domingo, 21 de fevereiro de 2016

“Cristão” não praticante é Cristão?


1ª João 3:7-10
INTRODUÇÃO:
O número dos chamados “evangélicos” tem crescido como nunca nos últimos dias no Brasil e junto com esse crescimento, uma diversidade de comportamentos e práticas pecaminosas. Como você e eu podemos avaliar se esse crescimento é saudável? Como é que podemos concluir que nossos lideres, nossos irmãos e até nós mesmos somos cristãos verdadeiros?
É disso que o apóstolo João trata, ele se ocupa nessa carta em apresentar dois grupos de pessoas:
- Aqueles que praticam a Justiça (2:29) e
- Aqueles que permanecem no pecado (3:4-5)
Um fato interessante e importante nessa carta é que João procura mostrar as características que identificam os filhos de Deus e as características que identificam os filhos do diabo. Essa atitude do apóstolo trazia consigo um aspecto de teste e servia para desmascarar os falsos mestres que
possuíam aparência de cristãos, porém viviam aespalhar doutrinas que comprometiam a pureza doutrinária da igreja. Nessa parte da carta, o apóstolo divide a humanidade em dois grupos:
> Os que são filhos de Deus e
> Os que são filhos do diabo.
Ambos se revelam pelas suas obras. João se propõe a informar algumas características dos filhos de Deus que contrastam com as dos filhos do diabo. São elas:
I - Os verdadeiros cristãos são imitadores do Senhor (v.7,8). “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo”.
O verdadeiro cristão é Justo assim como Deus é Justo. Essa é uma característica do verdadeiro filho de Deus; Justiça!
Na época em que João escreveu essa carta, havia
falsos mestres que afirmavam que a salvação era mediante um conhecimento secreto. Além disso, esses falsos mestres afirmavam que a vida moral não fazia nenhuma diferença para Deus e chegavam ao ponto de negar a existência do pecado. Os crentes, para os quais João escrevia, foram exortados para não serem enganados por essas pessoas.
O apóstolo estabelece um contraste marcante entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo:
 Quem vive na prática do pecado procede do Diabo. O Diabo peca porque o pecado faz parte de sua natureza. Ele peca desde o princípio, logo, as pessoas que pecam como se isso fosse uma coisa natural, são como o Diabo, sendo assim, são como seus filhos.
Os filhos de Deus, imitam a Deus. Eles são guiados pela verdade e pelo Espírito Santo, e, embora sejam tentados e caiam isso não é rotina (não é habitual) em suas vidas.
Reflexâo: Quem tem sido o nosso referencial de
vida? Jesus Cristo ou o nosso “eu”? João adverte:
 Quando alguém segue os próprios impulsos, está seguindo o caminho do pecado.  
Quando alguém segue apenas as inclinações da carne, está imitando a Satanás, uma vez que o ato de pecar para o Diabo é algo natural; Ou seja: faz parte de sua essência. Seguir as inclinações da carne, da natureza humana, indica quem é o nosso verdadeiro pai.
II -  Os filhos de Deus herdam a natureza do Pai (v.9). “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”.
O que permanece nele é a Divina semente. João justifica porque o filho de Deus não vive na prática do pecado.
1º Porque ele é nascido de Deus, conf. (1 Jo 2:29).
2º Porque como nascido de Deus, o filho herda a natureza do Senhor. João mostra com absoluta clareza quando usa as seguintes palavras: “o que
permanece nele é a divina semente”. A palavra semente no grego é “sêmem”, a raíz da palavra espermatozóide.
Quando uma criança é concebida, as características de seu pai são transmitidas através do sêmen. Logo, aqueles que foram gerados por Deus herdam suas características Santas. É por isso que o cristão verdadeiro não mais tolera o pecado, se entristece quando comete o pecado. É por isso que o autêntico filho de Deus vive numa luta diária pra não obedecer as suas inclinações. Porque ele herdou do Senhor a repulsa pelo pecado.
Reflexão: Diante disso, temos que constantemente nos perguntar: Com quem eu pareço? Para isso, tenho que avaliar minhas ações. Elas têm revelado alguma semelhança com Cristo? Não há possibilidade de ser uma coisa e produzir outra. Ninguém pode ser filho de Deus, mas agir como se fosse filho do Diabo. Tiago escreveu: “Acaso, meus irmãos, pode a
figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tg 3.12).
III -Os filhos de Deus amam aos seus irmãos (v.10). “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.
João, finalmente, retoma um assunto que ele já havia colocado anteriormente lá em (1ª Jo 2:7-11) e que será exposto nos próximos versículos - a prática do amor. De fato, o amor é o resumo dos mandamentos. Paulo escreveu: “Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “Não matarás”, “Não furtarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é cumprimento da Lei” (Rm 13.9-10)”.
Reflexão: O nosso amor tem sido sincero ou temos apenas falado de amor. O amor não é
sentimento, amor é atitude. Quem ama, faz! Quem ama, cuida! O amor não é apenas discurso, amemos de fato e de verdade.
Conclusão:
O verdadeiro filho de Deus tem descrições muito patentes na Palavra de Deus. João nos fornece algumas delas:
Os filhos de Deus são imitadores do Senhor,
Herdam a natureza do Pai, e
Amam aos seus irmãos (v.10).
Que Deus ajude cada um a refletir sobre essas verdades e que sejamos não meros religiosos, pelo contrário, que sejamos autênticos filhos de Deus e que essa condição seja demonstrada por meio de frutos.
Conforme o texto estudado, não existe cristão que não seja praticante. O que existe são pessoas enganando a si mesmas. Seja um cristão praticante e não um mero professo, enganando se a si mesmo.
MdC


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Bom discípulo, bom discipulador!



Mateus 28:18-20
Imagine a frustração de alguém que, após semear o solo, cuidar durante um longo tempo de uma planta, e ao vê-la crescer, descobre que não gera frutos. Com certeza isto trará tristeza, frustração e até mesmo revolta ao seu coração.
Trazendo tal parábola para o mundo cristão, vemos que dia após dia cresce o número de cristãos em nosso país. Vemos que quase toda rua, temos pelo menos uma igreja. Este é um contexto real, de um crescimento impressionante, mas que gera questionamentos: "que resultados, mudanças e melhorias deveriam vir como fruto do aumento no número de pessoas que dizem seguir a Cristo?"
Infelizmente, em nossos dias, o foco de algumas igrejas não é maturidade espiritual, discipulado, amor pelo próximo, mas vemos muitas buscando o lucro, a fama e o reconhecimento humano.
Mas não adianta tão somente criticá-las, mas sim como Corpo de Cristo, ser frutífera, ser a igreja que agrada ao Senhor. Devemos ser agentes dessa busca, procurando ser um verdadeiro discípulo de Cristo, cumprindo Sua ordem de fazer discípulos, ajudando-os a caminhar na vida cristã, mas isto não somente por palavras, mas por meio de nossas atitudes cotidianas. Para atingir tais objetivos é necessário uma contínua retrospectiva de nossos atos, de uma vida de oração, de estudo regular e prática cotidiana da Palavra de Deus.
Na Bíblia, temos vários exemplos de pessoas que assim viveram. João Batista, consciente de sua missão, testemunhou de Jesus, sempre de forma prudente e cuidadosa, retirando o foco das atenções de sua pessoa para colocá-lo tão somente no Messias. João sempre apontava para Cristo, ensinando a seus discípulos a seguirem, não a ele, mas ao modelo perfeito que é Jesus Cristo. Por suas atitudes, João Batista, foi fiel a Deus.
Paulo é outro exemplo de um verdadeiro discípulo e discipulador, pois buscou viver de modo digno e fiel às orientações de Jesus, espelhando-O em sua vida no dia a dia. Ele orientou seus discípulos a como serem discipuladores e vemos frutos deste seu trabalho nas Sagradas Escrituras, nas vidas de Timóteo e Tito. E uma situação bem interessante é o que ocorre entre Paulo e João Marcos. Em Atos 15:36-41, Paulo o vê como um imaturo, mas tempos depois, na carta que escreve a Timóteo, Paulo percebe a evolução de Marcos e o declara como sendo útil para o ministério.
Discipular é um investimento a longo prazo, e não apenas um curso ministrado por um curto período.  Devemos aceitar o desafio, investir nosso tempo, amor e atenção na vida de alguém para que conheça e siga a Cristo. Ensiná-lo a amar e obedecer a Deus, e pense que, em princípio, será na mesma medida que O amamos e obedecemos. Com certeza, em alguns anos seremos ainda mais felizes, pois a alegria daqueles que conhecem a Cristo através de nossas vidas, também será nossa.
A Deus somente seja toda a glória, honra e louvor.

MdC

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O que nos motiva a sermos o cristão que Deus espera que sejamos?

1ª João 3:1-6


1.Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.  2.Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.  3.E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.  4.Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.  5.Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.  6.Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. 
INTRODUÇÃO:
O que te motiva a ser quem você é? O profissional que você é?
Certamente encontraríamos “N” respostas para essas perguntas, como por exemplo: O Salário que
recebo é que motiva a ser o profissional que sou, o amor que tenho pela profissão, o desejo de ajudar os outros ou tenho uma família que depende de meu profissionalismo etc.
Todas essas motivações são válidas e interessantes na vida secular de qualquer um de nós; MAS O que te motiva a ser o Cristão que você é? O Cristão que Deus espera que seja? Por que você se dedica a glorificar, adorar o nome de Jesus? Por que você investe tempo, energia no testemunho do que Cristo fez? O que te motiva a crescer na  vida cristã? Você já parou pra pensar nisso?
O apóstolo nos ajuda a responder a esses questionamentos.
Verso 1: (Ler o verso)
I - O GRANDE AMOR DE DEUS – “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai...” João começa sua fala usando a expressão no grego “Vejam!”. Essa expressão não significa apenas “olhem!”
Significa: Contemplem, avaliem, tentem visualizar, percebam a extensão do amor que Deus nos tem concedido.
A idéia de nascer de Deus enche o apóstolo de admiração e isso o motiva a exortar seus leitores a
atentarem para esse amor que nos inclui na família de Deus.            
A contemplação do amor de Deus para conosco deve nos motivar a crescer na vida cristã.
II - A NOSSA FILIAÇÃO - “...ao ponto de sermos chamados filhos de Deus...”
Que Maravilha poder ser chamado “filho de Deus”!
Um direito outorgado pela fé a todos quantos  recebem Jesus Cristo como Senhor e Salvador (Jo 1:12).
O mundo não nos conhece como filhos de Deus, as pessoas do mundo não nos entendem e estranham nosso comportamento.
Foi exatamente assim com o Senhor Jesus. Veja: (João 1:10-11) “...O mundo foi feito por intermédio dEle, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não O receberam.”
Uma vez que possuímos “as marcas” do Senhor Jesus, não podemos esperar que o mundo nos compreenda, MAS sermos chamados “filhos de Deus” é motivação suficiente para sermos o cristão que precisamos ser.
Verso 2: (Ler o versículo)
Compreendidos ou não, rejeitados ou não “agora
somos filhos de Deus”. E isto faz toda diferença.
Essas verdades devem nos motivar a crescer na vida cristã.
Não precisamos do reconhecimento do mundo para sermos filhos de Deus e João ainda acrescenta: “Quando Ele se manifestar seremos semelhantes a Ele; porque haveremos de vê-lo como Ele é.”
Isso não quer dizer que seremos fisicamente semelhantes a Jesus no céu. O Senhor terá sua própria aparência. Ele levará em seu corpo as marcas do calvário por toda eternidade. Aqui nessa vida o processo de nos tornarmos semelhantes a Cristo está em andamento à medida que o contemplamos pela fé na palavra de Deus. Na glória o processo se completará ao vermos como Ele é.
III - UMA CORRETA COMPREENSÃO DE NOSSO CHAMADO –
Verso 3  “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como ele é puro”. A esperança do verdadeiro cristão é colocada sobre
Cristo, e não apenas sobre, mas inteiramente nEle. Todo aquele que tem esperança de um dia ver Cristo e ser como Ele é, a si mesmo se purifica. A
volta iminente de Jesus Cristo exerce uma influência purificadora sobre a vida do verdadeiro filho.
Observe a expressão: “... se purifica...” Percebam que o verbo está no presente e indica um purificar constante e não casual. Ou seja: Como Ele é puro.
Em termos de pureza, o que para nós é um processo, para o Sr. Jesus é um fato.
Quando temos uma correta compreensão de nosso chamado e de nossa esperança, somos levados a sermos de fato o crente que Deus espera que sejamos.
IV - UM CORRETO ENTENDIMENTO ACERCA DO PECADO (Versos 4-6)
Verso 4 – “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei”.  Aqui temos o oposto de purificar-se.
A expressão [pratica(r)] pode ser literalmente traduzido como “viver habitualmente”. Isto define
um comportamento contínuo. O Pecado já estava presente no tempo entre Adão e Moisés, antes de Deus ter dado suas leis por intermédio de Moisés.
O pecado em essência é colocar a nossa vontade acima da vontade de Deus e de suas leis. É possível pecar, mesmo quando não há lei.
Verso 5 – “Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado”.
Tanto no V.T {Isaias 53} quanto no N.T {2ª Co 5:21} {2ª Pd 2:24} Deus nos ensina que ELE “tira os nossos pecados”, como um fato definitivo. ELE tira os pecados de uma vez por todas.
O crente não pode continuar pecando. Se assim ele vive, ele nega completamente, o propósito para o qual Jesus Cristo veio ao mundo.
Verso 6 – “Todo aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu”. 
Temos nesse versículo um contraste entre o verdadeiro e o falso, entre o crente e o professo, entre o nascido de novo e aquele que ainda não nasceu de novo.
João usa as expressões “permanece” e “não vive
pecando” para indicar o contraste.
Com essas palavras do apóstolo é possível afirmar que:                                
- Um Cristão verdadeiro não vive pecando, não peca habitualmente, não faz do pecado um estilo de vida.
Essa afirmação de João levanta uma pergunta  como: Quando o pecado se torna habitual? Com que freqüência é preciso praticá-lo para tornar-se um estilo de vida?
É interessante que João não responde a essa pergunta, mas adverte a cada membro da família de Deus a permanecer atento e deixa o ônus da prova com cada um individualmente. Ou seja: Se digo que sou crente, mas Vivo pecando é uma prova de que nunca vi nem conheci a Jesus. Se digo que sou crente e permaneço firme em Jesus Cristo e sua palavra é uma prova de que de fato nasci de Deus.
“Ninguém perde o que nunca  teve”
CONCLUSÃO:
Nós como crentes no Sr. Jesus precisamos saber que para se ter uma vida de pureza, a motivação deve partir da contemplação do amor de Deus
para conosco.
Em sabendo disso, precisamos desenvolver um espírito de gratidão, pelo fato de termos sido
feitos “Filhos de Deus” e assim buscarmos uma vida de purificação por meio da obra de cristo, tendo um correto entendimento acerca de nossa filiação e acerca do pecado, esperando sempre a volta de Jesus.
Nossa real motivação para sermos o cristão que Deus espera que sejamos deve estar em:
Ø O Grande Amor de Deus revelado a nós,
Ø Nossa filiação,
Ø Uma correta compreensão acerca de nosso chamado, e
Ø Um correto entendimento acerca do pecado.
MdC
 








terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mantendo o Foco


1ª João 2:24-29
24 Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.
25 E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.
26 Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar.
27 Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.
28 Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda.
29 Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.
INTRODUÇÃO:
Mantendo o foco! Essa é a proposta do estudo de hoje. Quando João escreveu essas palavras, havia entre aqueles para quem escrevia “ os gnósticos” que a todo custo, tentavam tirar os cristãos do foco, tira-los do caminho, ensinando doutrinas contrárias à palavra de Deus, ou seja: mentiras. A base de suas mentiras era a negação de que Jesus é Cristo.  Eles ensinavam que Jesus era apenas homem e que Cristo desceu sobre ele no batismo. Outra mentira ensinada pelos gnósticos e mencionada no domingo anterior é a de que somente o Jesus “homem” fora para cruz do calvário. O mesmo erro pregado por vários seguimentos religiosos hoje em dia.
Os “unitarianos” adeptos da ciência cristã, muçulmanos, modernistas, testemunhas de Jeová, judeus e outros tantos, ensinam isto.
João a partir do versículo 24 mostra como os cristãos podem proteger-se desses ensinos errados: 
VERSO 24  (Ler)
1-MANTENDO O FOCO “...Permaneça em vós ...”
No texto original, a sentença, começa com ênfase no “vós” e contrasta os verdadeiros crentes com os falsos mestres.
“... O que ouvistes desde o princípio...” Isto é uma referência aos ensinamentos do Senhor Jesus e de todos os seus apóstolos. Uma referencia às verdades fundamentais do Evangelho.
Permanecer Naquelas verdades é um indicativo de que permanecemos no Filho e no Pai.  Devemos confrontar todas as coisas, não com o que alguém supostamente famoso diz, mas com a Escritura, a Palavra Eterna de Deus.
Se o que alguém, ainda que um famoso televisivo ensina, discorda da palavra de Deus, devemos rejeitá-lo.    
O Dr. Inroside escreveu: “Se é novidade, não é verdade; se é verdade não é novidade”.
VERSO 25  (Ler)
Vida Eterna – Essa é a promessa.
Quando permanecemos na doutrina cristã, estamos com isso, dando provas, da realidade de nossa fé; da autenticidade de nossa conversão de estarmos na promessa da vida eterna.
Portanto manter o foco em tudo aquilo que ouvimos desde o princípio, é forte sinal de conversão genuína.
VERSO 26-27 (Ler) “...vos procuram enganar.”
O apóstolo João ao escrever esses dois versos usou essas palavras “Vos procuram enganar” por causa dos falsos ensinadores que queriam enganar os novos na fé.
A expressão: “vos procuram enganar” Indica que havia por parte dos falsos um esforço
habitual para enganá-los. O que há de diferente entre os falsos daquele tempo e o que vemos hoje em dia?
Nada! Existe sim, um esforço por parte daqueles que procuram enganar.
Temos da parte de João uma advertência não marcada pelo medo, pois o apóstolo lembra seus leitores um fato muito importante:
Qual?
“Vocês receberam a unção que vem do Senhor!” a unção referida por João aqui conforme também ouvimos no domingo passado é o Espírito Santo, e conforme se pode observar no texto, o Espírito Santo “permanece em vós” ou como diz noutra versão “fica em vós”.
Temos aqui no texto sagrado uma afirmação categórica de que, uma vez concedido ao cristão, o Espírito Santo nunca é removido dele. Confirmar com (EF 1: 13) (EF 4: 30)
·      “... e não tendes necessidade de que
alguém vos ensine...”
Essas palavras não significam que não precisamos de mestres cristãos na igreja como vemos em (EF 4: 11).
Deus incumbiu pessoas da tarefa específica de ensinar.                        
Qual o significado dessa expressão então? Significa que os cristãos não precisam de nenhuma doutrina, nem um ensino que vá além do que está registrado na palavra de Deus; ou seja: “que ouvistes desde o princípio”.
Os gnósticos professavam possuir uma verdade adicional, um ensino novo, “uma novidade” mas João afirmava que não temos necessidade desses ensinamentos.
VERSO 28 ->  (Ler)
Filhinhos -> forma afetuosa para dirigir-se aos queridos da família de Deus.
Exortação -> “ Permanecei nEle...” Uma ordem para guardar Seus mandamentos.
A única maneira de o cristão manter o foco, diz João: “É Permanecer nele.
João usa a primeira pessoa do plural (Tenhamos) fazendo uma referência aos apóstolos. De acordo com esse versículo, se os crentes para os quais escreve, não se            mantivessem fiéis ao Senhor, os apóstolos que os conduziram a Cristo ficariam envergonhados na vinda de Cristo.
Esse verso enfatiza a importância de um trabalho de acompanhamento, seguido da conversão e ainda sugere a possibilidade de vergonha no dia de Cristo.
VERSO 29 (Ler)
Agora aqui temos outro traço de um cristão autêntico que só é possível transparecer em nós quando de fato mantemos o foco “naquele que nos salvou”.
Ø Justiça -> na esfera humana e física, um pai gera seus filhos com seus traços; Ou seja: com características semelhantes às suas. Ex: trejeitos, fisionomia, etc. O mesmo acontece na esfera espiritual. “Todo aquele que pratica a justiça é nascido
de Deus”.
Uma vez que Deus é justo e tudo que faz é justo, todo aquele que é nascido dEle tem que tão somente praticar atos de justiça . Essa é a lógica inescapável de João.
CONCLUSÃO:
Portanto irmãos , assim como no tempo do apóstolo João existiam entre os cristãos aqueles “gnósticos” tentando tirar cristãos do foco, tentando tirá-los do caminho, hoje como nunca,  forças contrárias aos ensinos de Deus querem a todo tempo nos tirar do caminho, do nosso foco que é Cristo e sua Palavra.
Não deixemos ser levados por essas correntes e tendências.
Mantenhamos o foco: 
DE QUE MANEIRA?
1º Permanecendo na verdade, a palavra de Deus
2º Sendo ensinados pelo Espírito Santo
3º Confiados na segunda vinda de Cristo
4º Praticando a justiça
MdC




domingo, 17 de janeiro de 2016

Tenho Saudades

TENHO SAUDADES
Por Devanir Alves Pereira – São Paulo SP
"Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”.  Romanos 8:8
Já faz alguns anos que tenho observado o comportamento de muitos irmãos e irmãs na igreja e fora dela. Na igreja tenho visto irmãos e irmãs usando seus celulares para ver os recados no Facebook e Whatsapp, e pasmem, isso durante a Ceia do Senhor.
Engraçado: Quando esses irmãos ou irmãs vão ao cinema, entrevista de emprego e em vários outros locais com certeza o celular é desligado ou fica no vibracall. Com certeza tal atitude não agrada o nosso Deus e entristece o Espírito Santo.
Ha aqueles que durante a Escola Dominical ficam ao celular a falar com clientes, funcionários e fornecedores, ou seja, não se desconectam do serviço secular durante o tão precioso e necessário estudo da Palavra de Deus. Isso também não agrada o nosso Deus.
Outros, em especial os jovens casados, escolhem quais reuniões irão no domingo. Acredito que isso aconteça em várias igrejas! Muitos escolhem ir à Escola Bíblica Dominical e simplesmente ignoram a participação na Ceia do Senhor. Não estão dando a devida atenção a essa reunião onde nos lembramos do sacrifício do Senhor Jesus por nossos pecados. Sua vida de serviço fiel ao Deus Pai e Sua ressurreição.
E o que falar do culto noturno? Fui pregar em uma igreja aqui em São Paulo e havia seis irmãos presentes, detalhe: não tinha nenhum adolescente ou jovem.
Fora da igreja tenho visto coisas bizarras! Em casamentos, os jovens e adultos bebem muita cerveja e outras bebidas que os noivos oferecem E o que falar das danças? Tais atitudes também não agradam ao Senhor, nosso bom Deus.
Em especial os jovens, quando vão a restaurantes, não se incomodam em pedir várias garrafas de cerveja e ainda  têm a caradura de tirar fotos e postar nas redes sociais, é isso que eles curtem e gostam de compartilhar. E o que falar dos churrascos nas casas dos "crentes”? Quantas cervejas e uísques são servidos? Será que isso agrada ao Senhor Deus?
Bem amados, as coisas mencionadas acima, com certeza não são novidades para ninguém porque vivemos dias em que fazer a própria vontade é o que vale. Com tristeza digo que muitos presbíteros/pastores não têm autoridade para corrigir os membros porque eles não estão envolvidos com a vida da igreja local, e seus filhos, ou esposa, não dão bom testemunho de um cristão autêntico.
Não é só a crise que passamos em nosso lindo país que me preocupa, o que me preocupa há muitos anos são os jovens, pois os mesmos são instáveis nas reuniões da igreja e muitos estão parados no tempo. Fico preocupado quando vejo a esposa jovem vindo sozinha para a igreja. Será que a juventude atual das nossas igrejas está preparada para assumir compromissos no futuro?
Tenho saudades do tempo em que os presbíteros/pastores iam visitar os membros; tenho saudades quando víamos os irmãos cantando alegremente ao Senhor; tenho saudades da participação de muitos irmãos na Ceia do Senhor; tenho saudades das noites de testemunho.
A Deus somente seja toda a glória.
MdC


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Interessante e Importante


"Deus não manda Seu povo escolher entre Calvinismo, Arminianismo, Luteranismo, wesleanismo ou qualquer outro 
" ismo"! A Bíblia diz “Examinai tudo. Retende o bem” (1Tes. 5:21). A Bíblia mesma é o teste da verdade, não a teologia sistemática de quem quer que seja. Tenho o direito e a responsabilidade de testar cada teologia pela Bíblia e tenho a liberdade e o direito assegurado por Deus diante Dele de rejeitar qualquer parte ou até tudo de qualquer teologia. Não preciso escolher entre teologias humanas. Eu posso ficar firme exclusivamente com a Bíblia mesma. Ela é a única autoridade para a fé e a prática". 
MdC

A Música na Igreja

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Não se pode negar o papel destacado que a música tem na vida humana. Ela é uma atração presente em todas as atividades do homem. Em toda a história da humanidade tem ele se expressado através da música. O povo de Deus também sempre se comunicou musicalmente em expressões de júbilo, louvor, gratidão e adoração a Deus.
1. A MÚSICA É UMA FORMA DE EXPRESSÃO DO CORAÇÃO CRENTE
a. A alma crente se compraz em apresentar a Deus os seus cânticos expressando as experiências da sua fé, as alegrias ou tristezas, a sua apreciação de Deus e a sua confiança nEle.
b. Estas manifestações consistem em invocação, gratidão e louvor a Deus. 
c. A música, como expressão de louvor, gratidão e adoração, é agradável a Deus (2 Cron. 5:12-14).
Alguns exemplos bíblicos:
No Velho Testamento:
I Moisés, após o livramento na travessia do Mar Vermelho (Êxodo 15:11).
II Débora e Baraque, após a vitória contra Sisera (Juizes 5:1). 
III Os salmistas. O saltério hebraico era o “hinário” dos judeus. Muitos dos salmos são cânticos de louvor e adoração a Deus pelo que Ele é e pelo que Ele faz como Criador supremo (Salmos 95 e 100), ou pelas bênçãos por Ele concedidas (Salmo 103 e muitos outros).
IV Os exemplos bíblicos tanto expressam experiências pessoais (Salmos 23, 40, 63 entre outros), quanto experiências coletivas do povo de Deus (Salmos 95,100, 105 a 107, entre outros)
No Novo Testamento:
I Cristo “entoou um hino” após celebração da Páscoa (Mat. 26:30).
II Paulo e Silas, na prisão, “cantarem louvores a Deus” (Atos 16:25).
III Tiago recomenda ao crente que, ao sentir-se alegre, “cante louvores a Deus” (Tiago 1:13b).
IV A Bíblia termina com entoação de louvores e tanger de harpas em louvor ao bendito cordeiro de Deus (Apoc. 5:9; 14:2-3; 15:2-3).
2. O OBJETIVO DA MÚSICA NA IGREJA
a. Adoração e louvor a Deus. Para isto devem ser entoados “hinos e cânticos espirituais” (Ef. 5:19; Col. 3:16).
b. Edificação, instrução e encorajamento do povo de Deus. Hinos que apresentam doutrina correta atingem este objetivo.
c. Testemunho da fé cristã e divulgação do Evangelho. Muitas pessoas têm sido atraídas a Cristo através da mensagem de um cântico.
d. O canto na igreja deve ser “com a mente” (1 Cor. 14:15), ou seja, com o entendimento. Sem isto, o objetivo não será alcançado.
3. ALGUNS ERROS A EVITAR
a. Gloriar-se com a própria voz. Não devemos cantar somente porque gostamos de cantar, mas porque queremos louvar a Deus.
b. Exibir o talento musical. A igreja não é auditório de televisão, nem palco de teatro.
c. Comparar a própria voz à voz dos outros. Cada um de nós deve cantar o melhor possível, mas nosso objetivo não deve ser superioridade sobre os demais. Se a voz do nosso irmão ou irmã é superior ou inferior à nossa, isso não importa. O que importa é que estejamos louvando “de todo coração como para o Senhor, e não para os homens” (Col. 3:23)
4. CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES
a. Quanto à música instrumental.
É muito comum no Velho Testamento e está intimamente relacionada ao culto judaico. Neste, além do canto, encontramos harpas, alaúdes e címbalos (1 Cr. 25:1), trombetas e outros diversos instrumentos (2 Cr. 5:12-14). E assim por diante ...
Não é mencionado, porém, em relação à igreja. Sempre que o assunto é mencionado com relação à comunidade cristã a referência é ao canto e, não, a instrumentos. Paulo em 1 Co. 14:6-9, menciona a flauta e a citara, como também a trombeta usada nas operações militares, mas é claro que o que ele tem em vista é ilustrar a sua argumentação sobre o uso indevido de línguas na igreja. È claro que ele não está se tratando do uso de instrumentos na igreja. Ouvimos também o tanger de harpas em Apocalipse, mas ali será em ocasião posterior à dispensação da Igreja.
Visto que nas instruções dadas pelo Espírito Santo à igreja de Deus é tão notável a ausência de instrumentais musicais, embora não haja proibição, devemos tomar cuidado para não exagerarmos nessa área, pelo uso excessivo de instrumentos, de modo que o canto de louvor que deseja ouvir seja sufocado. 
b. Quanto à qualidade dos hinos que entoamos.
Há um tipo de música que o mundo aprecia, mas será esta a música que Deus aprecia? Quando cantamos em nossas reuniões dá para os de fora saberem que não se trata de um baile, de ruído de roqueiros, mas de um grupo de cristãos que está louvando a Deus? Muitos dos “cânticos”modernos contêm verdadeiras aberrações doutrinárias, como, por exemplo, orar ao Espírito Santo, pedir o Espírito Santo, admitir a possibilidade de perder a salvação, afirmar que Canaã é o céu, afirmar que Cristo é um mártir, e muitos outros. Não devemos entoar estes cânticos, nem permitir que eles sejam entoados entre nós.
O excesso de repetições, quantas vezes sem sentido, as palmas, os gemidos (Huuum, Aaaa, Oooo) será que agradam a Deus? São para o Seu louvor ou para agrado do nosso ego? Edifica alguém? Instrui alguém? Inspira à fé, ao amor, à santidade? Glorifica a Cristo? Parece que o mundo está impondo em nosso meio o seu ritmo frívolo e irreverente, o seu palavreado oco e sem sentido. É um recurso de Satanás para destruir o nosso louvor. Devemos permitir-lhe isso?
Concluindo, a música tem o seu lugar nos ajuntamentos do povo de 
Deus. Mas esse lugar é de serva, não de senhora! Infelizmente, esta ordem está sendo invertida, com incalculável prejuízo. O que deve predominar em todas as nossas reuniões é a Palavra de Deus e se dermos ao livro sagrado a preeminência devida, a música será uma excelente assessora, trazendo bênção e alegria genuínas, honra e louvor ao Senhor.
Que sejamos iluminados pelo Seu Espírito Santo nesta área tão importante!
Por Luiz Soares  * 1930  + 2002
MdC