domingo, 10 de abril de 2016

Como posso ter certeza que Deus habita em mim?



1 João 4:13-21

13.Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito.
14.E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo.
15.Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.
16.Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.
17.Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele.
18.No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. 
19.Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
20.Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
21.Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.
INTRODUÇÃO: A pior coisa que pode existir na vida humana, certamente é a insegurança e a incerteza. Já pensou quanta insegurança é para um trabalhador se dedicar, se esmerar em suas tarefas durante um mês e não ter a certeza, ou a segurança, que no final receberá seu salário? Quão difícil é pra uma pessoa que entra pra um relacionamento de casamento, mas inseguro ou incerto, da autenticidade do amor e fidelidade de seu parceiro.
Quando estamos inseguros, nos apegamos com facilidade a qualquer coisa, na esperança de que nossos medos ou duvidas sejam amenizados.
Os crentes para quem João escrevia estavam diante de uma ameaça e estrago causados pelos 
pensamentos gnósticos de que o corpo era totalmente separado do espírito.
Foi em meio a esse ambiente que João escreveu e com a finalidade de trazer segurança aos corações dos crentes.
Então ele explica como podemos ter certeza que Deus habita em nós.
1º) TEMOS RECEBIDO O ESPÍRITO SANTO (Vs 13 ler)  Para se ter certeza de que Deus habita em nós é fundamental entender o papel do Espírito Santo na vida do crente tais como:
Ø Regenerar (“não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”,Tt3:5)
Ø Selar (“Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória”. Efésios 1:13,14) 
Estar no Espírito é estar em Cristo, é estar em Deus. É interessante notar que João não disse que Deus nos deu “O seu Espírito” mas sim que Ele
nos deu “Do seu Espírito”. Isto faz toda a diferença porque Deus está dando de si mesmo, sendo Ele mesmo o doador e os crentes os vasos para recebimento.
A certeza de estarmos em Deus não é algo meramente intelectual, é sim, uma experiência de graça e misericórdia.
Paulo afirma que o Espírito de Deus testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8:16).
2º) TEMOS O TESTEMUNHO DOS APÓSTOLOS (Vs 14 ler) O apóstolo João usa duas expressões no plural nesse versículo “vimos” e “testemunhamos” para indicar que não apenas ele, mas todos os apóstolos também tiveram a experiência que estava a afirmar. Naquele tempo era imprescindível o uso de duas ou mais testemunhas para se estabelecer um fato. Além disso João apresenta:
·      A Identidade – Filho de Deus VV 14,15 
·      A Origem – Ele estava com Deus (Jo 1:1) e foi enviado por Ele.
·      A missão – Veio como salvador do mundo vv14
Esse testemunho apostólico nos assegura a permanência em Deus. Um testemunho que não se origina em qualquer tipo de pessoas, mas em pessoas chamadas por Cristo para o seguir.
3º) TEMOS CONHECIDO PESSOALMENTE JESUS O FILHO DE DEUS (vv15 ler) A versão corrigida traz nesse versículo a expressão “qualquer que confessar” que é a mais apropriada, onde João apresenta o aspecto mais abrangente e diversificado da salvação. Qualquer um que confessa verdadeiramente que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele.
Qualquer que confessar não é apenas verbalizar. A idéia aqui é “concordar com uma autoridade”. A confissão é entrega. Não apenas palavras, mas corações quebrantados e humilhados na presença de um Deus supremo.
4º) TEMOS CONFIANÇA NO AMOR DE DEUS (vv16-19 ler). Cremos não só que Deus é amor 
(vv16b) mas no seu amor por nós (vv16a). Isso envolve não apenas uma emoção ou um sentimento, mas a própria salvação.
Esse amor é revelado e provado através da pessoa e  obra de Jesus (Rm 5:8).
O mesmo Espírito mencionado no VV 13 é quem derrama o amor de Deus em nossos corações (Rm 5:5). Por essa razão o apostolo Paulo afirma que a esperança não nos confunde e sim nos conforta.
Essa confiança descrita por João no VV 17 nos afasta do medo na vida presente e nos dá uma vida exultante no futuro. Confiar no amor de Deus é prova de que Deus habita em nós e que nada, absolutamente nada poderá nos atemorizar conf Paulo diz em (Rm 8:38-39).
5º) AMAMOS NOSSOS IRMÃOS (vv20-21) De novo temos o apostolo fazendo menção ao fato de que o amor ao próximo é evidencia de que Deus habita em nós. O amor ao próximo é a virtude mais mencionada pelo apostolo como evidencia que somos de Cristo e que Deus habita em nós (Ler VV 20-21)
CONCLUSÃO: O que João enfatiza em toda sua carta é algo de tamanha importância que precisa ser considerada como a mais absoluta prioridade por cada um de nós, crentes no Sr. Jesus por essa geração.
O Fato de não vermos Deus não justifica a nossa imaturidade. Apesar de não o vermos, precisamos
Acreditar Nele, buscá-lo a cada dia, senti-lo a cada instante e obedecê-lo sempre.
A nossa certeza de estarmos Nele, não virá de uma contemplação visual, mas por uma experiência real com seu filho Jesus Cristo.
MdC


Uma vez salvo, para sempre salvo


NINGUÉM PERDE O QUE NUNCA TEVE!
“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)
Sabendo que eu professava fé nas doutrinas reformadas, uma amiga certa vez me fez a seguinte pergunta: “Uma vez salvo, salvo para sempre?”
Eu respondi afirmativamente, ao que ela completou: “Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?!” Eu prontamente respondi: “Obviamente, não!”
Esta é uma dedução precipitada e errônea, que lastimavelmente tem sido a interpretação aceita por muitos da cristandade atual.
Ao se ouvir uma declaração proposicional, do tipo “Uma vez salvo, salvo para sempre”, não é correto partir de imediato para inferências e conclusões práticas sem antes considerar a proposição sob o prisma doutrinário.
Uma vez salvo, salvo para sempre! Esta afirmação deve nos remeter a uma pergunta: O que é ser salvo? Quando podemos afirmar que uma pessoa é/está salva? Será que todos os que frequentam a igreja são salvos? A resposta é negativa, pois o Senhor Jesus nos advertiu de que haveria joio em meio ao trigo (cf. Mt 13); E os que levantam as mãos, falam em nome de Cristo, manifestam dons, etc, será que todos estes são salvos? A resposta novamente é negativa, pois foi a pessoas assim que o Senhor Jesus disse: Apartai-vos de mim! (cf. Mt 7:21-23); Será que todos os que creem em Deus são salvos? Mais uma vez a resposta é negativa, pois a Bíblia diz que até os demônios creem em Deus (cf. Tg 2:19). O que, então, significa “ser salvo”? O que caracteriza um salvo? O que as Escrituras nos ensinam a respeito disso?
Certa noite um homem chamado Nicodemos foi ter com Jesus, ele era um dos principais dentre os judeus. Nicodemos iniciou o diálogo com Jesus, mas antes mesmo que viesse a perguntar algo, Jesus lhe disse: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3). Eis aqui a chave para a compreensão: alguém só pode ser salvo se [e somente se] tiver nascido de novo; a isto nós chamamos de Regeneração. É com este entendimento que o apóstolo Pedro declara: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (1 Pedro 1:3).
Quando afirmamos que um salvo não perde sua salvação, estamos considerando o salvo como alguém regenerado, que nasceu de novo pelo poder do Espírito Santo.
“Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?” Assim argumentou minha amiga naquele diálogo. Pergunto a você, leitor: Será que uma pessoa assim, que “cai no mundão”, realmente nasceu de novo? Será que ela foi regenerada pelo poder do Espírito Santo? Será que nela habita o Espírito de Deus, que nos guia a toda verdade? (cf. Jo 16:13). Espero ser a sua resposta, tal como foi a minha: “Obviamente, não!”
Há muitas pessoas que iniciam uma vida na igreja, prestam cultos, participam das atividades da igreja, muitas delas são batizadas, participam da ceia, são até tidas como “uma bênção”, mas passado algum tempo elas se desviam dos caminhos de Deus, apostatam da fé e perecem no pecado. Será que essas pessoas foram verdadeiramente convertidas? Convertidas do pecado vivendo na prática do pecado, isto é possível? O apóstolo João nos dá a resposta: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1 João 3:9). Aqueles que nasceram de Deus, de acordo com o apóstolo inspirado, não podem viver na prática do pecado. Logo, segue-se que aqueles que abandonaram a fé, “caíram no mundão” e perecem no pecado não foram nascidos de Deus, nunca foram regenerados; eles fazem parte do joio e estiveram por um tempo em meio ao trigo, em meio à igreja.
Os genuínos convertidos, os que realmente nasceram de novo - os regenerados – não podem viver na prática do pecado. Não estou afirmando, contudo, que o cristão não peque, pois sabemos que o pecado é uma triste realidade presente na vida de todos. Entretanto, o pecado não é uma marca na vida do verdadeiro crente. Enquanto os ímpios estão mortos em seus delitos e pecados, caminham segundo o curso de um mundo em trevas, segundo o príncipe da potestade do ar, enquanto eles vivem sob a escravidão do pecado e estão subjugados pelas inclinações de sua natureza caída (cf. Ef 2:1-3); os verdadeiros cristãos, em contrapartida, estão verdadeiramente livres da escravidão do pecado: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós...” (Romanos 6:14). Os verdadeiros crentes estão livres do domínio do pecado e são habilitados pelo Espírito Santo a vencerem a carne, o pecado, Satanás e o mundo: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo...” (1 João 5:4a). Ora, se alguém é tragado e vencido pelo mundo, segue-se que este não é nascido de Deus!
Estejamos, pois, convictos de que os verdadeiros cristãos – os nascidos de novo – jamais perecerão no pecado desviando-se dos santos caminhos; os regenerados não vivem na prática do pecado pois neles permanece a divina semente e eles estão verdadeiramente livres da escravidão do pecado. Não obstante, há ainda uma importante questão a ser respondida: Por qual razão um regenerado está salvo para sempre? A esta pergunta o apóstolo João responde: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda.” (1 João 5:18). O motivo pelo qual um cristão regenerado não perde sua salvação é porque AQUELE que nasceu de Deus, Jesus Cristo, o guarda. É de sumária importância que tenhamos sempre em mente um fato: se nós permanecemos firmes na fé, não o fazemos pela força do nosso intelecto; mas pelo poder de Deus, que nos guarda; afinal, a fé é dom de Deus (cf. Ef 2:8), e é Ele quem “nos guia pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.” (Salmos 23:3).
Se nossa vida está segura e guardada nas primorosas mãos da Onipotência, do Deus Todo Poderoso, o que ou quem poderá nos arrebatar de lá?
Como já dissemos acima, estejamos convictos da salvação eterna de um cristão regenerado. Tenhamos esta certeza por sabermos que aqueles que por Ele foram chamados e justificados, com certeza serão glorificados! (cf. Rm 8:30); Porque os que por Ele foram regenerados, são guardados pelo seu poder! (cf. 1Jo 5:18); Porque uma vez selados com o Espírito Santo da promessa, temos o mesmo Espírito como garantia e como penhor da gloriosa herança que nos fora prometida – e Aquele que fez a promessa é fiel para a cumprir! (cf. Ef 1:13,14); Porque sabemos que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem principados, nem potestades, nem cousa alguma poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus! (cf. Rm 8:38,39).
Com esta convicção, nós, à semelhança do apóstolo Paulo, poderemos intrepidamente declarar: “Temos por certo isto mesmo, que Aquele que em nós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus!" (Filipenses 1:6).
Que o SENHOR, pelo seu Espírito, aplique estas verdades em sua vida. Amém!
Artigo extraído de
Internautas cristão
Cássio Custódio
MdC

domingo, 3 de abril de 2016

Amemos uns aos outros

   

1ª João 4:7-12

7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.
10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
11 Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.
12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.
O amor existe sob vários aspectos: Existe o amor de Deus, o amor a Deus, o amor ao próximo, o amor entre cônjuges, o amor ao inimigo etc. Mas o tema que nos interessa hoje é o amor fraternal, isto é: o amor entre irmãos, por ser uma característica ou uma marca do verdadeiro crente.
O Senhor Jesus disse  que o que sobressairia na comunidade dos seus seguidores  seria o amor que teriam entre si. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”. (Jo 13:35). Este é o mandamento principal e fundamental entre irmãos.
O contrário de amor não é necessariamente o ódio, mas o egoísmo que leva ao individualismo. O egoísmo se manifesta por um cuidado excessivo por mim mesmo e conseqüentemente um desinteresse pelos demais. Nós percebemos isto quando todos os afetos e esforços convergem para si mesmo. Por outro lado, amar é: dar-se, é entregar-se; e é o que nos leva a vida em comunidade.
Vejamos alguns aspectos do amor fraternal (fhileos) como marca de um verdadeiro crente:
I - O que ama está cumprindo a lei – Certa ocasião perguntaram a Jesus em (Mat 22:38-40): “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Ele respondeu resumindo todos os mandamentos em somente dois: AMAR A DEUS E AMAR AO PRÓXIMO. O fato é que os dez mandamentos se dividem da seguinte forma: os primeiro quatro se referem a deveres para com Deus e os seis restantes dizem respeito aos seus semelhantes. Em relação a Deus o mais importante é AMÁ-LO com todo o nosso Ser, e em relação ao nosso próximo o mandamento maior é também AMÁ-LO. Isto não quer dizer que os demais mandamentos não sejam importantes, mas se verdadeiramente amamos o nosso próximo, não furtaremos, não desonraremos, não mentiremos, não cobiçaremos, não mataremos, não cometermos adultérios, etc.
Paulo declara: “Porque toda lei se cumpre em um só preceito, a saber: “amaras
o teu próximo como a ti mesmo”. (Gl 5:14). Também diz em (Rom 13:8b) “... pois quem ama o próximo tem cumprido a lei”.
De acordo com o que lemos na palavra de Deus, aquele que ama a seu irmão, não vai lhe fazer mal, pelo contrário vai lhe fazer bem. Desse conceito surgiu a afirmação de santo Agostinho: “Ama teu irmão, e faze o que quiseres”.
II – Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (vs 8) – É interessante observar que João não diz que Deus ama, mas sim que Deus é Amor, apesar de ser verdade que Deus ama. Tanto que Jesus é a perfeita encarnação do amor. Deus amou tanto que deu o que tinha de melhor no céu (seu filho único) pra salvar o que havia de pior na terra (nós os pecadores). Ninguém mais poderia dizer; “Ama assim como eu te amo”. O Senhor Jesus é a expressão concreta, prática e visível do amor. Seus discípulos puderam apreciar o amor em uma dimensão prática e não em definições teóricas.      
O Sr Jesus nos atinge e transforma nossas vidas com este mandamento.
É interessante que o propósito de Deus é que sejamos iguais a Jesus em tudo, e a característica principal que sobressai na vida e caráter de Jesus é o seu amor para conosco.
III – O verdadeiro crente ama como Deus amou e Deus permanece nele (Vs 11-12)
O amor ao nosso irmão é a prova de nossa permanência em Cristo.
Vejamos o que nos diz João nessa 1a epístola que estamos estudando:
2:9-11”Aquele porém, que odeia a seu irmão está nas trevas”.
3:10-11 “O que não ama seu irmão não é de Deus”;
3:14 “Aquele que não ama, permanece na morte”.
3:15 “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino”.
4:7-8 “Todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”.
4:12 “Se nós amamos uns aos outros, Deus permanece em nós”.
4:20-21 “Se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso”.
Resumindo: É impossível seguir a Cristo e não amar o nosso irmão.                                                                                             
IV - amor é a única motivação legítima para a prática da vida cristã – Outra coisa importante que não está no texto básico é que
Se tivermos todos os dons e a maior consagração e sacrifício e não tivermos amor, nada seremos e isso de nada nos servirá. (1ª Cor 13:1-3).  Ou seja: O verdadeiro e genuíno amor deve ser a nossa mais íntima motivação em cada coisa, em cada ação. Deus não nos mede por ações exteriores, nem pela operosidade dos dons, até porque, os dons nos são dados para benefício alheio. Ele não olha unicamente para a intensidade dos nossos esforços e sacrifícios. Ele olha para os nossos corações a fim de ver se o que nos move em nossas ações é o amor de Deus.
V - O amor é fruto do Espírito (Gl 5:22)  - Outra marca ou característica do verdadeiro
crente é que ele ama porque o amor é um fruto do Espírito Santo que passou habitar em nós.
Se o amor não fosse uma qualidade do fruto do Espírito em nós, seria um mandamento humanamente impossível, pois somos por natureza egoístas; amamo-nos a nós mesmo demasiadamente.
O impossível tornou-se possível – Cristo é a encarnação do amor. Ele trouxe o verdadeiro amor ao mundo. (Vs11) “ Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.”
Aqui está um homem que habitou entre nós sem a herança adâmica pecaminosa, mas que pelo contrário, é o próprio Deus feito homem, e Deus é amor. O amor de Deus habitou em sua plenitude em um homem: Jesus.
VI - O amor deve desenvolver-se e abundar cada vez mais em nós         
Tudo que tem vida cresce, desenvolve-se-. O amor de Deus tem que crescer em nós. Na medida em que conhecemos a verdade de
Deus e à medida que conhecemos os nossos irmãos e suas necessidades, iremos crescendo em amor. Também iremos desenvolver maneiras práticas de amar. Fp 1:9. 1 Ts 3:12;4:9 -10).
ILUSTRAÇÃO: Consta-se que um pará-quedista após saltar do avião caiu sobre uma árvore onde ficou preso. Quando preso ainda, passava pela rua em baixo da arvore um homem levando uma bíblia em baixo do braço. O pára-quedista então grita:
- moço! Você pode me ajudar a sair daqui de cima? Ao que responde o moço da bíblia:
- O Senhor é pára-quedista né! Vejo pelo seu para quedas.
- Sim sou pára-quedista!
- Vejo também que saltou de um avião! Acabei de vê-lo passando e até ouvi o barulho do motor,
- Sim! Respondeu o pára-quedista, eu estava nele e fiz o salto e caí aqui!
- Ah, o senhor é da aeronáutica, diz o moço da bíblia. Vejo pelo uniforme que usa.
- Sim eu sou da aeronáutica, responde o pára-quedista.
- O senhor é um major não é verdade! Vejo pela patente em seu uniforme.
- Sim sou um major!
O pára-quedista já indignado então afirma:
- Vejo que o senhor é um crente!
- Como percebeu? Pergunta o moço, transeunte, foi pela bíblia que levo nas mãos?
- Não! Responde o pára-quedista. É porque faz meia hora que você está aí em baixo falando verdades, mas nada faz.
APLICAÇÃO: Existem muitos crentes como aquele transeunte que levava a bíblia debaixo do braço quando da queda do Pará-quedista. Passa o tempo dizendo verdades que não servem de nada, porque conhece a verdade, mas não pratica as verdades que conhecem.
APLICAÇÃO PRÁTICA: Como é que podemos aplicar esses ensinos às nossas vidas? Servindo uns aos outros. Vivendo aquilo que aprendemos de Deus e não somente repetindo verdades como o transeunte da ilustração. O estar juntos é a forma que Deus nos dá de praticar amor. Servindo uns aos outros.
MdC


segunda-feira, 21 de março de 2016

Será que sou Salvo?

1ª João 3:19 a 24
INTRODUÇÃO
Existe uma música infantil que diz: "Se o seu coração parar de bater agora, se você for embora, pra onde você vai?" É comum encontrar nas igrejas evangélicas pessoas que professaram a fé em Cristo, que foram batizadas e que participam da ceia, mas que duvidam ou não têm certeza da própria salvação. Diante dessa situação, surgem as seguintes perguntas: Como podemos ter certeza de que realmente nascemos de novo? Será que existem provas objetivas que confirmam a nossa salvação? Quais as características dos salvos?
Deus quer que tenhamos a certeza absoluta de nossa salvação. Não podemos viver nossa vida cristã nos perguntando e nos preocupando a
cada dia se realmente somos salvos. É por isso que a Bíblia coloca o plano de salvação de forma tão clara. João nos ensina que os salvos revelam certas características que os identificam como filhos de Deus, e ainda nos ajuda ao declarar que escreveu a sua primeira carta com a finalidade de fortalecer aqueles a quem escrevia sobre a certeza da salvação (Cap 5:13 ler).
A lição proposta aborda exatamente essa questão.
1. O SALVO AMA O PRÓXIMO E TEM PAZ DIANTE DE DEUS (V.19-20)
Na parte anterior do capítulo, especificamente no (vs 18 BV) “filhinhos deixemos de dizer apenas que amamos as pessoas; vamos amá-las realmente e mostrar isto pelas nossas ações”. João concluiu seu raciocínio advertindo seus leitores que o verdadeiro amor não deve ser somente verbalizado e ensinado, mas
praticado por todos que nasceram de novo. E ele prossegue dizendo: “E nisto conhecemos que somos da verdade” (3.19a). Com essas palavras, o apóstolo João confirma que o amor, traduzido em ações, é uma característica dos “salvos” dos que andam na verdade. Andar na “verdade” aqui nesse contexto significa: Andar em todo o fundamento do evangelho de Jesus em contraste com as mentiras procedentes dos falsos ensinadores (Cap 4:6). Ao praticarmos o genuíno amor, damos provas que de fato nascemos de Deus e que estamos trilhando no caminho certo.
O resultado destinado a todos que praticam o verdadeiro amor, diz João: “E diante Dele (Deus) tranqüilizaremos nossos corações” (3:19b). João queria ensinar que pela prática do legítimo amor, os fiéis em Cristo desfrutarão de uma consciência tranqüila diante de Deus, e assim, gozarão da convicção de que realmente
são salvos, de que nasceram de novo.
Por outro lado, sabendo que essa tranqüilidade interior pode ser perturbada por acusações, e que é possível que os cristãos enfrentem incertezas na vida, ele diz: “Sabendo que, se o nosso coração nos condena” (3:20a). João estava ciente que em algum momento a consciência (coração) dos seus leitores poderia acusá-los. Com o objetivo de preparar seus ouvintes para o confronto contra as acusações internas, o autor da carta os encoraja fundamentando-os no seguinte argumento: “maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” (3.20b).
Na última parte do versículo 19, João disse que pela prática do amor os fiéis teriam seus corações tranqüilizados. Quando João afirma que Deus é maior e conhece tudo (v.20b), ele estava ensinando um princípio fortalecedor para todos que praticam o amor, isto é, quando a consciência nos acusa e tenta nos condenar,
devemos lembrar que amamos uns aos outros, e que essa atitude é uma marca dos verdadeiros filhos Deus. O Senhor que é maior que o nosso acusador e conhece plenamente as nossas vidas, nos concederá vitória.
2. O SALVO AMA O PRÓXIMO E TEM SUAS ORAÇÕES RESPONDIDAS (V. 21-22).
Uma vez que o coração é tranqüilizado pela prática do amor e pela ação soberana de Deus (v.19-20), o resultado óbvio será o gozo de uma consciência sossegada e não acusadora. É porisso que o apóstolo prossegue com o seguinte argumento: “Amados, se o nosso coração não nos condena” (3:21a). Agora, o coração não mais condena, porque o mesmo já foi acalmado conforme dito antes. João prossegue no texto apresentando outro benefício de um coração pacificado: “temos confiança para com Deus (3.21b)”. A confiança aqui descrita é uma referencia a liberdade para falar com Deus e se relacionar pacificamente com Ele; Ou seja: Oração.
Quando se tem paz e confiança para com o Senhor, os crentes que amam de verdade podem buscar a Deus com a convicção de que terão suas orações respondidas. O próprio João comprova essa verdade dizendo: “E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele receberemos” (3.22a). É importante ressaltar que quando o apóstolo usa a expressão "qualquer coisa", ele não está afirmando que Deus fará TUDO conforme desejamos e pedimos. Pelo contrário, é tudo "segundo a sua vontade, ele nos ouve" (5:14). Portanto, um requisito exigido na carta para se ter orações respondidas é guardar os mandamentos de Deus, e fazermos o que é agradável a Deus (3.22b).  
3. O SALVO OBEDECE A CRISTO (V. 23-24).
Já vimos que a obediência aos mandamentos
do Senhor é um requisito para se obter as respostas das orações (3.22b). Quais são, então, esses mandamentos? João diz:
Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e  amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento (3.23).
De acordo com o apóstolo João, crer em Jesus aponta para as seguintes verdades:
(1) afirmar a plena divindade do Filho de Deus em contraste com as heresias (2:22-23);
(2) confessar a completa humanidade de Jesus Cristo em oposição aos falsos mestres (4:2-3).
Crer no Filho aqui é uma postura de confiança e obediência aos ensinos da palavra de Deus, que nesse caso, refere-se tanto a divindade como a humanidade do nosso Salvador.
O outro lado do mandamento ensina o amor ao próximo conforme o próprio Cristo ordenou. {cf. Jo 13.34; 1ª Jo 3.11).
Todo aquele que confia plenamente na pessoa de Jesus Cristo, também deve amar ao próximo conforme Ele amou.
João continua dizendo que estar em Deus é a certeza de que Ele está em nós, e isso passa
indiscutivelmente pela nossa obediência aos
seus mandamentos: “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele” (3.24a). O que o apóstolo pretende mostrar aqui, é que o novo nascimento não acontece apenas no âmbito espiritual, de forma invisível, mas que se manifesta objetivamente no mundo por meio de atitudes, entre elas, a plena confiança na pessoa de Cristo e o amor ao próximo.
O apóstolo conclui seu raciocínio, enfatizando que a presença do Espírito Santo nos crentes é uma evidência que Deus habita neles. O texto diz: “E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado” (3.24b).
Por que João encerra seu pensamento falando do Espírito e não da obediência aos mandamentos conforme vinha abordando?
A razão é:
Que é o Espírito Santo que HABILITA o crente para que ele creia e viva conforme os ensinamentos das Escrituras (4:2,12-13). Portanto, deixar o Espírito Santo atuar em nós é fundamental para vivermos em obediência aos mandamentos de Cristo.
Será que temos características que  evidenciam que somos verdadeiramente filhos de Deus? Amamos realmente o nosso próximo? Gozamos de uma consciência tranqüila diante do Senhor? As nossas orações são respondidas segundo a vontade de Deus? Obedecemos aos mandamentos de Cristo? Cremos em Jesus como Filho de Deus conforme a Bíblia o apresenta? Somos guiados pelo Espírito Santo? Será que podemos responder positivamente a essas questões?
Para João, o cristianismo autêntico não é apenas uma profissão de fé ou uma suposta transformação que ocorre somente no mundo espiritual. Os verdadeiros filhos de Deus são aqueles que depois de regenerados pelo Espírito Santo agem em conformidade com os princípios do Reino de Cristo. De acordo o apóstolo, todos aqueles que professam um novo nascimento deverão evidenciar essa realidade por meio de certas ações que estão em harmonia com os ensinos das Escrituras.
Quando vivermos em submissão a vontade do Senhor, evidenciamos uma nova vida e a certeza da nossa salvação em Jesus Cristo.
MdC





segunda-feira, 7 de março de 2016

O que prevalece em nosso coração: Amor ou Ódio?

1ª João 3:11-18

11 Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros;
12 não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.
13 Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia.
14 Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte.
15 Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si.
16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.
17 Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?
18 Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.
Introdução:
O apóstolo João, aqui nessa parte de sua carta, dá continuidade ao assunto sobre quem de fato pertence a Deus, quem de fato pertence a família de Deus. João se utiliza outra vez, como disse na última lição, de uma espécie de teste para provar quem faz parte da família de Deus; O Teste do Amor. Ele retoma o assunto do cap 2:7-17 (Ler).
Desde o tempo que Jesus andou aqui na terra é ensinado que o amor pelos irmãos é uma obrigação estipulada por Deus.
O que de fato prevalece em nosso coração: Amor ou Ódio? Isso determina a quem de fato pertencemos.
VERSO 11”... Que nos amemos uns aos outros”.
O amor aqui descrito por João não se trata de mera cordialidade, nem afeição humana, mas amor Divino.
Não se tratava de uma novidade, mas algo que ouviam desde o princípio. Ou seja: Desde os ensinos de Jesus e de seus apóstolos. É amar como Cristo nos amou.
É verdade que ninguém é capaz de amar dessa forma com suas próprias forças. Isto só é possível mediante o poder do Espírito Santo que habita em nós.
Aquele que ainda não possui o Espírito Santo habitando seu coração é incapaz de amar como Cristo ensinou e espera de cada um. Daí a razão de João afirmar que o Amor é uma característica de que alguém pertence à família de Deus.
VERSO 12 – “não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão;...”
Para falar dessa evidencia de conversão, de regeneração, João volta ao primeiro registro na P.D de um homem que não amou seu irmão.
Caim demonstrou que era do maligno quando assassinou o seu irmão Abel.
O que estava por detrás dessa atitude de Caim? Diz o texto: “porque as suas obras eram más...” Observe que João não diz que as obras de Caim se tornaram más, diz sim que “Eram más”. As obras de Caim faziam parte de uma natureza que nunca havia experimentado uma regeneração.
VERSO 13 – “Não vos admireis se o mundo vos odeia”
Uma boa maneira de compreender o que João está a dizer aqui é traduzir sua exclamação: “Vocês não precisam ficar surpresos se o mundo vos odeia”.
Quanto mais se manifesta amor, mais o mundo reage de forma ingrata e intolerante.
Lembram do que aconteceu com Jesus?
Diz a bíblia: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam...”
Disse Pilatos: “Que farei então de Jesus chamado Cristo? Responderam: Crucifica-o, crucifica-o!”
O Ódio é tão presente na natureza humana que tudo que vem da parte de Deus ou dos que são seus é razão para o mundo odiar.
Temos nas palavras de João aqui no verso 13 um principio básico da existência humana que é: A perversidade odeia a justiça, daí a razão de o mundo odiar os crentes. Basta voltarmos nossos olhos para os países islâmicos. Quantos crentes que por sua vida piedosa e justa estão sendo mortos?
A vida justa de um crente lança luz à perversidade de um incrédulo.
VERSO 14 – “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos;...”
Percebam a força contida nessas palavras do apóstolo:
Nós sabemos que passamos da morte para vida por quê?
Porque amamos os irmãos!
Olha aí João aplicando o que chamamos no início de “teste”.
O que indica que somos salvos? Que passamos da morte para a vida? Amor aos irmãos.
Irmãos! É impressionante como um cristão verdadeiro desenvolve uma atitude completamente diferente em relação aos cristãos. Essa é uma das maneiras pelas quais a pessoa pode ter certeza da salvação. Frutos, marcas, evidências das características de Jesus em nós.
VERSO 15 – “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino;...” O mundo não considera o ódio algo abominável, mas Deus o chama de assassino.
Aqui, uma reflexão mais rebuscada, mostra que o ódio é o germe do assassinato.
Veja esse verso na NTLH “Quem odeia o seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem em si a vida eterna.”
Nenhum assassino tem em si a vida eterna – Observe que a idéia aqui não é de ter perdido a salvação, mas um indicativo de que não tem vida eterna em si. Outra versão diz: “Não tem vida eterna permanente”
Quando o ódio não prevalece em nossos corações é indicativo de qual passamos da morte para vida. Ou seja: Tivemos uma real experiência com o Salvador.
VERSO 16 – “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.”
O Sr. Jesus nos deu o exemplo supremo de amor ao entregar sua vida por nós.
O amor apesar de ser invisível, pode ser sentido, pode-se ver as suas manifestações.
A cruz do calvário é a mais alta manifestação de amor verdadeiro.
João usa o exemplo de cristo pra nos dar uma lição: “Devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos”.
VERSO 17 – “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”
Enquanto o verso 16 sugere o Maximo que podemos fazer para nosso irmão (dar a vida) o verso 17 sugere o mínimo.  João deixa dúvidas: “Quem vir seu irmão padecer necessidades e fechar-lhe o coração, não é cristão.”
VERSO 18 – “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.”
O amor não deve ser restrito a termos afetuosos, nem expresso com hipocrisia, mas com atitudes, com atos de bondades e genuínos. Vejamos o que diz Paulo sobre as características do amor que Deus espera de nós em 1ª Co 13
CONCLUSÃO: Sem que merecêssemos Deus nos amou e esse amor continua sendo derramado sobre nossas vidas até a consumação dos séculos.
Sabedores dessas verdades o que prevalece em nossos corações? Amor? Ódio?
A P.D nos ensinou hoje que o amor verdadeiro demonstrado, não com palavras, mas com ações, atitudes é prova que fato pertencemos a Deus, que somos verdadeiramente filhos.
MdC



domingo, 21 de fevereiro de 2016

“Cristão” não praticante é Cristão?


1ª João 3:7-10
INTRODUÇÃO:
O número dos chamados “evangélicos” tem crescido como nunca nos últimos dias no Brasil e junto com esse crescimento, uma diversidade de comportamentos e práticas pecaminosas. Como você e eu podemos avaliar se esse crescimento é saudável? Como é que podemos concluir que nossos lideres, nossos irmãos e até nós mesmos somos cristãos verdadeiros?
É disso que o apóstolo João trata, ele se ocupa nessa carta em apresentar dois grupos de pessoas:
- Aqueles que praticam a Justiça (2:29) e
- Aqueles que permanecem no pecado (3:4-5)
Um fato interessante e importante nessa carta é que João procura mostrar as características que identificam os filhos de Deus e as características que identificam os filhos do diabo. Essa atitude do apóstolo trazia consigo um aspecto de teste e servia para desmascarar os falsos mestres que
possuíam aparência de cristãos, porém viviam aespalhar doutrinas que comprometiam a pureza doutrinária da igreja. Nessa parte da carta, o apóstolo divide a humanidade em dois grupos:
> Os que são filhos de Deus e
> Os que são filhos do diabo.
Ambos se revelam pelas suas obras. João se propõe a informar algumas características dos filhos de Deus que contrastam com as dos filhos do diabo. São elas:
I - Os verdadeiros cristãos são imitadores do Senhor (v.7,8). “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo”.
O verdadeiro cristão é Justo assim como Deus é Justo. Essa é uma característica do verdadeiro filho de Deus; Justiça!
Na época em que João escreveu essa carta, havia
falsos mestres que afirmavam que a salvação era mediante um conhecimento secreto. Além disso, esses falsos mestres afirmavam que a vida moral não fazia nenhuma diferença para Deus e chegavam ao ponto de negar a existência do pecado. Os crentes, para os quais João escrevia, foram exortados para não serem enganados por essas pessoas.
O apóstolo estabelece um contraste marcante entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo:
 Quem vive na prática do pecado procede do Diabo. O Diabo peca porque o pecado faz parte de sua natureza. Ele peca desde o princípio, logo, as pessoas que pecam como se isso fosse uma coisa natural, são como o Diabo, sendo assim, são como seus filhos.
Os filhos de Deus, imitam a Deus. Eles são guiados pela verdade e pelo Espírito Santo, e, embora sejam tentados e caiam isso não é rotina (não é habitual) em suas vidas.
Reflexâo: Quem tem sido o nosso referencial de
vida? Jesus Cristo ou o nosso “eu”? João adverte:
 Quando alguém segue os próprios impulsos, está seguindo o caminho do pecado.  
Quando alguém segue apenas as inclinações da carne, está imitando a Satanás, uma vez que o ato de pecar para o Diabo é algo natural; Ou seja: faz parte de sua essência. Seguir as inclinações da carne, da natureza humana, indica quem é o nosso verdadeiro pai.
II -  Os filhos de Deus herdam a natureza do Pai (v.9). “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”.
O que permanece nele é a Divina semente. João justifica porque o filho de Deus não vive na prática do pecado.
1º Porque ele é nascido de Deus, conf. (1 Jo 2:29).
2º Porque como nascido de Deus, o filho herda a natureza do Senhor. João mostra com absoluta clareza quando usa as seguintes palavras: “o que
permanece nele é a divina semente”. A palavra semente no grego é “sêmem”, a raíz da palavra espermatozóide.
Quando uma criança é concebida, as características de seu pai são transmitidas através do sêmen. Logo, aqueles que foram gerados por Deus herdam suas características Santas. É por isso que o cristão verdadeiro não mais tolera o pecado, se entristece quando comete o pecado. É por isso que o autêntico filho de Deus vive numa luta diária pra não obedecer as suas inclinações. Porque ele herdou do Senhor a repulsa pelo pecado.
Reflexão: Diante disso, temos que constantemente nos perguntar: Com quem eu pareço? Para isso, tenho que avaliar minhas ações. Elas têm revelado alguma semelhança com Cristo? Não há possibilidade de ser uma coisa e produzir outra. Ninguém pode ser filho de Deus, mas agir como se fosse filho do Diabo. Tiago escreveu: “Acaso, meus irmãos, pode a
figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tg 3.12).
III -Os filhos de Deus amam aos seus irmãos (v.10). “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.
João, finalmente, retoma um assunto que ele já havia colocado anteriormente lá em (1ª Jo 2:7-11) e que será exposto nos próximos versículos - a prática do amor. De fato, o amor é o resumo dos mandamentos. Paulo escreveu: “Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “Não matarás”, “Não furtarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é cumprimento da Lei” (Rm 13.9-10)”.
Reflexão: O nosso amor tem sido sincero ou temos apenas falado de amor. O amor não é
sentimento, amor é atitude. Quem ama, faz! Quem ama, cuida! O amor não é apenas discurso, amemos de fato e de verdade.
Conclusão:
O verdadeiro filho de Deus tem descrições muito patentes na Palavra de Deus. João nos fornece algumas delas:
Os filhos de Deus são imitadores do Senhor,
Herdam a natureza do Pai, e
Amam aos seus irmãos (v.10).
Que Deus ajude cada um a refletir sobre essas verdades e que sejamos não meros religiosos, pelo contrário, que sejamos autênticos filhos de Deus e que essa condição seja demonstrada por meio de frutos.
Conforme o texto estudado, não existe cristão que não seja praticante. O que existe são pessoas enganando a si mesmas. Seja um cristão praticante e não um mero professo, enganando se a si mesmo.
MdC


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Bom discípulo, bom discipulador!



Mateus 28:18-20
Imagine a frustração de alguém que, após semear o solo, cuidar durante um longo tempo de uma planta, e ao vê-la crescer, descobre que não gera frutos. Com certeza isto trará tristeza, frustração e até mesmo revolta ao seu coração.
Trazendo tal parábola para o mundo cristão, vemos que dia após dia cresce o número de cristãos em nosso país. Vemos que quase toda rua, temos pelo menos uma igreja. Este é um contexto real, de um crescimento impressionante, mas que gera questionamentos: "que resultados, mudanças e melhorias deveriam vir como fruto do aumento no número de pessoas que dizem seguir a Cristo?"
Infelizmente, em nossos dias, o foco de algumas igrejas não é maturidade espiritual, discipulado, amor pelo próximo, mas vemos muitas buscando o lucro, a fama e o reconhecimento humano.
Mas não adianta tão somente criticá-las, mas sim como Corpo de Cristo, ser frutífera, ser a igreja que agrada ao Senhor. Devemos ser agentes dessa busca, procurando ser um verdadeiro discípulo de Cristo, cumprindo Sua ordem de fazer discípulos, ajudando-os a caminhar na vida cristã, mas isto não somente por palavras, mas por meio de nossas atitudes cotidianas. Para atingir tais objetivos é necessário uma contínua retrospectiva de nossos atos, de uma vida de oração, de estudo regular e prática cotidiana da Palavra de Deus.
Na Bíblia, temos vários exemplos de pessoas que assim viveram. João Batista, consciente de sua missão, testemunhou de Jesus, sempre de forma prudente e cuidadosa, retirando o foco das atenções de sua pessoa para colocá-lo tão somente no Messias. João sempre apontava para Cristo, ensinando a seus discípulos a seguirem, não a ele, mas ao modelo perfeito que é Jesus Cristo. Por suas atitudes, João Batista, foi fiel a Deus.
Paulo é outro exemplo de um verdadeiro discípulo e discipulador, pois buscou viver de modo digno e fiel às orientações de Jesus, espelhando-O em sua vida no dia a dia. Ele orientou seus discípulos a como serem discipuladores e vemos frutos deste seu trabalho nas Sagradas Escrituras, nas vidas de Timóteo e Tito. E uma situação bem interessante é o que ocorre entre Paulo e João Marcos. Em Atos 15:36-41, Paulo o vê como um imaturo, mas tempos depois, na carta que escreve a Timóteo, Paulo percebe a evolução de Marcos e o declara como sendo útil para o ministério.
Discipular é um investimento a longo prazo, e não apenas um curso ministrado por um curto período.  Devemos aceitar o desafio, investir nosso tempo, amor e atenção na vida de alguém para que conheça e siga a Cristo. Ensiná-lo a amar e obedecer a Deus, e pense que, em princípio, será na mesma medida que O amamos e obedecemos. Com certeza, em alguns anos seremos ainda mais felizes, pois a alegria daqueles que conhecem a Cristo através de nossas vidas, também será nossa.
A Deus somente seja toda a glória, honra e louvor.

MdC