sexta-feira, 20 de maio de 2016

Provando os espíritos


"Amados, não creiais a todo o espírito, mas PROVAI se OS ESPÍRITOS são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." 1ª João 4:1

A razão pela qual o crente deve provar todo o espírito é porque "muitos falsos profetas" se infiltram na igreja. Isso ocorre em razão da tolerância na igreja às doutrinas extra bíblicas, as quais estamos vivendo, e que seria uma manifestação perto do fim. (Mt 24:11; 1ª Tm 4:1; 2ª Tm 4:3-4; 2ª Pe 2:1-2). O verdadeiro crente precisa provar todos os que se dizendo crentes, são mestres, escritores, pregadores, pastores e mesmo todo o indivíduo que afirma que a sua obra ou mensagem  tem origem em Deus. O crente nunca deve crer que certo ministério ou experiência espiritual é de Deus só porque alguém afirma ser. Um pastor de uma séria igreja, certa ocasião querendo testar seu rebanho, disse do púlpito de sua congregação: Irmãos! Eis que vejo anjos nesse lugar, vejo um anjo passeando por cima de nossas cabeças! Tem outro anjo ali e está batendo asas. Começou um alvoroço entre os crentes, pessoas começavam a gritar outras extasiadas caiam no chão, crendo piamente que um acontecimento sobrenatural se instalava naquela igreja. O Pastor então diz: Como é fácil enganar vocês! Vocês acreditam em tudo o que dizem? Eu não vi nem estou vendo nada. A atitude desse pastor nos mostra quão fácil é ludibriar os incautos, aqueles que querem viver de experiências extra biblicas e não tem coragem pra verificar na bíblia se de fato as coisas são assim.
Nenhum ensinamento, nem doutrina, devem ser aceitos como verdadeiros só por causa do sucesso, milagres, ou unção aparente da pessoa. (MT 7:22; 1ª Co 14:29; 2ª Ts 2:8-10; 2 Jo 7; Ap 13:4; 16:14; 19:20). Qualquer ensino ou pseudo visões e ou revelações deve passar pelo crivo da palavra de Deus, comparando-o com a revelação da verdade de Deus nas Escrituras (Gl 1:9). É o conteúdo do ensino que precisa ser testado. O ensino tem o mesmo tipo de conteúdo e sentido do ensino apostólico segundo o Novo Testamento? Deve ser recusado qualquer ensino que alguém afirma ter recebido do Espírito Santo ou de um anjo, mas que não pode ser confirmado por uma clara e sã exegese bíblica. A vida de quem alardeia visões, revelações, sonhos e outras bizarrices devem ser averiguados quanto ao seu relacionamento com o mundo ímpio, e quanto ao senhorio de Cristo na vida da pessoa.
Causa-me espanto ver pessoas que dizendo se crentes, de igreja tradicionais e reformadas, notadamente demonstra não ter um convívio diário com a palavra de Deus, e saem divulgando a todo tempo aquilo que supostamente crêem ser de Deus, exatamente, por não tendo conhecimento sadio das Escrituras, não sabem sequer provar os espíritos.
Que Deus nos livre desses profetas do acaso e tenha misericórdia dos que infelizmente não querem voltar-se para a Bíblia, única palavra de Deus deixada a nós.
MdC



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Ceia do Senhor - Propósito principal

Ceia do Senhor - Propósito Principal
As igrejas dos tempos apostólicos celebravam a Ceia do Senhor no primeiro dia da semana (At 20.7), acompanhando-a com louvores, adoração e outras atividades espirituais (1ª Co 14).
Com o passar do tempo e com a influência romanista trazida da reforma protestante, a observação da ceia se degenerou e a significação dela se perdeu.
O Senhor Jesus, através da ceia, deu ao Seu povo uma recordação simbólica, pela qual temos o privilégio de refrescar a memória, ter comunhão com Ele e mostrar confiança na Sua volta.
A Palavra de Deus, especialmente na dispensação da igreja, não estabelece ritual nem procedimento para esta reunião. Em 1ª Co 11.23-29 temos que, o essencial, é que se recorde do Senhor, cada um participando do pão e do cálice como Ele mesmo ordenou.
O motivo pelo qual o Sr. Jesus instituiu a Ceia é para recordação do Senhor, porém muitas vezes Ele é o ultimo a ser lembrado. Infelizmente durante as reuniões para a Ceia do Senhor há discursos sobre a gloriosa posição dos crentes, e longas "ações de graças" por bênçãos materiais recebidas tais como: saúde, emprego, promoções, aquisições etc; mas a recordação devia ser de Cristo na Sua perfeição – a maravilha da Sua encarnação e da Sua vida imaculada, o valor da sua morte expiatória, para Deus e para os homens, a glória da Sua ressurreição e exaltação, a suficiência do Seu ministério sacerdotal, e a esperança da Sua volta e do Seu reino eterno.
É Cristo mesmo e não nós e as nossas bênçãos que devem encher os nossos pensamentos e ser o centro da nossa adoração no momento da Ceia do Senhor. A Ceia deveria oferecer a oportunidade para adoração coletiva como fruto da meditação espiritual que nos conduz à verdadeira adoração ao Pai e ao Filho, o que infelizmente não acontece, em razão da herança romanista, onde apenas um realiza tudo.
Não é prudente no momento da Ceia do Senhor, ocupar muito tempo contemplando "nosso passado negro e triste"; o adorador, purificado pelo sangue, deixou pra trás os seus pecados, sabendo que Deus "Se esqueceu deles" (Is 44.22).
Deus procura adoradores, e o nosso privilégio é exatamente esse: Adorar! Sem dúvida, a Ceia não é a única ocasião em que adoramos "em espírito e em verdade", ou "entramos no santuário", pois estas expressões da Palavra de Deus não se referem primariamente a reuniões e, sim, à atitude constante de adoração e comunhão que deve caracterizar a vida do crente. Contudo, na Ceia a adoração e o ministério sacerdotal do Povo de Deus podem e devem ser amplamente exercitados.
Quando na Ceia, somos dirigidos pelo Espírito Santo (como devíamos ser em qualquer outra reunião e em tudo em nossa vida), nela reinam a ordem e a decência: ordem espiritual nos louvores, nas orações e nas exposições (ou simples leitura) das Escrituras.
O momento da Ceia do Senhor não é para ensinar, exortar, apresentar, promover etc, e sim o momento onde toda a atenção do crente deve se voltar para Cristo, quem Ele é e o que Ele fez.
Existe um hino de J.I. Freire, que traz a seguinte expressão: "Tu és o imã que nos atrai" uma referência sem dúvida às palavras do Senhor Jesus Cristo quando, falando aos judeus com respeito à Sua morte, Ele disse: "Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim" (Jo 13.32).
A figura do imã, empregada pelo autor do hino, aparentemente descreve a poderosa atração que o Senhor Jesus exerce para com o coração do crente, ou melhor, dizendo, para com os corações dos crentes unidos como o Seu rebanho, com referência especial à Ceia do Senhor. Ali, atraídos e comovidos pela recordação do Seu amor, sentimo-nos impelidos ao louvor e a adoração.
Mas afinal o que é um imã? Um pedaço de metal, geralmente ferro ou aço, que tem propriedade magnética, que atrai para si outros objetos metálicos.
Jesus disse: "Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim".
Mesmo depois de mais de dois mil anos, os crentes atraídos como que pelo imã, não cessam de meditar, falar, discutir e escrever sobre o grande feito de Cristo como prova do grande amor de Deus para com eles (Rm 5.8).
Na Ceia, os dois símbolos sagrados nos falam da Sua morte por nós, da nossa comunhão com Ele na Sua morte, e da Sua presença conosco "todos os dias até a consumação do século". Será que o amor do Senhor verdadeiramente nos atrai nessa ocasião, fazendo os nossos corações "arder em nós" (Lc 243.32) para louvor e adoração?
Será que como crentes verdadeiros, ficamos cada vez mais atraídos pelas constantes provas do Seu amor e da Sua fidelidade para conosco?
Quanto mais O conhecemos, tanto mais Ele Se mostra o verdadeiro IMÃ que nos atrai.
"Até que Ele venha" (1ª Co 11.26) – assim a igreja deve se lembrar Dele na Ceia. E então?... Naquele último dia da igreja na terra, "o Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles... para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor" (1ª Ts 4.16-17). O nosso IMÃ atrair-nos-á para Si, levando-nos para os céus, para estarmos eternamente com o Senhor.
CONCLUINDO, Que possamos ter sempre como motivo principal da Ceia a recordação do Senhor, pois assim a Igreja "anuncia a morte do Senhor, até que Ele venha". "FAZEI isto, em memória de Mim".
MdC

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O Verdadeiro Cristianismo


1ª João 5:6-12
6 Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
7 Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.
8 E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.
9 Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho.
10 Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho.
11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho.
12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Objetivo: Termos consciência que existe um tríplice testemunho aqui no mundo que confirmam que Jesus Cristo é o filho de Deus:
O Batismo, o Espírito Santo e a morte no Calvário.
Fundamentados nesse testemunho sermos desejosos a cada dia de fortalecer a nossa fé, através do conhecimento (estudo) da palavra de Deus e combater por meio da palavra todo e qualquer tipo de ensino falso acerca do cristianismo.
INTRODUÇÃO: Como já dissemos reiteradas vezes ao longo desses estudos, João escreveu está carta na época do surgimento da seita conhecida como “gnosticismo”. Eles se diziam cristãos, mas afirmavam possuir um conhecimento adicional e superior aos ensinos apostólicos. Para eles uma pessoa só alcançava a plenitude depois de ser iniciada nessas “verdades adicionais” mais profundas. O Ap. em defesa das verdades bíblicas passou a mostrar as marcas ou evidencias de um verdadeiro cristão e aqui no cap. 5 rebatendo as idéias gnósticas faz uma defesa do autentico cristianismo.
No verso 5 como já vimos, o apóstolo apresenta a fé, como prova da vida eterna, como prova do verdadeiro cristianismo. Ele acabou de mencionar: “Quem... vence o mundo é aquele que crê ser Jesus o filho de Deus”. Agora ele da doutrina que fundamenta essa verdade.
VERSO 6 – “Este é aquele que veio por meio de água e sangue”.
ÁGUA E SANGUE – Palavras de significados bastante controverso.
Vejamos algumas das interpretações:
1ª Para alguns água e sangue são uma referência aos dois elementos que Jesus verteu qdo teve o seu lado traspassado pelo soldado na cruz (Jo19:34).
2ª Para outros a água é uma referência ao espírito de Deus, e o sangue, o que fora derramado no calvário.
3ª Outros ainda sugerem tratar do nascimento natural de Jesus, no qual água e sangue estavam presentes.
Existem ainda outras vertentes defendidas para significar a água e sangue, ditas pelo apóstolo João.
A idéia que mais parece coincidir com o que o apóstolo estava a dizer é:
- A expressão “água” representando o batismo de Jesus e a expressão “sangue” para simbolizar sua morte expiatória. Duas expressões usadas por João para indicar as extremidades do ministério de Jesus:
> O batismo em “água” = inicio do ministério
> O sangue = sua morte, terminado assim o seu ministério terreno. “Está consumado”.
O coração humano vem sempre tentando livrar-se da doutrina da expiação, querendo assim por fim ao verdadeiro cristianismo. Há quem tente apresentar Jesus como: homem perfeito, exemplo ideal, aquele que nos legou um maravilhoso código de valores morais etc.
João aqui nesse capítulo insiste em que o Sr. Jesus, não é apenas o que fora dito, mas também DEUS PERFEITO e que a mesma pessoa que foi batizada em água, entregou a vida como sacrifício pelos pecadores.
Ainda no verso 6 temos: “... o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade”. O Espírito Santo de Deus, sempre dá testemunho da verdade acerca do Sr. Jesus; verdade sobre a qual João está discorrendo.
VERSO 7-8 – (ler) Depois de falar da pessoa e obra de Cristo nos versos anteriores, João declara a confiabilidade de nossa fé no salvador. Ele afirma: Há três que dão testemunho; o Espírito, a água e o sangue.
A palavra de Deus deve ser suficiente como base de nossa fé, e ainda assim, ele oferece um triplo testemunho.
1º O Espírito de Deus     - Dá testemunho de que Jesus Cristo é Deus e único salvador,
2º A água – O batismo de Jesus dá testemunho; ocasião em que o céu se abriu proclamando: “Este é o meu filho amado em que me comprazo” (Mt 3:17).
3º O sangue – Na cruz o Sr. Jesus deu testemunho de si mesmo como filho de Deus, sendo obediente até a morte e morte de cruz. O sangue de Cristo dá testemunho de que o problema do pecado foi resolvido de uma vez por todas.
Essas três testemunhas são unânimes num só propósito. Elas concordam sobre a perfeição da pessoa
e obra de Cristo.
VERSO 9 – “Se admitimos o testemunho do homem, o testemunho de Deus é maior”.  Essas verdades ditas aqui são típicas dos nossos dias! Seria impossível fechar negócios ou ter uma vida social, se não acreditássemos nas pessoas. Aceitamos o testemunho de pessoas que muitas vezes podem estar equivocadas ou até mal intencionadas.
Se nessas condições, a todo tempo, aceitamos o testemunho humano, quão maior não deve ser a nossa confiança na palavra de Deus, que não falha nem pode mentir. “É absurdo não crer em Deus”.
VERSO 10 – “Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho”. João está a dizer que quem aceita o testemunho de Deus acerca de seu filho, recebe em si o testemunho do Espírito Santo como selo da verdade. POR OUTRO LADO: Aquele que não dá crédito a Deus faz Deus mentiroso porque não crê no testemunho que ele dá de seu filho. “Rejeitar esse testemunho é acusar Deus de desonestidade”.
VERSO 11 – “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho”. Temos aqui por parte do apóstolo um resumo da mensagem cristã. (ler o verso 11) QUE VERDADES PRECIOSAS!
Deus concedeu vida eterna às pessoas, e a fonte dessa vida é o seu filho.
VERSO 12 – “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. Diante de tudo o que João escreveu e que autentica a veracidade do cristianismo; a conclusão inevitável sobre a salvação é: (ler o verso 12) O ENSINO É CLARO: A vida eterna não se encontra na educação, filosofia, ciência, boas obras, religião ou igreja.
Para se ter vida eterna é preciso ter o filho de Deus. EM CONTRAPARTIDA, diz a bíblia: “Aquele que não tem o filho de Deus não tem vida”. Ter vida eterna é vida verdadeira, isto é o verdadeiro cristianismo. Fora de Jesus Cristo, não há vida eterna, não existe cristianismo.
MdC









domingo, 1 de maio de 2016

Crente ou religioso?


1ª João 5:1-5
1.Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
2.Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
3.Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.
4.Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
5.Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

EXPOSIÇÃO: João conclui seus relatos acerca das marcas ou evidências de um verdadeiro cristão e retoma aqui no capítulo 5 o assunto que podemos chamá-lo de teste: Testando se é crente ou religioso?
Ele começa o capítulo apresentando três características que distinguem um crente de um religioso.
Vejamos:
1º O crente é nascido de Deus – (Verso 1ª) “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus;” OU SEJA: João está a dizer que ser crente ou ser nascido de Deus, não consiste apenas de um conhecimento intelectual, não
apenas de bons sentimentos e emoções acerca de Deus e de Jesus Cristo. O ser cristão consiste em uma entrega resoluta de nossa vida a Jesus Cristo, como Salvador e Senhor.
Infelizmente existe muita confusão sobre o que de fato significa ser nascido de Deus e não apenas religioso.
Vamos pensar um pouco sobre “ser nascido de Deus” partindo primeiramente daquilo que não é:
A - Ser nascido de Deus não é um nascimento natural. Não é do “sangue”. Nossos pais podem ser cristãos, mas isto não fará de nós um cristão.
B – Ser nascido de Deus não depende de nossos esforços. (Ef 2:8-9) “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é DOM de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie”. Nenhum ser humano, nem mesmo o que tem uma posição muito elevada na igreja, pode fazer alguém nascido de Deus. Nenhum ritual, cerimônia ou caridade de qualquer espécie pode dar vida eterna a alguém. Ser nascido de Deus é “graça”. Como disse Augusto Nicodemus: “É tão somente graça.”
C – Ser nascido de Deus não é uma mudança física. O religioso Nicodemos em conversa com Jesus (João 3:4-6) não entendeu isto, mas o Sr. Lhe mostrou que era uma mudança espiritual.
D – Ser Nascido de Deus não é uma mudança social ou geográfica. Quando nascemos de Deus não significa que Deus nos leva imediatamente para o céu. Continuamos a viver na terra, mas agora vivendo para agradar ao Sr. e Salvador (1ª Co 7:20-24) (Col 3:22-24).
E – Ser nascido de Deus não é adquirir conhecimento teológico. Podemos ser educados religiosamente e até tornarmos pregadores, sem jamais ter nascido de Deus. Podemos até saber que é necessário nascer de Deus e ainda assim não ter tido tal experiência.
F – Ser nascido de Deus não é uma auto reforma. Não é só nos livrarmos de velhos hábitos. Não é mudarmos nossa forma de viver; é uma mudança dentro de nós.
G – O novo nascimento não é uma religião. Podemos ser sinceros em nossas convicções religiosas, podemos ser batizados, confirmados, membros de determinada comunidade cristã sem nunca termos nascido de Deus. O Sr. Jesus teve uma conversa com um dos maiores religiosos e sinceros da época (João cap 3) e ainda assim Jesus falou-lhe que precisava nascer de novo.
SER NASCIDO DE DEUS É UMA MUDANÇA ESPIRITUAL (Jo 3:6-8) Deus é o único que pode efetuar essa mudança em nós.(Jo 1:13).
2º O Crente ama a Deus e aos irmãos  
A - Amor a Deus (Vs 2a) `Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus. A palavra de Deus apresenta o amor como um DOM supremo de Deus derramado aos homes e nos exorta a buscarmos o amor como o melhor dos dons (1 Co 12-31). Esse amor que vem da parte de Deus é resultado do novo nascimento e, portanto uma característica ou marca de um salvo em contraste com um apenas religioso.
Vale lembrar que só conseguimos amar a Deus porque Ele nos amou primeiro.
B- Amor uns aos outros (verso 2a) “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus...”
Somente um crente em Jesus Cristo é capaz de amar o seu irmão como Deus ensina e espera. Um religioso
pode até transparecer que ama, mas quando o amor é colocado a prova, ruirá.
O apostolo diz que se amamos a Deus, amamos também os que dele são gerados. OU SEJA: Amamos os seus outros filhos.
João já havia dito em (1ª Jo 4:20)  “ Se alguém diz: eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” O amor é a mais forte marca dos nascidos de Deus. O Sr. Jesus disse: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: Se tiverdes amor uns aos outros”. (Jo 13:35).
3º O crente obedece aos mandamentos de Deus (verso 3) “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”. Outro resultado da Fe cristã vista no crente e não no religioso é a obediência aos mandamentos de Deus. “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos”.
Uma pessoa salva é caracterizada pelo desejo de fazer a vontade de Deus.
O amor do crente a Deus não se expressa em verbalizações e gestos, mas sim, numa obediência diligente a tudo o que Ele nos manda. O Próprio Jesus disse. "Se me amais guardareis os meus mandamentos" (Jo 14-15).
João afirma ainda que os mandamentos de Deus não são pesados. Ele não quer com isso afirmar que não seriam difíceis, mas sim que seriam os mandamentos que os nascidos de Deus amam fazê-lo. O que seria os mandamentos de Deus? Os mandamentos de Deus consiste naquilo que Ele tem de melhor para os seus filhos.
CONCLUSÃO João conclui esse pensamento afirmando que todo o que e nascido de Deus vence o mundo. Um religioso que não teve uma experiência com Deus, não terá forças nem capacidade de vencer o mundo e o pecado. A experiência do novo nascimento nos faz aptos a amar a Deus, aos nossos irmãos e a obedecer aos mandamentos de Deus.
Isto é o que distingue um salvo de um apenas religioso.
MdC






domingo, 10 de abril de 2016

Como posso ter certeza que Deus habita em mim?



1 João 4:13-21

13.Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito.
14.E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo.
15.Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.
16.Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.
17.Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele.
18.No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. 
19.Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
20.Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
21.Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.
INTRODUÇÃO: A pior coisa que pode existir na vida humana, certamente é a insegurança e a incerteza. Já pensou quanta insegurança é para um trabalhador se dedicar, se esmerar em suas tarefas durante um mês e não ter a certeza, ou a segurança, que no final receberá seu salário? Quão difícil é pra uma pessoa que entra pra um relacionamento de casamento, mas inseguro ou incerto, da autenticidade do amor e fidelidade de seu parceiro.
Quando estamos inseguros, nos apegamos com facilidade a qualquer coisa, na esperança de que nossos medos ou duvidas sejam amenizados.
Os crentes para quem João escrevia estavam diante de uma ameaça e estrago causados pelos 
pensamentos gnósticos de que o corpo era totalmente separado do espírito.
Foi em meio a esse ambiente que João escreveu e com a finalidade de trazer segurança aos corações dos crentes.
Então ele explica como podemos ter certeza que Deus habita em nós.
1º) TEMOS RECEBIDO O ESPÍRITO SANTO (Vs 13 ler)  Para se ter certeza de que Deus habita em nós é fundamental entender o papel do Espírito Santo na vida do crente tais como:
Ø Regenerar (“não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”,Tt3:5)
Ø Selar (“Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória”. Efésios 1:13,14) 
Estar no Espírito é estar em Cristo, é estar em Deus. É interessante notar que João não disse que Deus nos deu “O seu Espírito” mas sim que Ele
nos deu “Do seu Espírito”. Isto faz toda a diferença porque Deus está dando de si mesmo, sendo Ele mesmo o doador e os crentes os vasos para recebimento.
A certeza de estarmos em Deus não é algo meramente intelectual, é sim, uma experiência de graça e misericórdia.
Paulo afirma que o Espírito de Deus testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8:16).
2º) TEMOS O TESTEMUNHO DOS APÓSTOLOS (Vs 14 ler) O apóstolo João usa duas expressões no plural nesse versículo “vimos” e “testemunhamos” para indicar que não apenas ele, mas todos os apóstolos também tiveram a experiência que estava a afirmar. Naquele tempo era imprescindível o uso de duas ou mais testemunhas para se estabelecer um fato. Além disso João apresenta:
·      A Identidade – Filho de Deus VV 14,15 
·      A Origem – Ele estava com Deus (Jo 1:1) e foi enviado por Ele.
·      A missão – Veio como salvador do mundo vv14
Esse testemunho apostólico nos assegura a permanência em Deus. Um testemunho que não se origina em qualquer tipo de pessoas, mas em pessoas chamadas por Cristo para o seguir.
3º) TEMOS CONHECIDO PESSOALMENTE JESUS O FILHO DE DEUS (vv15 ler) A versão corrigida traz nesse versículo a expressão “qualquer que confessar” que é a mais apropriada, onde João apresenta o aspecto mais abrangente e diversificado da salvação. Qualquer um que confessa verdadeiramente que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele.
Qualquer que confessar não é apenas verbalizar. A idéia aqui é “concordar com uma autoridade”. A confissão é entrega. Não apenas palavras, mas corações quebrantados e humilhados na presença de um Deus supremo.
4º) TEMOS CONFIANÇA NO AMOR DE DEUS (vv16-19 ler). Cremos não só que Deus é amor 
(vv16b) mas no seu amor por nós (vv16a). Isso envolve não apenas uma emoção ou um sentimento, mas a própria salvação.
Esse amor é revelado e provado através da pessoa e  obra de Jesus (Rm 5:8).
O mesmo Espírito mencionado no VV 13 é quem derrama o amor de Deus em nossos corações (Rm 5:5). Por essa razão o apostolo Paulo afirma que a esperança não nos confunde e sim nos conforta.
Essa confiança descrita por João no VV 17 nos afasta do medo na vida presente e nos dá uma vida exultante no futuro. Confiar no amor de Deus é prova de que Deus habita em nós e que nada, absolutamente nada poderá nos atemorizar conf Paulo diz em (Rm 8:38-39).
5º) AMAMOS NOSSOS IRMÃOS (vv20-21) De novo temos o apostolo fazendo menção ao fato de que o amor ao próximo é evidencia de que Deus habita em nós. O amor ao próximo é a virtude mais mencionada pelo apostolo como evidencia que somos de Cristo e que Deus habita em nós (Ler VV 20-21)
CONCLUSÃO: O que João enfatiza em toda sua carta é algo de tamanha importância que precisa ser considerada como a mais absoluta prioridade por cada um de nós, crentes no Sr. Jesus por essa geração.
O Fato de não vermos Deus não justifica a nossa imaturidade. Apesar de não o vermos, precisamos
Acreditar Nele, buscá-lo a cada dia, senti-lo a cada instante e obedecê-lo sempre.
A nossa certeza de estarmos Nele, não virá de uma contemplação visual, mas por uma experiência real com seu filho Jesus Cristo.
MdC


Uma vez salvo, para sempre salvo


NINGUÉM PERDE O QUE NUNCA TEVE!
“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)
Sabendo que eu professava fé nas doutrinas reformadas, uma amiga certa vez me fez a seguinte pergunta: “Uma vez salvo, salvo para sempre?”
Eu respondi afirmativamente, ao que ela completou: “Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?!” Eu prontamente respondi: “Obviamente, não!”
Esta é uma dedução precipitada e errônea, que lastimavelmente tem sido a interpretação aceita por muitos da cristandade atual.
Ao se ouvir uma declaração proposicional, do tipo “Uma vez salvo, salvo para sempre”, não é correto partir de imediato para inferências e conclusões práticas sem antes considerar a proposição sob o prisma doutrinário.
Uma vez salvo, salvo para sempre! Esta afirmação deve nos remeter a uma pergunta: O que é ser salvo? Quando podemos afirmar que uma pessoa é/está salva? Será que todos os que frequentam a igreja são salvos? A resposta é negativa, pois o Senhor Jesus nos advertiu de que haveria joio em meio ao trigo (cf. Mt 13); E os que levantam as mãos, falam em nome de Cristo, manifestam dons, etc, será que todos estes são salvos? A resposta novamente é negativa, pois foi a pessoas assim que o Senhor Jesus disse: Apartai-vos de mim! (cf. Mt 7:21-23); Será que todos os que creem em Deus são salvos? Mais uma vez a resposta é negativa, pois a Bíblia diz que até os demônios creem em Deus (cf. Tg 2:19). O que, então, significa “ser salvo”? O que caracteriza um salvo? O que as Escrituras nos ensinam a respeito disso?
Certa noite um homem chamado Nicodemos foi ter com Jesus, ele era um dos principais dentre os judeus. Nicodemos iniciou o diálogo com Jesus, mas antes mesmo que viesse a perguntar algo, Jesus lhe disse: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3). Eis aqui a chave para a compreensão: alguém só pode ser salvo se [e somente se] tiver nascido de novo; a isto nós chamamos de Regeneração. É com este entendimento que o apóstolo Pedro declara: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (1 Pedro 1:3).
Quando afirmamos que um salvo não perde sua salvação, estamos considerando o salvo como alguém regenerado, que nasceu de novo pelo poder do Espírito Santo.
“Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?” Assim argumentou minha amiga naquele diálogo. Pergunto a você, leitor: Será que uma pessoa assim, que “cai no mundão”, realmente nasceu de novo? Será que ela foi regenerada pelo poder do Espírito Santo? Será que nela habita o Espírito de Deus, que nos guia a toda verdade? (cf. Jo 16:13). Espero ser a sua resposta, tal como foi a minha: “Obviamente, não!”
Há muitas pessoas que iniciam uma vida na igreja, prestam cultos, participam das atividades da igreja, muitas delas são batizadas, participam da ceia, são até tidas como “uma bênção”, mas passado algum tempo elas se desviam dos caminhos de Deus, apostatam da fé e perecem no pecado. Será que essas pessoas foram verdadeiramente convertidas? Convertidas do pecado vivendo na prática do pecado, isto é possível? O apóstolo João nos dá a resposta: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1 João 3:9). Aqueles que nasceram de Deus, de acordo com o apóstolo inspirado, não podem viver na prática do pecado. Logo, segue-se que aqueles que abandonaram a fé, “caíram no mundão” e perecem no pecado não foram nascidos de Deus, nunca foram regenerados; eles fazem parte do joio e estiveram por um tempo em meio ao trigo, em meio à igreja.
Os genuínos convertidos, os que realmente nasceram de novo - os regenerados – não podem viver na prática do pecado. Não estou afirmando, contudo, que o cristão não peque, pois sabemos que o pecado é uma triste realidade presente na vida de todos. Entretanto, o pecado não é uma marca na vida do verdadeiro crente. Enquanto os ímpios estão mortos em seus delitos e pecados, caminham segundo o curso de um mundo em trevas, segundo o príncipe da potestade do ar, enquanto eles vivem sob a escravidão do pecado e estão subjugados pelas inclinações de sua natureza caída (cf. Ef 2:1-3); os verdadeiros cristãos, em contrapartida, estão verdadeiramente livres da escravidão do pecado: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós...” (Romanos 6:14). Os verdadeiros crentes estão livres do domínio do pecado e são habilitados pelo Espírito Santo a vencerem a carne, o pecado, Satanás e o mundo: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo...” (1 João 5:4a). Ora, se alguém é tragado e vencido pelo mundo, segue-se que este não é nascido de Deus!
Estejamos, pois, convictos de que os verdadeiros cristãos – os nascidos de novo – jamais perecerão no pecado desviando-se dos santos caminhos; os regenerados não vivem na prática do pecado pois neles permanece a divina semente e eles estão verdadeiramente livres da escravidão do pecado. Não obstante, há ainda uma importante questão a ser respondida: Por qual razão um regenerado está salvo para sempre? A esta pergunta o apóstolo João responde: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda.” (1 João 5:18). O motivo pelo qual um cristão regenerado não perde sua salvação é porque AQUELE que nasceu de Deus, Jesus Cristo, o guarda. É de sumária importância que tenhamos sempre em mente um fato: se nós permanecemos firmes na fé, não o fazemos pela força do nosso intelecto; mas pelo poder de Deus, que nos guarda; afinal, a fé é dom de Deus (cf. Ef 2:8), e é Ele quem “nos guia pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.” (Salmos 23:3).
Se nossa vida está segura e guardada nas primorosas mãos da Onipotência, do Deus Todo Poderoso, o que ou quem poderá nos arrebatar de lá?
Como já dissemos acima, estejamos convictos da salvação eterna de um cristão regenerado. Tenhamos esta certeza por sabermos que aqueles que por Ele foram chamados e justificados, com certeza serão glorificados! (cf. Rm 8:30); Porque os que por Ele foram regenerados, são guardados pelo seu poder! (cf. 1Jo 5:18); Porque uma vez selados com o Espírito Santo da promessa, temos o mesmo Espírito como garantia e como penhor da gloriosa herança que nos fora prometida – e Aquele que fez a promessa é fiel para a cumprir! (cf. Ef 1:13,14); Porque sabemos que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem principados, nem potestades, nem cousa alguma poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus! (cf. Rm 8:38,39).
Com esta convicção, nós, à semelhança do apóstolo Paulo, poderemos intrepidamente declarar: “Temos por certo isto mesmo, que Aquele que em nós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus!" (Filipenses 1:6).
Que o SENHOR, pelo seu Espírito, aplique estas verdades em sua vida. Amém!
Artigo extraído de
Internautas cristão
Cássio Custódio
MdC

domingo, 3 de abril de 2016

Amemos uns aos outros

   

1ª João 4:7-12

7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.
10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
11 Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.
12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.
O amor existe sob vários aspectos: Existe o amor de Deus, o amor a Deus, o amor ao próximo, o amor entre cônjuges, o amor ao inimigo etc. Mas o tema que nos interessa hoje é o amor fraternal, isto é: o amor entre irmãos, por ser uma característica ou uma marca do verdadeiro crente.
O Senhor Jesus disse  que o que sobressairia na comunidade dos seus seguidores  seria o amor que teriam entre si. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”. (Jo 13:35). Este é o mandamento principal e fundamental entre irmãos.
O contrário de amor não é necessariamente o ódio, mas o egoísmo que leva ao individualismo. O egoísmo se manifesta por um cuidado excessivo por mim mesmo e conseqüentemente um desinteresse pelos demais. Nós percebemos isto quando todos os afetos e esforços convergem para si mesmo. Por outro lado, amar é: dar-se, é entregar-se; e é o que nos leva a vida em comunidade.
Vejamos alguns aspectos do amor fraternal (fhileos) como marca de um verdadeiro crente:
I - O que ama está cumprindo a lei – Certa ocasião perguntaram a Jesus em (Mat 22:38-40): “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Ele respondeu resumindo todos os mandamentos em somente dois: AMAR A DEUS E AMAR AO PRÓXIMO. O fato é que os dez mandamentos se dividem da seguinte forma: os primeiro quatro se referem a deveres para com Deus e os seis restantes dizem respeito aos seus semelhantes. Em relação a Deus o mais importante é AMÁ-LO com todo o nosso Ser, e em relação ao nosso próximo o mandamento maior é também AMÁ-LO. Isto não quer dizer que os demais mandamentos não sejam importantes, mas se verdadeiramente amamos o nosso próximo, não furtaremos, não desonraremos, não mentiremos, não cobiçaremos, não mataremos, não cometermos adultérios, etc.
Paulo declara: “Porque toda lei se cumpre em um só preceito, a saber: “amaras
o teu próximo como a ti mesmo”. (Gl 5:14). Também diz em (Rom 13:8b) “... pois quem ama o próximo tem cumprido a lei”.
De acordo com o que lemos na palavra de Deus, aquele que ama a seu irmão, não vai lhe fazer mal, pelo contrário vai lhe fazer bem. Desse conceito surgiu a afirmação de santo Agostinho: “Ama teu irmão, e faze o que quiseres”.
II – Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (vs 8) – É interessante observar que João não diz que Deus ama, mas sim que Deus é Amor, apesar de ser verdade que Deus ama. Tanto que Jesus é a perfeita encarnação do amor. Deus amou tanto que deu o que tinha de melhor no céu (seu filho único) pra salvar o que havia de pior na terra (nós os pecadores). Ninguém mais poderia dizer; “Ama assim como eu te amo”. O Senhor Jesus é a expressão concreta, prática e visível do amor. Seus discípulos puderam apreciar o amor em uma dimensão prática e não em definições teóricas.      
O Sr Jesus nos atinge e transforma nossas vidas com este mandamento.
É interessante que o propósito de Deus é que sejamos iguais a Jesus em tudo, e a característica principal que sobressai na vida e caráter de Jesus é o seu amor para conosco.
III – O verdadeiro crente ama como Deus amou e Deus permanece nele (Vs 11-12)
O amor ao nosso irmão é a prova de nossa permanência em Cristo.
Vejamos o que nos diz João nessa 1a epístola que estamos estudando:
2:9-11”Aquele porém, que odeia a seu irmão está nas trevas”.
3:10-11 “O que não ama seu irmão não é de Deus”;
3:14 “Aquele que não ama, permanece na morte”.
3:15 “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino”.
4:7-8 “Todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”.
4:12 “Se nós amamos uns aos outros, Deus permanece em nós”.
4:20-21 “Se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso”.
Resumindo: É impossível seguir a Cristo e não amar o nosso irmão.                                                                                             
IV - amor é a única motivação legítima para a prática da vida cristã – Outra coisa importante que não está no texto básico é que
Se tivermos todos os dons e a maior consagração e sacrifício e não tivermos amor, nada seremos e isso de nada nos servirá. (1ª Cor 13:1-3).  Ou seja: O verdadeiro e genuíno amor deve ser a nossa mais íntima motivação em cada coisa, em cada ação. Deus não nos mede por ações exteriores, nem pela operosidade dos dons, até porque, os dons nos são dados para benefício alheio. Ele não olha unicamente para a intensidade dos nossos esforços e sacrifícios. Ele olha para os nossos corações a fim de ver se o que nos move em nossas ações é o amor de Deus.
V - O amor é fruto do Espírito (Gl 5:22)  - Outra marca ou característica do verdadeiro
crente é que ele ama porque o amor é um fruto do Espírito Santo que passou habitar em nós.
Se o amor não fosse uma qualidade do fruto do Espírito em nós, seria um mandamento humanamente impossível, pois somos por natureza egoístas; amamo-nos a nós mesmo demasiadamente.
O impossível tornou-se possível – Cristo é a encarnação do amor. Ele trouxe o verdadeiro amor ao mundo. (Vs11) “ Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.”
Aqui está um homem que habitou entre nós sem a herança adâmica pecaminosa, mas que pelo contrário, é o próprio Deus feito homem, e Deus é amor. O amor de Deus habitou em sua plenitude em um homem: Jesus.
VI - O amor deve desenvolver-se e abundar cada vez mais em nós         
Tudo que tem vida cresce, desenvolve-se-. O amor de Deus tem que crescer em nós. Na medida em que conhecemos a verdade de
Deus e à medida que conhecemos os nossos irmãos e suas necessidades, iremos crescendo em amor. Também iremos desenvolver maneiras práticas de amar. Fp 1:9. 1 Ts 3:12;4:9 -10).
ILUSTRAÇÃO: Consta-se que um pará-quedista após saltar do avião caiu sobre uma árvore onde ficou preso. Quando preso ainda, passava pela rua em baixo da arvore um homem levando uma bíblia em baixo do braço. O pára-quedista então grita:
- moço! Você pode me ajudar a sair daqui de cima? Ao que responde o moço da bíblia:
- O Senhor é pára-quedista né! Vejo pelo seu para quedas.
- Sim sou pára-quedista!
- Vejo também que saltou de um avião! Acabei de vê-lo passando e até ouvi o barulho do motor,
- Sim! Respondeu o pára-quedista, eu estava nele e fiz o salto e caí aqui!
- Ah, o senhor é da aeronáutica, diz o moço da bíblia. Vejo pelo uniforme que usa.
- Sim eu sou da aeronáutica, responde o pára-quedista.
- O senhor é um major não é verdade! Vejo pela patente em seu uniforme.
- Sim sou um major!
O pára-quedista já indignado então afirma:
- Vejo que o senhor é um crente!
- Como percebeu? Pergunta o moço, transeunte, foi pela bíblia que levo nas mãos?
- Não! Responde o pára-quedista. É porque faz meia hora que você está aí em baixo falando verdades, mas nada faz.
APLICAÇÃO: Existem muitos crentes como aquele transeunte que levava a bíblia debaixo do braço quando da queda do Pará-quedista. Passa o tempo dizendo verdades que não servem de nada, porque conhece a verdade, mas não pratica as verdades que conhecem.
APLICAÇÃO PRÁTICA: Como é que podemos aplicar esses ensinos às nossas vidas? Servindo uns aos outros. Vivendo aquilo que aprendemos de Deus e não somente repetindo verdades como o transeunte da ilustração. O estar juntos é a forma que Deus nos dá de praticar amor. Servindo uns aos outros.
MdC