domingo, 3 de abril de 2016

Amemos uns aos outros

   

1ª João 4:7-12

7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.
10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
11 Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.
12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.
O amor existe sob vários aspectos: Existe o amor de Deus, o amor a Deus, o amor ao próximo, o amor entre cônjuges, o amor ao inimigo etc. Mas o tema que nos interessa hoje é o amor fraternal, isto é: o amor entre irmãos, por ser uma característica ou uma marca do verdadeiro crente.
O Senhor Jesus disse  que o que sobressairia na comunidade dos seus seguidores  seria o amor que teriam entre si. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”. (Jo 13:35). Este é o mandamento principal e fundamental entre irmãos.
O contrário de amor não é necessariamente o ódio, mas o egoísmo que leva ao individualismo. O egoísmo se manifesta por um cuidado excessivo por mim mesmo e conseqüentemente um desinteresse pelos demais. Nós percebemos isto quando todos os afetos e esforços convergem para si mesmo. Por outro lado, amar é: dar-se, é entregar-se; e é o que nos leva a vida em comunidade.
Vejamos alguns aspectos do amor fraternal (fhileos) como marca de um verdadeiro crente:
I - O que ama está cumprindo a lei – Certa ocasião perguntaram a Jesus em (Mat 22:38-40): “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Ele respondeu resumindo todos os mandamentos em somente dois: AMAR A DEUS E AMAR AO PRÓXIMO. O fato é que os dez mandamentos se dividem da seguinte forma: os primeiro quatro se referem a deveres para com Deus e os seis restantes dizem respeito aos seus semelhantes. Em relação a Deus o mais importante é AMÁ-LO com todo o nosso Ser, e em relação ao nosso próximo o mandamento maior é também AMÁ-LO. Isto não quer dizer que os demais mandamentos não sejam importantes, mas se verdadeiramente amamos o nosso próximo, não furtaremos, não desonraremos, não mentiremos, não cobiçaremos, não mataremos, não cometermos adultérios, etc.
Paulo declara: “Porque toda lei se cumpre em um só preceito, a saber: “amaras
o teu próximo como a ti mesmo”. (Gl 5:14). Também diz em (Rom 13:8b) “... pois quem ama o próximo tem cumprido a lei”.
De acordo com o que lemos na palavra de Deus, aquele que ama a seu irmão, não vai lhe fazer mal, pelo contrário vai lhe fazer bem. Desse conceito surgiu a afirmação de santo Agostinho: “Ama teu irmão, e faze o que quiseres”.
II – Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (vs 8) – É interessante observar que João não diz que Deus ama, mas sim que Deus é Amor, apesar de ser verdade que Deus ama. Tanto que Jesus é a perfeita encarnação do amor. Deus amou tanto que deu o que tinha de melhor no céu (seu filho único) pra salvar o que havia de pior na terra (nós os pecadores). Ninguém mais poderia dizer; “Ama assim como eu te amo”. O Senhor Jesus é a expressão concreta, prática e visível do amor. Seus discípulos puderam apreciar o amor em uma dimensão prática e não em definições teóricas.      
O Sr Jesus nos atinge e transforma nossas vidas com este mandamento.
É interessante que o propósito de Deus é que sejamos iguais a Jesus em tudo, e a característica principal que sobressai na vida e caráter de Jesus é o seu amor para conosco.
III – O verdadeiro crente ama como Deus amou e Deus permanece nele (Vs 11-12)
O amor ao nosso irmão é a prova de nossa permanência em Cristo.
Vejamos o que nos diz João nessa 1a epístola que estamos estudando:
2:9-11”Aquele porém, que odeia a seu irmão está nas trevas”.
3:10-11 “O que não ama seu irmão não é de Deus”;
3:14 “Aquele que não ama, permanece na morte”.
3:15 “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino”.
4:7-8 “Todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”.
4:12 “Se nós amamos uns aos outros, Deus permanece em nós”.
4:20-21 “Se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso”.
Resumindo: É impossível seguir a Cristo e não amar o nosso irmão.                                                                                             
IV - amor é a única motivação legítima para a prática da vida cristã – Outra coisa importante que não está no texto básico é que
Se tivermos todos os dons e a maior consagração e sacrifício e não tivermos amor, nada seremos e isso de nada nos servirá. (1ª Cor 13:1-3).  Ou seja: O verdadeiro e genuíno amor deve ser a nossa mais íntima motivação em cada coisa, em cada ação. Deus não nos mede por ações exteriores, nem pela operosidade dos dons, até porque, os dons nos são dados para benefício alheio. Ele não olha unicamente para a intensidade dos nossos esforços e sacrifícios. Ele olha para os nossos corações a fim de ver se o que nos move em nossas ações é o amor de Deus.
V - O amor é fruto do Espírito (Gl 5:22)  - Outra marca ou característica do verdadeiro
crente é que ele ama porque o amor é um fruto do Espírito Santo que passou habitar em nós.
Se o amor não fosse uma qualidade do fruto do Espírito em nós, seria um mandamento humanamente impossível, pois somos por natureza egoístas; amamo-nos a nós mesmo demasiadamente.
O impossível tornou-se possível – Cristo é a encarnação do amor. Ele trouxe o verdadeiro amor ao mundo. (Vs11) “ Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.”
Aqui está um homem que habitou entre nós sem a herança adâmica pecaminosa, mas que pelo contrário, é o próprio Deus feito homem, e Deus é amor. O amor de Deus habitou em sua plenitude em um homem: Jesus.
VI - O amor deve desenvolver-se e abundar cada vez mais em nós         
Tudo que tem vida cresce, desenvolve-se-. O amor de Deus tem que crescer em nós. Na medida em que conhecemos a verdade de
Deus e à medida que conhecemos os nossos irmãos e suas necessidades, iremos crescendo em amor. Também iremos desenvolver maneiras práticas de amar. Fp 1:9. 1 Ts 3:12;4:9 -10).
ILUSTRAÇÃO: Consta-se que um pará-quedista após saltar do avião caiu sobre uma árvore onde ficou preso. Quando preso ainda, passava pela rua em baixo da arvore um homem levando uma bíblia em baixo do braço. O pára-quedista então grita:
- moço! Você pode me ajudar a sair daqui de cima? Ao que responde o moço da bíblia:
- O Senhor é pára-quedista né! Vejo pelo seu para quedas.
- Sim sou pára-quedista!
- Vejo também que saltou de um avião! Acabei de vê-lo passando e até ouvi o barulho do motor,
- Sim! Respondeu o pára-quedista, eu estava nele e fiz o salto e caí aqui!
- Ah, o senhor é da aeronáutica, diz o moço da bíblia. Vejo pelo uniforme que usa.
- Sim eu sou da aeronáutica, responde o pára-quedista.
- O senhor é um major não é verdade! Vejo pela patente em seu uniforme.
- Sim sou um major!
O pára-quedista já indignado então afirma:
- Vejo que o senhor é um crente!
- Como percebeu? Pergunta o moço, transeunte, foi pela bíblia que levo nas mãos?
- Não! Responde o pára-quedista. É porque faz meia hora que você está aí em baixo falando verdades, mas nada faz.
APLICAÇÃO: Existem muitos crentes como aquele transeunte que levava a bíblia debaixo do braço quando da queda do Pará-quedista. Passa o tempo dizendo verdades que não servem de nada, porque conhece a verdade, mas não pratica as verdades que conhecem.
APLICAÇÃO PRÁTICA: Como é que podemos aplicar esses ensinos às nossas vidas? Servindo uns aos outros. Vivendo aquilo que aprendemos de Deus e não somente repetindo verdades como o transeunte da ilustração. O estar juntos é a forma que Deus nos dá de praticar amor. Servindo uns aos outros.
MdC


segunda-feira, 21 de março de 2016

Será que sou Salvo?

1ª João 3:19 a 24
INTRODUÇÃO
Existe uma música infantil que diz: "Se o seu coração parar de bater agora, se você for embora, pra onde você vai?" É comum encontrar nas igrejas evangélicas pessoas que professaram a fé em Cristo, que foram batizadas e que participam da ceia, mas que duvidam ou não têm certeza da própria salvação. Diante dessa situação, surgem as seguintes perguntas: Como podemos ter certeza de que realmente nascemos de novo? Será que existem provas objetivas que confirmam a nossa salvação? Quais as características dos salvos?
Deus quer que tenhamos a certeza absoluta de nossa salvação. Não podemos viver nossa vida cristã nos perguntando e nos preocupando a
cada dia se realmente somos salvos. É por isso que a Bíblia coloca o plano de salvação de forma tão clara. João nos ensina que os salvos revelam certas características que os identificam como filhos de Deus, e ainda nos ajuda ao declarar que escreveu a sua primeira carta com a finalidade de fortalecer aqueles a quem escrevia sobre a certeza da salvação (Cap 5:13 ler).
A lição proposta aborda exatamente essa questão.
1. O SALVO AMA O PRÓXIMO E TEM PAZ DIANTE DE DEUS (V.19-20)
Na parte anterior do capítulo, especificamente no (vs 18 BV) “filhinhos deixemos de dizer apenas que amamos as pessoas; vamos amá-las realmente e mostrar isto pelas nossas ações”. João concluiu seu raciocínio advertindo seus leitores que o verdadeiro amor não deve ser somente verbalizado e ensinado, mas
praticado por todos que nasceram de novo. E ele prossegue dizendo: “E nisto conhecemos que somos da verdade” (3.19a). Com essas palavras, o apóstolo João confirma que o amor, traduzido em ações, é uma característica dos “salvos” dos que andam na verdade. Andar na “verdade” aqui nesse contexto significa: Andar em todo o fundamento do evangelho de Jesus em contraste com as mentiras procedentes dos falsos ensinadores (Cap 4:6). Ao praticarmos o genuíno amor, damos provas que de fato nascemos de Deus e que estamos trilhando no caminho certo.
O resultado destinado a todos que praticam o verdadeiro amor, diz João: “E diante Dele (Deus) tranqüilizaremos nossos corações” (3:19b). João queria ensinar que pela prática do legítimo amor, os fiéis em Cristo desfrutarão de uma consciência tranqüila diante de Deus, e assim, gozarão da convicção de que realmente
são salvos, de que nasceram de novo.
Por outro lado, sabendo que essa tranqüilidade interior pode ser perturbada por acusações, e que é possível que os cristãos enfrentem incertezas na vida, ele diz: “Sabendo que, se o nosso coração nos condena” (3:20a). João estava ciente que em algum momento a consciência (coração) dos seus leitores poderia acusá-los. Com o objetivo de preparar seus ouvintes para o confronto contra as acusações internas, o autor da carta os encoraja fundamentando-os no seguinte argumento: “maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” (3.20b).
Na última parte do versículo 19, João disse que pela prática do amor os fiéis teriam seus corações tranqüilizados. Quando João afirma que Deus é maior e conhece tudo (v.20b), ele estava ensinando um princípio fortalecedor para todos que praticam o amor, isto é, quando a consciência nos acusa e tenta nos condenar,
devemos lembrar que amamos uns aos outros, e que essa atitude é uma marca dos verdadeiros filhos Deus. O Senhor que é maior que o nosso acusador e conhece plenamente as nossas vidas, nos concederá vitória.
2. O SALVO AMA O PRÓXIMO E TEM SUAS ORAÇÕES RESPONDIDAS (V. 21-22).
Uma vez que o coração é tranqüilizado pela prática do amor e pela ação soberana de Deus (v.19-20), o resultado óbvio será o gozo de uma consciência sossegada e não acusadora. É porisso que o apóstolo prossegue com o seguinte argumento: “Amados, se o nosso coração não nos condena” (3:21a). Agora, o coração não mais condena, porque o mesmo já foi acalmado conforme dito antes. João prossegue no texto apresentando outro benefício de um coração pacificado: “temos confiança para com Deus (3.21b)”. A confiança aqui descrita é uma referencia a liberdade para falar com Deus e se relacionar pacificamente com Ele; Ou seja: Oração.
Quando se tem paz e confiança para com o Senhor, os crentes que amam de verdade podem buscar a Deus com a convicção de que terão suas orações respondidas. O próprio João comprova essa verdade dizendo: “E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele receberemos” (3.22a). É importante ressaltar que quando o apóstolo usa a expressão "qualquer coisa", ele não está afirmando que Deus fará TUDO conforme desejamos e pedimos. Pelo contrário, é tudo "segundo a sua vontade, ele nos ouve" (5:14). Portanto, um requisito exigido na carta para se ter orações respondidas é guardar os mandamentos de Deus, e fazermos o que é agradável a Deus (3.22b).  
3. O SALVO OBEDECE A CRISTO (V. 23-24).
Já vimos que a obediência aos mandamentos
do Senhor é um requisito para se obter as respostas das orações (3.22b). Quais são, então, esses mandamentos? João diz:
Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e  amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento (3.23).
De acordo com o apóstolo João, crer em Jesus aponta para as seguintes verdades:
(1) afirmar a plena divindade do Filho de Deus em contraste com as heresias (2:22-23);
(2) confessar a completa humanidade de Jesus Cristo em oposição aos falsos mestres (4:2-3).
Crer no Filho aqui é uma postura de confiança e obediência aos ensinos da palavra de Deus, que nesse caso, refere-se tanto a divindade como a humanidade do nosso Salvador.
O outro lado do mandamento ensina o amor ao próximo conforme o próprio Cristo ordenou. {cf. Jo 13.34; 1ª Jo 3.11).
Todo aquele que confia plenamente na pessoa de Jesus Cristo, também deve amar ao próximo conforme Ele amou.
João continua dizendo que estar em Deus é a certeza de que Ele está em nós, e isso passa
indiscutivelmente pela nossa obediência aos
seus mandamentos: “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele” (3.24a). O que o apóstolo pretende mostrar aqui, é que o novo nascimento não acontece apenas no âmbito espiritual, de forma invisível, mas que se manifesta objetivamente no mundo por meio de atitudes, entre elas, a plena confiança na pessoa de Cristo e o amor ao próximo.
O apóstolo conclui seu raciocínio, enfatizando que a presença do Espírito Santo nos crentes é uma evidência que Deus habita neles. O texto diz: “E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado” (3.24b).
Por que João encerra seu pensamento falando do Espírito e não da obediência aos mandamentos conforme vinha abordando?
A razão é:
Que é o Espírito Santo que HABILITA o crente para que ele creia e viva conforme os ensinamentos das Escrituras (4:2,12-13). Portanto, deixar o Espírito Santo atuar em nós é fundamental para vivermos em obediência aos mandamentos de Cristo.
Será que temos características que  evidenciam que somos verdadeiramente filhos de Deus? Amamos realmente o nosso próximo? Gozamos de uma consciência tranqüila diante do Senhor? As nossas orações são respondidas segundo a vontade de Deus? Obedecemos aos mandamentos de Cristo? Cremos em Jesus como Filho de Deus conforme a Bíblia o apresenta? Somos guiados pelo Espírito Santo? Será que podemos responder positivamente a essas questões?
Para João, o cristianismo autêntico não é apenas uma profissão de fé ou uma suposta transformação que ocorre somente no mundo espiritual. Os verdadeiros filhos de Deus são aqueles que depois de regenerados pelo Espírito Santo agem em conformidade com os princípios do Reino de Cristo. De acordo o apóstolo, todos aqueles que professam um novo nascimento deverão evidenciar essa realidade por meio de certas ações que estão em harmonia com os ensinos das Escrituras.
Quando vivermos em submissão a vontade do Senhor, evidenciamos uma nova vida e a certeza da nossa salvação em Jesus Cristo.
MdC





segunda-feira, 7 de março de 2016

O que prevalece em nosso coração: Amor ou Ódio?

1ª João 3:11-18

11 Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros;
12 não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.
13 Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia.
14 Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte.
15 Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si.
16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.
17 Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?
18 Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.
Introdução:
O apóstolo João, aqui nessa parte de sua carta, dá continuidade ao assunto sobre quem de fato pertence a Deus, quem de fato pertence a família de Deus. João se utiliza outra vez, como disse na última lição, de uma espécie de teste para provar quem faz parte da família de Deus; O Teste do Amor. Ele retoma o assunto do cap 2:7-17 (Ler).
Desde o tempo que Jesus andou aqui na terra é ensinado que o amor pelos irmãos é uma obrigação estipulada por Deus.
O que de fato prevalece em nosso coração: Amor ou Ódio? Isso determina a quem de fato pertencemos.
VERSO 11”... Que nos amemos uns aos outros”.
O amor aqui descrito por João não se trata de mera cordialidade, nem afeição humana, mas amor Divino.
Não se tratava de uma novidade, mas algo que ouviam desde o princípio. Ou seja: Desde os ensinos de Jesus e de seus apóstolos. É amar como Cristo nos amou.
É verdade que ninguém é capaz de amar dessa forma com suas próprias forças. Isto só é possível mediante o poder do Espírito Santo que habita em nós.
Aquele que ainda não possui o Espírito Santo habitando seu coração é incapaz de amar como Cristo ensinou e espera de cada um. Daí a razão de João afirmar que o Amor é uma característica de que alguém pertence à família de Deus.
VERSO 12 – “não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão;...”
Para falar dessa evidencia de conversão, de regeneração, João volta ao primeiro registro na P.D de um homem que não amou seu irmão.
Caim demonstrou que era do maligno quando assassinou o seu irmão Abel.
O que estava por detrás dessa atitude de Caim? Diz o texto: “porque as suas obras eram más...” Observe que João não diz que as obras de Caim se tornaram más, diz sim que “Eram más”. As obras de Caim faziam parte de uma natureza que nunca havia experimentado uma regeneração.
VERSO 13 – “Não vos admireis se o mundo vos odeia”
Uma boa maneira de compreender o que João está a dizer aqui é traduzir sua exclamação: “Vocês não precisam ficar surpresos se o mundo vos odeia”.
Quanto mais se manifesta amor, mais o mundo reage de forma ingrata e intolerante.
Lembram do que aconteceu com Jesus?
Diz a bíblia: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam...”
Disse Pilatos: “Que farei então de Jesus chamado Cristo? Responderam: Crucifica-o, crucifica-o!”
O Ódio é tão presente na natureza humana que tudo que vem da parte de Deus ou dos que são seus é razão para o mundo odiar.
Temos nas palavras de João aqui no verso 13 um principio básico da existência humana que é: A perversidade odeia a justiça, daí a razão de o mundo odiar os crentes. Basta voltarmos nossos olhos para os países islâmicos. Quantos crentes que por sua vida piedosa e justa estão sendo mortos?
A vida justa de um crente lança luz à perversidade de um incrédulo.
VERSO 14 – “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos;...”
Percebam a força contida nessas palavras do apóstolo:
Nós sabemos que passamos da morte para vida por quê?
Porque amamos os irmãos!
Olha aí João aplicando o que chamamos no início de “teste”.
O que indica que somos salvos? Que passamos da morte para a vida? Amor aos irmãos.
Irmãos! É impressionante como um cristão verdadeiro desenvolve uma atitude completamente diferente em relação aos cristãos. Essa é uma das maneiras pelas quais a pessoa pode ter certeza da salvação. Frutos, marcas, evidências das características de Jesus em nós.
VERSO 15 – “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino;...” O mundo não considera o ódio algo abominável, mas Deus o chama de assassino.
Aqui, uma reflexão mais rebuscada, mostra que o ódio é o germe do assassinato.
Veja esse verso na NTLH “Quem odeia o seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem em si a vida eterna.”
Nenhum assassino tem em si a vida eterna – Observe que a idéia aqui não é de ter perdido a salvação, mas um indicativo de que não tem vida eterna em si. Outra versão diz: “Não tem vida eterna permanente”
Quando o ódio não prevalece em nossos corações é indicativo de qual passamos da morte para vida. Ou seja: Tivemos uma real experiência com o Salvador.
VERSO 16 – “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.”
O Sr. Jesus nos deu o exemplo supremo de amor ao entregar sua vida por nós.
O amor apesar de ser invisível, pode ser sentido, pode-se ver as suas manifestações.
A cruz do calvário é a mais alta manifestação de amor verdadeiro.
João usa o exemplo de cristo pra nos dar uma lição: “Devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos”.
VERSO 17 – “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”
Enquanto o verso 16 sugere o Maximo que podemos fazer para nosso irmão (dar a vida) o verso 17 sugere o mínimo.  João deixa dúvidas: “Quem vir seu irmão padecer necessidades e fechar-lhe o coração, não é cristão.”
VERSO 18 – “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.”
O amor não deve ser restrito a termos afetuosos, nem expresso com hipocrisia, mas com atitudes, com atos de bondades e genuínos. Vejamos o que diz Paulo sobre as características do amor que Deus espera de nós em 1ª Co 13
CONCLUSÃO: Sem que merecêssemos Deus nos amou e esse amor continua sendo derramado sobre nossas vidas até a consumação dos séculos.
Sabedores dessas verdades o que prevalece em nossos corações? Amor? Ódio?
A P.D nos ensinou hoje que o amor verdadeiro demonstrado, não com palavras, mas com ações, atitudes é prova que fato pertencemos a Deus, que somos verdadeiramente filhos.
MdC



domingo, 21 de fevereiro de 2016

“Cristão” não praticante é Cristão?


1ª João 3:7-10
INTRODUÇÃO:
O número dos chamados “evangélicos” tem crescido como nunca nos últimos dias no Brasil e junto com esse crescimento, uma diversidade de comportamentos e práticas pecaminosas. Como você e eu podemos avaliar se esse crescimento é saudável? Como é que podemos concluir que nossos lideres, nossos irmãos e até nós mesmos somos cristãos verdadeiros?
É disso que o apóstolo João trata, ele se ocupa nessa carta em apresentar dois grupos de pessoas:
- Aqueles que praticam a Justiça (2:29) e
- Aqueles que permanecem no pecado (3:4-5)
Um fato interessante e importante nessa carta é que João procura mostrar as características que identificam os filhos de Deus e as características que identificam os filhos do diabo. Essa atitude do apóstolo trazia consigo um aspecto de teste e servia para desmascarar os falsos mestres que
possuíam aparência de cristãos, porém viviam aespalhar doutrinas que comprometiam a pureza doutrinária da igreja. Nessa parte da carta, o apóstolo divide a humanidade em dois grupos:
> Os que são filhos de Deus e
> Os que são filhos do diabo.
Ambos se revelam pelas suas obras. João se propõe a informar algumas características dos filhos de Deus que contrastam com as dos filhos do diabo. São elas:
I - Os verdadeiros cristãos são imitadores do Senhor (v.7,8). “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo”.
O verdadeiro cristão é Justo assim como Deus é Justo. Essa é uma característica do verdadeiro filho de Deus; Justiça!
Na época em que João escreveu essa carta, havia
falsos mestres que afirmavam que a salvação era mediante um conhecimento secreto. Além disso, esses falsos mestres afirmavam que a vida moral não fazia nenhuma diferença para Deus e chegavam ao ponto de negar a existência do pecado. Os crentes, para os quais João escrevia, foram exortados para não serem enganados por essas pessoas.
O apóstolo estabelece um contraste marcante entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo:
 Quem vive na prática do pecado procede do Diabo. O Diabo peca porque o pecado faz parte de sua natureza. Ele peca desde o princípio, logo, as pessoas que pecam como se isso fosse uma coisa natural, são como o Diabo, sendo assim, são como seus filhos.
Os filhos de Deus, imitam a Deus. Eles são guiados pela verdade e pelo Espírito Santo, e, embora sejam tentados e caiam isso não é rotina (não é habitual) em suas vidas.
Reflexâo: Quem tem sido o nosso referencial de
vida? Jesus Cristo ou o nosso “eu”? João adverte:
 Quando alguém segue os próprios impulsos, está seguindo o caminho do pecado.  
Quando alguém segue apenas as inclinações da carne, está imitando a Satanás, uma vez que o ato de pecar para o Diabo é algo natural; Ou seja: faz parte de sua essência. Seguir as inclinações da carne, da natureza humana, indica quem é o nosso verdadeiro pai.
II -  Os filhos de Deus herdam a natureza do Pai (v.9). “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”.
O que permanece nele é a Divina semente. João justifica porque o filho de Deus não vive na prática do pecado.
1º Porque ele é nascido de Deus, conf. (1 Jo 2:29).
2º Porque como nascido de Deus, o filho herda a natureza do Senhor. João mostra com absoluta clareza quando usa as seguintes palavras: “o que
permanece nele é a divina semente”. A palavra semente no grego é “sêmem”, a raíz da palavra espermatozóide.
Quando uma criança é concebida, as características de seu pai são transmitidas através do sêmen. Logo, aqueles que foram gerados por Deus herdam suas características Santas. É por isso que o cristão verdadeiro não mais tolera o pecado, se entristece quando comete o pecado. É por isso que o autêntico filho de Deus vive numa luta diária pra não obedecer as suas inclinações. Porque ele herdou do Senhor a repulsa pelo pecado.
Reflexão: Diante disso, temos que constantemente nos perguntar: Com quem eu pareço? Para isso, tenho que avaliar minhas ações. Elas têm revelado alguma semelhança com Cristo? Não há possibilidade de ser uma coisa e produzir outra. Ninguém pode ser filho de Deus, mas agir como se fosse filho do Diabo. Tiago escreveu: “Acaso, meus irmãos, pode a
figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tg 3.12).
III -Os filhos de Deus amam aos seus irmãos (v.10). “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.
João, finalmente, retoma um assunto que ele já havia colocado anteriormente lá em (1ª Jo 2:7-11) e que será exposto nos próximos versículos - a prática do amor. De fato, o amor é o resumo dos mandamentos. Paulo escreveu: “Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “Não matarás”, “Não furtarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é cumprimento da Lei” (Rm 13.9-10)”.
Reflexão: O nosso amor tem sido sincero ou temos apenas falado de amor. O amor não é
sentimento, amor é atitude. Quem ama, faz! Quem ama, cuida! O amor não é apenas discurso, amemos de fato e de verdade.
Conclusão:
O verdadeiro filho de Deus tem descrições muito patentes na Palavra de Deus. João nos fornece algumas delas:
Os filhos de Deus são imitadores do Senhor,
Herdam a natureza do Pai, e
Amam aos seus irmãos (v.10).
Que Deus ajude cada um a refletir sobre essas verdades e que sejamos não meros religiosos, pelo contrário, que sejamos autênticos filhos de Deus e que essa condição seja demonstrada por meio de frutos.
Conforme o texto estudado, não existe cristão que não seja praticante. O que existe são pessoas enganando a si mesmas. Seja um cristão praticante e não um mero professo, enganando se a si mesmo.
MdC


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Bom discípulo, bom discipulador!



Mateus 28:18-20
Imagine a frustração de alguém que, após semear o solo, cuidar durante um longo tempo de uma planta, e ao vê-la crescer, descobre que não gera frutos. Com certeza isto trará tristeza, frustração e até mesmo revolta ao seu coração.
Trazendo tal parábola para o mundo cristão, vemos que dia após dia cresce o número de cristãos em nosso país. Vemos que quase toda rua, temos pelo menos uma igreja. Este é um contexto real, de um crescimento impressionante, mas que gera questionamentos: "que resultados, mudanças e melhorias deveriam vir como fruto do aumento no número de pessoas que dizem seguir a Cristo?"
Infelizmente, em nossos dias, o foco de algumas igrejas não é maturidade espiritual, discipulado, amor pelo próximo, mas vemos muitas buscando o lucro, a fama e o reconhecimento humano.
Mas não adianta tão somente criticá-las, mas sim como Corpo de Cristo, ser frutífera, ser a igreja que agrada ao Senhor. Devemos ser agentes dessa busca, procurando ser um verdadeiro discípulo de Cristo, cumprindo Sua ordem de fazer discípulos, ajudando-os a caminhar na vida cristã, mas isto não somente por palavras, mas por meio de nossas atitudes cotidianas. Para atingir tais objetivos é necessário uma contínua retrospectiva de nossos atos, de uma vida de oração, de estudo regular e prática cotidiana da Palavra de Deus.
Na Bíblia, temos vários exemplos de pessoas que assim viveram. João Batista, consciente de sua missão, testemunhou de Jesus, sempre de forma prudente e cuidadosa, retirando o foco das atenções de sua pessoa para colocá-lo tão somente no Messias. João sempre apontava para Cristo, ensinando a seus discípulos a seguirem, não a ele, mas ao modelo perfeito que é Jesus Cristo. Por suas atitudes, João Batista, foi fiel a Deus.
Paulo é outro exemplo de um verdadeiro discípulo e discipulador, pois buscou viver de modo digno e fiel às orientações de Jesus, espelhando-O em sua vida no dia a dia. Ele orientou seus discípulos a como serem discipuladores e vemos frutos deste seu trabalho nas Sagradas Escrituras, nas vidas de Timóteo e Tito. E uma situação bem interessante é o que ocorre entre Paulo e João Marcos. Em Atos 15:36-41, Paulo o vê como um imaturo, mas tempos depois, na carta que escreve a Timóteo, Paulo percebe a evolução de Marcos e o declara como sendo útil para o ministério.
Discipular é um investimento a longo prazo, e não apenas um curso ministrado por um curto período.  Devemos aceitar o desafio, investir nosso tempo, amor e atenção na vida de alguém para que conheça e siga a Cristo. Ensiná-lo a amar e obedecer a Deus, e pense que, em princípio, será na mesma medida que O amamos e obedecemos. Com certeza, em alguns anos seremos ainda mais felizes, pois a alegria daqueles que conhecem a Cristo através de nossas vidas, também será nossa.
A Deus somente seja toda a glória, honra e louvor.

MdC

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O que nos motiva a sermos o cristão que Deus espera que sejamos?

1ª João 3:1-6


1.Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.  2.Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.  3.E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.  4.Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.  5.Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.  6.Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. 
INTRODUÇÃO:
O que te motiva a ser quem você é? O profissional que você é?
Certamente encontraríamos “N” respostas para essas perguntas, como por exemplo: O Salário que
recebo é que motiva a ser o profissional que sou, o amor que tenho pela profissão, o desejo de ajudar os outros ou tenho uma família que depende de meu profissionalismo etc.
Todas essas motivações são válidas e interessantes na vida secular de qualquer um de nós; MAS O que te motiva a ser o Cristão que você é? O Cristão que Deus espera que seja? Por que você se dedica a glorificar, adorar o nome de Jesus? Por que você investe tempo, energia no testemunho do que Cristo fez? O que te motiva a crescer na  vida cristã? Você já parou pra pensar nisso?
O apóstolo nos ajuda a responder a esses questionamentos.
Verso 1: (Ler o verso)
I - O GRANDE AMOR DE DEUS – “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai...” João começa sua fala usando a expressão no grego “Vejam!”. Essa expressão não significa apenas “olhem!”
Significa: Contemplem, avaliem, tentem visualizar, percebam a extensão do amor que Deus nos tem concedido.
A idéia de nascer de Deus enche o apóstolo de admiração e isso o motiva a exortar seus leitores a
atentarem para esse amor que nos inclui na família de Deus.            
A contemplação do amor de Deus para conosco deve nos motivar a crescer na vida cristã.
II - A NOSSA FILIAÇÃO - “...ao ponto de sermos chamados filhos de Deus...”
Que Maravilha poder ser chamado “filho de Deus”!
Um direito outorgado pela fé a todos quantos  recebem Jesus Cristo como Senhor e Salvador (Jo 1:12).
O mundo não nos conhece como filhos de Deus, as pessoas do mundo não nos entendem e estranham nosso comportamento.
Foi exatamente assim com o Senhor Jesus. Veja: (João 1:10-11) “...O mundo foi feito por intermédio dEle, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não O receberam.”
Uma vez que possuímos “as marcas” do Senhor Jesus, não podemos esperar que o mundo nos compreenda, MAS sermos chamados “filhos de Deus” é motivação suficiente para sermos o cristão que precisamos ser.
Verso 2: (Ler o versículo)
Compreendidos ou não, rejeitados ou não “agora
somos filhos de Deus”. E isto faz toda diferença.
Essas verdades devem nos motivar a crescer na vida cristã.
Não precisamos do reconhecimento do mundo para sermos filhos de Deus e João ainda acrescenta: “Quando Ele se manifestar seremos semelhantes a Ele; porque haveremos de vê-lo como Ele é.”
Isso não quer dizer que seremos fisicamente semelhantes a Jesus no céu. O Senhor terá sua própria aparência. Ele levará em seu corpo as marcas do calvário por toda eternidade. Aqui nessa vida o processo de nos tornarmos semelhantes a Cristo está em andamento à medida que o contemplamos pela fé na palavra de Deus. Na glória o processo se completará ao vermos como Ele é.
III - UMA CORRETA COMPREENSÃO DE NOSSO CHAMADO –
Verso 3  “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como ele é puro”. A esperança do verdadeiro cristão é colocada sobre
Cristo, e não apenas sobre, mas inteiramente nEle. Todo aquele que tem esperança de um dia ver Cristo e ser como Ele é, a si mesmo se purifica. A
volta iminente de Jesus Cristo exerce uma influência purificadora sobre a vida do verdadeiro filho.
Observe a expressão: “... se purifica...” Percebam que o verbo está no presente e indica um purificar constante e não casual. Ou seja: Como Ele é puro.
Em termos de pureza, o que para nós é um processo, para o Sr. Jesus é um fato.
Quando temos uma correta compreensão de nosso chamado e de nossa esperança, somos levados a sermos de fato o crente que Deus espera que sejamos.
IV - UM CORRETO ENTENDIMENTO ACERCA DO PECADO (Versos 4-6)
Verso 4 – “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei”.  Aqui temos o oposto de purificar-se.
A expressão [pratica(r)] pode ser literalmente traduzido como “viver habitualmente”. Isto define
um comportamento contínuo. O Pecado já estava presente no tempo entre Adão e Moisés, antes de Deus ter dado suas leis por intermédio de Moisés.
O pecado em essência é colocar a nossa vontade acima da vontade de Deus e de suas leis. É possível pecar, mesmo quando não há lei.
Verso 5 – “Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado”.
Tanto no V.T {Isaias 53} quanto no N.T {2ª Co 5:21} {2ª Pd 2:24} Deus nos ensina que ELE “tira os nossos pecados”, como um fato definitivo. ELE tira os pecados de uma vez por todas.
O crente não pode continuar pecando. Se assim ele vive, ele nega completamente, o propósito para o qual Jesus Cristo veio ao mundo.
Verso 6 – “Todo aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu”. 
Temos nesse versículo um contraste entre o verdadeiro e o falso, entre o crente e o professo, entre o nascido de novo e aquele que ainda não nasceu de novo.
João usa as expressões “permanece” e “não vive
pecando” para indicar o contraste.
Com essas palavras do apóstolo é possível afirmar que:                                
- Um Cristão verdadeiro não vive pecando, não peca habitualmente, não faz do pecado um estilo de vida.
Essa afirmação de João levanta uma pergunta  como: Quando o pecado se torna habitual? Com que freqüência é preciso praticá-lo para tornar-se um estilo de vida?
É interessante que João não responde a essa pergunta, mas adverte a cada membro da família de Deus a permanecer atento e deixa o ônus da prova com cada um individualmente. Ou seja: Se digo que sou crente, mas Vivo pecando é uma prova de que nunca vi nem conheci a Jesus. Se digo que sou crente e permaneço firme em Jesus Cristo e sua palavra é uma prova de que de fato nasci de Deus.
“Ninguém perde o que nunca  teve”
CONCLUSÃO:
Nós como crentes no Sr. Jesus precisamos saber que para se ter uma vida de pureza, a motivação deve partir da contemplação do amor de Deus
para conosco.
Em sabendo disso, precisamos desenvolver um espírito de gratidão, pelo fato de termos sido
feitos “Filhos de Deus” e assim buscarmos uma vida de purificação por meio da obra de cristo, tendo um correto entendimento acerca de nossa filiação e acerca do pecado, esperando sempre a volta de Jesus.
Nossa real motivação para sermos o cristão que Deus espera que sejamos deve estar em:
Ø O Grande Amor de Deus revelado a nós,
Ø Nossa filiação,
Ø Uma correta compreensão acerca de nosso chamado, e
Ø Um correto entendimento acerca do pecado.
MdC
 








terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mantendo o Foco


1ª João 2:24-29
24 Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.
25 E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.
26 Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar.
27 Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.
28 Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda.
29 Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.
INTRODUÇÃO:
Mantendo o foco! Essa é a proposta do estudo de hoje. Quando João escreveu essas palavras, havia entre aqueles para quem escrevia “ os gnósticos” que a todo custo, tentavam tirar os cristãos do foco, tira-los do caminho, ensinando doutrinas contrárias à palavra de Deus, ou seja: mentiras. A base de suas mentiras era a negação de que Jesus é Cristo.  Eles ensinavam que Jesus era apenas homem e que Cristo desceu sobre ele no batismo. Outra mentira ensinada pelos gnósticos e mencionada no domingo anterior é a de que somente o Jesus “homem” fora para cruz do calvário. O mesmo erro pregado por vários seguimentos religiosos hoje em dia.
Os “unitarianos” adeptos da ciência cristã, muçulmanos, modernistas, testemunhas de Jeová, judeus e outros tantos, ensinam isto.
João a partir do versículo 24 mostra como os cristãos podem proteger-se desses ensinos errados: 
VERSO 24  (Ler)
1-MANTENDO O FOCO “...Permaneça em vós ...”
No texto original, a sentença, começa com ênfase no “vós” e contrasta os verdadeiros crentes com os falsos mestres.
“... O que ouvistes desde o princípio...” Isto é uma referência aos ensinamentos do Senhor Jesus e de todos os seus apóstolos. Uma referencia às verdades fundamentais do Evangelho.
Permanecer Naquelas verdades é um indicativo de que permanecemos no Filho e no Pai.  Devemos confrontar todas as coisas, não com o que alguém supostamente famoso diz, mas com a Escritura, a Palavra Eterna de Deus.
Se o que alguém, ainda que um famoso televisivo ensina, discorda da palavra de Deus, devemos rejeitá-lo.    
O Dr. Inroside escreveu: “Se é novidade, não é verdade; se é verdade não é novidade”.
VERSO 25  (Ler)
Vida Eterna – Essa é a promessa.
Quando permanecemos na doutrina cristã, estamos com isso, dando provas, da realidade de nossa fé; da autenticidade de nossa conversão de estarmos na promessa da vida eterna.
Portanto manter o foco em tudo aquilo que ouvimos desde o princípio, é forte sinal de conversão genuína.
VERSO 26-27 (Ler) “...vos procuram enganar.”
O apóstolo João ao escrever esses dois versos usou essas palavras “Vos procuram enganar” por causa dos falsos ensinadores que queriam enganar os novos na fé.
A expressão: “vos procuram enganar” Indica que havia por parte dos falsos um esforço
habitual para enganá-los. O que há de diferente entre os falsos daquele tempo e o que vemos hoje em dia?
Nada! Existe sim, um esforço por parte daqueles que procuram enganar.
Temos da parte de João uma advertência não marcada pelo medo, pois o apóstolo lembra seus leitores um fato muito importante:
Qual?
“Vocês receberam a unção que vem do Senhor!” a unção referida por João aqui conforme também ouvimos no domingo passado é o Espírito Santo, e conforme se pode observar no texto, o Espírito Santo “permanece em vós” ou como diz noutra versão “fica em vós”.
Temos aqui no texto sagrado uma afirmação categórica de que, uma vez concedido ao cristão, o Espírito Santo nunca é removido dele. Confirmar com (EF 1: 13) (EF 4: 30)
·      “... e não tendes necessidade de que
alguém vos ensine...”
Essas palavras não significam que não precisamos de mestres cristãos na igreja como vemos em (EF 4: 11).
Deus incumbiu pessoas da tarefa específica de ensinar.                        
Qual o significado dessa expressão então? Significa que os cristãos não precisam de nenhuma doutrina, nem um ensino que vá além do que está registrado na palavra de Deus; ou seja: “que ouvistes desde o princípio”.
Os gnósticos professavam possuir uma verdade adicional, um ensino novo, “uma novidade” mas João afirmava que não temos necessidade desses ensinamentos.
VERSO 28 ->  (Ler)
Filhinhos -> forma afetuosa para dirigir-se aos queridos da família de Deus.
Exortação -> “ Permanecei nEle...” Uma ordem para guardar Seus mandamentos.
A única maneira de o cristão manter o foco, diz João: “É Permanecer nele.
João usa a primeira pessoa do plural (Tenhamos) fazendo uma referência aos apóstolos. De acordo com esse versículo, se os crentes para os quais escreve, não se            mantivessem fiéis ao Senhor, os apóstolos que os conduziram a Cristo ficariam envergonhados na vinda de Cristo.
Esse verso enfatiza a importância de um trabalho de acompanhamento, seguido da conversão e ainda sugere a possibilidade de vergonha no dia de Cristo.
VERSO 29 (Ler)
Agora aqui temos outro traço de um cristão autêntico que só é possível transparecer em nós quando de fato mantemos o foco “naquele que nos salvou”.
Ø Justiça -> na esfera humana e física, um pai gera seus filhos com seus traços; Ou seja: com características semelhantes às suas. Ex: trejeitos, fisionomia, etc. O mesmo acontece na esfera espiritual. “Todo aquele que pratica a justiça é nascido
de Deus”.
Uma vez que Deus é justo e tudo que faz é justo, todo aquele que é nascido dEle tem que tão somente praticar atos de justiça . Essa é a lógica inescapável de João.
CONCLUSÃO:
Portanto irmãos , assim como no tempo do apóstolo João existiam entre os cristãos aqueles “gnósticos” tentando tirar cristãos do foco, tentando tirá-los do caminho, hoje como nunca,  forças contrárias aos ensinos de Deus querem a todo tempo nos tirar do caminho, do nosso foco que é Cristo e sua Palavra.
Não deixemos ser levados por essas correntes e tendências.
Mantenhamos o foco: 
DE QUE MANEIRA?
1º Permanecendo na verdade, a palavra de Deus
2º Sendo ensinados pelo Espírito Santo
3º Confiados na segunda vinda de Cristo
4º Praticando a justiça
MdC