sexta-feira, 14 de março de 2014

HOMENAGEM ÀS MULHERES

Provérbios 31: 10-17

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias.” Vs 10

Introdução:

Comemoramos recentemente o dia internacional da mulher e nada melhor que aproveitar para trazer uma mensagem temática, tratando exatamente deste acontecimento.
Durante muitos séculos a mulher foi esquecida ou relegada a um segundo plano. A posição da mulher no judaísmo, era muito inferior a do homem, pois alguns rabinos chegavam ao extremo de pensar que as mulheres não tinham alma. Também no judaísmo, não era permitido que as mulheres estudassem a lei de Moises, e alguns sábios Judeus asseveravam que valia mais a pena queimar a lei do que ensiná-la a uma mulher.
A posição da mulher na sociedade contemporânea tem sido muitas vezes de opressão, escravidão, mal reconhecida, mal assalariada, explorada, mal amada, espancada, estuprada.
Muitos homens por não assumirem seu papel na sociedade, tem deixado suas esposas serem maltratadas e a trabalharem além de suas possibilidades. Isso tem sido vergonhoso.

A Bíblia nos diz que uma mulher virtuosa o seu valor excede em muito o valor de finas jóias e aqui em provérbios o sábio Salomão faz uma descrição de suas qualidades e características.

A Palavra de Deus ainda fala de sete Marias, que com seus exemplos demonstram as virtudes que toda mulher deve ter.
No original hebraico, Maria significa literalmente: “virtuosa”. Aqui no verso 10 do nosso texto há uma pergunta: “Mulher, virtuosa quem a achara?” No original está escrito assim: “mulher Maria quem a achará?”.

1.    Maria, ou Mirian, irmã de Moisés Êxodo dois, entusiasta, companheira e critica.
2.    Maria de Nazaré, mãe de Jesus. Fervorosa. Serviçal, Obediente e Humilde.
3.    Maria Madalena, amorosa, generosa, firme no trabalho cristão.
4.    Maria de Betânia, irmã de Lázaro, agradecida e atenta às palavras de Jesus.
5.    Maria mulher de Cleófas, fidelidade e tenacidade diante das perseguições.
6.    Maria mãe de João Marcos, o evangelista, valente e hospitaleira.
7.    Maria de Roma, missionária ativa.

Há também aquelas mulheres maravilhosas que marcaram seus nomes na bíblia como exemplos de amor, de fé, e obstinação no trabalho de Deus. São elas:

Raabe –Js 2 A prostituta que morava em Gerisse que vendo o perigo iminente de destruição, se arrependeu de seus pecados se converteu a Deus, salvou os dois espiões de Israel e também sua família, Seu nome consta na genealogia de Jesus e na galeria de fé em Heb 11.

Acsa filha de Calebe – que tendo recebido de seu pai terra seca; clama e intercede a ele que lhe dêem terra com fontes de águas. Sendo prontamente atendida. Mostrando assim, persistência, visão espiritual e não conformação com os fatos áridos da vida.

Ester – a rainha valente que salvou a vida de seu povo – os judeus.

    Débora – Uma juíza exemplar, uma mulher patriota.

    Rispa – a mãe modelo, mãe amorosa, não abandonou seus filhos nem quando morreram, passando aproximadamente três meses enxotando as aves de rapina para que não comessem os corpos de seus dois filhos. Foi honrada pelo rei Davi, enterrando seus filhos nas sepulturas dos reis de Israel (2 Sam 21:8-14) Quantas mães já abandonaram seus filhos? Mesmo vivos? Que tristeza!

   Febe – Rm 16:1-2 Serviçal e colaboradora.

   Priscila – Atos 18:26-28 esposa, exemplar, companheira de todas as horas de seu marido evangelista.

   Dorcas – Atos 9:36 Operosa de boas obras. Foi ressuscitada a pedido das pessoas que haviam sido beneficiadas por ela. Deixou saudades.

   Lídia – Atos 16 Rica, vendedora de púrpura, porém humilde e hospitaleira. Primícia de conversão na cidade de Filipos.

   Ruth - Nora de Noemi, gentílica, fiel companheira, não abandonou sua sogra quando ela mais precisava, suas palavras ficaram marcadas como exemplos de grande fidelidade fraternal: Disse ela a Noemi: “Não me instes para que Te deixes, e me obrigues a não seguir-te, porque onde quer que fores, ali irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu, o teu povo é o meu povo, o teu Deu é o meu Deus. Onde quer que morreres morrerei eu, e ai serei sepultada. Faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, e se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” (Rute 1:16-17)

Mulheres! Deixem suas marcas na historia desse século como mulheres VIRTUOSAS.
Sabe irmãs apesar da opressão, do preconceito, da discriminação a que as mulheres viveram ao longo de toda a história da humanidade, temos muito que comemorar, pois como acabamos de observar na palavra de Deus. Em meio a tantos acontecimentos desagradáveis em torno das mulheres a bíblia está repleta de mulheres que ainda assim, conseguiram ser MULHERES VIRTUOSAS, não obstante os dias difíceis em que viviam.
Quero dizer-lhes que certamente seus dias podem não estar tão diferentes:
- As mulheres hoje em dia, reconhecidamente tem tido salários menores, muitas delas jornadas trabalhistas dobradas, preconceitos, discriminações, opressões nos lares, na sociedade e etc. Mas se você é uma CRENTE FIEL ainda assim você pode ser uma MULHER VIRTUOSA.

Nos tempos bíblicos também existiam mulheres indignas de mau caráter:
Jezabel – Idólatra dominadora, perversa e perseguidora dos santos.
A Rainha Vastí – Insubmissa ao marido e ao Rei. Perdeu a coroa e o marido.
Herodias –Adúltera e assassina dos crentes. Mandou matar a João Batista.
A Mulher rixosa de Provérbios – Criava contenda com todos e por tudo. “Melhor é morar numa terra deserta do que com uma mulher rixosa e iracunda”. Pv 21:19
“O gotejar continuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa, são semelhantes, contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão”.  Pv 27:15-16

Jesus quer que todas as mulheres sejam livres, emancipadas do pecado, da insubmissão para melhor servi-lo e exercer a nobre função que lhe foi confiada.
A mulher sábia, a mulher virtuosa edifica sua casa, e não só isso, ela edifica nações, passando valores e ensinos a seus filhos, que ficarão impregnados na mente e na vida daqueles que um dia crescerão e farão a historia do mundo.

Irmãs! Que Deus vos abençoe neste mês que se comemora o seu dia e principalmente que Ele conceda a cada uma de vocês a graça de serem cada vez mais MULHERES VIRTUOSAS, para o bem e o crescimento espiritual de vocês e a gloria de nosso grande DEUS
M do C

domingo, 9 de março de 2014

TRANCANDO AS PORTAS



João 20:1-19
Lendo esta passagem das Sagradas Escrituras, vemos o dia de domingo que Jesus havia ressuscitado. Inicialmente, pela manhã, Maria Madalena foi ao sepulcro e vê a pedra que o fechava retirada. Corre então a pedir ajuda a Simão Pedro e João, que indo até a tumba, encontram-na vazia. Não compreendem o que estava acontecendo e voltam para casa. Maria permanece ali, chorando e acaba encontrando-se com  o Mestre, que pede que anuncie aos discípulos que havia ressuscitado. Obedecendo a Jesus, Maria vai aos discípulos e anuncia que vira ao Senhor.
Então, o que acontece? Apesar de andarem ao lado de Jesus por 3 anos e todos esses fatos lhes terem sido anunciados, os discípulos enchem-se de medo dos judeus e trancam as portas e janelas da casa onde estavam. Ali ficam submersos na escuridão do medo do mundo.
Trazendo tal situação para os nossos dias, vejo como as pessoas trancam as suas portas, não querendo receber e exercer a mensagem do Evangelho.
Podemos vislumbrar tal fato em três contextos principais:
>  o primeiro, ocorrendo quando envolve a pessoa que não conhece a Cristo e, portanto por medo, ignorância ou até mesmo desprezo, rejeitam aqueles que são usados pelo Senhor para a evangelização.
> o segundo, ocorrendo dentro da comunidade da igreja, no meio do povo de Deus. Sim! No meio do povo de Deus! Que por medo, por jactância, querendo preservar sua auto-imagem, não querendo se expor e até mesmo não querendo ajudar o irmão na fé; trancam-se, como fizeram os discípulos, transformando seus lares em clautros, esconderijos, onde retiram suas pesadas máscaras e mergulham na solidão da soberba e altivez.
> O terceiro é quando nós na condição de visitador trancamos a porta do nosso coração para os que necessitam de nossa visita, de nosso abraço, de nosso choro, de nosso sorriso, do nosso ombro e numa altivez de espírito, escolhemos aqueles a quem visitar. Excluímos de nossa lista de visitados aqueles os quais não temos afinidade, aqueles que já estão com a idade avançada (acamados), outros que julgamos ser trabalhosos e, portanto (em nosso julgamento) não vale a pena investir nosso tempo, nossa vida nessas pessoas.
Esse comportamento é grave pedra de tropeço, pois impede que exerçamos a comunhão, o amor ao próximo, que compartilhemos nossos fardos e bênçãos, que conheçamos e usemos os nossos dons, que estudemos a Palavra de Deus. Enfim, que glorifiquemos a Deus em nossa cotidiana e comunitária vida.
Ao trancarmos as portas de nossas casas aos irmãos em Cristo, enquanto em eventos públicos dizemos que os amamos, nos fazemos mentirosos e nos afastamos de Deus.
Como cristãos autênticos e verdadeiros adoradores, devemos andar como Jesus andou, sem fazer qualquer tipo de acepção, buscando amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos.
Em muitas ocasiões, ou até mesmo na maioria das vezes, só podemos entender nossos sofrimentos, tribulações e angústias, se estivermos em comunidade, abrindo as portas de nossos lares bem como os nossos corações, em um diálogo construtivo e santificador.
Agindo dessa forma, compreenderemos nossas semelhanças e diferenças, e como consequência entenderemos, em um culto racional a vontade de Deus para nossas vidas.
Este é o caminho do verdadeiro amor, que afasta todo o medo, permitindo a ação do Espírito Santo, a nossa santificação e o alcance de nossa herança eterna  em Cristo Jesus.
Enfim, não tenhamos medo ou vergonha do mundo e uns dos outros. Sejamos , verdadeiramente,  templos do Espírito Santo, tendo em nossas ações o Seu fruto, batendo a porta do nosso irmão e abrindo a porta de nossos lares, e assim vivamos em verdadeira comunhão.

A Deus somente toda a glória!
M do C

sexta-feira, 7 de março de 2014

O JEJUM PARA HOJE


A Escritura, especialmente o N.T, não apresenta como ordenança o jejum para os cristãos. Não é uma exigência de Deus aos crentes, nem é algo que Ele peça. Não podemos negar também o fato de que a Bíblia apresenta o jejum como algo bom, lucrativo e esperado. Temos em Atos dos Apóstolos o registro de crentes praticando o jejum antes de tomarem decisões importantes. (Atos 13:4; 14:23). Jejum é algo que na bíblia, freqüentemente, anda junto com a oração (Lucas 2:37; 5:33). Quase sempre o foco do jejum está na falta de comida. Mas ao invés disto, o propósito do jejum deveria ser desviar os olhos das coisas deste mundo, e então direcionar a mente às coisas de Deus. Jejuar é uma maneira de demonstrar a Deus e a nós mesmos que levamos a sério nosso relacionamento com Ele. Jejuar ajuda a ganhar nova perspectiva e uma renovada confiança em Deus.
Apesar de o jejum nas Escrituras estar quase sempre relacionado à comida, há outras maneiras de jejuar. Tudo que podemos abrir mão temporariamente para que melhor nos concentremos em Deus pode ser considerado um jejum (I Coríntios 7:1-5). O jejum deve ser limitado a um determinado período de tempo, principalmente quando o jejum é de alimento. Longos períodos sem comer fazem mal ao corpo. O jejum não é para punir a carne, mas para melhor nos concentrarmos em Deus. O jejum também não deve ser considerado como um “método de dieta”. Não devemos jejuar para perder peso, mas para ter um relacionamento mais profundo com Deus. Sim, todos podem jejuar. Alguns podem não conseguir jejuar de comida (os diabéticos, por exemplo), mas todos podem, temporariamente, abrir mão de algo para se concentrar em Deus.
Desviando nossos olhos das coisas deste mundo, podemos melhor voltá-los para Cristo. Jejuar não é uma espécie de negocio que se faz com Deus com o fim de conseguir de Deus o que queremos. O jejum muda a nós, não a Deus. Jejuar não é uma maneira de parecermos mais espirituais do que os outros. Jejuar é algo a ser feito em espírito de humildade e atitude alegre. Mateus 6:16 -18 declara: “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

M do C

quinta-feira, 6 de março de 2014

Cuidado com o Ativismo Espiritual


O ativista é aquele que privilegia a ação. Assim, dentro ou fora do meio cristão. Quando as pessoas estão no ativismo dentro da igreja isso não quer dizer apenas que estejam com excesso de trabalho, mas com uma sobrecarga de compromissos humanamente impossíveis de serem realizados. e pior ainda para aparecer, agradar a autoridade, cumprir a lei e até para a autopromoção. Outro lado desse ativismo é a incoerência entre o que se diz e o que se faz. Leva-se uma vida dupla, numa “personalidade dupla” e isso é desgaste de energia e fonte de fadiga. Quem sofre o mal do ativismo, pode até não trabalhar muito, mas não ora, não estuda a Palavra, não descansa, porque o trabalho virou escapismo, fuga de problemas não resolvidos. Ocorre o círculo-vicioso: enche-se de tarefas e não se tem tempo para o cultivo espiritual e humano. O ativista esquece que o valor e grandeza da vida não está naquilo que se faz, mas naquilo que se é. Quando sou ativista faço para Ser e nunca faço porque Sou. Quem faz muitas obras para o Senhor e acaba esquecendo o próprio Senhor por causa das muitas obras, está equivocado. Quem se apega às obras, espera elogios, gratificações e resultados e geralmente não sabe dar seu lugar a outros. O ativismo é muitas vezes resultado do perfeccionismo. É próprio do perfeccionista ter a tendência a ficar insatisfeito e incomodado com o que faz. Sob o comando do ativismo a função vira profissionalismo, a gratuidade é substituída pela gratificação. O povo procura o líder e encontra um profissional. Os efeitos do ativismo são muito negativos: irritabilidade, desgaste, esgotamento, isolamento, doenças, queima-se as pessoas com facilidade e freqüência. O ativismo é alimentado por determinadas afeições: desejo de aparecer, competição, rendimento, sucesso. O ativista peca pela pressa, vive sob a pressão do tempo e sob a sensação de urgência que é a “tirania do urgente”. Sobrecarrega-se de responsabilidades, ambição do sucesso, fazendo do ativismo uma patologia. O remédio e cura são: oração, lazer, amizades boas, mudar o estilo competitivo, perfeccionista e apressado, observar o 5° mandamento e o convite de Jesus: “Vinde à parte para um lugar deserto e descansai” (Mc 6,31). O ativismo é uma patologia de nossa cultura, é uma espécie de narcisismo, ou seja, exaltação de si para obter atenção, afeto e valorização de si. Privilegia-se o fazer e o ter em detrimento do ser. O acúmulo de trabalho é uma espécie de narcótico que leva à fuga e prejuízo de outros valores. O ativista é um fugitivo de si e um desertor de Deus. O que o ativista constrói com uma mão, destrói com a outra. Numa sociedade competitiva e consumista o ativismo é uma doença cultural que se manifesta no infarto, agressividade, depressão, stress e falta de tempo, de meditação, de silêncio e de escuta. É um comportamento contra a vida.
Copilado
MdC


quarta-feira, 5 de março de 2014

TER EQUILIBRIO

                                           
Ter equilíbrio é medir o preço dos gestos, dos generosos aos rancorosos. 
Ter equilíbrio é saber que Deus é Senhor. 
Ter equilíbrio é ter a coragem de se deixar conduzir por Deus. 
Ter equilíbrio é não fazer o outro pagar, mas deixar com Deus a justiça, o que pode implicar em nunca ver a justiça sendo feita nos termos humanos. 
Ter equilíbrio é saber que a maior reparação pelo dano recebido é o perdão, porque o perdão asfalta a estrada da liberdade. 
Ter equilíbrio é, mesmo em dores internas, ouvir a palavra de Deus: "Não procurem vingança, nem guardem rancor... mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor" (Levítico 19.18).
A vitória que Deus nos dá é sem dano. Não custa o nosso sangue. Não custa o sangue do outro.
Por isto, o conselho bíblico é firme: "Não diga: 'Farei com ele o que fez comigo; ele pagará pelo que fez”. (Provérbios 24.29). Ou ainda mais precisamente: "Não diga: 'Eu o farei pagar pelo mal que me fez!' Espere pelo Senhor, e ele dará a vitória a você" (Provérbios 20.22).
“... As pessoas humildes aceitam conselhos e se tornam mais sábias.” (Provérbios 13:10b)
“... Bons conselheiros sempre nos ajudam a vencer.” (Provérbios 24:6b).
MdC