terça-feira, 27 de junho de 2017

O erro de uma teologia torcida que contém um só lado da verdade 3


CALVINISMO E ARMINIANISMO
Capítulo 3


Um discípulo da alta escola de teologia — ou calvinista — não quer ouvir acerca de um Evangelho para o mundo inteiro; do amor de Deus para o mundo; das boas novas para toda criatura debaixo do céu. Ele só concebe um Evangelho para os escolhidos. Por outra parte, um discípulo da baixa escola —ou arminiana — não quer ouvir acerca da eterna segurança dos que creem. Sua salvação — alegam — depende em parte de Cristo e em parte deles mesmos. Conforme este sistema, o cântico dos redimidos deveria sofrer uma modificação: Em lugar de simplesmente cantar: “Digno é o Cordeiro”, deveríamos agregar: “E nós também somos dignos”. Podemos ser salvos hoje, e perdidos amanhã. Tudo isto desonra a Deus, e priva o cristão de toda paz verdadeira.
Ao escrever assim não temos a intenção de ofender ao leitor. Nada está mais longe de nossos pensamentos. Não estamos falando de pessoas, mas de escolas de doutrina e sistemas de teologia, a respeito dos quais, suplicamos com a maior veemência a nossos amados leitores, que se apartem de uma vez para sempre. Nenhum sistema teológico contém a verdade de Deus por inteiro e completo. Todos, é verdade, contém certos fragmentos da verdade; mas a verdade fica sempre sufocada pelo erro; e mesmo que pudéssemos encontrar um sistema que contenha toda verdade, no entanto, se não compreendermos a verdade, seu efeito sobre a alma será pernicioso, porque conduz uma pessoa a vangloriar-se de ter toda a verdade de Deus, quando, na realidade, só se agarrou a um sistema humano que contém um só lado da verdade.
Além disto, é raro encontrar um só discípulo de qualquer escola de doutrina que possa enfrentar a Escritura em seu conjunto. Sempre citam um determinado número de textos preferidos, os quais repetem continuamente; mas não se apropriam de uma vasta porção das Escrituras. Tomemos como exemplo, passagens tais como as seguintes: “Mas Deus... agora manda a todos os Homens em todo lugar, que se arrependam” (Atos 17:30). “O qual quer que todos os Homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade” (1.ª Timóteo 2:4). “O Senhor... é longânimo para conosco, não querendo que nenhum pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2.ª Pedro 3:9). E, na última página do inspirado Volume, lemos: “E quem quiser, tome de graça da água da vida” (Apocalipses 21:17).

Ou tomamos estas passagens tal como estão ou introduzamos palavras que modifiquem seu sentido de maneira a adaptá-los ao nosso particular sistema teológico? O fato é que estas passagens realçam a grandeza do coração de Deus, as ações da natureza de sua graça e o vasto aspecto de seu amor. Não é conforme o amante coração de Deus que nenhuma de suas criaturas pereça. Não há tal coisa nas Escrituras como certos decretos de Deus que relegam a um determinado número de Homens a eterna condenação [2] . Alguns poderão ser judicialmente entregues à cegueira por sua deliberada recusa da luz (veja Romanos 9:17; Hebreus 6:4-6; 10:26-27; 2.ª Tessalonicenses 2:11-12; 1.ª Pedro 2:8). Todos os que perecerem culpará a si mesmos; enquanto os que alcançarem o céu, darão graças a Deus.
A continuar....

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O erro de uma teologia torcida que contém um só lado da verdade 2


CALVINISMO E ARMINIANISMO
Capitulo 2

Assim sendo, poderíamos supor, ainda que seja por um momento, que o bendito apóstolo Paulo aceitaria como “a fé dos eleitos de Deus”, um sistema que exclui o glorioso mistério da Igreja da qual ele foi feito ministro de uma maneira especial? Suponhamos que alguém tivesse mostrado a Paulo “os cinco pontos” do calvinismo como uma declaração da verdade de Deus, que teria ele dito? Que! “Toda a verdade de Deus”; “a fé dos eleitos de Deus”; “tudo aquilo que é essencial para a fé”! Mas nem uma sílaba acerca da verdadeira posição da Igreja, de seu chamamento, da sua esperança e de seus privilégios!
Tampouco se faz alguma menção do futuro de Israel! Vemos uma completa ignorância ou, no melhor dos casos, um despojamento das promessas feitas a Abraão, Isaque, Jacó e Davi. Os ensinos proféticos em seu conjunto são relegados a um sistema espiritualizante ou alegorizante — falsamente assim chamado — de interpretação, mediante a qual Israel é privado de sua própria porção, e os cristãos são rebaixados a um nível terreno; e isto nos é apresentado com a elevada pretensão de ser “a fé dos eleitos de Deus”!
Graças a Deus que isso não é assim! Ele — bendito seja seu Nome — não se confinou dentro dos estreitos limites de nenhuma escola teológica, alta, baixa ou moderada. Ele revelou a si mesmo. Declarou os profundos e preciosos segredos do seu coração. Manifestou seus eternos conselhos à Igreja, a Israel, aos gentios e a toda a Criação. Os Homens se quiserem podem tentar confinar o vasto oceano dentro de um balde que eles mesmos formatam, da mesma maneira que pretendem confinar a vasta porção da revelação divina dentro dos débeis cercos dos sistemas de teologia humana. Não é possível fazer isto, nem se deve intentar fazê-lo. É muito melhor deixar de lado os sistemas teológicos e as escolas de teologia, e vir, qual um menino, à eterna fonte da Santa Escritura, para beber dela os vivos ensinos do Espírito de Deus.

Nada pode ser mais nocivo para a verdade de Deus, mais dessecante para a alma, e mais subversivo para o crescimento e o progresso espiritual que a mera teologia, seja alta ou calvinista, seja baixa ou arminiana. É impossível que a alma progrida para além dos limites do sistema com o qual está relacionada. Se eu for ensinado a considerar “os cinco pontos” como “a fé dos eleitos de Deus”, não me interessará olhar para além deles; e então um glorioso conjunto de verdades celestiais ficará oculto da minha visão. Ficarei atrofiado e parcialmente cego, tendo apenas uma visão meramente parcial da verdade. Corro o perigo de cair nesse estado de alma fria e enternecida que advém de estar ocupado com meros pontos de doutrina em vez de estar ocupado com Cristo.
a continuar....

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O erro de uma teologia torcida que contém um só lado da verdade 1

Resultado de imagem para calvinismo x arminianismo 











O erro de uma teologia torcida que contém um só lado da verdade

CALVINISMO E ARMINIANISMO
Capítulo 1
C. H. Mackintosh
Recebemos recentemente uma longa carta que fornece uma surpreendente prova dos desconcertantes efeitos de uma teologia torcida que mostra, apenas, um só lado da verdade, mas que pretende ser a verdade completa. Nosso interlocutor encontra-se evidentemente sob a influência do que se denomina “a alta escola de doutrina” [calvinismo extremo]. Como consequência disto, asseguram que não é correto chamar os inconversos a que “venham”, e “ouçam”, ou que “se arrependam” e “creiam”. A ocorrência disto é uma pretensão tão impossível como buscar peras numa árvore de pêssegos.
Pois bem, cremos plenamente que a fé é dom de Deus, e que ela não é conforme a vontade do Homem, nem por seu poder. Cremos, também, que nenhuma alma viria jamais a Cristo se não for atraída —convencida — pela graça divina a fazê-lo; portanto, todos os que são salvos tem que dar graças a Deus por sua graça livre e soberana a este respeito. Seu cântico é e sempre será: “Não a nós, oh Senhor, não a nós, mas ao teu Nome dá glória, por tua misericórdia, e por amor a tua verdade”.
E nós cremos nisto, não como parte de um determinado sistema de doutrina, mas como a verdade revelada de Deus. Porém, por outro lado, também cremos, e de igual maneira, na solene verdade da responsabilidade moral do Homem, visto que a Escritura ensina isto claramente, embora não encontremos entre os denominados “cinco pontos da fé dos eleitos de Deus”.
Cremos nestes cinco pontos, até onde estão escritos; mas eles estão muito longe de abranger toda fé dos eleitos de Deus. Há extensas áreas da revelação divina que nem remotamente são contempladas, e nem sequer aludidas, por este sistema teológico defeituoso e mal desenvolvido. Onde encontramos o chamamento celestial? Onde está a gloriosa verdade da Igreja como corpo e esposa de Cristo? Onde está a preciosa esperança santificadora da vinda de Cristo para receber os seus nos ares? Onde vemos que o vasto campo da profecia se abre à visão de nossas almas no que tão pomposamente veio chamar-se “a fé dos eleitos de Deus”? Em vão buscaremos o menor traço disto em todo sistema com o qual nosso amigo está vinculado.
Continua no próximo capitulo...

sábado, 10 de junho de 2017

O Jeito errado de querer a justiça


Resultado de imagem para um dedo apontando para outro dedo


Romanos 12:18 - 19 “Empreendei todos os esforços para viver em paz com todos. Amados, jamais procurai vingar-vos a vós mesmos, mas entregai a ira a Deus, pois está escrito: “Minha é a vingança! Eu retribuirei”, declarou o Senhor”

Estamos atravessando dias difíceis em nosso país, dias em que muitos episódios de injustiças tem vindo à luz. Coisas erradas que antes eram consideradas certas e às vezes coisas certas que eram consideradas erradas; Gestores irresponsáveis e fraudulentos, corruptos e corruptores à solta, debaixo de nossos olhos praticando as mais variadas formas de injustiça.
O que chama a atenção frente a tudo isto é que, na medida em que as injustiças vão aparecendo, cada um se defende como pode.
Para os que eram detentores do poder e que praticavam a injustiça, as operações da polícia federal, do ministério público e do judiciário soavam como uma perseguição sorrateira. Ou seja: Para eles “O modo operanti” das instituições constituídas estava errado, eram injustas.
Uma vez, confirmadas as injustiças e grande parte destes condenados, começa a descobrir os mesmos roubos, as mesmas corrupções, os mesmos desvios e as autoridades instituídas e competentes para dirimir as investigações continuam a lançar na mídia o que se vai descobrindo e levando outros às barbas dos tribunais. Aquilo que antes era perseguição, injustiça, falácia e ilações, agora são, para os primeiros, tudo legítima, verdadeiras e corretas. Como diz o ditado: “Quem tem telhado de vidro, não joga pedra no vizinho”
Aonde quero chegar com essas considerações? É que no meio cristão evangélico, cristão protestante, cristão reformado (chamem como quiser) não é diferente.
Tenho visto no meio dessa cristandade pessoas agindo da mesma forma: Buscando um jeito errado de fazer justiça. O apostolo Paulo no texto supracitado nos adverte a que deixemos a vingança e a justiça aos cuidados de nosso criador. “Amados, jamais procurai vingar-vos a vós mesmos, mas entregai a ira a Deus, pois está escrito: “Minha é a vingança! Eu retribuirei”, declarou o Senhor”.
Precisamos resistir à tentação de fazermos justiça ou querermos vingar o mal que supostamente sofremos. A expressão “Daí lugar a ira” corresponde a Paulo dizer: “Deixe Deus cuidar disso”, “Sujeite-se passivamente sem resistir”; A vingança e a justiça são prerrogativas de Deus. Não cabe a nós interferir. Ele retribuirá no tempo certo e da maneira certa.
Lenski escreveu: “Há muito tempo Deus providenciou um acerto de contas com o iníquo. Nenhum deles escapará. Deus fará justiça perfeita em todos os casos. Seria o cúmulo da presunção algum de nós interferir”.
O verdadeiro cristianismo vai além da resistência e prega a benevolência ativa. Em vez de destruir seus inimigos, converte-os pelo amor.
Não é isso o que vemos no meio cristão! Temos visto pessoas, aparentemente espirituais, que em se tratando de ver alguém praticando um agravo, uma injustiça, estão prontos e aptos a executar a justiça, desde que não seja um parente seu. Apontam o dedo com rispidez e dão logo a sentença.
Muitas vezes apontam o dedo contra o irmãozinho que comprou um brinquedo de origem pirata pra seu filho, mas quando tem o dedo apontado em sua direção com a acusação de ter comprado um imóvel em terras irregulares, ah! Aí, nesse caso, ah! Aí entra o velho ditado: “Quem tem telhado de vidro não joga pedra no vizinho” ou talvez outro ditado popular: “Pimenta nos olhos do outro, pra mim é refresco”.
Conheço alguns crentes que, depois que um dos membros da família cometeu um crime, fizeram e fazem de tudo para escondê-lo da justiça. Não querem de maneira alguma que a justiça seja feita. Afinal o infrator é um consangüíneo meu. Agora sofreram o inverso: Um de seus familiares fora vitima de uma violência semelhante e o que querem? Querem a todo custo fazer justiça, exercer vingança, custe o que custar.
Pergunto: Em que os cristãos estão sendo diferentes do mundo e daquilo que se alardeia na mídia nos últimos tempos? Em nada são diferentes. Fazem as mesmas coisas, cometem os mesmos erros e se sou eu quem cometeu qualquer agravo ou crime, que me escondam. Agora se é contra a minha pessoa ou família, que se cumpra a lei. De novo, ainda que sendo repetitivo, me reporto ao ditado popular: “Quem tem telhado de vidro, não atira pedra no vizinho”.
CONCLUO lembrando as palavras do apostolo Paulo quando disse: “Amados, jamais procurai vingar-vos a vós mesmos, mas entregai a ira a Deus, pois está escrito: “Minha é a vingança! Declarou o Senhor”.
 E ainda o que Lesnki deixou escrito:  “Há muito tempo Deus providenciou um acerto de contas com o iníquo. Nenhum deles escapará. Deus fará justiça perfeita em todos os casos. Seria o cúmulo da presunção algum de nós interferir”.
Não permitamos que por causa do paternalismo deixemos que “o errado vire  certo” nem que “o certo vire errado”, mas que acima de tudo, independentemente de quem quer que seja o infrator, que o testemunho cristão nos leve a sermos cada dia mais o que Jesus espera de nós. “Sal e Luz” em meio a um mundo tão corrompido pelo pecado.

MdC

terça-feira, 9 de maio de 2017

O dia de nossa morte!


Resultado de imagem para lapide
"A vida do homem é semelhante à relva; ele floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava. Mas o amor leal do Senhor, o seu amor eterno está com os que o temem, e a sua justiça com os filhos dos seus filhos." (Salmos 103:15-17)
Um grande cantor de ópera chamado Richard Versailles,  subia uma escada enquanto cantava o seguinte trecho de uma música: "Pena que não possamos viver por mais tempo". Enquanto ainda cantava, teve um ataque cardíaco e morreu. Parece uma ironia mas essas foram as suas últimas palavras.
Esse episódio nos remete a uma grande verdade: A verdade de que todos nós, também um dia, iremos ter as nossas últimas palavras a proferir. O Sábio Salomão escreveu: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;” (Eclesiastes 3:1,2). Talvez eu e você saibamos quando estaremos dizendo nossas últimas palavras. Talvez não. A questão crucial dessa reflexão é: Quais seriam as nossas últimas palavras? Como fariamos um resumo de nossa vida?
Talvez estejamos vivendo a carregar uma culpa. Talvez o peso de nossos pecados esteja caindo sobre nossos ombros e consciência, como se fosse uma tonelada. Talvez tenhamos feito algo recentemente e estejamos a perceber o quanto isso foi ruim, o quanto foi terrível. Talvez estamos a lembrar de algo, por nós praticado, anos atrás. Não importa o que seja, certamente estamos a  viver carregado de culpa e não sabemos reagir eficazmente de modo a nos livrar de tudo isso. Surge então a pergunta: o que fazer?
A Palavra de Deus nos ensina que a culpa é um sintoma do pecado. Não adianta muito tratarmos apenas o sintoma. Precisamos ir à raiz do problema. Precisamos irmos em busca de perdão. Há somente uma forma de ter os pecados perdoados:  A Bíblia diz  "se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 João 1:9)
Se Deus em Cristo Jesus perdoou aqueles  que O pregaram na cruz, Ele certamente irá perdoá-lo de qualquer pecado que você tenha cometido. Não importa o quão terrível tenha sido, não importa o quão incompreensível seja, Ele irá perdoá-lo.
Nunca, jamais podemos perder de nossa memória as verdades do salmista; “A vida do homem é semelhante à relva; ele floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava”. Nossa vida é tão passageira como uma relva ou como um vento que sopra e não sabemos mais o lugar que ocupava. Ou seja: Hoje estamos aqui e amanhã já não sabemos mais quais serão nossas ultimas palavras. Lembremos sempre que “Mas o amor leal do Senhor, o seu amor eterno está com os que o temem, e a sua justiça com os filhos dos seus filhos." Estejamos sempre prontos para o dia de nossas ultimas palavras e que possamos todos em tempo oportuno (2ª Cor 6:2) nos apropriamos do amor eterno e leal de Deus, para com os que o temem.

MdC

segunda-feira, 24 de abril de 2017

A Justiça de Deus


 Resultado de imagem para a justiça de Deus

Romanos Capitulo 3
A JUSTIÇA DE DEUS
A justiça de Deus manifesta as seguintes características:

I - SUPERA A LEI:
A lei perfeita de Deus foi dada ao povo de Israel e provou que ninguém consegue viver segundo os padrões da perfeita justiça de Deus. Mas a justiça de Deus vai além da lei (que é o sentido de “sem lei” em nossa tradução para o português). A justiça de Deus supera a lei, que era insuficiente e incapaz de fazer a justificação do homem, mas nos vem inteiramente pela “graça” de Deus (versículo 24).
II - É TESTEMUNHADA PELA LEI E PELOS PROFETAS:
Que a justiça de Deus vem pela Sua graça não é novidade, pois é atestada pelo Velho Testamento (“a lei e os profetas”), sendo portanto manifestada continuamente pelo próprio Deus. Veja, por exemplo, Isaías 51:5-6, 8, 56:1, Daniel 9:24).
III - É CUMPRIDA MEDIANTE A FÉ EM JESUS CRISTO SOMENTE:
O Velho Testamento prevê o ato supremo de justiça pela morte expiatória do inocente Filho de Deus, para que todos os que creem nele possam assumir a Sua justiça (Gálatas 2:16). Nisto Deus também revelou o Seu amor (1 João 4:10). Esta fé significa total confiança no Senhor Jesus Cristo como nosso único Salvador do pecado, e nossa única esperança de ir para o céu.
IV - É BASEADA NA REVELAÇÃO DA PESSOA E OBRA DE CRISTO DADA PELA BÍBLIA.
A fé não é um salto no escuro: ela exige as melhores provas, e as encontramos na infalível Palavra de Deus. A fé é lógica e razoável. O que é mais razoável do que a criatura confiar em seu Criador? A fé não é um trabalho de valor pelo qual um homem ganha ou venha a merecer a salvação. O homem não pode se orgulhar porque crê no Senhor pois seria tolice não crer. A fé não é uma tentativa de ganhar a salvação, mas é a simples aceitação da salvação que Deus oferece como um dom gratuito.
V - NÃO FAZ DISTINÇÃO ENTRE JUDEUS E GENTIOS:
A justificação pela fé em Cristo é disponível a toda a humanidade nas mesmas condições, sem qualquer discriminação. Tanto os que receberam a lei (os judeus) como os demais (os gentios) pecaram e foram achados em falta da glória de Deus. Mas é apenas aplicável aos que creem; ou seja, ela é efetiva somente na vida de quem aceitar o Senhor Jesus mediante um ato de fé definitivo. O perdão é para todos, mas só passa a ser válido em uma vida individual quando é aceito.
VI - É GRATUITA:
Pela graça de Deus a salvação é oferecida gratuitamente a todos, mediante o pagamento feito por Cristo Jesus para a redenção dos nossos pecados (Mateus 20:28). Foi do agrado de Deus aceitar o Seu sangue inocente como propiciação suficiente (1 João 2:2), pelo pecado de todos os que aceitarem a Sua salvação, na condição em que é oferecida (João 3:16): pela fé em Cristo.
VII - ALCANÇA TAMBÉM O PASSADO:
Deus, na Sua paciência, deixou de lado os delitos outrora cometidos, e a morte de Cristo também pagou por eles (Atos 14:16, 17:30, Hebreus 9:15).
VIII - É A PROVA QUE DEUS É JUSTO E JUSTIFICADOR.
A suprema justiça de Deus é um dos seus atributos e é evidenciada pela maneira em que justificou o pecador. A Sua justiça exigia castigo pelo pecado, mas a Sua misericórdia não Lhe permitia deixar o homem sofrer a morte eterna a que estava condenado, sem lhe dar a oportunidade de ser salvo se ele se arrependesse.
MdC

domingo, 9 de abril de 2017

As incongruências na vida de um Cristão


“... e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.  (At 11:26).
CRISTÃOS:  Grego, “Christianos” seguidores de Cristo).
A vida e atitudes dos que iam crendo no Senhor Jesus no primeiro século da era da igreja eram tão idênticas às de Jesus Cristo, que na cidade de Antioquia, pela primeira vez, foram chamados “cristãos” A forma como aqueles ensinos e conceitos, eram impregnados nas mentes e corações dos crentes, fez justiça, ao título de Cristão que pela primeira vez receberam. Nos dias atuais há igrejas, comunidades, nações e pessoas que se intitulam  “cristãos”. A pergunta que surge em meio a essa imensidão de pessoas que se intitulam Cristãos é: De fato a vida que levam, o modo de ser e de agir refletem aquilo que dizem ser?
A palavra Cristão, como vimos no inicio, tem como significado “Um seguidor de Cristo”.
Os primeiros cristãos eram tão parecidos com aquele que os salvou que foram pela primeira vez chamados “Cristãos”
Infelizmente há uma incongruência muito grande nos dias em que vivemos, por parte de muitos que se intitulam “Cristãos” ou “Seguidor de Cristo”.
INCONGRUÊNCIA -  Falta de congruência, falta  de adequação; desprovido de concordância; sem harmonia nem identidade.
1. A Vida Cristã é renúncia.
Renúncia no grego é apeipon, que significa: rejeitar, e apotassã que significa: abandonar, deixar. É exatamente o que o próprio Jesus disse em (Lc 14:33) “Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”.  Renúncia é repudiar completamente a sua natureza pecaminosa. Observe o que foi dito pelo escritor aos hebreus: “… deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos esta proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé…”. (Hb 12:1, 2).
O QUE VEMOS HOJE?  É uma realidade muito triste o que se vê entre os que se intitulam “Cristãos”. Nossos olhos cansam de ver pessoas que confessam ser crentes, ter tido uma experiência de salvação com o Cristo que foi a Cruz, mas não tem prazer no ajuntamento solene, na comunhão com Deus e com os Santos. Fazem declarações do seu amor a Cristo, fazem postagens nas redes sociais do quanto Cristo é importante, mas descumprem uma ordem básica de Deus para um seguidor de Cristo como se vê em (Heb 10:25) “... não deixem de congregar, como é costume de muitos...”
Quanta incongruencia, falta de adequação, falta de identidade, uma pessoa que diz ser “Cristão”, um seguidor DÊLE, mas que a comunhão e o aprendizado não lhe faz falta nem diferença!
2. A Vida Cristã é a transparência de um amor imensurável a Jesus.
Quando em nossas palavras e práticas, o nosso exemplo, transparece amor imensurável e coerente com a palavra de Deus? Diz assim o Sr. Jesus: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas obras glorifiquem ao pai que está no céu”. (Mt 5:16).Quanta incongruência, falta de adequação e falta de identidade, alguém que confessa Cristo como seu Salvador, mas que a sua luz não brilha!
3. A Vida Cristã é submissão.
Submissão no grego é “hupotasso” que significa sujeição, obediência, não a um pastor ou a um sistema, mas submissão a Deus. Jesus é o nosso supremo exemplo de obediência.
“… embora sendo filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu e, tendo ele sido aperfeiçoado, veio a ser o autor da eterna salvação para todos os que lhe obedecem...”. (Hb 5:7). 
Jesus Cristo era humilde e estava disposto renunciar e obedecer a Deus. Não existe vida Cristã sem obediência, pois a partir do momento que aceitamos o senhorio de Cristo, nos tornamos servos.
O QUE SE VÊ HOJE? Vemos com tristeza, pessoas professando sua fé no Sr. Jesus Cristo, mas que vivem um adultério “socialmente aceitável” ou seja: Meu namorido, minha companheira com vidas sexualmente ativa, sem nunca terem se casado em conformidade com o que Jesus ensina. Quanta incongruência! Falta de adequação à Cristo, falta de identidade!
Diz Paulo “Mas graça a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração a forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça. (Rm 6:17, 28).
Cristãos verdadeiros, parecidos com Cristo, são filhos da obediência. “Como filhos obedientes, não vos conformeis com as concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância”. (I Pe 1:14). Obedecer é renuncia a própria vontade, é esvazia-se de suas paixões e concupiscências.
4. A Vida Cristã é comprometimento.
Muitos que declaram seu amor a Jesus estão a viver um cristianismo superficial, egocêntrico, um ativismo religioso o que está muito longe do que Cristo pede e espera de cada um.  Paulo nos exorta a que apresentemos nossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus e continua dizendo que esse é o culto que agrada a Deus. Quanta incongruência falta de adequação e falta de identidade há em um cristianismo superficial, egocêntrico e ativista!
CONCLUO INDAGANDO: Que tipo de cristão temos sido? Temos renunciado o pecado, mundo e a nossa natureza terrena? A nossa vida esta em perfeita congruência com a palavra de Deus? Temos sido submissos? Temos vivido um cristianismo superficial, ou de compromisso com Deus? Temos sido chamados de “Cristãos” por aquilo que somos e vivemos? Façamos um auto-exame em nossa vida com Deus.
MdC