quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Avivamento e arrependimento



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2º Crônicas 7.13-14
13. Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; 14. E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.
Introdução: Esse texto faz parte da resposta que Deus deu a Salomão, quando orava ao Senhor, dedicando o grande e suntuoso templo de Jerusalém. Em sua oração Salomão pede o favor de Deus sobre o povo de Israel. O Senhor apareceu a Salomão e lhe disse: “Se o Meu povo que se chama pelo meu nome...” Que responsabilidade colocada sobre os ombros da nação de Israel. Deus, falando com Salomão, chama Israel de “Meu Povo”.
É um imensurável privilégio ser chamado “povo de Deus” mais é inegável que é também uma grande responsabilidade. A mensagem dada a Salomão nos diz respeito. Somos o povo de Deus por nossa geração!
Pedro fala sobre isso em relação a nós como igreja de Jesus Cristo: (1 Pedro 2:9,10) “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia”.
Jesus em conversa com os seus discípulos também fala da responsabilidade de ser povo de Deus: (Mateus 5:16) “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus.”
Temos em nosso texto, nas palavras de Deus ditas a Salomão, as condições para haver avivamento. Vejamos:
I - “Se o meu povo... Se humilhar” Eis aqui as condições para haver avivamento.
1. A conjunção “se”: Indica a possibilidade de o povo afastar-se de Deus, ou seja: haverá sempre a possibilidade de o “povo de Deus” se afastar do Senhor e por isso ficar privado das bênçãos do Senhor. 
2. O “se” condicional em contraste a possibilidade do afastamento, também aponta o caminho de retorno a Deus. Seja qual for à distância podemos voltar. A condição é sempre esta: “se humilhar”.
3.O que Deus quer de Seu povo não é: 
a) Uma maquiagem em nosso procedimento; 
b) Lindos e maravilhosos votos; 
c) Uma grande dose de boa vontade; 
d) Apenas simpatia para com Sua causa; 
e) Apenas mais do seu dinheiro.
O que Deus requer é: humilhar-se, submeter-se inteiramente a Ele.
Olha o que Deus diz a respeito da humildade ou do humilhar-se em (Is 57-15) “Habito com o contrito e abatido de espírito.”
A humildade é a primeira qualidade inerente à condição humana. É o oposto do orgulho, da soberba, da arrogância, da auto-suficiência. 
II – “Se o meu povo ... Orar” De novo temos a condição para o avivamento.
1.A oração é a mais poderosa arma que o crente tem a sua disposição. Satanás quer embaraçar nosso exercício da oração. Precisamos orar. Necessitamos da oração. 
Temos alguns exemplos bíblicos do exercício da oração: 
1) Jacó no vale de Jaboque – foi uma batalha de oração; dentro de si havia o pecado do engano. 
2) Elias no Monte Carmelo diante dos profetas de Baal.
3) A Igreja primitiva entregou-se à oração até que do alto fosse revestida de poder. 
III – “Se o meu povo buscar a minha face”
1.Buscar minha face, minha presença. Isso tem a ver com:
a) Comunhão diária com Deus. 
b) Colocar Deus em primeiro lugar. 
c) Colocar Deus sobre todas as coisas. 
d) Depender exclusivamente dEle. 
2. O povo de Israel ao sair do Egito, diante do Mar Vermelho, dependeu inteiramente do Senhor.
Deus realizou o impossível pelo Seu povo. 
a)Moisés conduziu o povo rumo à Canaã. Deveria subir o monte Sinai para ver o rosto de Deus. Não voltou de mãos vazias. Moisés resplandecia.
IV –“Se o meu povo desviar dos seus maus caminhos”
1.Não podemos andar de qualquer maneira. 2.Ele quer que andemos na Sua presença. 
a)E se desviar- Quer dizer: tomar um desvio; deixar o caminho em que anda; converter-se; dar meia-volta. 
Desviar-se de quê? 
1) Dos maus caminhos; 
2) Do mau procedimento; 
3) Do errôneo padrão de vida; 
4) Do pecado; 
5) Da vida comprometida com o mundo.
b) Se desviar – Deus não obriga, não coage, não força. 
3. Nós precisamos romper com o pecado e voltarmos a Deus. Confessar o pecado e endireitar nossa vida. 
V. As bênçãos Divina advindas do arrependimento - 
1. Depois de tudo isso (de se humilhar, de orar, buscar Sua face, desviar dos maus caminhos) a bênção celestial virá como chuva. 
> Deus diz: “...Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua Terra.”
> Deus está mais desejoso de nos dar bênçãos do que nós de recebê-las. 
> Deus está mais pronto em ajudar-nos do que nós de sermos ajudados. 
> O erro em não desfrutarmos de um avivamento e conseqüentemente das bênçãos Divinas, está sempre do nosso lado, nunca do lado de Deus. 
2. II Crônicas 7:14 – Aqui temos três elementos, de real valor: 
1º) Uma ordenança divina; 
2ª) Uma responsabilidade do cumprimento;
3º) Uma bênção decorrente.
Conclusão:
Estatísticas mostram que nunca houve tantos evangélicos no Brasil como nos dias atuais, assim como nunca houve tanta superficialidade e frieza espiritual. Muitas vezes mais sintonizada com superstições e misticismo do que com a clara doutrina bíblica. Isso mostra o quanto é necessário e urgente o avivamento da igreja do Sr. Jesus.
Este é o preço do arrependimento e do avivamento: 
“Se meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face, e se converter dos seus maus caminhos...” 
Este é o preço exigido por Deus. 
“...Então, Eu ouvirei dos Céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua Terra” 
Esta é a bênção conseqüente.
Deus está hoje esperando crentes dispostos a pagar o preço para que Ele possa derramar as bênçãos do verdadeiro avivamento.
Estaríamos dispostos a pagar o preço? Que ouçamos a voz do Espírito Santo falando ao nosso coração
MdC

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O vale de ossos secos

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Mortos e apáticos restaurados
Texto básico: Ezequiel 37:1-14
INTRODUÇÃO
Podemos aprender deste estudo que não existe situação sem solução para Deus. Até mes­mo igrejas mortas podem reviver, mesmo quando todas as circunstâncias são desfa­voráveis. Não há nada nem ninguém que possa impedir o agir de Deus.
O profeta Ezequiel registra no capí­tulo 37 uma visão vinda de Deus que dizia respeito à terrível situação enfrentada pelo povo da aliança durante o cativeiro. Os judeus tinham sido mortos e destruídos, juntamente com suas cidades, vilas e até o templo de Jerusalém. Os que restaram tinham sido levados cativos por Nabucodonosor em três gran­des levas. Não havia qualquer esperança de retorno e restauração. Dois fatores tornavam isso ainda mais improvável:
1) os judeus estavam dispersos entre seus inimigos, destituídos de quaisquer recursos que pudessem encorajá-los ou ajudá-los a sair de seu cativeiro;
2) eles estavam divididos entre si. A rivalidade entre os reinos do Norte e do Sul perma­necera viva durante o cativeiro. No capítulo 36, vemos que Deus predisse que o povo retomaria a terra, que homens e animais seriam multiplicados, que Deus os traria de todas as nações pelas quais ti­nham sido espalhados, purificaria o povo e lhe daria coração novo e espírito novo. No capítulo 37, Deus dá a Ezequiel uma visão de como isso seria feito.
I - Total e absoluta desesperança
A visão que Deus concedeu ao profeta Ezequiel foi de morte. As pessoas são tão assustadas com a questão da morte, que algumas chegam a dizer: “Se a morte for um descanso, prefiro viver cansado”.
Deus mostra, naqueles ossos secos, uma situação de total e absoluta desesperança. Deus coloca Ezequiel diante de um cenário desesperador para indicar-lhe a condição em que se encontrava o povo da aliança.
Qual foi o cenário encontrado por Ezequiel naquela visão?
1.             Morte,
2.             sepultura e cemitério,
3.             mau cheiro,
4.             enterro,
5.             ossos secos, que indica que já morreu há muito tempo.
II-Resposta para situações desesperadoras
Deus sempre tem uma resposta para cada situação desesperadora assim como teve para com o seu povo no passado. Deus usou três elementos na restauração de seu povo:
1.             O profeta,
2.             A palavra e
3.             O Espírito Santo
O PROFETA (Vs 4a) – Quando ainda não existia a bíblia como hoje em nossas mãos Deus falava com seu povo através dos profetas por isso a expressão usada por eles: - assim diz o Senhor.
Ezequiel foi um profeta usado por Deus para a obra de restauração.
Os ossos secos espalhados no vale representavam a situação de decadência espiritual de Israel.
Deus precisava restaurar o seu povo e o 1° elemento usado por Deus foi o homem de Deus, o profeta Ezequiel.
A PALAVRA (Vs 4) - “Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: ossos secos ouvi a palavra do Senhor”.
Deus restaura por meio de sua palavra! Jamais haverá restauração, jamais haverá avivamento se não houver a exposição da palavra de Deus!
É a Palavra de Deus que apresenta o Senhor: “e porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós e sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis e SABEREIS QUE EU SOU O SENHOR”.  (Vs 6). A bíblia diz que: a fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus. (Rm 10:17). É a  Palavra que revela a Vontade de Deus.
É o poder da Palavra de Deus que Ajunta e congrega membro a membro: - “então profetizei como se me deu ordem; e houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um reboliço, e os ossos se ajuntaram cada osso ao seu osso”. Vs 7). Essa é a razão porque Deus nos manda nunca abandonar sua palavra (Jos 1:8). A palavra de Deus é nossa única regra de fé e prática.
O ESPÍRITO - É impossível haver restauração sem o agir do Espírito Santo de Deus, na verdade estes 3 elementos atuam juntos.
Profeta sem palavra não é profeta, e a palavra sem a unção do Espírito é só letra e a bíblia diz que a letra mata, mas o espírito vivifica. (2 Co 3:6).
A visão do vale de ossos secos é um retrato da situação espiritual de Israel; necessitava de uma restauração urgente.
É o Espírito Santo que da vida ao que está morto (Vs 9c).
É o Espírito Santo que dá movimento ao que esta inanimado e inerte.
É o Espírito Santo que transforma um cemitério num  exército poderoso e de pé pronto para a batalha.
Irmãos! Quem sabe sua vida esta como os ossos secos espalhados no vale, quem sabe você se sente como o povo de Israel que dizia de si mesmo:
“... secaram-se os nossos ossos pereceu nossa esperança...”.
Se esta é sua situação é porque você esta necessitando de uma restauração; talvez esta restauração seja  na sua vida espiritual, na sua família, no seu ministério, no seu trabalho.
III - O processo da restauração e do avivamento
1. Ruído - Houve um ruído, um barulho, uma agitação. Mas isso ainda não é vida. Restauração, avivamento não é barulho, agitação, estardalhaço, gritaria, emocionalismo. Não se gera vida com propaganda e com marketing. Ezequiel não confundiu barulho com criação, nem atividade com unção, nem agitação com avivamento.
2. Ajuntamento - Houve um processo. Os ossos que estavam espalhados, dispersos, se ajuntaram. Voltaram às suas origens. Ficaram em ordem, mas ainda eram ossos secos, sem vida, sem fôlego. Talvez ficássemos satisfeitos com isto. Ezequiel não. De que vale um bando de esqueletos? Eles poderiam por acaso lutar as guerras do Senhor?
3. Tendões e carne - Eles agora estavam de pé. Agora tinham uma estrutura. Agora pareciam gente. Mas ainda estavam mortos. Podemos ter estrutura, doutrina, preceitos, mas ainda nos falta vida. Podemos ter religião, podemos freqüentar igreja, mas precisamos de vida!
4. Pele - Agora eles tinham aparência, beleza, formosura, mas ainda estavam mortos. Eram, ainda, cadáveres. Você pode parecer filho de Deus, pode saber um vocabulário evangeliquêz e ter aparência de filho de Deus e ainda não estar vivo.
5. O Espírito – O Espírito entrou neles e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso. Só Deus por meio do homem de Deus, da palavra e do Espírito Santo pode regenerar a alma, transformar a vida, pode trazer restauração em nosso meio, pode fazer jorrar rios de água viva dentro de nós.
IV Os atributos de Deus para a restauração
Nosso Deus é o Deus da esperança. Diante das pressões do mundo, vem o desânimo e às vezes nos perguntamos: Vale a pena ser um crente? Vale a pena prosseguir? Vale a pena investir na obra de Deus? Nos sentimos como ossos secos.
Em Deus está toda a nossa esperança.
Ezequiel 37:1 - 2. "Veio sobre mim a mão do Senhor".
Deus é o Deus do impossível.
Ezequiel 37:3. Poderão viver esses ossos?
Ilustração: Abraão e Sara (Gn 18:14) “Existe alguma coisa impossível para o Senhor? Na primavera voltarei a você, e Sara terá um filho".  Existe coisa difícil ao Senhor?
A resposta humana à pergunta de Deus é não.
A resposta do profeta: "Tu o sabes Senhor". É uma resposta de um homem de Deus.
Nosso Deus é o Deus que vivifica.
Ezequiel 37: 6 "...e poreis o espírito e vivereis "
Nosso Deus fala e cumpre.
Ezequiel 37:14b. "Eu o Senhor disse e fiz".
Isaías 43: 13 "...operando eu, quem impedirá?
Só ele tem o poder para cumprir o que fala.
V. Condições usadas por Deus para operar transformação
1º. Enxergar - Enxergar com honestidade nossos ossos secos, nossos erros. Temos a tendência de justificar, racionalizar e contemporizar nossos erros, na expectativa de justificar o injustificável, explicar o inexplicável.
Possuímos uma casca dura que esconde a nossa realidade, uma máscara muito que esconde nosso interior, um verniz que disfarça nossas falhas. Foi preciso a intervenção do Senhor.
Longe de Deus a visão que temos de nós mesmo é muito enganosa. Enxergar nossos “ossos secos” requer esvaziamento de nosso orgulho, mentiras, prepotência, etc..
2º.  vencer a incredulidade - Deus dirige a Ezequiel e a nós uma pergunta crucial: “... acaso poderão reviver estes ossos? Ao que o profeta responde: “Senhor, Tu o sabes!”Ezequiel vivia em meio aos cativos, sentia de perto a angustia, o desanimo, a dúvida, a tristeza, o sentimento de incapacidade, de humilhação que nutriam e expressavam. É difícil manter a confiança quando estamos cercados de desanimo e quando tudo parece ir mal.
3º. ouvir e obedecer a voz de Deus - Nem sempre é fácil obedecer à voz de Deus. Muitas vezes significa romper com o que eu penso, andar na contramão das crenças e das práticas; quer a nível sociológico, filosófico e não poucas vezes teológico e religioso. Temos por meio de Asafe no Salmo 81, Deus revelando seu sentimento em relação a atitude de seu povo; “Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.”
A voz de Deus sempre nos chama a endireitar nossos caminhos e a rever nossos atos.
CONCLUSÃO - Antes de Deus agir soberanamente para restaurar Israel, o povo teve de reconhecer que não havia mais esperança em seus próprios recursos. Não havia mais esperança humana. Era preciso reconhecer sua dependência total e absoluta de Deus. É tempo de nós igreja do Senhor Jesus fazer o mesmo. Nossa esperança não pode e nem deve estar em nossas programações elaboradas nem em nossa capacidade, mas unicamente em Deus. Que possamos dedicar mais tempo ao estudo da Palavra e à oração. Peçamos ao Senhor que quebrante o nosso coração e a nós como igreja, que pela Palavra e pelo Espírito ele avive aqueles que estão frios e apáticos.
MdC



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Assemelhando-se a Cristo

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Filipenses 3:4-19

INTRODUÇÃO: Como é que o crente se torna mais semelhante a Jesus Cristo? O que é que você, eu, cada um de nós estamos fazendo a esse respeito?
Os cristãos confrontam-se com dois grandes problemas neste aspecto de suas vidas.
Primeiro: Alguns acreditam que podem, na verdade, tornar-se semelhantes a Cristo nesta vida, isto é, chegarem a um estado de perfeição.
Segundo: Há crentes que, buscando alcançar a maturida­de instantânea, tentam todos os tipos de vias de acesso automáticas.
Vejamos o que Paulo pensa sobre o "tomar-se semelhantes a Cristo.
Paulo começa falando da:
I – Sua experiência Passada (versos 4-6)
Paulo parecia dizer: "Se vocês desejam um bom exemplo da perspectiva da religião centralizada no
homem, olhem para mim! É como tivesse a dizer: Desafio a qualquer pessoa a medir-se comigo tanto em herança quanto em realizações!"
1. Sua herança religiosa - "Circuncidado ao oitavo dia". Ou seja: cumpridor da lei Mosaica (Levítico 12:3). Além disso,
"Da linhagem de Israel". Ele não era prosélito, não era convertido ao Judaísmo; ele fazia parte da raça escolhida por nasci­mento.
"Da tribo de Benjamim" Uma tribo altamente respeitada em Israel por causa de sua inusitada fidelidade à lei de Deus. O primeiro rei de Israel, Saul, também foi benjamita.
"Tudo isso", disse Paulo, "é meu por herança." Ele nada havia feito para merecê-lo. Ele simplesmente recebeu esta posição pelo fato de ter nascido numa raça e família religiosa.
2. Suas realizações religiosas - Paulo não era um hebreu comum, mas "hebreu de hebreus". Havia dado o duro para chegar a ser um afamado erudito, um homem de letras e de alta cultura. Ele falava hebraico e aramaico, um sinal de distinção em
Israel. Saulo de Tarso tinha proeminência sobre seus pares na estatura religiosa, era fariseu, o que representava a seita mais conservadora do Judaísmo.
II – Sua experiência Presente (Versos 7-11) Quando Paulo se converteu, sua experiência religiosa e mensagem passaram da centralização no homem para a centralização em Cristo. Ele passa descrever seu relacionamento com Deus.
1.  Sua visão do passado - Para ele tudo fora uma perda total. Ele considerava toda a sua herança e todas as suas realizações "como perda" (Ler 3:8).
Ele não considerava todas as coisas ruins em si mesmas, mas tinha convicção de que impediam seu relacionamento com Deus. Além do que; sua experiência com Cristo era tão maior e tão mais significativa, que ele estava disposto a desistir de tudo:
Sua cidadania, seu status, seus amigos e sua riqueza para ter essa experiência com Cristo.  "Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Jesus Cristo meu Senhor" (3:8).
2.  Sua nova fonte de justiça - Quando Paulo se converteu, descobriu uma nova fonte de justiça, Diz Paulo: “não a justiça que procede da lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé" (Filipenses 3:9). Esta é claro, a verdadeira justiça porque, disse Paulo ao escrever aos Gálatas "por obras da lei ninguém será justificado" (Gálatas 2:16).
3.  Seus novos alvos para a vida - Paulo veio a conhecer a Cristo mediante a experiência inicial de salvação, mas "conhecer a Cristo" também é uma experiência contínua e crescente. O apóstolo conclui dizendo: "Para o conhecer e o poder da sua
ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para de algum modo alcançar a ressurreição dentre os mortos" (3:10, 11).
III - Seu exemplo pessoal (Versos 12-14)
1. Ainda não completei minha experiência cristã Depois de sua conversão, Paulo desistiu de tentar ser justo guardando a lei e partiu para uma nova perspectiva de vida. Tendo descoberto a verdadeira justiça, mediante a fé na morte e ressurreição de Cristo, ele definiu um novo alvo de vida: "conhecer a Cristo". E ele disse:
Ainda não alcancei o alvo. Ainda não me tornei perfeito como Cristo. Mas é meu alvo, mesmo aqui na terra, tornar-me como Cristo, tornar-me no que ele me chamou para ser. Como disse, ainda não o atingi, mas tenho um único desejo: ser como Cristo em todos os aspectos da vida.
2.  Não olho para minha experiência anterior - Não permito que meu passado me detenha. Pelo contrário, sigo a toda velocidade para frente, para o alvo. Quando Cristo me chamar para o lar no céu, receberei o prêmio: serei como Cristo.
3. Contínuo a olhar e a dirigir-me para o alvo da maturidade cristã – Note o exemplo de Paulo: "Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus".
Isso exige que a pessoa se esqueça "das coisas que para trás ficam" e avance "para as que diante de si estão”. Paulo faz analogia de uma corrida. O atleta que olha diretamente para a frente, para a linha de chegada e põe cada grama de esforço possível na competição. Paulo desprendia energia humana para tomar-se como Cristo; era necessário estabelecer alvos, motivação e ação. Aqui, Paulo apresenta o equilíbrio entre a capacitação divina e a responsabilidade humana. Deus jamais vai forçar alguém a ser conforme a imagem de Cristo; esta é uma responsabilidade humana.
Paulo deixa isso claro aos Romanos quando "roga" aos cristãos; ele não exige nem ordena que eles apresentem "os seus corpos por sacrifício vivo" (12:1).
O mesmo é verdade em sua carta aos Efésios: "Rogo-vos que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados" (4:1). E, mais tarde, nesta carta aos Efésios Paulo disse que deviam "esforçar-se diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz". Deviam "despojar-se do velho homem" e "revestir-se do novo homem". Mais
especificamente, deviam "despojar-se da falsidade e falar a verdade". Deviam livrar-se de "toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia" (Efésios 4:3, 22-32).
Percebam que tudo isto tem a ver com responsabilidade humana e ação pessoal, baseadas em novos alvos de vida.
IV -  A Exortação Geral de Paulo (Versos 15-19)
O exemplo pessoal do apóstolo tornou-se a base para uma exortação aos crentes de Filipos e a nós também. Vejamos:
1."Não fiquem satisfeitos com seu nível presente de experiência cristã"
Verso15aTodos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento...” Isto é, todos os crentes, até mesmo os maduros, jamais devem estar satisfeitos com seu nível presente de semelhança a Cristo.. Acima de tudo, jamais devem sentir que já alcançaram o estado de perfeição.
2."Estejam preparados para aprender diretamente do Senhor"
Verso 15b "E, se porventura pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá". Nesta afirmativa de Paulo, parece estar a estratégia sobrenatural que Deus usa para revelar aos crentes que ainda não são perfeitos. Paulo o afirmou com propriedade aos crentes coríntios: "Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia" (1 Coríntios 10:12).
3.“Não percam inadvertidamente o que ganharam, pensando já ter atingido o alvo”
Verso 16a - 'Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos."
4."Sigam bons exemplos de comportamento cristão"
Verso 17Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós”. Isto é, não pensem já estarem perfeitos. Esqueçam-se das coisas que para trás ficam e prossigam para o alvo para ganhar o prêmio da suprema santificação.
Paulo prossegue exortando-os a imitar o exemplo de outros que seguiam este padrão de vida, assim como Timóteo e Epafrodito. Paulo já havia apresentado estes dois homens como exemplos admiráveis de maturidade cristã (2:19-30), mas como vimos, ambos possuíam fraquezas humanas. Ambos possuíam problemas físicos e psicológicos que interferiam em sua eficiência ainda que fossem líderes cristãos maduros.
5."Estejam em guarda contra maus exemplos
Verso 18Pois muitos andam entre nós, dos quais repetidas vezes eu vos dizia, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo”. Com lágrimas a correr-lhe pelas faces, ele chamou os maus exemplos de "inimigos da cruz de Cristo". Sua linguagem era forte, mas seu coração estava despedaçado. Enquanto chorava, ele especificou que "o destino deles é a perdição".
Três coisas, disse Paulo, caracterizam a vida dos inimigos de Cristo.
Primeiro, "o deus deles é o ventre” - eram glutões e beberrões;
Segundo, "a glória deles está na sua infâmia" - glorificavam a imoralidade e o procedimento sensual; 
Terceiro, "só se preocupam com as coisas terrenas" - possuíam uma filosofia materialista de vida.
Este era o "padrão do mundo". Crentes maduros e que estão a crescer, não permitem que sua vida se conforme com este padrão; antes, são "transformados" e "renovados". Então, disse Paulo, vocês poderão experimentar "qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2).
CONCLUSÃO - Hoje, como no primeiro século, muita gente anda confusa a respeito da maturidade espiritual, o que é e como alcançá-la. Alguns acreditam que podem chegar a um estado de perfeição enquanto na terra; a maioria, contudo, sabem que ainda não são perfeitos. Os próprios cristãos, se forem honestos consigo mesmos, também sabem.
A maioria dos cristãos hoje, porém, tem outro problema. Muitos tentam todos os tipos de fórmulas mágicas para alcançar a maturidade instantânea: morte do ego, viver pela fé, ser cheio do Espírito. Juntamente com estas vão as fórmulas da leitura da Bíblia e da oração.
O fundamental a tudo isto se encontra no processo que Paulo apresentou tão claramente nesta passagem. Tomar-se um cristão SEMELHANTE A CRISTO requer a determinação de alvos, motivação e ação. Não há uma solução mágica e automática para a maturidade cristã. O tomar-se como Cristo é um processo, um processo que dura a vida toda.

MdC

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O que a bíblia diz sobre crianças que morrem na inocência

Será condenada?
Sirvo-me deste instrumento que tenho a disposição para anunciar a verdade, porque é aqui onde tenho liberdade para o exercício pleno do sacerdócio universal que nos fora conferido de uma vez para sempre por intermédio do sacrifício de Cristo no Calvário.
Nos últimos dias tenho recebido vários email's de irmãos e irmãs que tem se afadigado diante da pergunta acima e sem dúvida, as razões são as mais variadas. 
Não pretendo entrar aqui no mérito das razões porque perguntam, mas sim de forma proposital, apresentar o que a bíblia tem a nos dizer sobre o assunto.
Primeiramente saliento que a P.D não fala de forma clara e contundente o que acontece com as almas de crianças que partem dessa vida quando ainda muito novas, PORÉM não nos deixa sem resposta quando realizamos um estudo pormenorizado do pecado e da salvação.
PECADO – Indubitavelmente a bíblia afirma que todos, sem exceção pecaram, são gerados já em pecado, porque cada ser humano traz consigo a semente do pecado de Adão (Rm 5:12; Sl 51:5). Isso é o que ao longo dos anos se denominou “pecado original”.
“Pecado original” é a semente da maldade, da transgressão, da rebelião contra Deus que todo ser humano traz consigo desde o ventre materno. Assim como a expressão “trindade” não é encontrada em toda extensão escriturística, também não se encontra a expressão “pecado original”, mas todo estudioso da bíblia tem absoluta certeza que é uma verdade intrínseca da P.D
A dificuldade que muitos tem tido em responder à pergunta em epigrafe é porque deixam de analisar a P.D no seu contexto mais abrangente para dar crédito a algum tipo de “teologia”. Toda “teologia” precisa ser provada à luz da Palavra de Deus, independente de quão famoso tenha sido o seu autor.
Há uma “teologia” que afirma, INCORRETAMENTE, que a causa de alguém ser salvo é ter sido eleito incondicionalmente antes da fundação do mundo. Portanto, quando um recém-nascido morre, a tal “teologia” não sabe se aquele bebê é eleito ou não, por isso precisa "deixar para Deus resolver".
A bíblia não diz que todo aquele que é gerado em pecado já está CONDENADO, diz sim que: foi concebido PECADOR.
Então o que é que faz de um ser humano, independente de que idade tenha um pecador CONDENADO?
VEJAMOS:
João 3:18 “Quem CRÊ Nele NÃO É CONDENADO; mas QUEM NÃO CRÊ, JÁ ESTÁ CONDENADO, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
João 5:24 “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e CRÊ Naquele que me enviou, TEM a vida eterna, e não entra em CONDENAÇÃO, mas já passou da morte para a vida”
João 3:36 “Por isso quem CRÊ no Filho TEM a VIDA ETERNA; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele PERMANECE a ira de Deus”.
Percebam que: 
A Palavra de Deus NÃO DIZ que o ser humano, independente de que idade tenha, é condenado pelo fato de ter nascido pecador.
Percebam ainda que:
A Palavra de Deus NÃO DIZ que o homem é condenado por não ter sido "eleito incondicionalmente antes da fundação do mundo", como afirma a absurda “teologia”. 
Percebam que o que encontramos na Palavra de Deus é que o homem é condenado:
Por “NÃO CRER NO FILHO” Fica absolutamente claro nas palavras de Jesus a Nicodemos, que para que houvesse salvação, era uma questão de ESCOLHA. CRER NO FILHO - Uma DECISÃO. Uma criança muito pequena não é capaz de escolher CRER, porque ela não consegue sequer perceber que Jesus é o Filho de Deus. 
É importante lembrar que não há como determinar se com 3, 5, 8 anos de vida é a idade que um ser humano terá a capacidade de DECIDIR e ESCOLHER. Com certeza varia de caso a caso. A questão não é a idade, mas sim entender O QUE É QUE O(A) CONDENA. 
Embora seja a mais absoluta verdade, afirmar que uma criança que acaba de nascer já possui a semente do pecado ou “o pecado original” ela não será condenada pela incapacidade de ESCOLHER e DECIDIR. O que determina se um ser humano é CONDENADO ou não é a capacidade de compreender que:
a) Jesus é a luz que se opõe às trevas, e
b) A Salvação vem pela simplicidade do evangelho de Jesus Cristo,
c) Precisa DECIDIR por Jesus Cristo.
Seres humanos que não possuem a capacidade de compreender (seja pela pouca idade, seja por uma deficiência mental) não serão condenadas, ainda que possuam a semente do pecado ou “o pecado original”. Um exemplo bíblico que ilustra claramente essa verdade é o caso do filho de Davi e Betseba. O recém-nascido morreu. Veja o que Davi disse:
II Samuel 12:22 “E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se Deus se compadecerá de mim, e viverá a criança? 23 Porém, agora que está morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” Davi tinha a mais absoluta certeza que a criança não poderia voltar a viver, mas ao mesmo tempo Davi tinha certeza absoluta de que ele iria se encontrar com aquela criança no futuro, ou seja, na eternidade. 
Vejamos as afirmações de Paulo em Romanos 7:7 “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado. 9 E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. 10 E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. 11 Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.
Observamos no versículo 7 e no versículo 11, claramente, que o pecado precisa de:
Uma ocasião. 
Observamos no versículo 9 que Paulo, "nalgum tempo, vivia sem lei". Não diz se aos 2, 3, 4 ou 9 anos. Diz que é "nalgum tempo". É a idade em que não há consciência da lei.
Observamos ainda no versículo 8 que "sem a lei estava morto o pecado". O pecado só mata quando toma ocasião pelo mandamento (vs 11). 
O Apostolo demonstra que no caso de um “ser” muito pequeno, de 2 ou 3 anos, ou mentalmente incapaz, por exemplo, o pecado ainda não teve ocasião para matar (vs 11). 
Concluímos portanto que um “ser humano”, independentemente de qual idade tenha, para ser CONDENADO precisa de:
a) consciência do pecado (Rom 7)
b) capacidade de escolher entre a luz (Jesus Cristo) e as trevas (João 3)
Se o individuo não possui essas características, seja pela pouca idade, seja por deficiência mental, ela não será condenada (João 3), nem castigada na perdição eterna (II Tes 1), nem morta pelo pecado (Rom 7).
MdC
Fontes de Pesquisas:
Bíblia Sagrada (Nosso livro de fé, conduta e prática)
Comentário bíblico popular Wiliam Mcdonald,
Comentário Ritche
Comentário Orlando Boyer
Comentário DL Moody e outros

terça-feira, 14 de junho de 2016

Separados e dedicados ao Senhor


O que significa ser santo?
INTRODUÇÃO
Nosso estudo tem como objetivo encontrar a definição ou o conceito de “santo”. A Bíblia que é a palavra de Deus tem um conceito de “santo” enquanto que o mundo possui um conceito totalmente diferente e contrário ao que é bíblico.
Ao final desse estudo, temos que ter o entendimento de que é nosso dever, zelar pra que tenhamos uma vida de santidade, mantendo firme comunhão com o Senhor, na capacitação do Espírito e pela mediação de Jesus Cristo.
A santificação é uma exigência para todo o povo de Deus, que é responsável por desenvolver, dia a dia, a semente da santidade que um dia fora plantada em nossos corações no momento de nossa conversão a Cristo.
DEFINIÇÃO DE SANTIFICAÇÃO - O conceito de santificação ou de “santo” na Bíblia é exatamente o oposto do conceito do mundo. As pessoas não convertidas entendem como “santo” as imagens de escultura ou alguém que supostamente tenha feito um milagre. Esses conceitos ou definições de origem extra-biblica, enganam e levam à condenação milhares de pessoas em todo o Mundo. Em Êxodo 20:1-6 (os Dez Mandamentos da Lei),
Deus proíbe construir, crer e adorar imagens.Em
Deut. 7:25-26; 27:15 Deus determina que todas as imagens sejam destruídas, pois são maldições. Todo milagre que ocorre nesse meio é falso e de origem maligna (2aTes. 2:1-9).
Na Palavra de Deus, o conceito de santificação é: tornar santo; e ser santo significa ser separado ou consagrado para uso exclusivo de Deus. A palavra “santo” na Bíblia tem referencia a três tipos de pessoas: A Deus, aos Anjos e aos salvos.
A Deus no grau Santíssimo. Toda a essência da natureza de Deus é Santa. Só Deus é Santíssimo em Si mesmo e fonte de toda a santidade.
Nós não temos santidade em nós mesmos, mas recebemos de Deus que é a fonte de toda santidade. (Is. 6:1-3; 30:15; 1aPed. 1:16).
Os Anjos são santos porque assim foram criados por Deus (Apoc. 14:10; Luc. 9:26).
Os crentes são santos, porque, quando creram em Jesus, foram separados para Deus. ler (1a Cor. 1:2 “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:”;
Salmos 149:5 “Exultem de glória os santos, no seu leito cantem de júbilo”).
2) OS TRES SENTIDOS DA SANTIFICAÇÃO
A santificação faz parte do plano da salvação e começa no momento em que nos convertemos. A santificação existe em três aspectos que assim chamaremos:
1ª)PONTUAL Quando pela fé cremos em Jesus e fomos salvos. Deus nos perdoou, justificou, regenerou e passou a chamar-nos santos, porque, nos olha salvos em Jesus Cristo e separados para Deus.
2ª)PROGRESSIVA É um processo contínuo e progressivo de aperfeiçoamento espiritual e de experiência cristã, na vida das pessoas convertidas a Jesus Cristo.
3ª)PLENA
É aquela que ocorrerá no arrebatamento da igreja, quando o Sr. Jesus Cristo voltar às nuvens e nós os crentes formos arrebatados e então teremos os nossos corpos transformados num corpo de glória livres do poder e da presença do pecado e então seremos semelhantes a Jesus Cristo. (Flp3:20-21) “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”.
É sobre a Santificação progressiva que vamos falar hoje.
(2a Cor. 6:14-16) “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (2ª Co 7:1). “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”.
3) A NECESSIDADE DE SANTIFICAÇÃO
Quando crermos em Jesus, fomos salvos por inteiro. Fomos recriados e nascemos de novo, passamos a ser filhos de Deus, e a partir daí o Espírito Santo passou a habitar em nós (Ef 1:13). Tudo foi feito novo, mas continuamos a habitar num corpo que é carnal (2a Cor. 5:17).
Exatamente porque ainda habitamos num corpo carnal é que precisamos de progredir dia a dia em santificação como bem disse: (Tiago 1:21) “Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural;24 pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência.25Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar”.
Assim, necessitamos de santificação, para vencer a tendência do nosso corpo ao pecado (Rom. 8:5-8)
Carecemos da santificação progressiva porque existe dentro de nós, uma luta sem trégua. A carne luta contra o espírito. É como se fossem duas pessoas brigando dentro de nós. É o velho homem lutando contra o novo homem (Cols. 3: 1-10).
Em (Gen.4:5-7); e também em  (Gal.5:16-21) fala dos desejos da carne. À medida que vencemos a nossa carne, recebemos o fruto do Espírito (Gal. 5:22-25).
4) QUAL A NOSSA PARTE NA SANTIFICAÇÃO?
A) Precisamos tomar uma decisão
A santificação exige:
• disposição permanente
• esforço para vencer a nossa carne.
Dentro do plano da salvação está a santificação, que começa na conversão. A nossa participação começa com a disposição de nos santificar. Devemos consagrar a Deus o nosso espírito, alma e corpo. (Rm 12:1-2)
Separar-nos do mundo de pecado e dispor-nos a andar com Deus carece de esforço de nossa parte. Saibamos possuir nosso corpo em santificação e honra.
Devemos sempre lembrar que o  nosso corpo é templo do Espírito Santo. Devemos mortificar pelo Espírito todos os desejos pecaminosos do nosso corpo.
B) Precisamos santificar o nosso linguajar
Não falemos chocarrices, palavras torpes (palavrões) e não mintamos (Ef. 5:4; 4:25 e v. 29). Usemos sempre um vocabulário compatível com a Bíblia e com a vida de um convertido a Cristo.
5) A PARTE DE DEUS NA SANTIFICAÇÃO
Deus está pronto a nos santificar. Porém muitas vezes limitamos Deus no processo da santificação, não que Deus seja limitado, MAS porque Deus nos deu o livre arbítrio. Façamos a nossa parte, através do estudo da Bíblia, da oração, do serviço e da adoração a Deus. Então Deus nos santificará de dentro para fora, operando em nosso espírito, alma e corpo. Ele nos dará poder na área espiritual para santificar a área material. Assim, nosso exterior (corpo) refletirá a santificação do nosso interior.
A) DEUS NOS SANTIFICA PELO PODER DA PALAVRA
É inquestionável o poder santificador da Palavra de Deus. Só operará, porém, sobre os que estudam a Bíblia (João 17:17; 15:3; 6:63; Sal. 119:9-11 e v. 105; Ef. 5:26).
B) DEUS NOS SANTIFICA PELO PODER DO SANGUE DE JESUS
O poder do sangue de Jesus purifica-nos de todo pecado (já arrependido e abandonado) (1a João 1:7) e opera na nossa santificação (Heb. 9:14; 10:10; 13:12).
C) DEUS NOS SANTIFICA PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO
A Trindade Santa atua purificando o crente, para que seja santificado em todo o seu ser triúno: espírito, alma e corpo (1a Tes. 5:23; 2a Tes. 2:13; 1a Ped. 1:2). Se fizermos a nossa parte, então Deus usa o poder do Espírito Santo, junto com o poder da Sua Palavra e do sangue de Jesus, e nos santifica. Um dia lá no Céu receberemos a santificação em plenitude.
6) AS BÊNÇÃOS DA SANTIFICAÇÃO
Quanto maior for o crescimento em santificação, maior será o nosso galardão (1ª Co cp 3). Teremos maior conhecimento de Deus e receberemos poder e riquezas espirituais (Ef. 1:17-19).
Teremos um caráter de acordo com a Sua vontade (santo). A santificação nos torna cada vez mais participantes da natureza divina (2a Ped. 1:4) faz-nos agradáveis a Deus e pela fé contemplamos a Sua glória.
Faz-nos aptos para servirmos a Deus como Ele quer e seremos vitoriosos. Então podemos adorar a Deus como Ele deseja: em espírito e em verdade (João 4:23-24).
CONCLUSÃO:
Este estudo aplica-se a nós os salvos. Se alguém, no entanto, ainda não nasceu de novo e não tem certeza da salvação, se você de fato se arrepender e crer pela fé que os seus pecados crucificaram Jesus. Se você crer que Cristo já recebeu na cruz o castigo que você merecia, e recebê-lo hoje pela fé você também será salvo (Rom. 3:20 e v. 28; Efésios 2:8-9; Isaias 53:4-6)
Santificação significa tornar santo e ser santo significa ser separado ou consagrado para uso exclusivo de Deus. Necessitamos de santificação porque ainda habitamos num corpo que é carnal. A santificação exige disposição permanente de buscá-la e esforço para vencermos a nossa carne. Exige separação do mundo, do pecado e sincera consagração a Deus da nossa vida e linguagem.
MdC

sábado, 4 de junho de 2016

Como o crente deve servir?


2ª TIMÓTEO 2: 15  Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”
INTRODUÇÃO: Quando queremos conquistar algo em nossas vidas como um emprego, precisamos de um bom currículo, submeter a testes, fazer concursos, etc... ou seja: necessitamos ser testados. No serviço para Deus não é diferente, crentes que querem servi-lo há que estar preparados, provados por Deus e por sua Palavra. Isaias 48: 10 – 11 (NVI)
Veja, eu refinei você, embora não como prata; eu o provei na fornalha da aflição.
Por amor de mim mesmo, por amor de mim mesmo, eu faço isso. Como posso permitir que eu mesmo seja difamado? Não darei minha glória a um-outro”.

Ao contrário do que muitos pensam não é fácil fazer a obra de Deus. É por essa razão que um crente aprovado por Deus e por Sua Palavra pode ser chamado de “Homem de Deus’ (2º Reis 4: 8, 9) “Certo dia, Eliseu foi a Suném, onde uma mulher rica insistiu que ele fosse tomar uma refeição em sua casa. Depois disso, sempre que passava por ali, ele parava para uma refeição.
De modo que ela disse ao marido: "Sei que esse homem que sempre vem aqui é um santo homem de Deus”.
Como então um cristão deve servir? O Cristão deve servir:
1º. COMEÇANDO EM CASA: Um servo começa a ser formado em casa. Para trabalhar para Deus o crente tem que ser exemplo na sua própria casa. Como podemos trabalhar para Deus se não temos a simpatia e o respeito da própria família? Como vamos lidar com os problemas alheios, o jeito de ser diferente um do outro, se não sabemos sequer lidar com nossos problemas?
O Cristão deve servir:
2º.AGINDO BEM PARA COM OS DE FORA: Um servo, para ter a aprovação de Deus, também tem que ter a aprovação de seus visinhos, parentes, colegas de trabalhos, amigos, comerciantes, patrões, a boa reputação é uma exigência de Deus e da sua Palavra. Quantos de nós já ouvimos de crentes: “eu sou crente e ninguém tem nada com minha vida” Lêdo engano! O Sr. Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo” “Vós sois o sal da terra” (Mt 5) . Como falar de Cristo a alguém que lhe odeia, porque você e mal pagador, desonesto e fraudulento?
Nós somos luz do mundo, o mundo tem que ver através das nossas atitudes, postura e caráter a presença de Cristo nas nossas vidas. (Gl. 2: 20); (Lc. 6: 27).
O Cristão deve servir:
3º. PREPARADO PARA TODA BOA OBRA: O servo do Senhor tem que estar preparado a qualquer tempo para praticar boas obras, ou seja, tem que ser benigno, do bem, acostumado a fazer boas coisas, pronto para socorrer, ajudar. (Tg. 2: 14 – 18). Um servo preparado está pronto para contribuir com o crescimento do Reino de Deus, e não para  destruir. (2ª Tm. 2: 14- 21).
O Cristão deve servir:
4º. COM OUSADIA – (Intrepidez Coragem) A timidez é inimiga da obra de Deus. Muitos crentes tímidos tem vergonha ou medo de testemunhar e falar de Jesus, como no embate que Gideão haveria de enfrentar. (Jz. 7:1-3) “De madrugada Jerubaal, isto é, Gideão, e todo o seu exército acampou junto à fonte de Harode. O acampamento de Midiã estava ao norte deles, no vale, perto do monte Moré. E o Senhor disse a Gideão: Você tem gente demais, para eu entregar Midiã nas suas mãos. A fim de que Israel não se orgulhe contra mim, dizendo que a sua própria força o libertou, anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo poderá ir embora do monte Gileade. Então vinte e dois mil homens partiram, e ficaram apenas dez mil”.
O Evangelho é o poder de Deus, é a mensagem de Jesus, é boas novas que levam pecadores a terem vida eterna.
O Cristão deve servir:
5º. CONHECENDO A PALAVRA: O servo tem o dever de conhecer a Palavra, ainda que ele não tenha nenhum curso teológico, com certeza cada um têm a Bíblia e o Espírito Santo para ensiná-lo. (Jo.14: 25-26)  "Tudo isso lhes tenho dito enquanto ainda estou com vocês. Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse”.
O Cristão deve servir:
6º. NA AUTORIDADE DE JESUS: O servo tem que seguir o exemplo de seu mestre. (Fp. 2:5) “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”. (Mt 28:18-20).
O Cristão deve servir:
7º. COM TODA DILIGENCIA: A Palavra de Deus fala que estamos numa guerra. A batalha espiritual é uma realidade e não podemos ignorá-la. Como é que podemos servir a Deus e vencer essa batalha, se não temos disciplina nem somos diligentes? (1ª Tm 4:15-16) “Seja diligente nestas coisas; dedique-se inteiramente a elas, para que todos vejam o seu progresso. Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, fazendo isso, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem”.
O crente que deseja servir a Cristo tem que ter disciplina, precisa ser diligente, ter estratégia, aprender a usar as armas ao seu dispor (Ef cp 6), e lembrar que não se tem tempo para descanso. O Cristão deve servir:
8º. CHEIO DO ESPÍRITO SANTO: Ninguém pode servir fielmente a Deus cheio do mundo e de pecado, cheio das obras do diabo, se alguém está cheio do mundo, cheios dos desejos da carne, cheios das obras do diabo e de pecado com certeza ele está vazio do Espírito Santo. Para ser cheio do Espírito Santo temos que nos esvaziar destas coisas. (2ª Tm. 2: 21). E estar nEle, Cristo.
Existem crentes que não tem nem idéia do que é ser cheio do Espírito Santo, para eles ser cheio do Espírito Santo é pular, gritar, cair etc. Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio de Deus, é ter uma vida no altar, ser cheio de amor, misericórdia, justiça. Ilustração: peneira cheia de água.
O Cristão deve servir:
9º. CHEIO DE FÉ: Como podemos imaginar alguém servindo a Cristo sem fé? É impossível acreditar em alguém servindo a Cristo sem fé, fazendo a obra sem fé. (Rm. 14: 23b) “...tudo o que não provém de fé é pecado”.. Você já imaginou Paulo, Pedro, Tiago, João, Estevão, Felipe fazendo a obra sem fé?
O Cristão deve servir:
10º. COM TEMOR DO SENHOR: Se o crente não tem temor do Senhor ele pode ter todas as qualidades, mas não vai ser abençoado por Deus (Pv. 15: 16) É melhor ter pouco com o temor do Senhor do que grande riqueza com inquietação”. Sem temor do Senhor  não faremos a obra com sabedoria, sem temor do Senhor o homem rebela, peca, segue qualquer vento de doutrina e não usa a Palavra de Deus como base.


CONCLUSÃO: Não é o dinheiro, o nome,  o estudo teológico, conhecimento humano, que vai fazer você servir a Deus de modo agradável e como Ele espera. Somente aqueles que obedecem a Palavra de Deus e deixam a Palavra de Deus produzir frutos em suas vidas, servirão ao Senhor. 
MdC