quinta-feira, 6 de março de 2014

Cuidado com o Ativismo Espiritual


O ativista é aquele que privilegia a ação. Assim, dentro ou fora do meio cristão. Quando as pessoas estão no ativismo dentro da igreja isso não quer dizer apenas que estejam com excesso de trabalho, mas com uma sobrecarga de compromissos humanamente impossíveis de serem realizados. e pior ainda para aparecer, agradar a autoridade, cumprir a lei e até para a autopromoção. Outro lado desse ativismo é a incoerência entre o que se diz e o que se faz. Leva-se uma vida dupla, numa “personalidade dupla” e isso é desgaste de energia e fonte de fadiga. Quem sofre o mal do ativismo, pode até não trabalhar muito, mas não ora, não estuda a Palavra, não descansa, porque o trabalho virou escapismo, fuga de problemas não resolvidos. Ocorre o círculo-vicioso: enche-se de tarefas e não se tem tempo para o cultivo espiritual e humano. O ativista esquece que o valor e grandeza da vida não está naquilo que se faz, mas naquilo que se é. Quando sou ativista faço para Ser e nunca faço porque Sou. Quem faz muitas obras para o Senhor e acaba esquecendo o próprio Senhor por causa das muitas obras, está equivocado. Quem se apega às obras, espera elogios, gratificações e resultados e geralmente não sabe dar seu lugar a outros. O ativismo é muitas vezes resultado do perfeccionismo. É próprio do perfeccionista ter a tendência a ficar insatisfeito e incomodado com o que faz. Sob o comando do ativismo a função vira profissionalismo, a gratuidade é substituída pela gratificação. O povo procura o líder e encontra um profissional. Os efeitos do ativismo são muito negativos: irritabilidade, desgaste, esgotamento, isolamento, doenças, queima-se as pessoas com facilidade e freqüência. O ativismo é alimentado por determinadas afeições: desejo de aparecer, competição, rendimento, sucesso. O ativista peca pela pressa, vive sob a pressão do tempo e sob a sensação de urgência que é a “tirania do urgente”. Sobrecarrega-se de responsabilidades, ambição do sucesso, fazendo do ativismo uma patologia. O remédio e cura são: oração, lazer, amizades boas, mudar o estilo competitivo, perfeccionista e apressado, observar o 5° mandamento e o convite de Jesus: “Vinde à parte para um lugar deserto e descansai” (Mc 6,31). O ativismo é uma patologia de nossa cultura, é uma espécie de narcisismo, ou seja, exaltação de si para obter atenção, afeto e valorização de si. Privilegia-se o fazer e o ter em detrimento do ser. O acúmulo de trabalho é uma espécie de narcótico que leva à fuga e prejuízo de outros valores. O ativista é um fugitivo de si e um desertor de Deus. O que o ativista constrói com uma mão, destrói com a outra. Numa sociedade competitiva e consumista o ativismo é uma doença cultural que se manifesta no infarto, agressividade, depressão, stress e falta de tempo, de meditação, de silêncio e de escuta. É um comportamento contra a vida.
Copilado
MdC


quarta-feira, 5 de março de 2014

TER EQUILIBRIO

                                           
Ter equilíbrio é medir o preço dos gestos, dos generosos aos rancorosos. 
Ter equilíbrio é saber que Deus é Senhor. 
Ter equilíbrio é ter a coragem de se deixar conduzir por Deus. 
Ter equilíbrio é não fazer o outro pagar, mas deixar com Deus a justiça, o que pode implicar em nunca ver a justiça sendo feita nos termos humanos. 
Ter equilíbrio é saber que a maior reparação pelo dano recebido é o perdão, porque o perdão asfalta a estrada da liberdade. 
Ter equilíbrio é, mesmo em dores internas, ouvir a palavra de Deus: "Não procurem vingança, nem guardem rancor... mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor" (Levítico 19.18).
A vitória que Deus nos dá é sem dano. Não custa o nosso sangue. Não custa o sangue do outro.
Por isto, o conselho bíblico é firme: "Não diga: 'Farei com ele o que fez comigo; ele pagará pelo que fez”. (Provérbios 24.29). Ou ainda mais precisamente: "Não diga: 'Eu o farei pagar pelo mal que me fez!' Espere pelo Senhor, e ele dará a vitória a você" (Provérbios 20.22).
“... As pessoas humildes aceitam conselhos e se tornam mais sábias.” (Provérbios 13:10b)
“... Bons conselheiros sempre nos ajudam a vencer.” (Provérbios 24:6b).
MdC

domingo, 2 de março de 2014

ADMOESTO-TE


ADMOESTO-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; (1 Timóteo 2:1, 2 ARC)

Vivemos um momento crítico de nosso pais, aonde vislumbramos a corrupção se espalhando por todos os setores da administração pública, em toda e qualquer instância, qual seja a nível municipal, estadual e federal.
Vemos um estado aonde aqueles que deveriam lutar pelo direito do povo, pela nação como um todo, por uma sociedade justa e igualitária, olham somente para seus próprios interesses, esquecendo-se ou talvez ignorando aqueles que os elegeram, dando-lhes voto de confiança, que na verdade, tem gerado revolta e decepção.
O que mais me constrange é que tal fato tem ultrapassado o mundo político e entrado em nossas igrejas, até mesmo em nossos lares, destruindo completamente a estrutura da sociedade, a sua célula mater, a família.
Mas então o que fazer? Como agir diante de uma situação tão caótica, tão deseperadora?
Lendo as Sagradas Escrituras, vemos que esse contexto não é algo restrito a nossa época, a tão falada pôs- modernidade, pois no Velho Testamento, no livro do profeta Malaquias, em especial nos capítulos 2 e 3, vemos aqueles que deveriam cuidar da Casa de Deus e dos órfãos e viúvas, se desviando completamente da sua missão, se corrompendo e assim todos colhendo frutos amargos pela falta de comunhão com o Pai.
Voltando para o texto, que está na primeira carta de Paulo a Timóteo, vemos Paulo dando a seu discípulo, instrução sobre deprecação, oração, intercessão, comportamento na igreja, especificando até mesmo o comportamento de homens e mulheres como Corpo de Cristo.
Mas principalmente nos versículos em questão, vemos Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, admoestar Timóteo, isto é, repreende-lo de forma branda e benévola, mostrando-lhe que havia o mal mas havia também o bem a fazer. Aqui o bem a fazer é a deprecação, (insistência, empenho, veemência no pedir),a oração, a intercessão e ações de graças por todos os seres humanos, independente de seu comportamento, etnia, posição social, formação acadêmica. Deus nos mostra aqui algo primordial para exercermos o verdadeiro amor, que é, separarmos cada pessoa de seu comportamento e intercedermos por todos junto a Ele em nome de Jesus Cristo, pois é desejo de nosso Pai Celeste que todos se salvem, (1Tm2:4).
Tais palavras, ao meu ver, não querem dizer que não devemos nos opor ao erro e assim consequentemente aprova-lo, mas defendendo a verdade não sejamos negligentes, pois se o formos, seremos tão pecadores quanto aqueles que incentivam o erro. Tenho em meu coração que a paz, sempre que possível, deverá ser nosso objetivo, mas a verdade deve ser defendida e apresentada a qualquer preço. E como cristão, a verdade se apresenta na Palavra de Deus e em Cristo Jesus.
Portanto, devemos nos manifestar, de forma pacífica, sempre apresentando a verdade, através de nosso comportamento cotidiano, de nosso falar, enfim de todo o nosso viver, mas de modo algum devemos deixar de orar  por aqueles que estão à nossa volta e como no texto em questão, até mesmo pelas autoridades, intercedendo por eles junto a Deus, para termos então uma vida quieta e sossegada, baseada na piedade, (compaixão, misericórdia), e honestidade. Façamos a nossa parte.
A Deus somente seja toda a glória!

M. do C.

VIDA




Vivemos em uma sociedade de ritmo frenético e confuso, aonde os limites não são claros, os papéis estão invertidos e as prioridades nos assustam.
Na agitação do dia-a-dia, influencia da mídia, o pensamento da maioria das pessoas é de que o ter é mais importante que o ser.
Com isso nos voltamos somente, e tão somente, para o trabalho, para os estudos, para a notoriedade social e nos esquecemos do que realmente deve ter importância em nossas vidas; a princípio, nosso relacionamento com o Criador e consequentemente com o nosso próximo.
Não me refiro, simplesmente, ao próximo que encontramos no trabalho, nas ruas, na escola, na igreja, mas ao próximo que está verdadeiramente muito próximo, em nossos lares, com quem dividimos nosso espaço físico, cozinha, salas, quartos, banheiros, mas não dividimos o nosso tempo, a nossa atenção, o nosso amor.
Jesus nos deixou mandamentos claros:
- amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de todo a tua alma e todo o teu entendimento.
- amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Paulo em sua carta à igreja em Éfeso, expõe de forma clara, o relacionamento no lar cristão. Em primeiro lugar, entre marido e mulher, aonde deve predominar o amor incondicional, apresentado em dedicação, submissão, respeito, cuidado e exclusividade. Em segundo lugar, expõe o relacionamento entre pais e filhos, composto por amor, honra, disciplina e admoestação.
Portanto, sejamos cuidadosos no nosso modo de proceder. Não sejamos insensatos; sejamos sábios e aproveitemos cada oportunidade que tivermos de fazer o bem, por que os dias são maus. Não procedamos imprudentemente, mas procuremos descobrir e fazer tudo o que o Senhor quer que façamos.
E tudo isso, só alcançaremos através da oração, do estudo e exercício da Palavra de Deus, e de uma vida em comunhão.
A Deus, somente, seja toda a glória!
M.do C.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

AUTO PROCLAMAÇÃO CONDENAVEL

   Texto: Mateus 6:1-18

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; Doutra sorte não teríeis galardão junto do vosso Pai Celeste.” Mateus 6:1
INTRODUÇÃO:
Este texto faz parte da pregação do Senhor Jesus no sermão do monte, onde o foco principal do seu discurso, o cerne de sua mensagem é sem dúvida nenhuma, o combate, e a desaprovação a  um  tipo de comportamento que na sua época ja era uma prática recorrente.   Em nossos dias então; Nem se fala!!!
Qual é então o Comportamento condenado pelo Senhor Jesus em seu discurso aqui nesse texto? 
AUTO PROCLAMAÇÃO: Que é o esforço em tornar conhecido o que supostamente se faz para Deus.                                                             
O Senhor Jesus Cristo ilustra  seu ensino concernente a este comportamento, usando três aplicações diferentes, abordando três práticas religiosas do judaismo daquele tempo.
Uma prática relacionada ao próximo,
Uma prática relacionada a Deus e,
Uma prática relacionada à nossa própria pessoa:
1 –  ESMOLA  -   Relacionada ao próximo – (Versos 2-4)  O Senhor Jesus Cristo não está condenando aqui o gesto de dar a esmola, o gesto da caridade, a prática da generosidade. Se assim fosse, o Senhor Jesus estaria contradizendo todo o restante dos seus ensinamentos na sua palavra. O que o Senhor Jesus Cristo condena nesse texto aqui  é a motivação que se apresenta ao tocar a trombeta na prática do ato de DAR, na prática de ser generoso, de ser caridoso, de ser bondoso. O tocar a trombeta é uma figura de como faziam questão de tornar público os seus feitos.
TOCAR TROMBETA – nesse texto corresponde a auto glorificação.
Embora nós tenhamos recebido do Senhorr Jesus a ordem no Cap 5:16 de Mateus para deixarmos a nossa luz brilhar; Jamais devemos praticar atos de justiça para nossa auto glorificação.
Seja em que sentido for: literal ou figurado. Se a intenção é atrair a atenção para si; a reprovação do nosso Senhor à atitude de buscar proveito próprio não muda.     “… para serem louvados pelos homens.” Verso 2 a 4.
2. ORAÇÃO — Relacionada a Deus – (versos 5 e 6). Oração expressa o nosso reconhecimento de dependência a Deus e nossa necessidade pessoal.
O Senhor Jesus aqui, assim como no caso da esmola, não está combatendo a posição física usada para a oração, se o local  é visivel ou não, se nossa linguagem usada é rebuscada ou não,  mas as intenções e os motivos que  expomos quando estamos a orar.
Não pode e nem deve haver nenhuma relação com o pensamento do orgulho ou capacidade pessoal, (Lucas 18:9-14).  Quanta contradição existe em orarmos a Deus com o objetivo de “sermos vistos”   e o que é pior    “pelos homens”.
3.   JEJUM  –  Relacionada  com a própria pessoa – (versos 16-18). O que é  Jejum?  É não alimentar a si próprio, é abster-se de algo, é negar algo a si mesmo, é renunciar o “eu” em qualquer que seja o sentido do jejum. Por exemplo: a abstinência de alimentos, a abstinência de sexo, abstinência do pecado etc. A lei judaica sob a qual viviam os ouvintes do Senhor Jesus Cristo, prescrevia um jejun anual, no dia da expiação (Lev 16:29). Os  fariseus acrecentaram mais dois jejuns semanais, e os praticavam aproveitando a  ocasião para dar mostras de piedade.   (Lucas 18: 9-14).
Na ilustração do Senhor Jesus o jejuar é usado com intenção totalmente contrária ao significado da palavra;  pois aqui na ilustração o “eu” em vez de ser negado, é colocado em destaque: VEJA:   “Com o fim de parecer aos homens que jejuam.” 
Quando externamos nossa intenção de que os outros conheçam o que fazemos, o valor do que foi feito já se foi, porque é diante de quem normalmente esperamos os “aplausos” que fazemos o teatro (a incenação).
CONCLUSÃO:
O ensinamento é que não basta justiça externa, é preciso fidelidade interna. Ou seja: motivos sinceros em servir unicamente a Deus, sem preocupar que A ou B esteja vendo.
Assim como na igreja primitiva, hoje em dia na nossa geração, muitas atividades MINISTERIAIS tem necessariamente suas expressões  públicas  e apropriadas. Agora se ao exercermos essas atividades, houver de nossa parte uma preocupação exagerada de fazer conhecido nossos feitos.   Por exemplo:  “ Eu sou o presbítero”, “Eu sou o obreiro” “Eu sou o pastor”, “fiz tantos discípulos”, “ganhei tantas almas” “Eu sou o (a) Levita” “Eu sou o Pregador” etc…  entraremos no caminho da hipocrisia  e o palco  estará montado para a simulação do que seja realmente espiritual.
Infelizmente, os fariseus não foram os únicos artistas que fizeram uso da trombeta!  São encontrados até hoje nas diversas atividades das igrejas locais ,  “crentes” que fazem questão de tocar suas trombetas, de tornar conhecidos perante os homens e de forma mais ampla possível suas atividades supostamente espirituais.
Hoje em dia o que se vê nas igrejas, não como regra, são pessoas se auto proclamando. Querem a todo custo serem vistos, estão em busca de aplausos, (certamente pelos homens), correndo atraz de glórias.
O Senhor Jesus  em Mateus 6:1-18  condena a AUTO PROCLAMAÇÃO  e recomenda a obscuridade, a singeleza ao invés da publicidade perante as pessoas.
A Obscuridade perante os homens  não significa obscuridade perante  Deus.
O ensinameno basico dado pelo Senhor é que Ele é:
a)      Onisciente – Ele vê em secreto” Vv 4,6,18 Não precisamos nos preocupar se Ele esta ou não vendo.
b)      Onipresente  – “E teu Pai que vê…Vv 6; “…e teu Pai que vê …”Vv 18. Não precisamos nos preocupar que Ele esteja vendo.
Agir sempre perante Ele; em sua presença; mesmo que Ele esteja em oculto. Não só nos ajuntamentos cristãos mas perante a sociedade. LEMBREMOS: Deus está presente; Ele tudo vê, ainda que seja em secreto..
c)      Galardoador – ‘…te recompensará…”Vv 4,6,18 Esta aprovação é a única que deve nos interessar, Deve ser a única pela qual devemos correr atraz. Se não tivermos aprovação do Deus altissimo, de nada adianta a aprovação dos homens. Só vai servir para nos levar ao pecado da soberba, do orgulho. Veja as palavras de APROVAÇÃO do Sr. Jesus ao servo fiel: “Bem está servo bom e fiel…” (Mateus 25:21-23).
Diz o Ap Paulo:  “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva.” (2  Coríntios 10:18). O Louvor do Senhor é permanente enquanto que o louvor  do homem é efémero, passageiro, como uma neblina que logo se dissipa.
A AUTO PROCLAMAÇÃO é um padrão vergonhoso, como é vergonhoso uma vida suja. E nenhuma, nem outra de modo algum honra e glorifica ao Senhor, pois é contrária ao que Ele ensina e espera dos seus fieis.
A AUTO PROCLAMAÇÃO  é condenada pelo Senhor e isto deve ser razão suficiente para repugnarmos e combatermos com todo o vigor, mesmo que suas justificativas possam parecer espirituais.
Sem dúvida não ha outro caminho a trilhar que não seja o de seguir as instruções do Profeta no A.T q ue diz: "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?"
MdC