quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Por que a Igreja não é Evangelística?

Atos 2:42 e 4:35
Não raras as vezes, no cotidiano igrejeiro, nos deparamos com a pergunta em epígrafe e do mesmo modo não são poucas as conjecturas para se responder à tal pergunta.
Já ouvi inúmeras respostas como tentativa de explicar “Por que a Igreja não é evangelística”, mas quero com a ajuda de Deus, através dos textos apresentados, listar aqui algumas razões porque a igreja do Sr. Jesus não tem sido uma igreja evangelística.
Diz o texto sagrado: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. (Atos 2:42).
1.Doutrina
Percebemos com facilidade que os cristãos da igreja primitiva nutriam um ardente desejo por aquilo que os apóstolos tinham a ensinar e isso tinha como resultado um acurado entendimento do plano salvador e da graça que lhes alcançou. No tempo em que viveram a escritura que tinham ao seu dispor era apenas o A.T e as próprias palavras de Jesus, não existia ainda o N.T. Diferentemente deles, hoje temos a Bíblia completa, fonte única de ensino e conhecimento de Deus.
“Perseveravam na doutrina”, é uma expressão que apresenta o ensino como o óbvio e imaginável para uma igreja saudável ser evangelística.
É impensável o evangelismo numa igreja, separado de um ensino sério da Palavra de Deus. Como poderá um ímpio responder à mensagem salvadora, chegar ao convívio com a igreja e não encontrar um ambiente de ensino bíblico para que sua fé se desenvolva?
2. Comunhão
Percebemos ainda pelo texto que os cristãos que experimentavam uma transformação pelo ensino recebido, se tornavam pessoas diferentes. Ardiam em seus corações um desejo de compartilhar entre eles a mesma fé e a mesma esperança “a volta de Jesus” produzindo neles edificação e crescimento.
Quão traumático é quando um novo convertido adentra a igreja e encontra um ambiente de hostilidade e facções.
Muito antes de se pensar em evangelismo, faz-se necessário que a igreja do Sr Jesus olhe para si mesma e seja capaz de responder: O que um novo convertido encontrará e receberá da igreja? Se o que a igreja tem a oferecer, não tem nada a ver com comunhão e compartilhamento, poucos resultados obterão, ainda que seja feito um bom discipulado.
3. Adoração
Alguns eruditos defendem a idéia de que o “partir do pão” aqui descrito tem a ver com refeições diárias nas residências uns dos outros. Entretanto há também os que comungam da idéia da celebração da ceia do Senhor, conforme ensinou Jesus.
Partindo da possibilidade de que “partir o pão” não seja apenas uma refeição, a celebração da ceia é para além de apenas um sacramento. É uma atitude de gratidão e reconhecimento por aquilo que Jesus proporcionou através do seu sofrimento, morte e ressurreição. Se a celebração da ceia do Senhor não for precedida por uma compreensão daquilo que Cristo fez, não passará de um mero formalismo.
Além da doutrina e da comunhão, a igreja precisa ter na “ceia do Senhor” uma celebração onde a Graça e o Amor de Deus sejam as únicas motivações para se estar ali.
Uma igreja que perde essa visão terá em vez de uma reunião de salvos celebrando a Jesus Cristo, uma reunião social e rotineira onde cada qual conta a sua vantagem.
Quanto ao evangelismo, nunca é possível oferecer salvação em Cristo, quando não se celebra de fato e de verdade o que Cristo fez por nós.
4. Serviço
“E repartia a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (At 4:35)
Um dos resultados que a comunhão verdadeira provoca é o serviço ao próximo, resultantes do amor em nós gerado por Jesus Cristo. Observe que as necessidades de todos, eram conhecidas por toda a igreja, não apenas por alguns. Isso gerava nos crentes um sentimento de responsabilidade uns para com os outros. Trocando em miúdos, a comunhão funcionava em toda a sua plenitude e não apenas em saudações forçadas, sorrisos hipócritas, provocados por petições de pregadores ou cantores como por ex: “Diga ao irmão que está ao seu lado – Eu te amo com amor do Senhor!”
O serviço entre os crentes demonstra que a comunhão é um fato e não uma utopia. Que vai para além das quatro paredes e atinge a vida diária de cada crente.
A igreja que não está atenta a esse aspecto importante que é o serviço, seja de qual natureza for não está pronta para ser uma igreja evangelística.
5. Oração
A prática constante da oração, como era o caso da igreja primitiva, demonstra que a igreja depende de Deus e não de homens, para o suprimento de suas necessidades.
A igreja de Atos 2 era uma igreja de oração, não uma igreja que orava apenas em tempos de crise, além disso, era uma igreja que nutria uma comunhão com Deus através da oração coletiva, conforme se pode observar no caso da libertação do apóstolo Pedro.
Esse princípio deve ser ensinado ao novo convertido, mas indubitavelmente há que ser vivido pelos lideres e membros.
Uma igreja que se reune para orar apenas em ocasiões especiais, não está pronta para ser uma igreja evangelística.
Concluo relatando uma experiência que tive, visitando uma igreja no interior. Quando lá cheguei pela primeira vez em 2007 encontrei uma congregação no seu inicio com um casal de obreiros, seus dois filhos e outra família. Não eram mais que quinze pessoas. Fui convidado a pregar e o Pastor daquela pequena congregação saiu às ruas a convidar pessoas para ouvir a pregação do evangelho. Para economizar combustível e dinheiro que era uma raridade para a realidade que vivia, pedalava sua bicicleta por 18 kms, afim de convidar pessoas para ouvir falar de Cristo, então voltava a noite em sua Kombi para buscar seus convidados.
Após 7 anos voltei a essa cidadezinha de 18 mil habitantes e lá encontrei uma igreja formada com 100 membros batizados em torno da mesa no “partir do pão” e 150 alunos matriculados na EBD.
Esses obreiros de Cristo perseveravam no ensino, na comunhão, no partir do pão e nas orações e sem dúvida não lhes faltava serviço, se doavam uns aos outros por amor ao evangelho. Diante de tal experiência, o texto sagrado que me veio à mente, foram as palavras do apóstolo Paulo em (Filip 4.9) “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, E VISTES EM MIM, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.” (grifo meu)
Uma igreja evangelistica é uma igreja que prega o evangelho e ganha almas, mas é antes de tudo, uma igreja que AMA, ENSINA as verdades da palavra de Deus que se esforça por gozar a comunhão com Deus e uns com os outros, que é guiada pela vontade de Deus e que é conhecida pela oração.
Uma igreja evangelística é, sobretudo uma igreja que transfere o que aprendeu, recebeu e principalmente viu sendo praticado, como o caso da igrejinha do interior que para a glória de Deus, citei o seu exemplo.
A Minha oração é para que o Deus da glória desperte a igreja de nossos dias para sermos de fato uma igreja evangelística.
A Deus somente seja toda a glória.
M.d.C


sábado, 13 de dezembro de 2014

Eis aqui água, que impede que eu seja batizado?


Texto base: Marcos 16:  15-16


Lição 01
            


CONFRONTADOS COM A VERDADE

           O estudo a seguir tem como objetivo ajudar a todos novos convertidos informando-lhes a necessidade do batismo, sua importância e seu significado. Não se pretende através deste, fazê-lo um super conhecedor das verdades que norteiam o assunto, mas fornecer-lhes uma bagagem de conhecimento do tema em questão.
          Antes de considerar a importância do batismo é necessário primeiramente considerar os passos que conduzem um novo convertido ao batismo e depois os passos que seguem o batismo.
O novo convertido necessita ser confrontados com algumas verdades:

I – A VERDADE ACERCA DO SENHOR JESUS CRISTO


a)    A verdade sobre a vida do senhor Jesus Cristo: Atos 2:22 “Varões Israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós, com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis;”
b)    A verdade sobre a morte de Jesus Cristo: Atos 2:23 “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o mataste, crucificando-o por mãos de iníquos.”
c)     A verdade sobre a ressurreição do senhor Jesus Cristo: Atos 2:24 “Ao qual, porém Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porquanto não era possível fosse ele retido por ela.” (Cristo está vivo)
d)    A verdade sobre a exaltação do Senhor Jesus: Atos 2:33-36 “Exaltado, pois a destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis, porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo disse: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. Esteja pois absolutamente certa, toda a casa de Israel que a este Jesus, que vós crucificaste, Deus o fez Senhor e Cristo.” (Cristo Jesus foi Exaltado).

II – A VERDADE A RESPEITO DE SI MESMO


a)    Era pecador culpado e condenado. Romanos 3:10-23 (ler e comentar)
b)    Precisava arrepender-se para receber perdão e também o Espírito Santo. Atos 2:38 “... arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão  dos vossos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo.”
c)     Devia invocar o nome do senhor Jesus para sua salvação. Atos 2:21 “E acontecerá que TODO AQUELE que invocar o nome do Senhor, será salvo.”
d)    Deve ser batizado, obedecendo à ordem do senhor Jesus. Atos 2:38 “... cada um de vós seja batizado...”

CONCLUSÃO:
           Nesta lição você novo convertido é levado a refletir sobre verdades fundamentais sobre a pessoa de Jesus Cristo e de si mesmo. Agora, pois diante do que você estudou você poderá testar o que você tirou de proveito, respondendo as perguntas que se seguem:



EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO


Assinale a alternativa que você considera certa:

1 – De acordo com o que a bíblia nos ensina, para que uma pessoa seja batizada é necessário:

a)    Filiar-se a uma determinada religião.
b)    Obedecer aos dez mandamentos,
c)     Ser dizimista fiel,
d)    Receber a Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal.

2 – O novo convertido precisa ser confrontado, com que verdades para ser batizado?

a)     Verdades sobre o fundador da Igreja,
b)     Verdades sobre o Regimento e estatuto da Igreja,
c)      Verdades sobre a pessoa de Jesus Cristo e de Si mesmo,
d)     Verdades sobre como o universo foi criado.

3 – Qual é a verdade sobre a morte do Senhor Jesus Cristo de acordo com a Palavra de Deus?

a)    Jesus Cristo morreu como um grande Salvador,
b)    Jesus Cristo morreu como um grande mártir,
c)     Jesus Cristo morreu por um acaso,
d)    Jesus Cristo morreu porque os judeus não puderam detê-lo.

4 – A respeito da ressurreição do senhor Jesus cristo o que é correto afirmar?
a)    Ele não ressuscitou,
b)    Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte,
c)     Ele ressuscitou como muitos outros também,
d)    Ele ressuscitou mas não voltou para o céu.

Assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

1 – Quando confrontados com a verdade acerca de si mesmo descobrimos, que todos somos pecadores.______
2 – Para que o pecador seja perdoado e receba o Dom do Espírito Santo é necessário arrepender-se dos seus pecados._____
3 – De acordo com Atos 2:21 só serão salvos aqueles que invocarem o nome do Senhor Jesus Cristo, como Salvador.______
4 – Uma pessoa quando já é salva não tem nenhuma importância que ela seja batizada.______

 M.d.C

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Eis aqui água, que impede que eu seja batizado?

                                                                Preocupados com a escassez de material biblico sobre a preparação de um novo convertido ao batismo, resolvemos montar um estudo, no formato de curso em sete lições que estaremos postando a cada semana uma lição a quem possa interessar na expectativa de poder estar servindo ao reino de Deus enquanto na esfera terrestre.


PREFÁCIO

O CANDIDATO CORRETO E O APROPRIADO AO BATISMO
Preocupados em ter um número cada vez maior de fiéis em sua igreja, muitos lideres se esquecem de uma grande exigência bíblica para o batismo, que é o do candidato ser uma pessoa apropriada. Preocupados em receber mais ofertas e dízimos, que sua igreja estará mais cheia, nem pensam que o candidato precisa ser uma pessoa que tenha feito uma sincera profissão de fé, e que como a Bíblia ensina, tenha se tornado uma nova criatura, deixando a velha vida de pecados para trás, procurando viver uma nova vida (dada por Jesus) voltada para Cristo e para sua Igreja.
Ainda que sendo um candidato correto, não pode ser um candidato apropriado ao batismo, aquele que professa Cristo como Senhor e, no entanto, o mundo ainda continua a mandar em sua vida. Ele aceitou Jesus de boca mas ainda ama o tabaco. Ele diz que aceitou Jesus de palavras, mas ainda é escravo do álcool. Ele diz com sua boca que aceitou Jesus, mas vive ainda uma vida de adultério. Chegam a dizer: “Amasiado com fé, casado é”. Diz que é filho de Deus, mas sua única preocupação são as coisas terrenas.
Será que uma igreja, que se apresenta como séria, como verdadeira, concordaria em batizar alguém que professa com a boca ter crido em Jesus, mas com suas ações e disposições não demonstram que  amam mais Aquele que o comprou do que o pecado que o escravizava?
É comum numa igreja que realmente professa o nome de Jesus Cristo o candidato passar por uma avaliação de conhecimentos e bom testemunho. A igreja, representada pelo pastor e seus membros, certamente podem interrogar o candidato (como fez Filipe a Eunuco quando este lhe pediu batismo). São perguntas básicas como: “Por que você quer ser batizado”? Que significa o batismo? Para que serve o batismo? Tem certeza de sua salvação eterna? Entre outras de acordo com a exigência de cada igreja local. Certas perguntas são básicas. Precisam ser feitas e necessitam de respostas certas. Filipe fez uma pergunta básica: "Podes, se crer de todo o coração", e a resposta foi certa: "Eu creio que Jesus é o Filho de Deus...". Algumas pessoas, muito espertas, sabem decoradas as perguntas, mas suas vidas dão um testemunho contrário à sua fé.
Por exemplo: Se o candidato aceitou Jesus, e era católico praticante, certamente foi um idólatra; Caso ele continue a adorar ídolos e imagens, ou pelo menos guardá-las escondido, é uma prova de que Cristo ainda não é o Senhor absoluto de sua vida. Se o candidato aceitou a Jesus, e era amasiado, certamente de acordo com a P.D, ele é um adúltero, fornicador etc., e caso ele continue vivendo sem o casamento  é prova de que Cristo também não é o Senhor absoluto de sua vida.
Podemos pensar o mesmo de alguém que aceitou Jesus, e que era homossexual. Caso ele continue com as mesmas práticas pecaminosas, é uma prova de que Cristo ainda não é totalmente Senhor  de sua vida. O mesmo se dá com vícios, costumes errados e prazeres indignos, que, orientados pela igreja local, deve o candidato ter abandonado a tudo que lhe atrapalha de servir o seu novo dono, Jesus.
Admitir que uma pessoa que confessa Jesus como seu salvador e que continua nas antigas práticas pecaminosas do tempo do velho homem, podem sim ser batizados, mesmo sabendo que o batismo é apenas uma simbologia, é dizer para eles que as evidências de uma nova criatura (II Cor 5:17) não têm nenhum valor para Deus ou que não são  necessárias em si.
Toda Igreja que não faz avaliações sinceras dos candidatos a batismo estará correndo sérios riscos. O mais grave é de colocar na mesa do Senhor pessoas indignas, ou seja, encher a casa do Senhor de incrédulos e chamá-los de irmãos. Após essa tragédia vem as futuras consequências, ou seja, o testemunho deles irá falhar, e quem passará a vergonha pública é a própria igreja que o aceitou sem ter feito as prévias avaliações. Se fazendo as prévias avaliações já corre o risco da pessoa se desviar, imagine ir aceitando qualquer um. Existem pessoas que só querem pertencer a uma religião, tanto faz ser numa igreja católica, protestante, espírita. Por isso, numa entrevista sincera com ele, a igreja saberá de suas intenções. A prévia entrevista é uma arma contra futuros problemas com a membresia.
Irmãos! Se o batismo do cristão é um símbolo de que a pessoa de fato morreu para o mundo e ressurgiu com Cristo para uma nova vida (Rom cap 6), devemos entender que o batismo deverá ocorrer, quando de fato ele(a) estiver vivendo na prática da nova vida, vivendo o verdadeiro significado do símbolo (o batismo), ou seja: morto para o mundo e ressurreto com Cristo para uma nova vida.
Não podemos  sermos levados por quaisquer que sejam as correntes teológicas e como igreja agirmos com parcialidade, aceitando como apto para o batismo  algum tipo de pecado ainda sendo praticado, aqueles que julgamos menos escandolosos, enquanto que noutras áreas que julgamos mais escandalosas não os aceitamos. “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; ” (Rom 12:11)Bíblia RC
Significados de Palavras:
Idólatria – Prática de quem adora os ídolos
Adultério – Relação sexual de pessoa com outra que não seja o seu conjugue. Explicitamente proibido por Deus; Ex 20:14 – Deut 5:18 – Mt 5:27 – Mc 10:19 – Rm 13:9 – Tg 2:11
Fornicação – Relação sexual de pessoa casada com outra casada ou não. O Adultério é o pecado de relação sexual de pessoas casadas com outras que não sejam legalmente seus conjugues. At 15:20 – Gl 5:19 –
Prostituição – Relação sexual com prostitutas (os) I Cor 6:16 – II cor 12:21 – I Tss 4:3
Lascivia – Luxuria, prazeres carnais, sensualidade, devassidão Gl 5;19 – I Tss 4:5

 M.d.C

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Sacerdócio Para os dias da Igreja

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Lemos no A.T que a Lei de Moisés separou a tribo de Levi e a família de Arão para serem os sacerdotes da Nação. Estes homens usavam vestes diferentes, tinham privilégios especiais e constituíam uma casta a parte, entre Deus e a congregação de Israel. Só eles podiam entrar no lugar santo e oferecer os sacrifícios prescritos pela Lei.
Vivemos numa dispensação onde todos os crentes são sacerdotes, conforme se pode observar em todo o Novo Testamento.
Observe:
a) "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (1 Pedro 2:5).
b) "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9).
c) "Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele glória e poder para todo o sempre. Amém" (Apoc. 1: 5-6).
A idéia de se ter no contexto da igreja uma casta de sacerdotes, com poderes exclusivo, para realizar determinados serviços é uma pratica copiada pela igreja católica apostólica romana do judaísmo e que com o passar dos tempos fora incorporada também por grande parte do segmento cristão evangélico, porém, vale ressaltar que não se encontra apoio bíblico-escrituristico para ostentar a prática de sacerdócio único na igreja do Sr. Jesus Cristo. Práticas tais como: Dirigente para a ceia do Senhor ou o partir do pão, batismos, casamentos, culto fúnebre etc, etc, etc...
O Dr. C. I. Scofield escreveu  sobre o tema : "Podemos afirmar seguramente que os judaizantes da Igreja. só por si, têm impedido o seu progresso, pervertendo sua missão e destruído a sua espiritualidade em maior escala do que todos os outros males juntos. Em vez de andar no caminho da separação do mundo, e seguir o Senhor segundo a sua vocação celestial, a Igreja tem usado passagens das Escrituras, que só dizem respeito aos Judeus, para justificar a sua adaptação à presente civilização, a aquisição de fortunas fabulosas, a construção de templos magníficos, a divisão em clérigos e leigos dos que são iguais na fraternidade Cristã".
O dever do sacerdote é oferecer sacrifícios. No tempo do A.T os sacrifícios consistiam em animais imolados. Nesta Dispensação da Graça ou também chamada dispensação da Igreja, contudo, os sacrifícios dos crentes são:
a) O sacrifício do seu corpo (Rm 12:1); não um sacrifício morto, mas "vivo, santo e agradável", oferecido exclusivamente a Deus.
b) O sacrifício de bens materiais. "Não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque, com tais sacrifícios, Deus se agrada" (Hb 13:16).
c) O sacrifício de louvor. "Portanto, ofereçamos sempre por Ele, a Deus, sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Seu Nome" (Hb 13:15).
Em nossos dias o serviço do verdadeiro sacerdote foi praticamente eliminado e substituído pelos monótonos serviços regulamentados. Disto resulta uma multidão de sacerdotes mudos – um estado de coisas ignorado nas Escrituras.
Apesar de todos os crentes serem sacerdotes, o fato é que cada crente precisa dum Sacerdote diante de Deus. Esta necessidade é suprida plenamente no Senhor Jesus Cristo. A Epístola aos Hebreus apresenta o Sr. Jesus Cristo como o nosso grande Sumo-Sacerdote, que se compadece das nossas fraquezas, porque em tudo foi tentado como nós, mas sem pecado. (Hb 4:15).
Cada igreja  precisa reconhecer o Senhor Jesus como seu Grande Sumo-Sacerdote e, em cada crente, um sacerdote santo e real.
Infelizmente não é isto o que temos encontrado hoje em dia; Ao contrário, a igreja, na sua maioria, voltou ao sistema judaico de sacerdotes. Apesar dos crentes  dizerem que crêem no sacerdócio de todos os crentes, muitas denominações estabeleceram um sacerdócio todo seu, baseado em parte no sistema mosaico. Assim o que vemos hoje é:
a) Um homem escolhido para o Serviço Divino;
b) Uma hierarquia eclesiástica com títulos honoríficos que os distingue dos leigos;
c) Vestes especiais para indicar que eles pertencem a uma ordem diferente.
Se todos os verdadeiros cristãos passarem a viver segundo o ensino do Novo Testamento, em relação ao sacerdócio de todos os crentes, essa igreja será:
Uma igreja cheia do Espírito Santo, onde os seus membros assistem regularmente aos cultos de oração; uma igreja em que todos os membros são auxiliares práticos e colaboradores dos servos do Senhor na Sua Seara através do mundo; haverá atividade  e não ativismo na disseminação do Evangelho.
Certamente os membros de tal igreja serão constrangidos a viver num ambiente afável, no qual cada crente procura ajudar os outros em amor e num espírito de devotada consagração, estimularão uns aos outros ao amor e ás boas obras.
Uma Igreja que vive de acordo com o ensino do Novo testamento é uma igreja cheia do Espírito Santo e os seus cultos e serviços são dirigidos pelo Espírito Santo; e os dons do Espírito, distribuídos pelo próprio Senhor, serão desenvolvidos conforme a variedade da mesma, em comunhão fraternal e na dependência e liberdade de Cristo (1 Co 12:4-l1; 14:26). E quando a igreja se reúne em volta da mesa do Senhor para O louvar e adorar pelo Seu sacrifício no Gólgota, a adoração do(s) sacerdote(s) subirá até ao Santuário celestial, que é o mais alto privilégio do sacerdócio da Igreja.
Que sejamos assim, para a glória de Deus.
Texto de William Macdonald
Adaptado por M.d.C

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lidando com a Pirataria

  
“Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário.” (Jr. 22:13)
Vivemos em uma sociedade consumista, centrada em ter, esquecendo-se totalmente do ser. Vivemos em uma sociedade em que o melhor é levar vantagem em tudo, certo? É a famosa lei de Gérson, que talvez os mais jovens nem tenham conhecimento. É a sociedade pós- moderna que se esqueceu de valores éticos e morais, centralizando-se em uma auto-exaltação, um egoísmo tremendo, que faz com que nos lembremos da vida social, do outro, tão somente quando ele pode ser uma fonte de lucro, seja financeiro, seja social.
Essa ideia tem feito com que não hajam mais limites associados ao caráter, a uma visão mais ampla da vida, não percebendo que tudo quanto fazemos ou deixamos de fazer, afeta os que estão à nossa volta, tanto de forma positiva quanto negativa. Não devemos mais satisfação à ninguém quanto ao nosso comportamento, seja em família, na escola, no trabalho, na praia, na rua, em uma viagem, ou até mesmo na congregação.
Um grande problema envolvendo tais valores é a questão da pirataria. A expressão “Pirataria” era tecnicamente usada para designar a pilhagem que se faziam nos navios que transportavam mercadorias. Como qualquer outra palavra, o termo “Pirataria” é usado sociamente de maneira bastante livre, sem muita preocupação com a precisão ou mesmo com a coerência.
Numa visão geral, são vistos como “pirataria” o adiquirir ou copiar fitas K7 ou VHS, CDs ou DVDs, aparelhos eletrônicos, pilhas, jogos, livros, remédios, cosméticos, recursos biológicos, brinquedos, roupas, óculos, tênis, relógio, hackers ou crackers, sem que tenha havido a prévia autorização do direito autoral.
Na realidade, para podermos fazer isto com uma consciência limpa, reduzimos o que chamamos de “pirataria” a esta pequena gama de coisas e nos esquecemos que é um universo imenso. OU SEJA: É a abrangência de todas as áreas de nossas vidas, é tudo que fazemos, deixando de lado, à questão da legalidade
Nos esquecemos muitas vezes que contratamos transporte urbano ou interestadual ilegal, esquecemos que  moramos em casas em que o terreno é ilegal, não possui escritura, não é reconhecido pelo estado como uma área de moradia. Nos esquecemos que muitas vezes avançamos a cerca ou grade de nossas casas sem o aval da autoridade competente, por isso fazemos na calada da noite. Nos esquecemos do que deixamos de declarar ou declaramos a mais no imposto de renda, burlando o estado de forma grotesca. Nos esquecemos que fazemos viagens ao exterior e dali trazemos muito além do permitido por lei, para então revendermos e assim ganharmos um pouco mais de dinheiro e perdermos mais e mais de nossa dignidade.
Trazendo tal situação para o contexto da noiva de Cristo, a igreja, não observamos nada de diferente daquilo que vemos no mundo secular, ou quem sabe algo bem pior, pois há um predomínio da hipocrisia, impulsionada pela ganância, que leva pessoas que professam a fé em Cristo, mas quando no mundo vivem de negociatas o tempo todo, sendo tristeza para o Espírito Santo e vergonha para Deus.
Vejo que tal comportamento pode ser fruto do desconhecimento das Sagradas Letras, anunciado por Jesus aos mestres da lei, pois a estes disse: " errais por não conhecer as Escrituras" (Mateus 22:29) Um desconhecimento das citações do nosso Mestre e seus apóstolos sobre o amor ao dinheiro, que nosso coração e nosso tesouro estão em um mesmo lugar(Mateus 6:21), que não podemos servir a dois senhores (Mateus 6;24), que não podemos dizer que somos servos de Cristo e sermos amigos do mundo, que não há comunhão entre luz e trevas, que não devemos andar ansiosos, mas buscarmos primeiro a Deus e a sua justiça e todas as coisas nos serão acrescentadas (Mateus 6:33). Nos esquecemos que Jesus resumiu toda a lei em amarmos a Deus sobre as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos.
Então como podemos nos comportar assim, ganhando o mundo inteiro mas perdendo as nossas almas (Mateus 16:26), saindo da luz e mergulhando nas trevas?
Existem dois textos bíblicos que me falam de forma clara sobre esta questão. O primeiro é o encontro do jovem rico com Jesus, quando então o Salvador pede que o jovem deixe todas as suas riquezas, os seus bens materiais e O siga, e tristemente o jovem O abandona. O segundo, envolve a questão em que Jesus é questionado sobre o pagamento de impostos a César. E o Mestre mostrando o que já era bem evidente pergunta-lhes de quem era a imagem presente na moeda, respondem ser a de César, então ouvindo de Cristo: " dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Deus não quer o nosso dinheiro, nossos bens materiais, mas quer de cada um de nós, um coração sincero, arrependido, em total submissão a Ele.
Deus não precisa de nós para nada. Tudo que nosso Pai Celeste fez, faz e fará é simplesmente por amor. Não há nenhum outro motivo. Deus ama o que criou, viu que tudo era muito bom, e ainda é, pois não quer que ninguém se perca, por isso deu o Seu único filho para morrer em nosso lugar, nos resgatando da morte para a vida, e vida eterna.
Portanto pensemos como temos vivido, como tem sido nosso comportamento, nosso testemunho em todas as áreas de nossas vidas, em todos os contextos.
Que possamos amar a Deus em primeiro lugar e ao nosso próximo como a nós mesmos, sendo alegres no Senhor, usufruindo da Sua paz e não da paz do mundo; sendo pacientes esperando a vontade divina, sendo benignos e bondosos com todos, fiéis a Cristo, que se deu por nós, caminhando mansamente demonstrando domínio próprio, pois este é o fruto do Espírito que habita em todo cristão verdadeiro.
A Deus somente seja toda a glória.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Priorize o Reino de Deus

(Mateus 6:33 ARC)
Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
O sermão do monte é um texto extremamente rico para o nosso viver cristão diário, para agenda de nosso cotidiano. Mostra-nos como deve ser nosso comportamento em relação ao Criador e para com nossos semelhantes. Especificamente neste versículo o Senhor Jesus aborda algo que permeia a vida de todas as pessoas independentemente de condição financeira, se em solidão, se em grupo, se no trabalho ou em férias, até mesmo na alegria ou na provação. O Senhor nos dá uma orientação, uma ordem, pois o verbo aqui apresenta-se no imperativo, "buscai", em buscar antes de qualquer outra coisa o reino de Deus e Sua justiça.
Jesus nos mostra que não devemos ficar parados aguardando que Deus, como um garçom ou office boy, venha entregar tudo em nossas mãos. Se pensarmos bem, DEUS nos entrega tudo todos os dias. A cada dia de nossa vida nos é dada a oportunidade de sermos santificados, de vivermos para glorificá-lO, O honrando em tudo aquilo que fizermos. E se pensarmos o que de maior valor Deus poderia nos entregar, é certo que Ele já entregou Seu único filho. Atitude que nos proporcionou  a vida eterna.
Nosso Senhor nos diz para buscarmos o reino de Deus e Sua justiça. Buscar, traz-nos a idéia de uma atividade, uma atitude dinâmica. O dicionário define “buscar” da seguinte forma:
Buscar verbo transitivo
1.      procurar descobrir; procurar
2.      examinar; investigar
3.      diligenciar
4.      idear; imaginar
5.      revistar
6.      granjear
7.      dirigir-se para
8.      recorrer a
É assim que devemos agir. Buscar a Deus através da oração, da leitura e acurado estudo da Sua Palavra, conhecermos o Seu caminho e nele trilharmos, levando sua verdade a todas as pessoas que estão à nossa volta, em nosso dia a dia.
Como dito no início do texto, vale lembrar que o versículo em questão faz parte do conhecido Sermão do Monte. Vejamos o contexto da fala de nosso Mestre. Aqui o assunto principal é como devemos combater a ansiosa solicitude pela vida. A ansiedade é algo que faz parte do nosso mundo contemporâneo, ainda mais se aliada ao fato de colocarmos Deus em segundo plano, pois a ansiedade será fortalecida pelas circunstâncias difíceis ou prazerosas da vida, pela preocupação em agradar mais a pessoas do que ao próprio Cristo, pela preocupação com o dinheiro e posses materiais. Tudo nos roubará a promessa aliada, ou melhor, apresentada na segunda parte do versículo: "e todas essas coisas vos serão acrescentadas."
Quando Jesus se refere a coisas que nos são acrescidas, a que Ele se refere? Carro do ano? Uma linda mansão? Um emprego ótimo? O diploma de curso superior? O melhor cônjuge da face da terra? Quando atentamos para o texto, como quem busca o reino de Deus e sua justiça, veremos que Jesus fala de coisas básicas, isto é, a roupa para vestir o alimento para cada dia. Tal colocação não quer dizer que não podemos ter como fruto da graça e misericórdia divinas as bênçãos listadas, mas não devem ser tais coisas a razão primeira, do nosso existir, pois o reino de Deus e Sua justiça vêm aliados ao processo de nossa santificação, que deve ser permeado por tribulações, aflições, que nos edificam e nos aproximam cada vez mais de nosso Pai Celeste.
Oswald Chambers notou que Jesus quer que concentremos nossos esforços numa só área: “Preocupe-se apenas com uma coisa, diz o Senhor, com seu relacionamento comigo.” O Reino de Deus é a presença completa e o domínio total de Jesus em nossas vidas. Jesus promete que comida, roupa, moradia e tudo mais que precisamos “serão acrescentados”.
Esta tem sido a minha busca diária e espero que seja a sua. Não é fácil, nunca foi e nunca será, mas que nos fortaleçamos sempre no Senhor, nos apoderando da fé que nos concede, do poder do Espírito Santo que em nos habita e assim possamos seguir buscando o reino de Deus e Sua justiça prosseguindo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

M.d.C

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Lidando com as Redes Sociais


As redes sociais são uma ferramenta importante em nossos dias. São ferramentas utilizadas para a interação social, divulgação de notícias, educação, lazer, segurança, enfim, envolvem todas as áreas de nossa vida cotidiana. São, sem dúvida, um avanço tecnológico, mudando até mesmo nossos conceitos de tempo e espaço, pois é a dimensão do aqui e agora.
Mas como tudo que há neste mundo, construído pelo ser humano, não encontramos a perfeição. Tudo em nossas mãos se torna cara e coroa. Conseguimos entender tal situação quando nós voltamos para a Biblia Sagrada, na carta de Paulo à igreja em Roma, e lemos como descreve nossa condição de pecadores, carecendo da glória de Deus, (Rm 3:23); e tal condição Paulo estende a toda a raça humana.
Qualquer instrumento, seja físico ou intelectual, em nossas mãos, pode ser usado tanto para o bem como para o mal. O que irá fazer a real diferença é como usá-lo e com que objetivo. E estarmos capacitados, ou melhor, preenchidos de sabedoria, que a meu ver, de forma consistente e verdadeira, só pode nos ser concedida por nosso Pai Celeste, mais precisamente, pelo Espírito Santo, do qual somos templo, quando passamos a aceitar Jesus como Senhor e Salvador.
O Espírito Santo nos capacita para diferenciarmos o lícito do ilícito, o certo do errado, do que pode prejudicar a nós e ao nosso próximo, bem como do que nos edifica e aos que estão ao nosso redor e sobretudo o que nos afasta e nos aproxima de Deus.
Contextualizando com a questão da internet, das redes sociais, pensemos sempre como temos utilizado estas ferramentas, e com que objetivo. Lembremos que a Palavra de Deus nos orienta a que tudo quanto fizermos, façamos para a glória de Deus, desde as coisas mais simples, até as que consideramos complexas e sistêmicas, pois o pecado permeia todo o nosso viver, e quem está em pé, deve sempre ter cuidado para não cair.
Então entremos em uma questão aguda, envolvendo o comportamento nas redes sociais. Ao serem postados textos, fotos e etc., mesmo que façamos com a melhor das intenções, nem todas as centenas, talvez milhares, de pessoas que verão os posts estarão preparados. Preparados para que? Para a carapuça encaixar-se perfeitamente em suas cabeças, como diz o ditado popular e criando um sentimento de revolta por se verem criticados, julgados, humilhados, expostos ou sei lá mais o que!
E, este sou eu, este é você, somos nós!
Pensemos então na Bíblia Sagrada. Se a lemos, a estudamos com um coração sincero, de devoção a Deus, buscando orientação para as nossas vidas, para que seja lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho, qual de nós não terá a carapuça se encaixando na cabeça. Veremos então que realmente somos pecadores, trapos de imundícia, carentes da Glória de Deus e podemos aqui citar todas as obras da carne, listadas por Paulo à igreja da Galácia, (Gl 5:19-21).
O próprio Mestre, não deixou de realizar críticas que geraram tanto a revolta como o arrependimento. Foi justamente por dizer e ser a verdade, que Jesus, o Filho de Deus, padeceu de forma tremenda, morrendo em nosso lugar, mas venceu a morte e nos concedeu a vida eterna.
Portanto, vejo fazer parte do processo de santificação do cristão, o saber ouvir, não somente elogios, que na maioria das vezes são fruto da hipocrisia. Mas saber ouvir a crítica. Que possamos reconhecer nossos limites, nossos próprios erros. Entender que a igreja como corpo de Cristo depende de toda a membresia para a seu crescimento, não somente físico, mas sobretudo do amadurecimento espiritual. Deus pode utilizar quem Ele quiser, da forma que achar pertinente. Se somos verdadeiros cristãos sabemos falar ao outro, mas também sabemos ouvir, ser exortados, admoestados, até mesmo repreendidos. Quando diante do que vemos de errado, destoando da Palavra de Deus, nos calamos, nos tornamos cúmplices do pecado.
Não vivamos para agradar as pessoas, para sermos aceitos socialmente. Não façamos negociatas com nosso Deus, ridicularizando-O diante do mundo. Vivamos para glorificar a Deus, em tudo que fizermos.
Portanto no facebook, no Twitter, no Instagram, em seu blog, em família, na escola, no trabalho, na rua, na congregação, façamos tudo para a glória de Deus.
M.d.C