quarta-feira, 22 de julho de 2020

APRENDENDO A LIDAR COM AS FRUSTRAÇÕES


Frustração - Você sabe como lidar com ela? | Casule Saúde e Bem-estar

JONAS CAP 4


INTRODUÇÃO:
Quem nunca teve uma frustração? Uma decepção, um desapontamento:.
EXEMPLO: Um jovem irmão em Cristo, sentia-se chamado por Deus para pregar o evangelho aos povos mulçumanos e num certo encontro das igrejas as quais ele pertencia, ele resolveu compartilhar com a igreja o desejo do seu coração e o ardente chamado que tinha de Deus para anunciar aos mulçumanos a salvação em Jesus Cristo. Enquanto ele comunicava seu chamado, um experimentado pastor aou ouvir o testemunho do jovem, levantou-se e indignado com aquela nóticia, repreendeu o jovem dizendo: Esse povo é inimigo de Deus e não merece ser salvo. Você vai perder o seu tempo pregando pra essa gente? Aquele pastor estava frustrado com a idéia de que um jovem crente abandonaria tudo e dedicaria sua vida exclusivamente para pregar a salvação em Jesus Cristo a um povo que Ele julgava não ser merecedor da Salvação.
JONAS, o Profeta e Servo de Deus também teve suas frustrações e não como o velho pastor que estava frustrado com outro crente e com suas ideias, Jonas testava frustrado com o próprio Deus.

O que aprendemos com Jonas?
1º É NORMAL CRENTES TEREM FRUSTRAÇÕES
Todos estamos sujeitos a dias difíceis, frustrações e decepções.
Um velho e experimentado Presbítero frustrado com a idéia de que Deus poderia, pode e quer salvar a qualquer um, INCLUSIVE, um povo considerado inimigo de Deus (Mulçumanos).
Muitas vezes ficamos desapontados, frustrados porque o fim da história não é como gostaríamos que fosse. (PANDEMIA). JONAS VIVEU UMA REALIDADE COMO ESSA. Jonas está triste, frustrado porque sabia que Deus não iria destruir aquele povo que durante anos afrontou o povo de Deus. Jonas, não queria ver aquele povo salvo, não queria ver aquela gente no céu. Ele estava contrariado com Deus.
IRMÃOS! É tão normal sofrer frustrações e desapontamentos, que mesmo assim, Deus não desiste de nós. Deus não desistiu de Jonas. E Jonas não era exclusividade na bíblia quanto a frustrações. VEJA:
• Elias - Quando as coisas vão bem para nós, é natural ficarmos confiantes quanto ao futuro. Talvez pensemos que tudo vai continuar melhorando e que até os nossos piores problemas finalmente ficarão para trás. E não seria de admirar se Elias pensasse assim.
Ele era um homem “com sentimentos iguais aos nossos”. (Tg 5:17) “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós…” Os problemas de Elias estavam longe de acabar. Em poucas horas ele ficaria com tanto medo, tão desanimado, tão frustrado que desejaria morrer.
Por quê? Diz a P.D em (1º Reis 19:1) “Acabe contou então a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e tudo sobre como tinha matado todos os profetas à espada.”
Percebam a reação da esposa de Acabe (1º Reis 19:2) “Jezabel ficou tão furiosa que enviou a seguinte mensagem a Elias: “Assim façam os deuses e assim lhe acrescentem mais, se nesta hora, amanhã, eu não fizer a tua alma igual à alma de cada um deles!”
Jeremias - Quando Deus lhe chamou, ELE lhe disse: “Antes que Eu te formasse no ventre, Eu te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei, e às nações te dei por profeta... E estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares." (Jr 1:5, 9-10)
Quando a gente acompanha a "carreira" de Jeremias, a gente percebe que, como profeta, sua vida, foi aparentemente pouco frutífera.
As pessoas o ignoraram completamente durante vinte e três anos de pregação. Isso deixa qualquer um frustrado.
A frustração de Jeremias chegou a tal ponto que ele se queixou a Deus, dizendo: OUÇA O QUE ELE DISSE: (Jeremias 20:7-9) ''Iludiste-me, ó SENHOR, e iludido fiquei; mais forte foste do que eu e prevaleceste; sirvo de escárnio todo o dia; cada um deles zomba de mim. Porque, desde que falo, grito e clamo: Violência e destruição! Porque se tomou a palavra do SENHOR um opróbrio para mim e um ludíbrio todo o dia.
"Então, disse eu: Não me lembrarei dele e não falarei mais no seu nome; mas isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso."

Portanto meus irmãos! não se sintam derrotados quando as frustrações lhes sobrevierem.
Somos salvos, Somos servos, Mas continuamos sendo humanos.
2º DEUS NÃO VÊ AS CIRCUNSTÂNCIAS COMO AS VEMOS
Os Ninivitas eram idolatras, opressores do povo de Deus, afrontavam o povo do Senhor, violentavam as mulheres, mantiveram os judeus por décadas sob o jugo dos assírios. Jonas queria ver aquele povo no inferno!
E não acuse Jonas, porque muito provavelmente seriamos igual a ele. Talvez como o velho Presbítero indignado com os mulçumanos.
Da perspectiva de Jonas, os ninivitas mereciam o inferno, mas veja o que DEUS fala para Jonas:
• Prega para esse povo para que se convertam e não os destruirei.
IRMÃOS! Percebam o quanto Deus olha as circunstancias de perspectivas diferentes das quais olhamos.
• Muitas vezes pregamos o evangelho para alguém, mas torcendo por sua desgraça. O Profeta Jonas agiu assim. Ele dizia no seu coração: Deus! Eu vou pregar, MAS... eu quero mesmo é que esse povo pereça.
• Deus, olhando pro povo de Nínive dizendo: Eu vou destruir vocês, MAS... Se vocês se arrependerem eu os perdôo.
3º DEUS NÃO NOS ABANDONA MESMO COM NOSSA INDGNAÇÃO E ISOLAMENTO.
 O que aconteceu com Jonas depois de sua pregação e aquela multidão de convertidos?
 Ele ficou indignado e se isolou. (Cap 4:5)
 O que Deus fez? Abandonou Jonas? (cap 4:6) Foi ter com Jonas!
 O que o Profeta Elias fez depois de fazer descer fogo do céu e consumir o holocausto e os profetas de baal?
 Ficou indignado: (Se isolou) (só eu fiquei Senhor!)
 Que mais Elias fez? Foi se esconder numa caverna.
 O que Deus fez? Abandonou Elias? (1 Reis 19:11-13 e 18).Foi ter com Elias!
Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto;
E depois do terremoto um fogo; porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada.
E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?
Verso 18
Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.

SABE IRMÃOS! Apesar de nossas frustrações, apesar de nosso isolamento, apesar de nosso desapontamento Deus não nos abandona.
Olha o que Deus disse: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. (Hb 13:5)
4º A PALAVRA DO CRENTE NUNCA DEVE SER PALAVRA DE DESTRUIÇÃO E SIM DE SALVAÇÃO
O Pensamento de Jonas era que ao pregar para aquela cidade suas palavras seriam como que uma metralhadora. Todos pereceriam, MAS... Deus mostrou ao profeta que:
 Antes de qq coisa, uma profecia objetiva, levar o povo ao arrependimento.
 Qd Jesus ia passando por Samaria, os samaritanos não queriam recebê-lo. Eles não se davam com os Judeus.
 O que os irmãos Tiago e João disseram a Jesus?(Lc 9:52-54) “E enviou mensageiros à sua frente. Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; mas o povo dali não o recebeu porque se notava que ele se dirigia para Jerusalém. Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: "Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?"
 O que Jesus fez? (Lc 9:55-56) “Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia”
QUERIDOS! Jesus nos ensina que nós, Homens e mulheres de Deus, temos que ter em nossa boca, em nosso andar, em nosso viver PALAVRAS DE SALVAÇÃO e nunca PALAVRAS DE DESTRUIÇÃO.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Bençãos que Deus promete a velhice


Fazendo um idoso feliz - Posts | Facebook


Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes” (Sl 92.14).
Há um ditado que diz: “Os que não morrerem novo, da velhice não passarão”.  Deixando a parte o tom jocoso que se esconde por trás desse ditado, não podemos deixar de considerar que o mesmo também trás uma grande e inquestionável verdade que é: Se Deus não nos chamar por meio da morte quando ainda jovens, certamente todos envelheceremos.
Envelhecer, ficar velho, tornar-se idoso, entrar na terceira idade nunca deve constituir um dissabor ou uma desgraça para os verdadeiros cristãos, pois Deus tem promessas guardadas para todos aqueles que terão esse privilégio “envelhecer”.
A velhice é um tempo especial da parte de Deus para que colhamos com alegria os frutos das sementes plantadas na juventude.
Veja alguns exemplos na Palavra de Deus:
Gn 21.1-7 - O fruto da velhice de Sara e Abraão
1º Cr 29.27,28 - O fruto da velhice do rei Davi
Sl 92.12-15 - O fruto da velhice dos justos
Is 46.4 - A velhice abençoada por Deus
Lc 2.25-30 - Na velhice, Simeão vê o cumprimento da promessa
Lc 2.36-38 - Na velhice, Ana adora a Deus pela promessa
O que é a velhice?
Fase de maturidade e transformações psicológicas e físicas que acompanham o processo da vida humana. Infelizmente, muitos idosos não gostam dessa expressão “velhice” porque eles mesmos vêem esse tempo como uma época somente de desalento, inatividade e frustração. Sentem-se inadequadas e inferiorizadas socialmente, muito por causa do preconceito existente em nossa sociedade até o dia de hoje.
A Bíblia, ao contrário do mundo, ensina que os justos na “velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes” (Sl 92.14).
Bênçãos de Deus para a Velhice
Benção da Maturidade - A primeira grande bênção da velhice é a maturidade, principalmente quando se floresce na Casa do Senhor (Sl 92.13,14). Temos aqui uma figura de linguagem que dá a dimensão exata do que isso representa:  
O cedro. O cedro fala de firmeza e robustez. Os que envelhecem seguindo os princípios ditados por Deus são como o cedro; têm raízes profundas, que suportam os ventos da tempestade, são longevos, robustos e de presença acolhedora. É verdade que, como exceção à regra, alguns idosos não amadurecem, por não saberem aplicar os princípios de vida tão claros nas Escrituras. Os princípios de vida ensinados na Bíblia levam à maturidade, à prudência e a sabedoria. Como diz a Bíblia, a maturidade com o seu modo de ser e de agir não cabe na infância, mas na vida daqueles que já são experimentados (1ª Co 13.11; Hb 5.13,14).
Benção da Colheita - A velhice é, também, um tempo de colheita. Esse fato decorre daquilo que semeou no passado, implica que a semente plantada cumpra, pelo menos, três fases distintas: brotar, crescer e frutificar. A terceira idade é a época em que os frutos são colhidos como resultado daquilo que se plantou na infância, na juventude e nos primeiros ciclos da vida adulta (Ec 12.1).
Benção de compartilhar – A benção da terceira idade ou velhice não se restringe em só colher, mas também em compartilhar. Somente quem experimenta a velhice tem e pode compartilhar. Não é bom guardar em nossos celeiros, aquilo que Deus amorosamente nos concedeu durante toda a nossa vida. A menção aos frutos, no Pentateuco, sempre traz implícita essa idéia (Dt 26.1-11 cf. 16.11). O que Deus pôs em nossas mãos, como fruto da nossa colheita, é para também abençoar àqueles que nos cercam e, sobretudo, contribuir com a expansão do seu Reino na Terra.
A velhice é um período de maturidade, colheita e compartilhamento, mas também de renovo espiritual.
Tempo de renovar a comunhão com Deus - Na terceira idade ou velhice é, ainda, um tempo de renovar a comunhão íntima com Deus. O texto de Isaías 40:29-31 fala que até os jovens se cansam. Significa dizer que não somente os idosos se cansam. Os jovens se cansam por viver uma época de bastante ativismo, nem sempre com bons resultados. Mas os que esperam firmemente no Senhor há uma promessa de renovação espiritual e de alçar vôos como os da águia, mesmo na velhice, sem cansaço, nem fadiga (v.31). A Bíblia deixa claro que devemos em todos os momentos aprofundar esse relacionamento, com a provisão do Espírito Santo, fundamentados na fé em Cristo e na Palavra de Deus. A velhice enseja essa oportunidade, pois nessa faixa etária as pessoas geralmente dispõem de mais tempo diário para a oração e à leitura da Bíblia. Vale lembrar, inclusive, que a nossa boa saúde espiritual contribui diretamente para a saúde física.
Tempo de renovar o senso do bom serviço cristão - Outra área que traz renovação espiritual no tempo da velhice é a do serviço cristão.  Na igreja de Jesus há inúmeras áreas apropriadas para as pessoas da terceira idade servirem. É evidente que não correrão como as pessoas mais jovens, não terão o mesmo ativismo, mas terão o conhecimento e experiência necessárias para realizarem certas atividades que requerem à maturidade que só os idosos possuem. A igreja de Deus necessita da energia dos jovens, mas não pode jamais abrir mão da experiência dos idosos. Lembremo-nos de que devemos cumprir todo o propósito dado por Deus à nossa existência até que ele nos chame ao lar celestial (Ec 9.10; Is 46.4; At 20.24).
Tempo de cuidar da herança
Herança do exemplo - A velhice queiramos ou não, traz também a perspectiva sobre que tipo de herança será deixada para as próximas gerações. Acima de qualquer bem material, uma das maiores heranças será o exemplo de fé, serviço e testemunho legados aos que nos sucederem (Sl 71.5-9; Pv 13.22). Até hoje muitos personagens da história cristã são referências e modelo de vida temente a Deus, honesta, altruísta, patriótica, por serem compromissados com Deus e sua Palavra.
Herança da fé - A herança da fé é também outra grande responsabilidade dos que envelhecem. Que tipo de contribuição estaremos deixando nessa área vital de nossas relações com Deus? Que perspectivas nossos filhos e netos terão da fé ao olharem a nossa história? Como eles nos verão? Como quem sempre soube confiar em Deus e viver inteiramente para Ele, ou como incrédulos, sem nenhum legado espiritual, cristão e humano? A fé é o maior patrimônio que, os que envelhecem, pode passar às gerações vindouras.  Paulo, ao final da carreira, fez menção dela como algo zelosamente guardado no coração. Era a sua preciosa herança para os que viriam depois (2ª Tm 4.7)..
CONCLUSÃO
Abraão e Sara cumpriram o propósito de Deus na sua velhice (Gn 22.1,2),
Moisés começou a liderar o povo de Israel com a idade de 80 anos (Dt 29.5; At 7.23,30,36) e
Davi, o grande rei de Israel, morreu em boa velhice, “tendo desfrutado vida longa, riqueza e glória” (1º Cr 29.27,28 - NVI).
Igualmente, quero me dirigir a você que envelheceu ou está envelhecendo e dizer que, você e eu, se nos submetermos e permanecermos nos princípios da Palavra de Deus podemos desfrutar de uma velhice feliz e igualmente viver em segurança em um mundo inseguro.
Portanto não se atemorize por ser, idoso, terceira idade, melhor idade ou velho. Não importa qual o adjetivo usado para descrevê-lo. Envelhecer é uma Benção!!
MdC

segunda-feira, 23 de março de 2020

O que a bíblia diz sobre Pandemias?


Vários surtos de doenças, como o Ebola ou o coronavírus, têm nos conduzido a seguinte pergunta: Por que Deus permite essas doenças e se são um sinal do fim dos tempos?
A Bíblia, particularmente o A.T narra várias situações em que Deus trouxe pragas e doenças sobre o Seu povo e os seus inimigos com a seguinte finalidade: "para mostrar a você o meu poder" (Êx 9:14,16). O Sr. usou pragas no Egito para forçar Faraó a libertar os israelitas da escravidão, ao mesmo tempo poupando o Seu povo de ser afetado por elas (Êx 12:13;15:26), indicando que sempre teve no controle de tudo e de todos.
Deus sempre alertou os Seus sobre as consequências da desobediência, as quais incluíram pragas (Lv 26:21, 25). Em dois momentos da história, Deus destruiu 14.700 pessoas e 24.000 pessoas por vários atos de desobediência (Nm 16:49 e 25:9). Após dar a Lei de Moisés, ELE ordenou o povo a obedece-lo ou haveria de sofrer muitos males como resultado da desobediência, incluindo algo que se parecia com o Ebola: Veja: “O Senhor os ferirá com fraqueza, febre e inflamação… e isto os perseguirá até que vocês pereçam” (Dt 28:22). Eis apenas alguns exemplos de muitas pragas e doenças que Deus causou ou permitiu.
É difícil imaginar um Deus (NOSSO DEUS) amoroso e misericordioso demonstrando tanta ira em relação ao Seu povo. Mas os castigos de Deus sempre objetivaram o arrependimento e a restauração. Em (2° Cr 7:13–14), Deus disse a Salomão: “Se eu fechar o céu de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo, se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, me buscar e se converter dos seus maus caminhos, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” Vemos Deus usando o desastre para atrair o Seu povo para Si, a fim de levá-los ao arrependimento e ao desejo de vir a Ele.
No N.T, Jesus curou “todo tipo de doenças e enfermidades”, como pôs fim a pragas, nos lugares por onde andou (Mt 9:35;10:1; Mc 3:10). Assim como Deus escolheu usar pragas e doenças para mostrar o Seu poder aos israelitas, o Sr Jesus curou como demonstração do seu poder para comprovar que era verdadeiramente o Filho de Deus.
Ele deu a mesma autoridade e poder aos discípulos para autenticar o ministério deles (Lc 9:1). Hoje ainda Deus permite doenças para os Seus próprios propósitos, mas, às vezes, as doenças, até mesmo as pandemias, são simplesmente o resultado de vivermos em um mundo caído. Não há como determinar se uma pandemia tem ou não uma causa espiritual específica, mas sabemos que Deus tem controle soberano sobre todas as coisas (Rm 11:36) e as usa para o bem daqueles que O conhecem e o amam (Rm 8:28).
A proliferação de doenças como o Ebola e o corona vírus é apenas um prenúncio do que farão parte do fim dos tempos. Jesus Se referiu a futuras pragas associadas aos últimos dias (Lc 21:11). O aparecimento de pandemias pode ou não estar ligados ao princípio do fim e também pode ser simplesmente o resultado de vivermos em um mundo caído. Como ninguém sabe a hora da volta de Jesus, devemos ter cuidado ao dizer que as pandemias são uma prova de que estamos vivendo no fim dos tempos.
O aparecimento de novas doenças também são um alerta para os que ainda não aceitaram Jesus Cristo como Salvador. As doenças, epidemias e pandemias deve ser um lembrete de que a vida nesta terra é efêmera e pode ser perdida a qualquer momento. Por pior que sejam as pandemias, o inferno será pior. O verdadeiro crente, tem a certeza da salvação e a esperança da eternidade por causa do sangue de Cristo derramado na cruz por nós (Is 53:5; II Co 5:21; Hb 9:28).
Como então como crentes devemos responder ao aparecimento de pandemias?
I. Não entremos em pânico. LEMBREMOS: Deus está no controle. A Bíblia repete a expressão "não temas" mais de 300 vezes. II. Sejamos sábios. Tomemos medidas sensatas para evitarmos a exposição à doenças e para protegermos o nosso semelhante.
III. Procuremos oportunidades para servir a Deus. Por vezes, quando as pessoas têm medo de perder suas vidas, elas estão mais dispostas a ter conversas sobre a eternidade. IV. Sejamos compassivos ao compartilharmos o Evangelho, falando a verdade em amor (Ef 4:15).
QUE DEUS NOS AJUDE!
Adaptado por Roney Miguel.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Natal sem Cristo é vida sem amor

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Muitos Natais já se passaram no curso de nossas vidas. Desde a mais tenra idade as  lembranças dos dias natalinos foram os mais variados. Os encontros de famílias, as comemorações na igreja, o papai-noel gorducho, sorridente, com sua longa barba branca, botas pretas e roupa vermelha, carregando os brinquedos a serem distribuídos.
Abraços apertados dos amigos, manifestações de alegria e de bem querer, palavras e votos formalmente manifestos. A troca de presentes, as árvores iluminadas e bem enfeitadas, as músicas harmoniosas enchendo o espaço, as comidas, as bebidas e outras iguarias servidas na ceias da noite de natal.
As lojas com suas vitrines enfeitadas e brilhantemente iluminadas, o movimento intenso das pessoas e dos carros correndo por todos os lados, a frenética corrida atrás do lucro fácil e das vantagens que o momento oferece e outros tantos fatos voltados, exclusivamente para a satisfação dos interesses pessoais.
É isso que acontece no tradicional período do natal. É isso que vivenciamos todos is anos nesse periodo  e que fica na lembrança de muitos.
Daí surge a pergunta: E o aniversariante, que deveria ser lembrado e celebrado, como fica no meio de todo este alvoroço?  Infelizmente, e até no meio cristão, a motivação histórica do natal, não é o nascimento de Jesus Cristo, o filho de Deus?
Na verdade o que temos é um NATAL SEM CRISTO.  E Natal sem Cristo é VIDA SEM AMOR!
A Palavra de Deus diz que “Deus é amor”, que o “amor procede de Deus”. Que bom seria se cada um fizesse não só do período natalino, mas de todos os dias do ano, uma grata e alegre celebração da vinda do Senhor Jesus Cristo, como expressão soberana do amor de Deus. Sendo Ele AMOR, veio para que fossemos capacitados a viver EM AMOR, por meio Dele. Somente os que verdadeiramente nascem de Deus e conhecem a Deus podem viver EM AMOR.
Natal sem Cristo é uma tremenda contradição. Não tem sentido; Celebrar o Natal é celebrar Cristo. Natal sem Cristo é VIDA SEM AMOR. Que o natal que ora se aproxima, seja um natal com o Cristo:
Ø   Provisão Incomparável,
Ø   Plenitude Eterna,
Ø   Prova Indestrutível,
Ø   Profusão Ampla e propulsora do AMOR DE DEUS, para que nossa vida seja uma VIDA COM AMOR.

FELIZ NATAL!!!!!!!!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


COMO TER VIDA ETERNA?
Salvação
A salvação ou a eternidade com Deus depende unicamente de Jesus Cristo. ELE é o nosso substituto, ELE tomou sobre Si a penalidade do nosso pecado (2ª Co 5:21) Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.
ELE é o nosso Salvador do pecado;
ELE é o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2).
O que poderia ter sido feito para fornecer salvação foi totalmente realizado pelo próprio Jesus, que viveu uma vida perfeita, tomou sobre Si o julgamento de Deus pelo pecado e ressuscitou dentre os mortos (Hb-10:12).
A Bíblia deixa bem claro, aliás, muito claro, que nossas obras não nos ajudam em absolutamente nada a merecer a salvação. Somos salvos "não por obras de justiça praticadas por nós" (Tt 3:5). "Não de obras" (Ef 2:9). "Não há justo, nem um sequer" (Rm 3:10). Isto significa que oferecer sacrifícios, guardar os mandamentos, ser honesto, humilde, educado, generoso e outras tantas boas ações são incapazes de salvar ninguém (Essas qualidades são obrigação de qualquer cidadão). Não importa quão “bom” sejamos JAMAIS iremos alcançar o padrão de Deus de santidade para entrar no céu (Rm 3:23; Mt 19:17; Is 64:6).
A Bíblia também é clara ao ensinar que a salvação é condicional; Deus não salva todos. A condição inegociável para a salvação é fé em Jesus Cristo. Cerca de 200 vezes no Novo Testamento, a fé é declarada como única condição para a salvação. O individuo pode ser: honesto, humilde, educado, bom marido ou boa esposa, cumpridor de seus deveres etc, mas se não CRER por fé (At 16:31) não será salvo; Se não receber a Cristo como salvador (Jo 1:12) não será salvo.
A bíblia fala de algumas pessoas que um dia perguntaram a Jesus o que poderiam fazer para agradar a Deus: "Que faremos para realizar as obras de Deus?" Jesus imediatamente lhes apontou à fé: "A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado" (Jo 6:28-29).
A pergunta então é sobre os requisitos de Deus, e a resposta de Jesus é que o requisito de Deus é que se acredite nEle, o confesse como o único capaz de salva-lo e o receba por seu Salvador.
A graça é Deus nos dando algo que não merecemos. Ou seja: Sou humilde, honesto, educado, cumpridor de minhas obrigações, mas isso não me torna merecedor da Salvação. De acordo com (Rm 11:6), "obras" de qualquer tipo destroem a graça - a idéia é que um trabalhador ganha o seu merecido pagamento, enquanto o destinatário da graça simplesmente recebe sem merecer. Já que a salvação é toda pela graça, não pode ser conquistada. A fé, portanto, é uma não-obra. A fé não pode realmente ser considerada uma "obra", ou então iria destruir a graça. Abraão em (Rm 4) era dependente da fé em Deus, em oposição a qualquer obra que executou.
A verdadeira fé não pode ser considerada uma obra porque a verdadeira fé envolve uma cessação das nossas obras na carne. A verdadeira fé tem como objeto Jesus e a Sua obra em nosso favor (Mt 11:28-29; Hb 4:10).
Para levar isso um passo adiante, a verdadeira fé não pode ser considerada uma obra porque é um dom de Deus, e não algo que produzimos por nossa conta. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus" (Ef 2:8). Louvado seja o Senhor pelo Seu poder de salvar e pela Sua graça para tornar a salvação uma realidade a quem quer que a queira! 
Roney Miguel
MdC

SALVAÇÃO


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COMO TER VIDA ETERNA?

A salvação ou a eternidade com Deus depende unicamente de Jesus Cristo. ELE é o nosso substituto, ELE tomou sobre Si a penalidade do nosso pecado (2ª Co 5:21) Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.
ELE é o nosso Salvador do pecado;
ELE é o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2).
O que poderia ter sido feito para fornecer salvação foi totalmente realizado pelo próprio Jesus, que viveu uma vida perfeita, tomou sobre Si o julgamento de Deus pelo pecado e ressuscitou dentre os mortos (Hb-10:12).
A Bíblia deixa bem claro, aliás, muito claro, que nossas obras não nos ajudam em absolutamente nada a merecer a salvação. Somos salvos "não por obras de justiça praticadas por nós" (Tt 3:5). "Não de obras" (Ef 2:9). "Não há justo, nem um sequer" (Rm 3:10). Isto significa que oferecer sacrifícios, guardar os mandamentos, ser honesto, humilde, educado, generoso e outras tantas boas ações são incapazes de salvar ninguém (Essas qualidades são obrigação de qualquer cidadão). Não importa quão “bom” sejamos JAMAIS iremos alcançar o padrão de Deus de santidade para entrar no céu (Rm 3:23; Mt 19:17; Is 64:6).
A Bíblia também é clara ao ensinar que a salvação é condicional; Deus não salva todos. A condição inegociável para a salvação é fé em Jesus Cristo. Cerca de 200 vezes no Novo Testamento, a fé é declarada como única condição para a salvação. O individuo pode ser: honesto, humilde, educado, bom marido ou boa esposa, cumpridor de seus deveres etc, mas se não CRER por fé (At 16:31) não será salvo; Se não receber a Cristo como salvador (Jo 1:12) não será salvo.
A bíblia fala de algumas pessoas que um dia perguntaram a Jesus o que poderiam fazer para agradar a Deus: "Que faremos para realizar as obras de Deus?" Jesus imediatamente lhes apontou à fé: "A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado" (Jo 6:28-29).
A pergunta então é sobre os requisitos de Deus, e a resposta de Jesus é que o requisito de Deus é que se acredite nEle, o confesse como o único capaz de salva-lo e o receba por seu Salvador.
A graça é Deus nos dando algo que não merecemos. Ou seja: Sou humilde, honesto, educado, cumpridor de minhas obrigações, mas isso não me torna merecedor da Salvação. De acordo com (Rm 11:6), "obras" de qualquer tipo destroem a graça - a idéia é que um trabalhador ganha o seu merecido pagamento, enquanto o destinatário da graça simplesmente recebe sem merecer. Já que a salvação é toda pela graça, não pode ser conquistada. A fé, portanto, é uma não-obra. A fé não pode realmente ser considerada uma "obra", ou então iria destruir a graça. Abraão em (Rm 4) era dependente da fé em Deus, em oposição a qualquer obra que executou.
A verdadeira fé não pode ser considerada uma obra porque a verdadeira fé envolve uma cessação das nossas obras na carne. A verdadeira fé tem como objeto Jesus e a Sua obra em nosso favor (Mt 11:28-29; Hb 4:10).
Para levar isso um passo adiante, a verdadeira fé não pode ser considerada uma obra porque é um dom de Deus, e não algo que produzimos por nossa conta. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus" (Ef 2:8). Louvado seja o Senhor pelo Seu poder de salvar e pela Sua graça para tornar a salvação uma realidade a quer que a queira! 
Roney Miguel
MdC

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Depressão

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Escrito por Samuel R Davidson
PARTE 1

Transcrito do livro “Depressão”, mediante autorização do editor
O assunto da depressão se destaca cada vez mais por causa da freqüência com que está surgindo na sociedade hoje em dia, inclusive entre nossos amados irmãos e irmãs de igrejas de todas as localidades. Os médicos afirmam que em cada cinco pessoas uma sofre de depressão pelo menos uma vez na sua vida, e que, devido à pressão da vida moderna, este número vai continuar a aumentar. Muitos homens, mulheres e até jovens estão atualmente em tratamento por causa deste problema, que antigamente era raro. Contudo, há muitos pensamentos errados sobre este distúrbio, mesmo entre o povo de Deus. Por estas razões temos sentido a necessidade de escrever algumas coisas básicas que temos aprendido pela experiência própria, e de outras pessoas, algumas na Bíblia, e algumas que conhecemos com este problema. Assim, vamos pensar em algumas perguntas e respostas relacionadas a este assunto.

O que é a Depressão?
Antigamente esta palavra não existia no vocabulário normal do povo e o problema era considerado como uma “crise de melancolia”, ou “uma crise dos nervos”, e foi acreditado que algumas pessoas tinham esta tendência e, portanto, era natural que passassem por crises piores. Mas, hoje a ciência reconhece que a depressão é uma doença do cérebro que afeta os processos normais de raciocinar produzindo sentimentos de angústia, pânico, medo, inferioridade, solidão e profunda tristeza.
Neste artigo a palavra “depressão” significa mais do que somente algumas horas ou dias de tristeza por causa de algum acontecimento ou circunstância negativa passageira, como é causado por uma morte na família; estamos considerando a depressão que leva meses, ou até anos, para passar. Aqueles que conhecem o problema, a comparam como estar num longo e escuro túnel, sem qualquer raio de luz no final para prometer tempos melhores para frente. Outros a comparam com estar perdido sozinho num deserto árido, sem nada para encorajar, sem esperança alguma, somente com sinais de morte por todo lado, quando parece que até Deus os abandonou. Outros dizem que é como estar num poço de lama, e quanto mais se esforçam para sair, mais atolados ficam na lama.
Algumas pessoas deprimidas chegam ao extremo de desejar dar fim à sua vida triste e inútil. O salvo geralmente consegue vencer este pensamento extremo, porque ainda crê em Deus e sabe que esta 'saída' não é a Sua vontade, mas seria um grande pecado contra Deus e deixaria um terrível testemunho. Contudo, o salvo pode chegar a pedir a Deus a morte, e vários servos de Deus na Bíblia expressaram o seu desejo de que Deus lhes tirasse a vida.
A depressão do salvo se torna especialmente dolorosa porque sabe que quem tem depressão muitas vezes é criticado pela maioria dos salvos. A atitude destes é o sofrimento que deve ser por causa de pecado, ou que a pessoa é preguiçosa, ou lhe falta fé em Deus. Isto provoca um sentimento de vergonha e culpa que aumenta ainda mais o seu sofrimento e impossibilita a aberta comunicação sobre o problema.
Como a Depressão começa?
Pode ser causada por um grande desapontamento ou ‘choque’ emocional, religioso ou familiar. Pode ser o resultado de muito estresse no trabalho, problemas no casamento, problemas na igreja etc. Também pode aparecer depois duma doença física ou acidente, ou, no caso de mulheres, terem um filho que talvez não fosse planejado.
Freqüentemente a morte, ou uma série de mortes, na família causa a depressão um pouco mais tarde. Pode ser o resultado de ter uma consciência perturbada pelo pecado, como no caso de Davi que adulterou e matou o fiel Urias (2 Samuel 12; Salmos 32 e 51), e no caso do rei Saul que desobedecia a Deus, tinha inveja de Davi e também praticava espiritismo (1 Samuel, capítulos 18 e 28). Também a depressão pode aparecer depois de fazer uma mudança desagradável. Uma ou mais destas coisas servem como o “gatilho” que dá início à depressão, que pode aparecer de repente de um dia para outro. Entretanto, o problema muitas vezes aparece sem nenhum destes “gatilhos” e pode ser simplesmente o resultado duma fraqueza genética herdada de pais que também sofreram desta maneira, como acontece com outras doenças como diabetes etc. Há muito ainda a ser descoberto nesta área, mas uma coisa é clara – é uma doença terrível da mente.
Sendo uma doença mental, afeta a parte principal que controla o resto do nosso corpo. Outras doenças são mais facilmente suportadas e tratadas porque o cérebro sadio ajuda a pessoa a raciocinar e agir numa maneira positiva que ajudará na cura o mais rápido possível. “O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?” (Provérbios 18:14). Por exemplo, é comum para as pessoas com depressão recusarem aceitar conselhos dos outros, consultar um médico ou tomar os remédios receitados. A sua mente os engana a pensar que não precisam destas coisas, ou até a suspeitar que isto vá fazer o seu problema pior, ou que o médico somente está atrás do seu dinheiro ou talvez até querendo acabar com a sua vida. Há desconfiança e suspeitas e outros pensamentos negativos.
Junto com isto há a incapacidade de lembrar, comunicar, concentrar, estudar, orar etc. As coisas que antes traziam prazer – a Bíblia, a comunhão da igreja, a companhia da família, os cânticos espirituais, a comida etc., se tornam indesejáveis e aparentemente sem valor. O cérebro fica trancado e introvertido, só pensando nos problemas, e esta ‘autocompaixão’ impede que a pessoa procure aliviar os problemas dos outros e assim se torna inútil. Dificuldades pequenas se tornam grandes obstáculos. Muitas pessoas com depressão nem conseguem se levantar da cama, tomar banho e enfrentar o dia. O sono, silêncio e a escuridão do quarto parecem a melhor opção para eles. Alguns têm medo de ficar sozinhos em casa, outros querem estar sozinhos. Alguns perdem apetite, outros comem de mais. Esta situação ruim precisa ser enfrentada e vencida começando pela própria pessoa, com a ajuda de Deus e de outras pessoas.
Por dormir mais de dia, normalmente é difícil pegar no sono à noite e muitas vezes é preciso usar medicamentos controlados. Esta necessidade traz mais sentimentos de vergonha. Sabem que devem fazer algo útil de dia, mas geralmente não têm a disposição ou a coordenação para realizar o que querem fazer. E quando fazem alguma coisa, ficam insatisfeitos com os resultados do seu esforço. Pior ainda, se sentem culpados porque estão dando mais trabalho e preocupação para as suas famílias. Tudo isto os leva à conclusão de que não vale a pena continuar, e naturalmente surgem perguntas: "Por que Deus permite esta terrível existência por tanto tempo?"; "O que fiz para merecer isto?".
Satanás é envolvido nesta doença?
Satanás é o acusador (“Diabo”) dos salvos e ele aproveita de qualquer fraqueza física ou mental para acusar a pessoa e procurar destruir a sua confiança em Deus. O caso de Jó nos ensina muito neste respeito mostrando como que Satanás pode causar todo tipo de doença na vida do povo de Deus, para que a pessoa duvide do cuidado de Deus. Mas ele não pode ir além da permissão de Deus que marca os limites e “não vos deixará tentar acima do que podeis...” (1 Coríntios 10:13). A depressão é muito usada por ele para fazer com que a pessoa salva desconfie do amor e poder de Deus.
A Depressão é sempre resultado do pecado?
Muitas pessoas com depressão procuram descobrir um pecado na sua vida, imaginando que devem ter feito algo que desagradou a Deus e trouxe assim o Seu castigo. Muitas vezes, como fizeram os “amigos” de Jó, nossos “amigos” fazem sugestões porque estamos sofrendo assim. Mas geralmente a pessoa não está doente por causa de ter pecado.
Muitos parentes dos afligidos pensam que um salvo em boas condições espirituais nunca sofrerá com este problema. Mas isto é o mesmo erro em pensar que todo acidente ou doença física, como diabetes, sinusite, pressão alta, câncer, problema de coração, fratura etc., é o resultado de pecado na vida. É verdade que qualquer uma destas doenças pode ser o resultado do mau uso do corpo. Também em Tiago 5:14-16 indica que uma doença pode ser relacionada ao pecado do salvo. Entretanto, a depressão dos servos de Deus na Bíblia geralmente não era o resultado de pecado. Este ponto é muito importante e é necessário que os parentes e irmãos do deprimido saibam disto e que mostrem compaixão e não críticas e condenação.
A influência do cônjuge, ou outros parentes, é importante?
Geralmente, somente o marido ou a esposa é afligido pela depressão e isto é uma grande bênção de Deus, pois quem está bem pode pensar pelos dois. Mas nem sempre parece uma bênção para a pessoa doente, porque muitas vezes o cônjuge não consegue entender bem o problema e pode até tornar a sua aflição maior pelo que fala e faz. Os parentes devem ter muito cuidado acerca do que falam fora de casa sobre o doente, pois a “fofoca” criada causa mais dificuldades para a pessoa enferma. Os deprimidos passam quase todo seu tempo pensando nestas coisas negativas.
As Escrituras falam sobre a Depressão?
Embora a Bíblia nunca use diretamente a palavra "depressão", ela nos apresenta várias pessoas que claramente sofreram deste problema e eram, geralmente, pessoas piedosas e fiéis a Deus. Nestes casos, a depressão foi permitida por Deus no Seu soberano plano, como em outros casos de problemas físicos como “o cego de nascença” em João 9, e o “espinho na carne” de Paulo em 2 Coríntios 12. É grande consolação saber que todas estas aflições foram usadas por Deus para o bem da pessoa afligida e para o bem de outros. Assim também é o caso do salvo com depressão hoje.
O que é Depressão Espiritual?
Na Bíblia, uma causa comum de depressão entre os servos de Deus era por causa da sua sensibilidade contra o pecado da carnalidade entre o povo de Deus. Vamos lembrar alguns exemplos disto.
 MOISÉS – Sofreu crises de profunda tristeza e depressão, como quando Faraó em vez de deixar sair o povo de Israel, aumentou seu sofrimento e escravidão produzindo a atitude de desconfiar que Deus tivesse realmente chamado Moisés (Êxodo 5:20-23). Também, mais tarde, várias vezes no deserto a murmuração e reclamação do povo contra ele e contra Deus o fez sentir impossibilitado a continuar, e até pedir a morte (Números 11:11-15). Foi numa destas crises de tristeza que ele reagiu fora do seu caráter de ser “mui manso” e feriu a rocha quando era para falar a ela, conforme a Palavra de Deus. Sabemos que este ato precipitado trouxe graves consequências em que Deus não o permitiu a entrar na terra prometida (Números 20:7-12).
 ELIAS – Os pecados da idolatria e da rebeldia de Israel causaram profunda depressão neste grande servo de Deus (2 Reis 19). Apesar da grande prova realizada por ele no monte Carmelo, pouco antes disso, a liderança do povo recusou crer em Deus e não quis se arrepender da sua idolatria e até procurou matar o pregador. Sem dúvida, a sua condição de cansaço físico e mental, depois daquela experiência tão intensa (2 Reis 18) contribuiu para a sua queda na depressão, que o levou a fugir de Jezabel e até desejar a morte. (É bom lembrar que ele nunca morreu – ele foi arrebatado vivo para o céu!).

Muitos servos de Deus, hoje, sofrem deste tipo de depressão porque não há o “fruto” tanto desejado no seu trabalho; não há conversões e crescimento espiritual entre os irmãos na igreja, ou igrejas, onde eles têm trabalhado, pregado, ensinado e se esforçado com muito sacrifício. Alguns são mais resistentes que outros nestas circunstâncias difíceis. Não lemos de Noé caindo em depressão, como Elias, por causa da falta de resultados depois de seu grande trabalho e pregação.

 HABACUQUE – Este profeta também caiu em depressão ao considerar o pecado da nação de Israel. A sua pergunta chave foi: Por que Deus permite isto? A sua depressão aumentou quando Deus revelou o Seu plano de usar os caldeus – que eram pecadores ainda piores – para castigar Israel. Nada disto fazia sentido para Habacuque, até que ele conseguiu entender que os pensamentos e planos de Deus são muito superiores aos nossos. Deus iria usar os caldeus como “martelo” contra Israel e depois castigar os caldeus pela sua crueldade contra Israel. Habacuque chegou ao ponto de parar de procurar entender, e deixar tudo com Deus que é muito mais sábio. Então a sua fé e alegria no Senhor começaram a voltar e seu livro termina com lindas palavras de alegria, louvor e confiança no Senhor (veja Habacuque 3:16-19). Habacuque voltou a achar prazer no Senhor, e não somente nas Suas bênçãos materiais.
A experiência de Habacuque traz muito consolo ao coração confundido, desorientado e deprimido por causa da situação pecaminosa do mundo em que vivemos e da desobediência do cristianismo e até entre as igrejas separadas das denominações. Os que ensinam que o salvo nunca deve sentir tristeza, evidentemente não sentem muita compaixão pelas almas caminhando para o sofrimento eterno, e pelos irmãos que têm sido levados presos por Satanás.

 JOÃO BATISTA – Este servo de Deus, “o maior nascido entre os homens” é bem conhecido pela sua coragem em defender a verdade. Foi por este motivo que ficou preso depois de denunciar a vida imoral do rei Herodes (Mateus 14:1-4). Na prisão João esperava que o Senhor Jesus o soltasse, mas não aconteceu e depois de muito tempo sofrendo ali ele caiu na depressão e dúvidas sobre Cristo. Ele enviou alguém para questionar Cristo sobre Sua missão (Mateus 11:1-3). Neste caso foi o profundo desapontamento que causou depressão. João não aceitou a sua prisão e sofrimento. Sabemos que era a vontade de Deus que sofresse ali e que morresse ainda jovem porque “completou a sua carreira”. É bom notar como o Senhor não criticou Seu servo, mas o elogiou neste tempo.
 PAULO – Muitos pensam que o grande e corajoso apóstolo Paulo nunca sentiu medo ou tristeza, mas ele passou por estas coisas (Atos 18:9-10) e provavelmente por tempos de depressão, por causa dos problemas na Obra de Deus, especialmente nas igrejas em Corinto e na Galácia. Ele podia afirmar que a sua “preocupação com as igrejas” era o seu maior sofrimento – maior que qualquer outro sofrimento físico que tinha passado – e estes foram muitos! (2 Coríntios 11:24-29).
Em tempos mais recentes vários grandes servos de Deus, como Carlos Spurgeon, que Deus usou na salvação de milhares de almas na Inglaterra, no século passado, lutaram constantemente com crises de depressão espiritual e escreveram muito sobre este assunto, para a consolação dos seus irmãos deprimidos. Spurgeon escreveu: “É fácil para aqueles que têm uma boa saúde criticarem aqueles cuja saúde está debilitada e envolta em melancolia, mas esta doença é tão real quanto uma ferida aberta, e muito mais difícil de suportar, porque afeta até a alma, que para os inexperientes parece ser um mero caso de fantasia e imaginação doentia. Leitor, nunca ridicularize aquele que é nervoso e hipocondríaco, a dor dele é real; embora grande parte da doença esteja na imaginação, ela não é imaginária”. Nem toda a depressão é por motivos espirituais; também pode ser causada por problemas físicos e emocionais insuportáveis que trazem grande preocupação, até que o cérebro não aguenta mais e a pessoa se afunda na depressão.