sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Sacerdócio Para os dias da Igreja

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Lemos no A.T que a Lei de Moisés separou a tribo de Levi e a família de Arão para serem os sacerdotes da Nação. Estes homens usavam vestes diferentes, tinham privilégios especiais e constituíam uma casta a parte, entre Deus e a congregação de Israel. Só eles podiam entrar no lugar santo e oferecer os sacrifícios prescritos pela Lei.
Vivemos numa dispensação onde todos os crentes são sacerdotes, conforme se pode observar em todo o Novo Testamento.
Observe:
a) "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (1 Pedro 2:5).
b) "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9).
c) "Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele glória e poder para todo o sempre. Amém" (Apoc. 1: 5-6).
A idéia de se ter no contexto da igreja uma casta de sacerdotes, com poderes exclusivo, para realizar determinados serviços é uma pratica copiada pela igreja católica apostólica romana do judaísmo e que com o passar dos tempos fora incorporada também por grande parte do segmento cristão evangélico, porém, vale ressaltar que não se encontra apoio bíblico-escrituristico para ostentar a prática de sacerdócio único na igreja do Sr. Jesus Cristo. Práticas tais como: Dirigente para a ceia do Senhor ou o partir do pão, batismos, casamentos, culto fúnebre etc, etc, etc...
O Dr. C. I. Scofield escreveu  sobre o tema : "Podemos afirmar seguramente que os judaizantes da Igreja. só por si, têm impedido o seu progresso, pervertendo sua missão e destruído a sua espiritualidade em maior escala do que todos os outros males juntos. Em vez de andar no caminho da separação do mundo, e seguir o Senhor segundo a sua vocação celestial, a Igreja tem usado passagens das Escrituras, que só dizem respeito aos Judeus, para justificar a sua adaptação à presente civilização, a aquisição de fortunas fabulosas, a construção de templos magníficos, a divisão em clérigos e leigos dos que são iguais na fraternidade Cristã".
O dever do sacerdote é oferecer sacrifícios. No tempo do A.T os sacrifícios consistiam em animais imolados. Nesta Dispensação da Graça ou também chamada dispensação da Igreja, contudo, os sacrifícios dos crentes são:
a) O sacrifício do seu corpo (Rm 12:1); não um sacrifício morto, mas "vivo, santo e agradável", oferecido exclusivamente a Deus.
b) O sacrifício de bens materiais. "Não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque, com tais sacrifícios, Deus se agrada" (Hb 13:16).
c) O sacrifício de louvor. "Portanto, ofereçamos sempre por Ele, a Deus, sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Seu Nome" (Hb 13:15).
Em nossos dias o serviço do verdadeiro sacerdote foi praticamente eliminado e substituído pelos monótonos serviços regulamentados. Disto resulta uma multidão de sacerdotes mudos – um estado de coisas ignorado nas Escrituras.
Apesar de todos os crentes serem sacerdotes, o fato é que cada crente precisa dum Sacerdote diante de Deus. Esta necessidade é suprida plenamente no Senhor Jesus Cristo. A Epístola aos Hebreus apresenta o Sr. Jesus Cristo como o nosso grande Sumo-Sacerdote, que se compadece das nossas fraquezas, porque em tudo foi tentado como nós, mas sem pecado. (Hb 4:15).
Cada igreja  precisa reconhecer o Senhor Jesus como seu Grande Sumo-Sacerdote e, em cada crente, um sacerdote santo e real.
Infelizmente não é isto o que temos encontrado hoje em dia; Ao contrário, a igreja, na sua maioria, voltou ao sistema judaico de sacerdotes. Apesar dos crentes  dizerem que crêem no sacerdócio de todos os crentes, muitas denominações estabeleceram um sacerdócio todo seu, baseado em parte no sistema mosaico. Assim o que vemos hoje é:
a) Um homem escolhido para o Serviço Divino;
b) Uma hierarquia eclesiástica com títulos honoríficos que os distingue dos leigos;
c) Vestes especiais para indicar que eles pertencem a uma ordem diferente.
Se todos os verdadeiros cristãos passarem a viver segundo o ensino do Novo Testamento, em relação ao sacerdócio de todos os crentes, essa igreja será:
Uma igreja cheia do Espírito Santo, onde os seus membros assistem regularmente aos cultos de oração; uma igreja em que todos os membros são auxiliares práticos e colaboradores dos servos do Senhor na Sua Seara através do mundo; haverá atividade  e não ativismo na disseminação do Evangelho.
Certamente os membros de tal igreja serão constrangidos a viver num ambiente afável, no qual cada crente procura ajudar os outros em amor e num espírito de devotada consagração, estimularão uns aos outros ao amor e ás boas obras.
Uma Igreja que vive de acordo com o ensino do Novo testamento é uma igreja cheia do Espírito Santo e os seus cultos e serviços são dirigidos pelo Espírito Santo; e os dons do Espírito, distribuídos pelo próprio Senhor, serão desenvolvidos conforme a variedade da mesma, em comunhão fraternal e na dependência e liberdade de Cristo (1 Co 12:4-l1; 14:26). E quando a igreja se reúne em volta da mesa do Senhor para O louvar e adorar pelo Seu sacrifício no Gólgota, a adoração do(s) sacerdote(s) subirá até ao Santuário celestial, que é o mais alto privilégio do sacerdócio da Igreja.
Que sejamos assim, para a glória de Deus.
Texto de William Macdonald
Adaptado por M.d.C

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lidando com a Pirataria

  
“Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário.” (Jr. 22:13)
Vivemos em uma sociedade consumista, centrada em ter, esquecendo-se totalmente do ser. Vivemos em uma sociedade em que o melhor é levar vantagem em tudo, certo? É a famosa lei de Gérson, que talvez os mais jovens nem tenham conhecimento. É a sociedade pós- moderna que se esqueceu de valores éticos e morais, centralizando-se em uma auto-exaltação, um egoísmo tremendo, que faz com que nos lembremos da vida social, do outro, tão somente quando ele pode ser uma fonte de lucro, seja financeiro, seja social.
Essa ideia tem feito com que não hajam mais limites associados ao caráter, a uma visão mais ampla da vida, não percebendo que tudo quanto fazemos ou deixamos de fazer, afeta os que estão à nossa volta, tanto de forma positiva quanto negativa. Não devemos mais satisfação à ninguém quanto ao nosso comportamento, seja em família, na escola, no trabalho, na praia, na rua, em uma viagem, ou até mesmo na congregação.
Um grande problema envolvendo tais valores é a questão da pirataria. A expressão “Pirataria” era tecnicamente usada para designar a pilhagem que se faziam nos navios que transportavam mercadorias. Como qualquer outra palavra, o termo “Pirataria” é usado sociamente de maneira bastante livre, sem muita preocupação com a precisão ou mesmo com a coerência.
Numa visão geral, são vistos como “pirataria” o adiquirir ou copiar fitas K7 ou VHS, CDs ou DVDs, aparelhos eletrônicos, pilhas, jogos, livros, remédios, cosméticos, recursos biológicos, brinquedos, roupas, óculos, tênis, relógio, hackers ou crackers, sem que tenha havido a prévia autorização do direito autoral.
Na realidade, para podermos fazer isto com uma consciência limpa, reduzimos o que chamamos de “pirataria” a esta pequena gama de coisas e nos esquecemos que é um universo imenso. OU SEJA: É a abrangência de todas as áreas de nossas vidas, é tudo que fazemos, deixando de lado, à questão da legalidade
Nos esquecemos muitas vezes que contratamos transporte urbano ou interestadual ilegal, esquecemos que  moramos em casas em que o terreno é ilegal, não possui escritura, não é reconhecido pelo estado como uma área de moradia. Nos esquecemos que muitas vezes avançamos a cerca ou grade de nossas casas sem o aval da autoridade competente, por isso fazemos na calada da noite. Nos esquecemos do que deixamos de declarar ou declaramos a mais no imposto de renda, burlando o estado de forma grotesca. Nos esquecemos que fazemos viagens ao exterior e dali trazemos muito além do permitido por lei, para então revendermos e assim ganharmos um pouco mais de dinheiro e perdermos mais e mais de nossa dignidade.
Trazendo tal situação para o contexto da noiva de Cristo, a igreja, não observamos nada de diferente daquilo que vemos no mundo secular, ou quem sabe algo bem pior, pois há um predomínio da hipocrisia, impulsionada pela ganância, que leva pessoas que professam a fé em Cristo, mas quando no mundo vivem de negociatas o tempo todo, sendo tristeza para o Espírito Santo e vergonha para Deus.
Vejo que tal comportamento pode ser fruto do desconhecimento das Sagradas Letras, anunciado por Jesus aos mestres da lei, pois a estes disse: " errais por não conhecer as Escrituras" (Mateus 22:29) Um desconhecimento das citações do nosso Mestre e seus apóstolos sobre o amor ao dinheiro, que nosso coração e nosso tesouro estão em um mesmo lugar(Mateus 6:21), que não podemos servir a dois senhores (Mateus 6;24), que não podemos dizer que somos servos de Cristo e sermos amigos do mundo, que não há comunhão entre luz e trevas, que não devemos andar ansiosos, mas buscarmos primeiro a Deus e a sua justiça e todas as coisas nos serão acrescentadas (Mateus 6:33). Nos esquecemos que Jesus resumiu toda a lei em amarmos a Deus sobre as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos.
Então como podemos nos comportar assim, ganhando o mundo inteiro mas perdendo as nossas almas (Mateus 16:26), saindo da luz e mergulhando nas trevas?
Existem dois textos bíblicos que me falam de forma clara sobre esta questão. O primeiro é o encontro do jovem rico com Jesus, quando então o Salvador pede que o jovem deixe todas as suas riquezas, os seus bens materiais e O siga, e tristemente o jovem O abandona. O segundo, envolve a questão em que Jesus é questionado sobre o pagamento de impostos a César. E o Mestre mostrando o que já era bem evidente pergunta-lhes de quem era a imagem presente na moeda, respondem ser a de César, então ouvindo de Cristo: " dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Deus não quer o nosso dinheiro, nossos bens materiais, mas quer de cada um de nós, um coração sincero, arrependido, em total submissão a Ele.
Deus não precisa de nós para nada. Tudo que nosso Pai Celeste fez, faz e fará é simplesmente por amor. Não há nenhum outro motivo. Deus ama o que criou, viu que tudo era muito bom, e ainda é, pois não quer que ninguém se perca, por isso deu o Seu único filho para morrer em nosso lugar, nos resgatando da morte para a vida, e vida eterna.
Portanto pensemos como temos vivido, como tem sido nosso comportamento, nosso testemunho em todas as áreas de nossas vidas, em todos os contextos.
Que possamos amar a Deus em primeiro lugar e ao nosso próximo como a nós mesmos, sendo alegres no Senhor, usufruindo da Sua paz e não da paz do mundo; sendo pacientes esperando a vontade divina, sendo benignos e bondosos com todos, fiéis a Cristo, que se deu por nós, caminhando mansamente demonstrando domínio próprio, pois este é o fruto do Espírito que habita em todo cristão verdadeiro.
A Deus somente seja toda a glória.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Priorize o Reino de Deus

(Mateus 6:33 ARC)
Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
O sermão do monte é um texto extremamente rico para o nosso viver cristão diário, para agenda de nosso cotidiano. Mostra-nos como deve ser nosso comportamento em relação ao Criador e para com nossos semelhantes. Especificamente neste versículo o Senhor Jesus aborda algo que permeia a vida de todas as pessoas independentemente de condição financeira, se em solidão, se em grupo, se no trabalho ou em férias, até mesmo na alegria ou na provação. O Senhor nos dá uma orientação, uma ordem, pois o verbo aqui apresenta-se no imperativo, "buscai", em buscar antes de qualquer outra coisa o reino de Deus e Sua justiça.
Jesus nos mostra que não devemos ficar parados aguardando que Deus, como um garçom ou office boy, venha entregar tudo em nossas mãos. Se pensarmos bem, DEUS nos entrega tudo todos os dias. A cada dia de nossa vida nos é dada a oportunidade de sermos santificados, de vivermos para glorificá-lO, O honrando em tudo aquilo que fizermos. E se pensarmos o que de maior valor Deus poderia nos entregar, é certo que Ele já entregou Seu único filho. Atitude que nos proporcionou  a vida eterna.
Nosso Senhor nos diz para buscarmos o reino de Deus e Sua justiça. Buscar, traz-nos a idéia de uma atividade, uma atitude dinâmica. O dicionário define “buscar” da seguinte forma:
Buscar verbo transitivo
1.      procurar descobrir; procurar
2.      examinar; investigar
3.      diligenciar
4.      idear; imaginar
5.      revistar
6.      granjear
7.      dirigir-se para
8.      recorrer a
É assim que devemos agir. Buscar a Deus através da oração, da leitura e acurado estudo da Sua Palavra, conhecermos o Seu caminho e nele trilharmos, levando sua verdade a todas as pessoas que estão à nossa volta, em nosso dia a dia.
Como dito no início do texto, vale lembrar que o versículo em questão faz parte do conhecido Sermão do Monte. Vejamos o contexto da fala de nosso Mestre. Aqui o assunto principal é como devemos combater a ansiosa solicitude pela vida. A ansiedade é algo que faz parte do nosso mundo contemporâneo, ainda mais se aliada ao fato de colocarmos Deus em segundo plano, pois a ansiedade será fortalecida pelas circunstâncias difíceis ou prazerosas da vida, pela preocupação em agradar mais a pessoas do que ao próprio Cristo, pela preocupação com o dinheiro e posses materiais. Tudo nos roubará a promessa aliada, ou melhor, apresentada na segunda parte do versículo: "e todas essas coisas vos serão acrescentadas."
Quando Jesus se refere a coisas que nos são acrescidas, a que Ele se refere? Carro do ano? Uma linda mansão? Um emprego ótimo? O diploma de curso superior? O melhor cônjuge da face da terra? Quando atentamos para o texto, como quem busca o reino de Deus e sua justiça, veremos que Jesus fala de coisas básicas, isto é, a roupa para vestir o alimento para cada dia. Tal colocação não quer dizer que não podemos ter como fruto da graça e misericórdia divinas as bênçãos listadas, mas não devem ser tais coisas a razão primeira, do nosso existir, pois o reino de Deus e Sua justiça vêm aliados ao processo de nossa santificação, que deve ser permeado por tribulações, aflições, que nos edificam e nos aproximam cada vez mais de nosso Pai Celeste.
Oswald Chambers notou que Jesus quer que concentremos nossos esforços numa só área: “Preocupe-se apenas com uma coisa, diz o Senhor, com seu relacionamento comigo.” O Reino de Deus é a presença completa e o domínio total de Jesus em nossas vidas. Jesus promete que comida, roupa, moradia e tudo mais que precisamos “serão acrescentados”.
Esta tem sido a minha busca diária e espero que seja a sua. Não é fácil, nunca foi e nunca será, mas que nos fortaleçamos sempre no Senhor, nos apoderando da fé que nos concede, do poder do Espírito Santo que em nos habita e assim possamos seguir buscando o reino de Deus e Sua justiça prosseguindo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

M.d.C

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Lidando com as Redes Sociais


As redes sociais são uma ferramenta importante em nossos dias. São ferramentas utilizadas para a interação social, divulgação de notícias, educação, lazer, segurança, enfim, envolvem todas as áreas de nossa vida cotidiana. São, sem dúvida, um avanço tecnológico, mudando até mesmo nossos conceitos de tempo e espaço, pois é a dimensão do aqui e agora.
Mas como tudo que há neste mundo, construído pelo ser humano, não encontramos a perfeição. Tudo em nossas mãos se torna cara e coroa. Conseguimos entender tal situação quando nós voltamos para a Biblia Sagrada, na carta de Paulo à igreja em Roma, e lemos como descreve nossa condição de pecadores, carecendo da glória de Deus, (Rm 3:23); e tal condição Paulo estende a toda a raça humana.
Qualquer instrumento, seja físico ou intelectual, em nossas mãos, pode ser usado tanto para o bem como para o mal. O que irá fazer a real diferença é como usá-lo e com que objetivo. E estarmos capacitados, ou melhor, preenchidos de sabedoria, que a meu ver, de forma consistente e verdadeira, só pode nos ser concedida por nosso Pai Celeste, mais precisamente, pelo Espírito Santo, do qual somos templo, quando passamos a aceitar Jesus como Senhor e Salvador.
O Espírito Santo nos capacita para diferenciarmos o lícito do ilícito, o certo do errado, do que pode prejudicar a nós e ao nosso próximo, bem como do que nos edifica e aos que estão ao nosso redor e sobretudo o que nos afasta e nos aproxima de Deus.
Contextualizando com a questão da internet, das redes sociais, pensemos sempre como temos utilizado estas ferramentas, e com que objetivo. Lembremos que a Palavra de Deus nos orienta a que tudo quanto fizermos, façamos para a glória de Deus, desde as coisas mais simples, até as que consideramos complexas e sistêmicas, pois o pecado permeia todo o nosso viver, e quem está em pé, deve sempre ter cuidado para não cair.
Então entremos em uma questão aguda, envolvendo o comportamento nas redes sociais. Ao serem postados textos, fotos e etc., mesmo que façamos com a melhor das intenções, nem todas as centenas, talvez milhares, de pessoas que verão os posts estarão preparados. Preparados para que? Para a carapuça encaixar-se perfeitamente em suas cabeças, como diz o ditado popular e criando um sentimento de revolta por se verem criticados, julgados, humilhados, expostos ou sei lá mais o que!
E, este sou eu, este é você, somos nós!
Pensemos então na Bíblia Sagrada. Se a lemos, a estudamos com um coração sincero, de devoção a Deus, buscando orientação para as nossas vidas, para que seja lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho, qual de nós não terá a carapuça se encaixando na cabeça. Veremos então que realmente somos pecadores, trapos de imundícia, carentes da Glória de Deus e podemos aqui citar todas as obras da carne, listadas por Paulo à igreja da Galácia, (Gl 5:19-21).
O próprio Mestre, não deixou de realizar críticas que geraram tanto a revolta como o arrependimento. Foi justamente por dizer e ser a verdade, que Jesus, o Filho de Deus, padeceu de forma tremenda, morrendo em nosso lugar, mas venceu a morte e nos concedeu a vida eterna.
Portanto, vejo fazer parte do processo de santificação do cristão, o saber ouvir, não somente elogios, que na maioria das vezes são fruto da hipocrisia. Mas saber ouvir a crítica. Que possamos reconhecer nossos limites, nossos próprios erros. Entender que a igreja como corpo de Cristo depende de toda a membresia para a seu crescimento, não somente físico, mas sobretudo do amadurecimento espiritual. Deus pode utilizar quem Ele quiser, da forma que achar pertinente. Se somos verdadeiros cristãos sabemos falar ao outro, mas também sabemos ouvir, ser exortados, admoestados, até mesmo repreendidos. Quando diante do que vemos de errado, destoando da Palavra de Deus, nos calamos, nos tornamos cúmplices do pecado.
Não vivamos para agradar as pessoas, para sermos aceitos socialmente. Não façamos negociatas com nosso Deus, ridicularizando-O diante do mundo. Vivamos para glorificar a Deus, em tudo que fizermos.
Portanto no facebook, no Twitter, no Instagram, em seu blog, em família, na escola, no trabalho, na rua, na congregação, façamos tudo para a glória de Deus.
M.d.C

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

INFELIZMENTE O BRASIL DISSE "SIM"

Infelizmente hoje o Brasil de novo disse “sim. Um “sim” que certamente irá repercutir na vida dos brasileiros, diria, não só pelos próximos quatro anos, mas por gerações futuras.
O Brasil disse “sim” a intromissão do estado na laicidade religiosa. O Brasil disse “sim” ao casamento de pessoas do mesmo sexo e diria mais, com a anuência de muitos que se dizem cristãos. O Brasil disse “sim” ao kit gay distribuída nas escolas, ensinando as crianças a se masturbarem, tocarem na genitália uns dos outros, afim de descobrir a sexualidade ainda na infância, O Brasil disse “sim” a que os jovens sejam representados por Jean Wiilis, o deputado, que no plenário da camâra Federal afirmou que a Bíblia é um livro alegórico, O Brasil disse “sim” ao aborto, contradizendo o SUPREMO CRIADOR da vida, também com a benção de pseudo evangélicos. O Brasil disse “sim” a istitucionalização da pedofilia. O Brasil disse “sim” a um programa que incentiva o brasileiro a não procurar emprego, porque nunca serão contados como desempregados. O Brasil disse “sim” a ausência de um sistema de saúde eficiente onde pseudo médicos importados da republiqueta dos Castros, trabalham em regime de semi escravidão, não por salário digno, mas em troca de uma bolsa. O Brasil disse “sim” a uma educação que ocupa o 62º lugar no ranking do mundo, O Brasil disse “sim” a um crescimento econômico que ocupa o 11º lugar na America Latina, atrás de Haiti, Cuba, Venezuela e etc, O Brasil disse “sim” a uma segurança publica, que de seguro, morrem assassinados, 57 mil pessoas por ano, número mais elevado que mortos em guerra. O Brasil disse sim a recessão, O Brasil disse sim a continuidade da inflação, o Brasil disse “sim” para a corrupção, que mesmo com todas as provas e condenação, os mensaleiros continuam a mandar no país de dentro da cadeia, nomeando inclusive ministro de estado. O Brasil disse “sim” a mordaça que a todo custo estão impondo a imprensa brasileira.  Enfim o Brasil disse “sim” a um governo que afirma ser Marx, Lennin, Maomé, Fidel e tantos outros, mais importante ou superior a Deus. O Brasil disse “sim” ao estado islâmico que mata pessoas por converterem a Cristo. O Brasil disse “sim” à mentira inescrupulosa. Poderia passar horas e mais horas enumerando  a que mais o Brasil disse “sim”, mas me detenho aqui deixando que o tempo se encarregue de dizer a que o Brasil disse “sim”. QUE DEUS TENHA MISERICORDIA DE NOSSA NAÇÃO!

M.D.C

domingo, 12 de outubro de 2014

ESMOLAS OU ESTOLAS?




1 Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.
2 Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. 3 Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; 4 para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará
Mateus 6:1-4

Vivemos em uma sociedade aonde o ser humano busca, a todo custo, de todas as formas, a exaltação, o destaque em meio à sociedade, em meio àqueles que o cercam. Vemos esta busca acontecer em toda a esfera da vida, seja em família, no trabalho, na escola, no lazer e até mesmo dentro do contexto religioso.
Jesus, nosso Senhor e Salvador, o Filho de Deus, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, o Príncipe da Paz, o Pai da Eternidade, o Messias, o Emanuel, o próprio Deus encarnado, que mesmo com todo o Seu poder, atributos ou qualquer outro título ou adjetivo que possamos usar para qualificá-lO, em Seu ministério jamais utilizou de auto-exaltação, e nunca mostrou-se jactancioso, querendo valer-se de Sua glória. Em tudo que fez, exaltou e glorificou a Deus Pai, vivendo como um servo, em uma humildade ímpar.
Hoje, o que vemos em particular no contexto religioso, especialmente na igreja, são pessoas que se apresentam como cristãs, mas fazem de seus atos dentro da comunidade, ferramentas para sua exaltação, exibindo-se como atores de um teatro, e em tremenda soberba, sejam glorificados, aclamados por aqueles que os cercam. Mais vergonhoso ainda é quando vemos líderes religiosos, ali do púlpito, orientar o rebanho sob seu cuidado e responsabilidade, a agir de forma bizarra, mostrando com todo o alarde o que fazem, confrontando, com este comportamento, a orientação dada por nosso mestre, Jesus Cristo.
Quando fazemos qualquer coisa que consideramos justa, Jesus nos orienta para que não façamos para sermos vistos pelos outros, pois muitos realizam ações caridosas para serem vistos pelos outros e o nosso Salvador aqui não condena a atitude mas sim a motivação. Não devemos fazer estes atos procurando reconhecimento humano pois se assim agimos buscamos a glória entre os seres humanos, algo sem nenhum valor, atitude hipócrita, que nos afasta de Deus, pois é evidente neste comportamento a ausência do amor verdadeiro, amor que deve permear todo o nosso viver, cada uma de nossas atitudes, ( 1Co 13).
No texto bíblico em questão, vemos Jesus denominar, sem rodeios, os que dessa forma procedem, chamando-os de hipócritas, esclarecendo até mesmo que já receberam a sua recompensa. A única recompensa destes é a reputação que ganham enquanto estão na terra, sendo o seu único galardão, pois Deus não recompensará a hipocrisia.
Jesus usa ainda o exemplo do nosso próprio corpo, dizendo o que uma parte fizer a outra parte deve ignorar. Parece-nos algo ilógico, sem sentido pois quando pensamos em nosso corpo, ele está sincronizado, há um equilíbrio, é a própria saúde. Mas aqui, quando oMestre usa o exemplo do corpo, nos traz a ideia da igreja, o Corpo de Cristo, da qual Ele é o cabeça, e portanto devemos seguir o Seu exemplo de humildade e servidão, bem como a clara e salvadora orientação das Sagradas Letras. O bem que fizermos façamos em secreto, para o Pai e não para nossa exaltação.
Concluo dizendo que este contexto não deve ser interpretado para a proibição de qualquer oferta, pois sabemos que é praticamente impossível sempre fazermos nossas ofertas anonimamente. Mas que não sejamos descarados, hipócritas, fariseus pós-modernos ofertando para nossa exaltação. Pensemos de forma sensata: o que tem nos motivado a ofertar? Lembrando que tudo que tudo que temos e possuímos é fruto da graça e misericórdia divinas e portanto que fazemos deve ser tão somente para glória de Deus.
MdC

sábado, 4 de outubro de 2014

PROFETAS E PROFETADAS



Nos tempos em que estamos vivendo existe uma grande procura por sinais e prodígios, principalmente de revelações e profecias. Enquanto crentes buscam ''revelações'', estes mesmos não se alimentam da Palavra de Deus, fonte de sabedoria e instrução. Isso explica a superficialidade da vida de alguns, falta de conhecimento bíblico, apostasia e heresias. Com relação a esses diz a palavra de Deus: "Eles se chegam a mim com os seus lábios, mas seus corações estão longe de mim; eles ensinam mandamentos dos homens como doutrina, tendo aparência de santidade, mas negando o meu poder" (Mat 15:8)
Falsos teólogos, falsos pregadores e ''profeteiros'', assim como os gnósticos primitivos da época dos apóstolos, falam sob a influência de espíritos afastados de Deus (Mt 7.15; 24.11; 1 Tm 4.1; 2 Pe 2.1)".
Devemos ter cuidado com profecias, papagaiadas e trelêlês e ficar com a Palavra de Deus, permanecer em santidade, debaixo da orientação do Espírito Santo.
Desse modo, precisamos examinar tudo, pois o inimigo e opositor da obra de Deus, quer tirar o olhar do cristão do Senhor Jesus e também da sua soberana Palavra. Quando buscam "profetadas" , estão deixando de lado a Palavra de Deus, confiando em homens e mulheres, e não no Senhor Jesus Cristo e em Sua vontade revelada na Palavra. Devemos estar vigilantes (2 Co 11.3,4) pois o diabo se traveste de anjo (mensageiro) de luz, e seu objetivo é ''colocar impurezas, misticismos na igreja, tirando o desejo de buscar a Deus e a Sua Vontade estabelecidas por Sua Eterna Palavra.
Desde de sempre existiram falsos profetas, adivinhadores e existirão até o fim, sendo movidos por satanás e seus demônios, afim de enganarem até mesmo os escolhidos de Deus (Mt 24.22-27).
Portanto, é dever do cristão verdadeiro alertar o povo de Deus a batalhar cada vez mais pela fé que uma vez foi dada aos santos eleitos de Deus (Jd 3 b).
Mas o mais triste e cruel é quando os agentes de satanás ocupam cadeiras e posições de liderança dentro das igrejas que não possuem discernimento quanto ao que é de Deus e também do que é maligno. (AP 2.9, 14, 15, 20-23). Falsos ensinos baseados em revelações extra-bíblicas são ensinados a toda hora, levando o povo a errar. (1 Co 6.9,10; Ap 22.15). Que possamos estar a cada dia na presença do Senhor Jesus Cristo, pedindo a Ele forças, sabedoria, discernimento para vencermos até o arrebatamento, retendo e vivendo a sã doutrina da Palavra até o fim, derrubando toda vã filosofia que se levanta tentando mistificar o Evangelho do Senhor Jesus (Cl 2.18,19).
Em Ap 2.20 temos o relato sobre a doutrina de Jezabel, que subvertia a fidelidade a Deus, manipulando pessoas mediante a permissividade, moral e a incorporação de práticas pagãs. A idolatria e o materialismo eram as mais expressivas, tentações em Tiatira, um importante centro comercial da Ásia. Jezabel ensinava a imoralidade sexual, a corrupção dos padrões santos do cristianismo. Ensinava a realização do prazer pelos métodos depraváveis, segundo os desejos e paixões carnais. Estava mais interessada no seu prazer e sua liberdade egoísta do que com necessidades e preocupações de seus contemporâneos. Ela não queria se arrepender, não queria mudar as suas atitudes, seu conceito e modo de vida e ensino. Era apóstata.
Da mesma maneira, são aqueles que reivindicam falar com autoridade divina, no entanto, não testemunham frutos de arrependimento e santidade de vida.

Jezabel se dizia profetiza, mas não ensinava nem tão pouco vivia a Palavra de Deus, mas era cheia de pensamentos malignos, inspirados no diabo e no pecado, e, sendo assim, arrastava adeptos para a perdição.
Em 1 Tm 4.1-5, Paulo exorta a Timóteo a combater estes através da exposição das doutrinas da Palavra de Deus. De fato, hoje vemos pessoas voltadas para os sinais, seguindo estes, deixando de lado a Palavra de Deus.
Infelizmente hoje um pregador da Palavra não é mais respeitado quando traz um estudo para a Igreja, expondo verdades, fazendo apologética contra heresias e costumes mundanos, porém, quando chega ''um profeta do fogo'' este é honrado e aclamado como um deus, um ídolo.
O verdadeiro crente precisa rejeitar qualquer preletor ou profeteiro que coloca suas palavras acima da revelação bíblica (1 Co 14.29). Alguns, na igreja, costumam tolerar tais falsos ensinos, primeiro por falta do essencial que é o conhecimento acurado das escrituras, depois por indiferença, medo de confronto, amizade pessoal ou pelo desejo de paz, harmonia, autopromoção ou dinheiro.
Profecias e revelações demoníacas tem iludido igrejas, dividindo-as, corrompendo a ortodoxia dos cultos, mistificado a pureza do Evangelho, levando incautos à viver de acordo com verdadeiras ditaduras profeteiras.
Um incontável número de pessoas estão deixando de se guiar pelo Senhor Jesus e sua Palavra, e depositam sua fé em ensinos heréticos.
O verdadeiro profeta traz mensagens de Deus, de santificação, de juízo para o pecado (EZ 44.23). O profeta não profetiza riquezas materiais, realizações apenas materiais, mas sim traz a luz verdades espirituais que venham a servir de consolação, exortação e edificação á toda a igreja. Não há lugar na verdadeira igreja de Jesus Cristo para prognosticadores, adivinhos e etc.
Como reconhecer um profeta?  Julgando o Profeta e a Profecia. Veja:
"Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou?
Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele." (Dt 18.20-22) 
1. Sua Profecia: Se a profecia de um profeta não se cumpriu ele é falso (v 22);
2. No seu caráter: Sendo puro ele é verdadeiro, ainda que sua profecia esteja distante, no futuro (Mt 7.15-19);
Uma resposta positiva a esses argumentos, é indicação de que este profeta não é porta-voz de Deus e Deus está provando seu povo (Dt 13.3). Estejamos alertas (Gl 1.8,9).
A Igreja de Jesus Cristo precisa urgentemente voltar-se à Palavra de Deus em sua essência, e deixar de lado, pseudo sinais e pseudo revelações que com certeza, não veio de Deus. Não podemos fundamentar nossas vidas em sinais e manifestações extra bíblicas, mas sim, devemos praticar a Palavra (Jo3.21), nos santificar através dela (Jo 17.14,14; Sl 119; Lc 8.21; Hb 4.12).
Sendo assim, concluo que ai daquele que adulterar, acrescentando ou subtraindo algo da Palavra de Deus (Ap 22.18,19). É melhor se calar, do que lançar mentiras, falsas esperanças a pessoas, enganando-se a si mesmo e a outros, mas acrescentando juízos a si e aqueles que lhe ouvem.
A Deus somente seja Toda a Glória
Adaptado por M.D.C