fidelidade ao Senhor, desde quando creram até o fim do seu tempo neste mundo.
O Céu não será a mesma experiência para todos os salvos. Haverá vergonha na presença do Senhor por parte de alguns dos salvos na Sua vinda (1 João 2:28). A recompensa dos salvos será dada no Tribunal de Cristo, de acordo com o “bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Coríntios 5:9-10). Esta recompensa é chamada de “coroa da justiça”, “coroa da vida” e “coroa de glória” (comparada à coroa de flores que o atleta vencedor recebia depois dos jogos olímpicos – 1 Coríntios 9:24-27). Mas o salvo que cometeu obras más sofrerá dano; esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo (1 Coríntios 3:15). O “dano” não é a perda da salvação, mas do galardão.
O suicídio, sendo pecado grave, com certeza terá de ser tratado perante o Tribunal de Cristo onde será “queimado” (eliminado) e causará “danos” eternos na perda da recompensa completa, mas não tira a salvação.
c) Sobre a depressão
Embora o suicídio possa ser o resultado precipitado duma situação muito desagradável, geralmente é planejado e cometido depois dum tempo de depressão profunda, porque a pessoa não tem mais prazer em viver e não tem esperança de melhora. Precisamos entender que a depressão é uma doença do cérebro, que afeta a capacidade da pessoa de raciocinar. Traz tanto sofrimento físico, fraqueza e angústia mental que às vezes a pessoa, seja salva ou não, chega ao extremo de imaginar que seria melhor morrer do que continuar vivendo assim.
Um salvo pode entrar em depressão como qualquer outro, mas a maioria destes resiste esta tentação satânica de se matar — mas alguns podem chegar a contemplar tirar a própria vida. O reconhecimento da doença e tratamento da mesma é essencial antes de chegar a este ponto, mas se não receber ajuda o perigo do suicídio se torna maior, porque Satanás quer acabar com a vida da pessoa, seja salva ou não. “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir” (João 10:10).
A família deve prestar atenção a alguns sintomas na vida desta pessoa, seja salva ou não. Geralmente há mudanças de comportamento, silêncio, desejo de estar só etc. Conversas estranhas e repetidas sobre a morte também são preocupantes: “vou viajar”, “você vai receber uma notícia sobre mim” etc. Não é verdade que os que falam em se matar nunca se matam. Especialmente no caso de adolescentes e jovens, a prática de pesquisar sobre o suicídio na internet revela esta atração. Os pais devem estar de olho no que seus filhos assistem, pois há muita iniquidade na Internet e muitos têm caído nesta armadilha de Satanás. Os estudiosos calculam que 90% dos suicídios poderiam ter sido evitados.
4. Diferenças importantes
Há outros assuntos ligados que devemos considerar.

a) A diferença entre pedir a morte e se suicidar
O desejo de morrer foi expresso por vários bons servos de Deus na Bíblia: Moisés (Números 11:11-15), Elias (1 Reis 19:4), e possivelmente Jó (3:3,11; 7:14-16) e Jeremias (20:14-17). Em situações muito difíceis, sentiram-se deprimidos até o ponto de desejar morrer. Mas embora sofrendo muito, e em depressão, não tiraram as suas vidas. O Seu temor ao Senhor e a sua fé n’Ele os livrou desta tentação satânica.
b) Os que confessam que preferiam morrer a viver
Paulo afirmou que preferia morrer a viver, porque estar no Céu é “incomparavelmente melhor” (Filipenses 1:21-24). É bom lembrar que anos antes ele tinha sido arrebatado para o Paraíso, onde ouviu coisas que não podia descrever (2 Coríntios 12:3-4). Comparando o Céu com a Terra ele preferia estar no Céu, mas não pediu a morte; queria viver até o Senhor o levar, pela morte ou pelo Arrebatamento. Esta confissão mostra o grande desejo dele de estar com Cristo, e é bem diferente de contemplar ou praticar o suicídio.
c) Os que se matam para matar outros
Hoje é comum no terrorismo ouvir de homens-bomba que se matam para matar seus inimigos. Os que se matam desta forma hoje são ensinados a fazer isto em honra do seu “deus” e religião, e creem que receberão uma grande recompensa eterna depois. Nisto são enganados por Satanás e, porque nunca creram em Cristo, morrem sem a salvação.
d) Pessoas sofrendo com doenças terminais
Em alguns países “o suicídio assistido” agora é legalizado. Uma pessoa em boas condições mentais pode receber uma droga fatal com assistência médica. Mas o salvo com saúde mental normal crê que a sua vida foi dada por Deus, que o tamanho da sua vida é medida por Ele, e que deve se submeter à Sua vontade, mesmo sofrendo fisicamente. Alguns ficam anos acamados e imaginam que são inúteis, somente criando trabalho para outros, mas a sua fé, alegria e bom testemunho têm servido para estimular a fé e o serviço de outras pessoas.
Conclusão
O assunto é muito complexo, mas chegamos à conclusão que cremos ser bíblica — que é possível que um verdadeiro salvo (especialmente se tiver depressão) cometa suicídio sem perder a sua salvação. Contudo, este ato pecaminoso sempre deixa uma dúvida sobre a sua salvação, e é só Deus que sabe se a pessoa realmente foi salva ou não, ou se houve arrependimento antes do momento da morte. Só Deus pode julgar a condição espiritual e mental da pessoa no momento em que se matou. Uma pessoa com profunda depressão, seja salva ou não, geralmente não tem a capacidade mental de ver outra solução para seu terrível sofrimento. Não há dúvida que o tentador está sempre envolvido neste assunto, como esteve no sofrimento de Jó. Contudo, a sua ação cruel é controlada e limitada por Deus (veja 1 Coríntios 10:13).

Provavelmente, se a pessoa que se matou tivesse recebido mais ajuda, não teria chegado a este extremo. Muitos suicídios têm sido evitados por causa deste cuidado. Precisamos pensar mais neste lado de prevenção do que no julgamento e afirmação sobre o destino eterno dos culpados deste pecado.
A posição defendida aqui não apoia o suicídio — é apresentada para evitá-lo. Se um leitor estiver contemplando tal coisa terrível, saiba que este pensamento vem de Satanás, não de Deus. O suicídio é um pecado gravíssimo contra Deus, contra a família, e contra a igreja, que sempre gera uma dúvida se a pessoa era realmente salva. Sempre traz profundo sofrimento para os familiares do suicida, e sempre será lamentado por quem o praticou. Tudo aqui é passageiro, inclusive o profundo sofrimento, mas a eternidade é sem fim. Não vale a pena fazer algo para escapar dos problemas passageiros desta vida e depois, mesmo sendo salvo do inferno, lembrar com vergonha deste grande erro cometido (1 João 2:28).
Muitos que contemplavam tal escape tiveram tempo para considerar o valor da sua vida e entender que o suicídio seria um erro e uma obra satânica, e não concluíram seu plano maligno. Muitos destes tornaram-se grandes bênçãos na mão de Deus, ajudando outras pessoas tentadas pelo adversário neste sentido.
Citações de outros escritores
Se afirmamos que o cristão é capaz de cometer qualquer pecado, por que não conceber que potencialmente ele poderá cometer o pecado do suicídio? Se afirmamos que o sangue de Cristo é capaz de perdoar todo pecado, ele não cobre esse pecado também? Se o sacrifício na cruz nos tornou perfeitos para sempre, como diz o autor de Hebreus (7:28; 10:14), não seria isso suficiente para afirmarmos que nenhum pecado rouba a nossa salvação? Se não somos Deus e não temos nenhuma maneira de medir a conversão interior do ser humano, poderíamos afirmar categoricamente que alguém que deu testemunho de cristão durante sua vida, ao cometer suicídio, realmente não era um cristão?

Baseados na história bíblica e na experiência do povo de Deus, podemos concluir que o suicídio entre os salvos provavelmente é uma ocorrência extraordinariamente rara devido à ação do Espírito Santo e aos efeitos da graça que reina no Corpo de Cristo.
Todos concordam que o suicídio é um pecado grave, porque atenta contra a vida humana. Mas se já estabelecemos que um crente é capaz de eliminar a vida humana de outro, como o fez Davi, sem perder a sua salvação, como aceitar que quem faz o mesmo contra si mesmo perde a sua salvação?
“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38-39).

sexta-feira, 19 de julho de 2019

10 PONTOS QUE DESCREVEM O DISPENSACIONALISMO



1. A Bíblia é inerrante e a base de referência para a interpretação da história.
2. A hermenêutica histórico-gramatical é consistentemente aplicável a todas as Escrituras.
3. O plano de Deus para a história progride através de períodos distintos, começando em um jardim e terminando em uma cidade.
4. Todos estão caídos em pecado e necessitam de Jesus Cristo que é a única esperança de redenção.
5. Uma vez que a humanidade está em pecado, ela deve experimentar o novo nascimento para que possa compreender a Bíblia através do testemunho interno do Espírito.
6. Deus é fiel às suas promessas feitas a Abraão, Isaque, Jacó e à sua semente física (Judeus). Ele não vai mudar ou alterar seu plano para eles.
7. Deus é fiel à sua nova assembléia do pacto de santos (Igreja) que estão nesta era como representantes do Reino de Deus, antes do Arrebatamento.
8. Jesus Cristo é o personagem principal, primário e central da história bíblica. Ele glorifica perfeitamente o Pai em todos os seus papéis.
9. O Novo Testamento desenvolve-se à luz do Antigo Testamento, sendo uma continuação e desenvolvimento do mesmo. Ele não é uma revisão ou uma reinterpretação do Antigo Testamento.
10. Deus é capaz de ter vários planos em seu Plano soberano para a história, pois Ele usa tanto Israel como a Igreja, para complementar um ao outro em seu Plano, a fim de promover a sua glória.

(Thomas Ice)

sábado, 1 de junho de 2019

Como ter um lar feliz!



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Introdução

Hoje em dia muitas coisas tem se falado sobre o fracasso nos lares.  Pastores, sociólogos, psicólogos, e uma infinidade de pessoas nos afirmam que o lar fracassou que os pais fracassaram que os programas governamentais fracassaram, que até a igreja já fracassou. Gente desesperada a perguntar se há uma esperança de verem resolvido os problemas de seus lares.
Sim! Ha uma esperança real para você e a sua família. Deus continua sendo o alicerce dessa esperança. A Bíblia tem uma resposta para o problema da desesperança.
Precisamos primeiramente reconhecer que falhamos em nosso papel no lar, por não obedecermos o padrão de vida estipulado por Deus, e aceitarmos esse perdão.
A segunda parte da carta de Paulo aos Efésios, ele comenta vários relacionamentos. Começando em 5:22 ele se dirige as esposas, e do verso 5:25 em diante aos maridos. Ele descreve os relacionamentos e funções fundamentais de cada um desses. Fala também no capitulo seguinte aos filhos, e logo em seguida ao pais. E é sobre esses relacionamentos que pretendo fazer uma  abordagem:
I -A ESTRUTURA BÍBLICA DA FAMÍLIA
II - O PAPEL DO MARIDO
III-O PAPEL DA ESPOSA
IV-OS FILHOS
I- A ESTRUTURA BÍBLICA DA FAMÍLIA
A família cristã (1ª Co 11;3 Cl 3:20)
Autoridade é questão de Posição não de Valor (Gl 3:27:28)
CRISTO       =         Senhor da família
MARIDO    =         O cabeça da esposa e autoridade principal sobre os filhos
ESPOSA     =        Auxiliadora do marido e segunda autoridade sobre os filhos
FILHOS     =         Obedientes aos pais.
II- O PAPEL DO MARIDO
Amar sua esposa (Ef 5:23-33 Cl 3:19)
A - Amar e sacrificar
“Eros”      =   Paixão
“Filéo”     =   Afeição
“Ágape”  =   Sacrificar-se pelo outro
B- Amar é liderar (Ef. 5:23)
(Com gentileza e mansidão - Cl.3:19; Nm. 12:13)
1- Liderar não é ser ditador
2 - Liderar não é colocar a esposa em uma posição de menos valor (Gl. 3:27-28)
A opinião da esposa não tem menos valor,
O desejo da esposa não tem menos valor,
O tempo da esposa não tem menos valor,
O conforto da mulher na tem menos valos,
3 - Liderar e assumir responsabilidades
* Responsabilidade pela proteção de sua esposa.
a) do perigo
*Responsabilidade pela proteção dos filhos e pressões do lar
* Responsabilidade pelas decisões  
* Responsabilidade pelos filhos
* Responsabilidade pela vida espiritual do lar  
* Responsabilidade pela vida conjugal
                Você; se sacrifica por ela? (ágape)
                Você demonstra afeição por ela? (filéo)
                Ela respondera suas iniciativas sexuais (Eros)
II - O PAPEL DA ESPOSA
A - Igual, porém submissa (Ef 5:22,23)
1.Submissão ao marido e submissão a Deus 2.Submissão é proteção
B - Auxiliadora do marido (Pv.31)
Em casa = cuidado com o lar
Cuidado com as refeições da família
Cuidado com as vestimentas da família
C - Responsável pelo ambiente
·       Ordem
·       Tranqüilidade
·       Amor
IV - OS FILHOS
Eu não pedi para vir ao mundo" foi a declaração de um jovem aos pais durante uma discussão.
Hoje o problema continua, ate mesmo filhos crentes estão agindo muito mal com os pais. Podemos consertar?
A - Deus é pai - Autoridade
1º Instituiu liderança
2º A melhor posição
3º Educação
4º Exemplo
5º Sustento do lar
B – Eles merecem honra
Devemos reconhecer a posição deles (Ex 20:12; 5:15)
·       Não devemos amaldiçoá-los (Lv 20:9 Mt 15:4;Ex 21:17)
·       Não devemos desprezá-los (Dt 27:16)
·       Devemos obedecê-los (Gl 3:20)
·       Não colocá-los acima de Deus (Mt. 10:37)
·       Devemos perdoá-los (Mt. 18:21,22 Lc.17:34; Mt.18:23,25)
·       Devemos amá-los (Mt 22:37,39)
·       Ter gratidão (1ª Tm 5:3-4)
                            Orar por eles
                            Elogiá-los pelo que eles fizeram p/ nós

sábado, 27 de abril de 2019

Como tem sido o seu linguajar?


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"O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem" (Mt 15:11).
A Bíblia, a palavra de Deus que é a única regra de fé e pratica do cristão nos diz que, todo aquele que com a boca confessa a Jesus como seu Salvador, e com o coração crê para a salvação, é feito nova criatura, passando por uma transformação total em seu ser.
Há uma transformação na mente, e as coisas antigas dão lugar a coisas novas. Afinal, vinho novo não pode ser colocado em odres velhos, muito menos remendo de pano novo em veste velha (Mc 2:21-22). É aqui que entra o assunto em epigrafe. Como tem sido o meu linguajar? Como tem sido o seu linguajar? Como tem sido o nosso linguajar? Todos sabemos que hábitos ruins e modos de conversação não cabem mais em uma nova vida, em alguém que se diz “nova criatura em Cristo”.
Significa dizer que também há mudança no nosso falar. Alguém que nasceu de Deus não pode estar ainda preso à uma linguagem que antes cultivava e sim ser um canal no qual Deus manifesta a Sua Graça aos que ainda não foram alcançados.
Às vezes nosso modo de expressar é uma manifestação de nosso temperamento natural, de quando ainda não éramos  salvos. Não deveria ser assim nossa conduta como Servos do Altíssimo. Pessoas de pavio curto são as que mais se metem em encrenca por abrirem a boca quando não deveriam.
Embora já crentes no Senhor Jesus e habitados pelo Espírito Santo, ainda está presente em nós o “pavio curto” que é a natureza velha que precisamos fazer morrer a todo instante. Mas não podemos pensar que o poder de controlar nossa boca venha de nós mesmos. Precisamos a todo tempo depender do Senhor, e estar em comunhão com ele, para que "sejam agradáveis as palavras da nossa boca e a meditação do nosso coração" (Sl 19:14).
"Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios", diz o salmista no capítulo 141:3 reconhecendo sua fraqueza neste sentido.
Nossas palavras são o resultado de nossa vida de comunhão com Deus. Se o que mais alimenta a minha alma e ocupa o meu coração são coisas que dizem respeito ao Reino Eterno, então será isso o que minha boca produzirá. Agora se o que mais alimenta a minha alma e ocupa o centro do meu ser, são coisas mundanas, chocarrices, palavras, ações e imagens torpes então será isso que produzirá os meus lábios. Por isso precisamos atentar sempre para os ensinos que o Senhor nos traz por meio de sua palavra.  Salomão em toda sua sabedoria disse: "O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias" (Pv 2:23), e o apostolo Tiago acrescenta: "se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã." (Tg 1:26).
Quero agora deixar por um pouco de tempo “as palavras reprováveis” que porventura venhamos a utilizar em nossa comunicação, para dizer que Deus espera dos que lhe são fieis, que transmitamos sempre em nosso linguajar algo que vá agregar aos nossos ouvintes coisas saudáveis e edificantes. Observe a exortação de Paulo: "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl 4:6). O apóstolo também aconselhou Timóteo a ser "o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza" (1 Tm 4:12).
Você logo identifica como está a comunhão de alguém com o Senhor só pelo seu falar, pois "do que há em abundância no coração, disso fala a boca." (Mt 12:34). Você também irá identificar o grau de santidade que essa pessoa atribui a Deus quando ela vier com alguma piada, palavras e conversas.
A voluntariedade excessiva  pode também se refletir no falar, daí o conselho de Paulo a Tito, não apenas para os jovens que deveria aconselhar, mas para o próprio Tito: "Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. Em tudo [Tito] te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós." (Tt 2:6-8).
Às vezes precisamos, ao responder a alguém,  parar e perguntar: O que é que estou defendendo aqui, minha reputação ou a reputação do Senhor? Claro, Estou falando para salvos! Para isso me volto para o que Paulo escreve e serve para quando o sangue sobe à cabeça, o coração dispara e a boca fica seca porque por uma ofensa recebida. Se no passado éramos mais criteriosos em escolher as palavras, dependendo do tamanho de quem nos ofendia, em tempos de redes sociais a musculatura dos dedos de quem nos escreve não nos intimida e aí partimos para o ataque. Porém a Palavra de Deus nos exorta:
"A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." (Rm 12:17-21).  Darby definiu este último versículo assim: "Se o meu mau temperamento produzir em você um mau temperamento, então você foi vencido pelo meu mal".
Sigamos o que diz Salomão: “Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio.” (Pv 10:19)
“As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.” (Pv 16:24)
Deus permita que sejamos legítimos canais de bênçãos e da Graça de Dele ao nosso próximo, através das palavras que saem de nossos lábios.
A Deus somente seja toda glória!
MdC

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Você tem escolhido AMAR?


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Se nos relacionamos com pessoas, eventualmente ficaremos chateados, reprovaremos alguma atitude ou discordaremos de alguém. Faz parte! Somos imperfeitos. O que precisamos entender é que em vez de reagirmos a estas situações de desacordo com o nosso instinto pecaminoso. Ou seja, em vez de perdermos a razão, nos irarmos ou guardarmos rancor, devemos escolher amar. Precisamos responder às circunstâncias de forma sábia e equilibrada, como pessoas curadas e bem resolvidas no Pai.
Amar é uma escolha

João 15:9 – Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor.
João 15:16 – Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.
Jesus, ao longo de todo o capítulo 15 do livro de João, faz um convite a nós para que permaneçamos em seu amor. O que isso significa? Significa que o amor dele não muda, será sempre o mesmo. É como se ele dissesse: “o meu amor está aqui disponível, eu já amei vocês. Agora cabe a vocês permanecerem neste amor.”
No verso 16 ele afirma “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi”. Isso indica que Jesus ESCOLHEU nos amar. Na Bíblia, a ação de “ESCOLHER” é o que viabiliza o amor. DEUS, através de Jesus, escolheu nos amar. E nós, validamos o sacrifício e amor de Jesus por nós, quando O escolhemos como Senhor das nossas vidas.
Escolha AMAR

Quando escolhemos viver o amor de Deus para nós, apesar de imperfeitos, somos convidados a viver o perfeito amor em todas as áreas da nossa vida (com nossa família, cônjuge, amigos e irmãos na fé). E isso é possível, pois como está escrito em 1 João 4:19, nós amamos porque Ele nos amou primeiro.
Quanto mais experimentamos o amor de Deus e nos relacionamos com o Pai, mais nos tornamos capazes de escolher amar as pessoas. Apesar delas serem diferentes de nós, pensarem diferente de nós. Apesar delas nos magoarem, falharem conosco ou nos desapontarem.
O perfeito amor lança fora o medo

Quando nós escolhemos amar, apesar das diferenças, nós criamos um ambiente de relacionamentos seguros. Onde as pessoas podem ser elas mesmas. Elas não terão medo de serem reprovadas. Saberão que não deixarão de ser amadas por expressarem quem realmente são, por abrirem seus corações ou exporem suas fraquezas. Nós, como igreja de Cristo, precisamos promover este ambiente seguro de amor e liberdade.
1 João 4:18 – No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.
Este verso tem várias aplicações: no contexto do capítulo ele pode ser entendido como nós não tendo mais medo do Juízo e da condenação porque quando permanecemos no perfeito amor de Cristo temos a certeza da salvação. E este verso refere-se também ao ambiente de amor entre as pessoas. O verso diz que o medo supõe castigo. Num ambiente inseguro, onde há julgamento, as pessoas sentem medo de serem reprovadas, de deixarem de ser amadas, de serem excluídas.
Mas onde há o amor que Deus espera de nós, que é perfeito, o medo é lançado fora. As pessoas sentem-se livres para abrirem seus corações de forma autêntica e sincera. E quem é que não gosta de caminhar perto de pessoas honestas e verdadeiras?
Concluindo

Seja um agente que promove a liberdade. Nossos ministérios, nossas igrejas e nossos pequenos grupos precisam ser um lugar de confiança. Deixe de apenas reagir, condenar e jugar. Troque as reações de julgamento e condenação pelo PERFEITO AMOR, que sempre escolhe amar, independente do que aconteceu.
Texto baseado no livro “Mantenha o seu amor aceso”

Danny Silk

sábado, 13 de outubro de 2018

A minha graça te basta!


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(2ª Co 12:9 – 10)
E disse-me (o Senhor): a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então sou forte." INTRODUÇÃO:
Irmãos! Quando olhamos para os versículos finais do capítulo 11 de 2ª Corintios temos um contra ponto com o que é dito nos primeiros versículos do capítulo 12. Ou seja: temos:
I – UM GRANDE CONTRASTE – (Cap 11:32-33) “Em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender; mas, num grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos”.
(Cap 12:2-4) “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.
Outra tradução diz: Aquele que “teve que escorregar através de uma janela”. Aquele que havia descido, agora foi arrebatado para o céu. E não apenas para o céu, MAS até o 3º céu.
Temos aqui um servo de Deus perseguido, ultrajado, maltratado, humilhado que desceu para escapar, mas que subiu para enxergar a glória de Deus. Ele desceu para se esquivar da perseguição humana, mas Ele subiu para escutar coisas indizíveis, coisas que ultrapassam a capacidade humana de se compreender.
ESSE CONTRASTE: Descendo, para depois subir! Esse episodio na vida de Paulo nos lembra que a vida é cheia de altos e baixos.
Deus nos obriga a atravessar terrenos bem diferentes.
Louvamos a Deus que Ele é imutável! (Tg 1:17) nos diz que “...não há mudança no nosso Deus, nem sobra de variação”. O que ELE foi ontem, ELE é hoje e há de ser para sempre. ELE é imutável. Com ELE não há variação.
MAS IRMÃOS’ As experiências as quais Deus nos obriga a passar são diferentes, são distintas. Você já parou para pensar? Todos os dias de nossas vidas são diferentes; Cheios de altos e baixos, como foia vida de muitos servos do Sr. No passado. Se cada dia de nossas vidas fossem iguais, com certeza seriam dias monótonos!
EXEMPLOS DE ALTOS E BAIXOS
1) JESUS
O Sr. Jesus quando aqui esteve e andou com os seus discípulos, experimentou as mais variadas situações:
Em algum momento estava com os discípulos no deserto,
Outras vezes caminhando com eles a beira mar,
Outras vezes, estavam com eles num barco a atravessar um lago,
Outros momentos estava num lar com uma família,
Outras vezes o encontramos num vale,
Também o encontramos no alto dos montes.
A transfiguração do Sr. Jesus no alto monte e quando lá estavam, Pedro disse: “Bom é estarmos aqui”. E é como se Jesus tivesse dito: Não Pedro! Temos que descer! Existem almas lá em baixo que precisam ser libertas do poder de satanás!
IRMÃOS a vida de fato é assim!
Deus nos leva até aos altos montes para depois nos conduzir ao mais profundo vale. Ele permite dias de sol para depois nos conduzir a noites escuras. Noites que talvez estejamos a passar. Provações, aflições, dor e sofrimento, perdas. Graças a Deus que essas escuras noites, são iluminadas pela presença de Deus e de sua Palavra conosco.
Ele nos dá saúde, para depois nos mandar um sofrimento. Há momentos em que navegamos em mares tranqüilos; outras vezes enfrentamos oceanos bravos e agitados.
2) JOSÉ DO EGITO
A vida de José começou com ele:
Na casa dos pais,
Depois o encontramos, no campo, trabalhando com os irmãos. (E eram irmãos maldosos).
Vemos José jogado dentro de uma cisterna
Em seguida o vemos fazendo parte de uma caravana sendo levado cativo para o Egito,
Lá no Egito colocado numa praça para ser vendido como escravo,
Comprado, tornou-se criado de um homem chamado Potifar, oficial do Rei Faraó,
Para depois ser acusado falsamente por uma mulher perversa e lançado num cárcere por longos anos.
Mas de lá ele foi conduzido à côrte de Faraó. Tornou-se o 1º ministro do Egito e colocado numa carruagem pelas ruas sendo aclamado como herói e salvador da pátria.
Irmãos! A vida de José não era uma vida estagnada ou enfadonha. José passou por emergências e experiências difíceis em sua trajetória de vida.
Mas uma coisa permaneceu constante na vida de José! Sabe o que foi? O CONTROLE DE DEUS NA SUA VIDA!
Queridos! Deixe-me perguntar: A sua vida está nas mãos de Deus? O mesmo Deus de José?
Quem está a dirigir a sua vida? É Deus que está a controlar a nossa vida? Nosso trabalho? As nossas ações e atitudes?
E em todas essas situações lemos: “E DEUS ERA COM JOSÉ”.
ILUSTRAÇÃO: Certa vez o exercito de Israel tiveram que enfrentar o inimigo e foram vitoriosos, a batalha foi travada nas montanhas e o inimigo disse: Da próxima vez nós vamos atacar no vale, porque o Deus de Israel é o Deus das montanhas, mas não é o Deus dos vales!
E houve outra guerra no vale e Deus, de novo, deu-lhes a vitória, provando que DEUS, não é apenas o DEUS das montanhas, MAS ELE É TAMBÉM O DEUS DOS VALES.
APLICAÇÃO:
Irmãos! Pode ser que os dias que nos esperam, nos trará, ainda mais provações, mais altos e baixos, mais diferentes experiências, muitos questionamentos. MAS precisamos como José estarmos certos de que DEUS ESTARÁ SEMPRE CONOSCO.
Assim poderemos atravessar esses dias em completa segurança sob o auxilio do Senhor.
IRMÃOS! Deus não quer que a nossa vida seja uma vida monótona, uma vida maçante, mas ELE deseja que cada situação que nós enfrentamos, que nós aprendamos DELE, cada lição ensinada por ELE produza em nós, MATURIDADE E ESPIRITUALIDADE.
Essas experiências as quais Deus permite enfrentarmos nos faz lembrar das palavras do escritor aos (Hebreus 12:5-6) “...Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; 6 porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”
II – O ARREBATAMENTO – Se você observar o contexto em que Paulo vivia quando foi arrebatado ao Paraiso, vai perceber que a vida Dele estava sendo assolada por um grupo de pessoas chamadas “judaizantes”, inimigas da cruz de Cristo. Eles acusaram-no de não ser apostolo, de servir a Deus por interesses impróprios. Haviam aqueles que o acusavam de servir a Deus por motivos financeiros e Paulo sentiu-se na obrigação de defender o seu caráter. Veja (Cap 11: 6-9)
“E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto. 7 Cometi eu, porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus? 8 Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir, 9 e, estando entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e, em tudo, me guardei e me guardarei de vos ser pesado”.
Também em (2ª Co 2:17) Paulo se defende dizendo: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” Ele se recusou de baixar a esse nível: MERCADEJAR A PALAVRA.
Enquanto os acusadores de Paulo se preocupavam em construir castelos aqui neste mundo, em acumular tesouros aqui, Paulo dizia: A minha ambição não é terrena; A minha ambição é espiritual PROVA DISSO é que:
* Uma vez fui arrebatado ao céu, e disso ele tinha certeza. Porém não sabia se no corpo ou fora do corpo.
* Paulo quando arrebatado ao céu viu o Sr. face a face. Essa deve ser a nossa esperança!
Irmãos! Um dia seremos levados para o céu, vamos ver o Sr. face a face, mas não será por um breve momento como fora com Paulo. Vemos pelo texto que Paulo voltou daquele lugar para onde foi arrebatado.
A Palavra de Deus diz que quando o Sr. Vier nos buscar, ESTAREMOS PARA SEMPRE COM ELE
APLICAÇÃO – Quando nos depararmos com situações de contrastes, semelhantes a Paulo, José e Jesus; Situações de altos e baixos. Um tempo nas montanhas, outras épocas no vale da sombra da morte. Um tempo de fartura, outros de escassês. LEMBRE-SE: Um dia seremos Levados pelo Sr. para sua presença.
• Estaremos para sempre com o nosso Senhor,
• Haveremos de ouvir coisas inefáveis, que a homem nenhum (aqui no mundo) é lícito falar,
• Palavras que ultrapassam a capacidade humana de descrever
IRMÃOS! Nós não somos capazes de descrever o que o céu será. Pensamos na beleza do lugar, na beleza das ruas de ouro, MAS EU CREIO QUE A BELEZA DO CÉU, está no fato de que estaremos para sempre com o Sr.
LEMBRAM DA CRUCIFICAÇÃO? O que foi que Jesus disse ao ladrão arrependido? Hoje estarás no paraíso... FOI ISSO QUE ELE DISSE? NÃO FOI! Ele disse: Hoje estarás COMIGO no paraíso.
Quando Deus por meio de sua palavra descreve o céu ELE não o descreve por aquilo que lá terá, mas por aquilo que não vai haver no céu.
O QUE NÃO VAI TER NO CÉU? O QUE?
Choro, lágrimas, dor, luto, morte, maldição, doenças, pecado, sofrimentos etc...
Quem aqui hoje não quer estar num lugar assim? Que essas verdades acerca do CE no faça dizer: AMÉM, ORA VEM SENHOR JESUS!
CONCLUSÃO: A volta de Cristo, meus irmãos, deve ser a nossa esperança!
Se você como Paulo, vive um momento em que está sendo descido por um cesto para escapar,
Se você como José do Egito, vive um momento dentro de uma cisterna ou numa masmorra,
Se você como Davi anda pelo vale da sombra da morte; QUE VOCÊ POSSSA, DORAVANTE, VIVER COM OS OLHOS E OS PENSAMENTOS FITOS NO FATO DE QUE:
ELE VEM,
ELE NOS LEVARA PARA ESTAR COM ELE
E como diz a canção que as vezes cantamos:
Este mundo jamais pode me separar
Dos valores celestiais que eu vou receber
Meu tesouro e esperança estão no meu novo lar
Sou herdeiro com Cristo, vou com Ele morar
Céu, lindo céu! Céu, lindo céu!
Há mansões celestiais, todas feitas por Deus
Céu, lindo céu! Céu, lindo céu!
Eu vou pro céu, lindo céu
Com Cristo vou morar no lindo céu!
Já estando além rio, minha luta findou
Eu não tenho mais pecado, pois Jesus me lavou
Oh que glória na subida, nas alturas dos céus
Cantarei a linda história do Cordeiro de Deus

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Valorizando seus dons e talentos servindo ao senhor


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Texto base: “Por esta razão te exorto, a que despertes o Dom de Deus que há em ti...”  II Tim 1:6

Josué 22:5 “Tende cuidado de guardar com diligencia o mandamento e a lei que Moisés servo do Senhor vos ordenou: Que AMEIS ao Senhor vosso Deus, ANDEIS em todos os seus caminhos, GUARDEIS os seus mandamentos e vos ACHEGUEIS a Ele, e o SIRVAIS de todo vosso coração e de toda vossa alma.”

SERVIR – “...e o SIRVAIS de todo vosso coração e de toda vossa alma.”
Diante dos acontecimentos atuais do mundo que apontam para a proximidade da volta do Sr Jesus para buscar sua igreja, somos levados a pensar com seriedade na maneira como estamos desenvolvendo nossos dons e talentos. Será que estamos desenvolvendo nossos dons e talentos, remindo o tempo, encarando de fato que o dia do Senhor se aproxima? Uma das maneiras que podemos valorizar nossos dons e talentos é SERVINDO AO SENHOR: COMO SERVIR?

I – Servir com diligencia – II Tim 2:4 “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo e satisfazer aquele que o alistou.”
Diligente: astuto, capaz, equilibrado, cuidadoso, zeloso.
Diligencia no serviço não é mero ativismo (levantar tal hora, trabalhar o dia todo, preencher um programa para contar pontos) como fazem os Escoteiros: Cada dia uma boa ação. O Objetivo daquele que serve com diligencia e satisfazer  aquele que o alistou, I Tim 4:15.
Diligencia no serviço não é fazer para ser, e sim o ser para fazer. Muitos querem fazer alguma coisa para o seu Deus para serem vistos, aplaudidos, para terem reconhecimento humano ou para terem a primazia.
Diligencia no serviço não é isto. Fazemos a obra do Senhor não para sermos, mas porque somos do Senhor e porque maior obra Jesus fez por nós. Porque temos uma posição no Senhor.
II – Servir com perspicácia – Ler Mat 9:35-38. Perspicácia fala de agudeza, alguém visionário, inteligente. Vemos essa agudeza, essa perspicácia no Senhor Jesus aqui neste texto. Note:
Verso 35 – “Percorria Jesus todas as cidades...” Sua Estratégia.
Verso 36 – “Vendo Ele as multidões...” Sua visão (era um visionário).
Verso 36 – “...compadeceu-se deles...” Sua compaixão, Tinha paixão por almas perdidas.
O serviço do Sr Jesus era marcado por sua perspicácia. Não era algo solto, aleatório, sem compromisso. Jesus estava afinado com a vontade do Pai. João 6:38.
III – Servir com disciplina – I Cor 9:24 “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos na verdade correm, mas um só leva o premio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina.
Disciplina fala de organização –controle –domínio próprio. Como fazem os atletas para conquistar uma coroa de flores, muito mais nós crentes no Senhor Jesus. A coroa que nos espera não é de flores que daqui a pouco há de murchar. Nossa coroa diz a P.D é incorruptível.
Disciplina no sofrimento – Hoje em dia as igrejas estão cheias de teologias  que ensinam que o crente não pode sofre, ficar doentes, nem pegar um resfriado. Irmão! SOFRIMENTOS é algo que está reservado  a quem quer servir a Cristo. Leia comigo  II Tm 3:12 “Ora todos quantos desejam viver piedosamente em Cristo  Jesus, padecerão perseguições.” Isto sim é que é sofrer. O que você , eu já sofremos por causa de  Cristo?
Disciplina na honestidade – Domínio próprio. O padrão do mundo para os nossos dias é: “Temos que ficar ricos a qualquer custo. Mesmo que para isto tenhamos que ser HONESTOS”. Observaram o padrão? Honestidade nunca!!!
IV – Servir com fidelidade – I Cor 4:2 “Ora além disso, o que se requer dos despenseiros e que cada um seja achado fiel.”
Que precisamos de fidelidade é algo inquestionável, mas para servirmos bem, precisamos diligenciar nossa fidelidade em pelo menos  duas direções:
a)   Fidelidade ao senhor Jesus
b)   Fidelidade à verdade bíblica..
Como posso saber se estou sendo fiel ao Senhor e à sua palavra?
Eis aqui alguns questionamentos que podemos fazer a nós mesmos:
-Quem é que ocupa o centro de minha vida ?
-Quem é que ocupa o centro de minha alma?
-Quem é que ocupa o meu coração?
-É realmente o Senhor Jesus? Se a resposta para estas perguntas for JESUS CRISTO. Isto é FIDELIDADE.
CONCLUSÃO ´Temos estudado ao longo dessa série o que  é Dom, o que é Talento e o modo como, como cristãos, podemos usar nossos dons e talentos para a glória do nosso grande Mestre e Salvador Jesus Cristo. Que possamos abrir nossas mentes e corações para receber essas instruções da palavra de Deus acerca dos dons e Talentos e praticar tudo que temos aprendido durante esse tempo.
A Deus somente seja a glória
Roney Miguel
Mdc