segunda-feira, 20 de junho de 2016

O que a bíblia diz sobre crianças que morrem na inocência

Será condenada?
Sirvo-me deste instrumento que tenho a disposição para anunciar a verdade, porque é aqui onde tenho liberdade para o exercício pleno do sacerdócio universal que nos fora conferido de uma vez para sempre por intermédio do sacrifício de Cristo no Calvário.
Nos últimos dias tenho recebido vários email's de irmãos e irmãs que tem se afadigado diante da pergunta acima e sem dúvida, as razões são as mais variadas. 
Não pretendo entrar aqui no mérito das razões porque perguntam, mas sim de forma proposital, apresentar o que a bíblia tem a nos dizer sobre o assunto.
Primeiramente saliento que a P.D não fala de forma clara e contundente o que acontece com as almas de crianças que partem dessa vida quando ainda muito novas, PORÉM não nos deixa sem resposta quando realizamos um estudo pormenorizado do pecado e da salvação.
PECADO – Indubitavelmente a bíblia afirma que todos, sem exceção pecaram, são gerados já em pecado, porque cada ser humano traz consigo a semente do pecado de Adão (Rm 5:12; Sl 51:5). Isso é o que ao longo dos anos se denominou “pecado original”.
“Pecado original” é a semente da maldade, da transgressão, da rebelião contra Deus que todo ser humano traz consigo desde o ventre materno. Assim como a expressão “trindade” não é encontrada em toda extensão escriturística, também não se encontra a expressão “pecado original”, mas todo estudioso da bíblia tem absoluta certeza que é uma verdade intrínseca da P.D
A dificuldade que muitos tem tido em responder à pergunta em epigrafe é porque deixam de analisar a P.D no seu contexto mais abrangente para dar crédito a algum tipo de “teologia”. Toda “teologia” precisa ser provada à luz da Palavra de Deus, independente de quão famoso tenha sido o seu autor.
Há uma “teologia” que afirma, INCORRETAMENTE, que a causa de alguém ser salvo é ter sido eleito incondicionalmente antes da fundação do mundo. Portanto, quando um recém-nascido morre, a tal “teologia” não sabe se aquele bebê é eleito ou não, por isso precisa "deixar para Deus resolver".
A bíblia não diz que todo aquele que é gerado em pecado já está CONDENADO, diz sim que: foi concebido PECADOR.
Então o que é que faz de um ser humano, independente de que idade tenha um pecador CONDENADO?
VEJAMOS:
João 3:18 “Quem CRÊ Nele NÃO É CONDENADO; mas QUEM NÃO CRÊ, JÁ ESTÁ CONDENADO, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
João 5:24 “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e CRÊ Naquele que me enviou, TEM a vida eterna, e não entra em CONDENAÇÃO, mas já passou da morte para a vida”
João 3:36 “Por isso quem CRÊ no Filho TEM a VIDA ETERNA; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele PERMANECE a ira de Deus”.
Percebam que: 
A Palavra de Deus NÃO DIZ que o ser humano, independente de que idade tenha, é condenado pelo fato de ter nascido pecador.
Percebam ainda que:
A Palavra de Deus NÃO DIZ que o homem é condenado por não ter sido "eleito incondicionalmente antes da fundação do mundo", como afirma a absurda “teologia”. 
Percebam que o que encontramos na Palavra de Deus é que o homem é condenado:
Por “NÃO CRER NO FILHO” Fica absolutamente claro nas palavras de Jesus a Nicodemos, que para que houvesse salvação, era uma questão de ESCOLHA. CRER NO FILHO - Uma DECISÃO. Uma criança muito pequena não é capaz de escolher CRER, porque ela não consegue sequer perceber que Jesus é o Filho de Deus. 
É importante lembrar que não há como determinar se com 3, 5, 8 anos de vida é a idade que um ser humano terá a capacidade de DECIDIR e ESCOLHER. Com certeza varia de caso a caso. A questão não é a idade, mas sim entender O QUE É QUE O(A) CONDENA. 
Embora seja a mais absoluta verdade, afirmar que uma criança que acaba de nascer já possui a semente do pecado ou “o pecado original” ela não será condenada pela incapacidade de ESCOLHER e DECIDIR. O que determina se um ser humano é CONDENADO ou não é a capacidade de compreender que:
a) Jesus é a luz que se opõe às trevas, e
b) A Salvação vem pela simplicidade do evangelho de Jesus Cristo,
c) Precisa DECIDIR por Jesus Cristo.
Seres humanos que não possuem a capacidade de compreender (seja pela pouca idade, seja por uma deficiência mental) não serão condenadas, ainda que possuam a semente do pecado ou “o pecado original”. Um exemplo bíblico que ilustra claramente essa verdade é o caso do filho de Davi e Betseba. O recém-nascido morreu. Veja o que Davi disse:
II Samuel 12:22 “E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se Deus se compadecerá de mim, e viverá a criança? 23 Porém, agora que está morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” Davi tinha a mais absoluta certeza que a criança não poderia voltar a viver, mas ao mesmo tempo Davi tinha certeza absoluta de que ele iria se encontrar com aquela criança no futuro, ou seja, na eternidade. 
Vejamos as afirmações de Paulo em Romanos 7:7 “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado. 9 E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. 10 E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. 11 Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.
Observamos no versículo 7 e no versículo 11, claramente, que o pecado precisa de:
Uma ocasião. 
Observamos no versículo 9 que Paulo, "nalgum tempo, vivia sem lei". Não diz se aos 2, 3, 4 ou 9 anos. Diz que é "nalgum tempo". É a idade em que não há consciência da lei.
Observamos ainda no versículo 8 que "sem a lei estava morto o pecado". O pecado só mata quando toma ocasião pelo mandamento (vs 11). 
O Apostolo demonstra que no caso de um “ser” muito pequeno, de 2 ou 3 anos, ou mentalmente incapaz, por exemplo, o pecado ainda não teve ocasião para matar (vs 11). 
Concluímos portanto que um “ser humano”, independentemente de qual idade tenha, para ser CONDENADO precisa de:
a) consciência do pecado (Rom 7)
b) capacidade de escolher entre a luz (Jesus Cristo) e as trevas (João 3)
Se o individuo não possui essas características, seja pela pouca idade, seja por deficiência mental, ela não será condenada (João 3), nem castigada na perdição eterna (II Tes 1), nem morta pelo pecado (Rom 7).
MdC
Fontes de Pesquisas:
Bíblia Sagrada (Nosso livro de fé, conduta e prática)
Comentário bíblico popular Wiliam Mcdonald,
Comentário Ritche
Comentário Orlando Boyer
Comentário DL Moody e outros

terça-feira, 14 de junho de 2016

Separados e dedicados ao Senhor


O que significa ser santo?
INTRODUÇÃO
Nosso estudo tem como objetivo encontrar a definição ou o conceito de “santo”. A Bíblia que é a palavra de Deus tem um conceito de “santo” enquanto que o mundo possui um conceito totalmente diferente e contrário ao que é bíblico.
Ao final desse estudo, temos que ter o entendimento de que é nosso dever, zelar pra que tenhamos uma vida de santidade, mantendo firme comunhão com o Senhor, na capacitação do Espírito e pela mediação de Jesus Cristo.
A santificação é uma exigência para todo o povo de Deus, que é responsável por desenvolver, dia a dia, a semente da santidade que um dia fora plantada em nossos corações no momento de nossa conversão a Cristo.
DEFINIÇÃO DE SANTIFICAÇÃO - O conceito de santificação ou de “santo” na Bíblia é exatamente o oposto do conceito do mundo. As pessoas não convertidas entendem como “santo” as imagens de escultura ou alguém que supostamente tenha feito um milagre. Esses conceitos ou definições de origem extra-biblica, enganam e levam à condenação milhares de pessoas em todo o Mundo. Em Êxodo 20:1-6 (os Dez Mandamentos da Lei),
Deus proíbe construir, crer e adorar imagens.Em
Deut. 7:25-26; 27:15 Deus determina que todas as imagens sejam destruídas, pois são maldições. Todo milagre que ocorre nesse meio é falso e de origem maligna (2aTes. 2:1-9).
Na Palavra de Deus, o conceito de santificação é: tornar santo; e ser santo significa ser separado ou consagrado para uso exclusivo de Deus. A palavra “santo” na Bíblia tem referencia a três tipos de pessoas: A Deus, aos Anjos e aos salvos.
A Deus no grau Santíssimo. Toda a essência da natureza de Deus é Santa. Só Deus é Santíssimo em Si mesmo e fonte de toda a santidade.
Nós não temos santidade em nós mesmos, mas recebemos de Deus que é a fonte de toda santidade. (Is. 6:1-3; 30:15; 1aPed. 1:16).
Os Anjos são santos porque assim foram criados por Deus (Apoc. 14:10; Luc. 9:26).
Os crentes são santos, porque, quando creram em Jesus, foram separados para Deus. ler (1a Cor. 1:2 “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:”;
Salmos 149:5 “Exultem de glória os santos, no seu leito cantem de júbilo”).
2) OS TRES SENTIDOS DA SANTIFICAÇÃO
A santificação faz parte do plano da salvação e começa no momento em que nos convertemos. A santificação existe em três aspectos que assim chamaremos:
1ª)PONTUAL Quando pela fé cremos em Jesus e fomos salvos. Deus nos perdoou, justificou, regenerou e passou a chamar-nos santos, porque, nos olha salvos em Jesus Cristo e separados para Deus.
2ª)PROGRESSIVA É um processo contínuo e progressivo de aperfeiçoamento espiritual e de experiência cristã, na vida das pessoas convertidas a Jesus Cristo.
3ª)PLENA
É aquela que ocorrerá no arrebatamento da igreja, quando o Sr. Jesus Cristo voltar às nuvens e nós os crentes formos arrebatados e então teremos os nossos corpos transformados num corpo de glória livres do poder e da presença do pecado e então seremos semelhantes a Jesus Cristo. (Flp3:20-21) “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”.
É sobre a Santificação progressiva que vamos falar hoje.
(2a Cor. 6:14-16) “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (2ª Co 7:1). “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”.
3) A NECESSIDADE DE SANTIFICAÇÃO
Quando crermos em Jesus, fomos salvos por inteiro. Fomos recriados e nascemos de novo, passamos a ser filhos de Deus, e a partir daí o Espírito Santo passou a habitar em nós (Ef 1:13). Tudo foi feito novo, mas continuamos a habitar num corpo que é carnal (2a Cor. 5:17).
Exatamente porque ainda habitamos num corpo carnal é que precisamos de progredir dia a dia em santificação como bem disse: (Tiago 1:21) “Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural;24 pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência.25Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar”.
Assim, necessitamos de santificação, para vencer a tendência do nosso corpo ao pecado (Rom. 8:5-8)
Carecemos da santificação progressiva porque existe dentro de nós, uma luta sem trégua. A carne luta contra o espírito. É como se fossem duas pessoas brigando dentro de nós. É o velho homem lutando contra o novo homem (Cols. 3: 1-10).
Em (Gen.4:5-7); e também em  (Gal.5:16-21) fala dos desejos da carne. À medida que vencemos a nossa carne, recebemos o fruto do Espírito (Gal. 5:22-25).
4) QUAL A NOSSA PARTE NA SANTIFICAÇÃO?
A) Precisamos tomar uma decisão
A santificação exige:
• disposição permanente
• esforço para vencer a nossa carne.
Dentro do plano da salvação está a santificação, que começa na conversão. A nossa participação começa com a disposição de nos santificar. Devemos consagrar a Deus o nosso espírito, alma e corpo. (Rm 12:1-2)
Separar-nos do mundo de pecado e dispor-nos a andar com Deus carece de esforço de nossa parte. Saibamos possuir nosso corpo em santificação e honra.
Devemos sempre lembrar que o  nosso corpo é templo do Espírito Santo. Devemos mortificar pelo Espírito todos os desejos pecaminosos do nosso corpo.
B) Precisamos santificar o nosso linguajar
Não falemos chocarrices, palavras torpes (palavrões) e não mintamos (Ef. 5:4; 4:25 e v. 29). Usemos sempre um vocabulário compatível com a Bíblia e com a vida de um convertido a Cristo.
5) A PARTE DE DEUS NA SANTIFICAÇÃO
Deus está pronto a nos santificar. Porém muitas vezes limitamos Deus no processo da santificação, não que Deus seja limitado, MAS porque Deus nos deu o livre arbítrio. Façamos a nossa parte, através do estudo da Bíblia, da oração, do serviço e da adoração a Deus. Então Deus nos santificará de dentro para fora, operando em nosso espírito, alma e corpo. Ele nos dará poder na área espiritual para santificar a área material. Assim, nosso exterior (corpo) refletirá a santificação do nosso interior.
A) DEUS NOS SANTIFICA PELO PODER DA PALAVRA
É inquestionável o poder santificador da Palavra de Deus. Só operará, porém, sobre os que estudam a Bíblia (João 17:17; 15:3; 6:63; Sal. 119:9-11 e v. 105; Ef. 5:26).
B) DEUS NOS SANTIFICA PELO PODER DO SANGUE DE JESUS
O poder do sangue de Jesus purifica-nos de todo pecado (já arrependido e abandonado) (1a João 1:7) e opera na nossa santificação (Heb. 9:14; 10:10; 13:12).
C) DEUS NOS SANTIFICA PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO
A Trindade Santa atua purificando o crente, para que seja santificado em todo o seu ser triúno: espírito, alma e corpo (1a Tes. 5:23; 2a Tes. 2:13; 1a Ped. 1:2). Se fizermos a nossa parte, então Deus usa o poder do Espírito Santo, junto com o poder da Sua Palavra e do sangue de Jesus, e nos santifica. Um dia lá no Céu receberemos a santificação em plenitude.
6) AS BÊNÇÃOS DA SANTIFICAÇÃO
Quanto maior for o crescimento em santificação, maior será o nosso galardão (1ª Co cp 3). Teremos maior conhecimento de Deus e receberemos poder e riquezas espirituais (Ef. 1:17-19).
Teremos um caráter de acordo com a Sua vontade (santo). A santificação nos torna cada vez mais participantes da natureza divina (2a Ped. 1:4) faz-nos agradáveis a Deus e pela fé contemplamos a Sua glória.
Faz-nos aptos para servirmos a Deus como Ele quer e seremos vitoriosos. Então podemos adorar a Deus como Ele deseja: em espírito e em verdade (João 4:23-24).
CONCLUSÃO:
Este estudo aplica-se a nós os salvos. Se alguém, no entanto, ainda não nasceu de novo e não tem certeza da salvação, se você de fato se arrepender e crer pela fé que os seus pecados crucificaram Jesus. Se você crer que Cristo já recebeu na cruz o castigo que você merecia, e recebê-lo hoje pela fé você também será salvo (Rom. 3:20 e v. 28; Efésios 2:8-9; Isaias 53:4-6)
Santificação significa tornar santo e ser santo significa ser separado ou consagrado para uso exclusivo de Deus. Necessitamos de santificação porque ainda habitamos num corpo que é carnal. A santificação exige disposição permanente de buscá-la e esforço para vencermos a nossa carne. Exige separação do mundo, do pecado e sincera consagração a Deus da nossa vida e linguagem.
MdC

sábado, 4 de junho de 2016

Como o crente deve servir?


2ª TIMÓTEO 2: 15  Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”
INTRODUÇÃO: Quando queremos conquistar algo em nossas vidas como um emprego, precisamos de um bom currículo, submeter a testes, fazer concursos, etc... ou seja: necessitamos ser testados. No serviço para Deus não é diferente, crentes que querem servi-lo há que estar preparados, provados por Deus e por sua Palavra. Isaias 48: 10 – 11 (NVI)
Veja, eu refinei você, embora não como prata; eu o provei na fornalha da aflição.
Por amor de mim mesmo, por amor de mim mesmo, eu faço isso. Como posso permitir que eu mesmo seja difamado? Não darei minha glória a um-outro”.

Ao contrário do que muitos pensam não é fácil fazer a obra de Deus. É por essa razão que um crente aprovado por Deus e por Sua Palavra pode ser chamado de “Homem de Deus’ (2º Reis 4: 8, 9) “Certo dia, Eliseu foi a Suném, onde uma mulher rica insistiu que ele fosse tomar uma refeição em sua casa. Depois disso, sempre que passava por ali, ele parava para uma refeição.
De modo que ela disse ao marido: "Sei que esse homem que sempre vem aqui é um santo homem de Deus”.
Como então um cristão deve servir? O Cristão deve servir:
1º. COMEÇANDO EM CASA: Um servo começa a ser formado em casa. Para trabalhar para Deus o crente tem que ser exemplo na sua própria casa. Como podemos trabalhar para Deus se não temos a simpatia e o respeito da própria família? Como vamos lidar com os problemas alheios, o jeito de ser diferente um do outro, se não sabemos sequer lidar com nossos problemas?
O Cristão deve servir:
2º.AGINDO BEM PARA COM OS DE FORA: Um servo, para ter a aprovação de Deus, também tem que ter a aprovação de seus visinhos, parentes, colegas de trabalhos, amigos, comerciantes, patrões, a boa reputação é uma exigência de Deus e da sua Palavra. Quantos de nós já ouvimos de crentes: “eu sou crente e ninguém tem nada com minha vida” Lêdo engano! O Sr. Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo” “Vós sois o sal da terra” (Mt 5) . Como falar de Cristo a alguém que lhe odeia, porque você e mal pagador, desonesto e fraudulento?
Nós somos luz do mundo, o mundo tem que ver através das nossas atitudes, postura e caráter a presença de Cristo nas nossas vidas. (Gl. 2: 20); (Lc. 6: 27).
O Cristão deve servir:
3º. PREPARADO PARA TODA BOA OBRA: O servo do Senhor tem que estar preparado a qualquer tempo para praticar boas obras, ou seja, tem que ser benigno, do bem, acostumado a fazer boas coisas, pronto para socorrer, ajudar. (Tg. 2: 14 – 18). Um servo preparado está pronto para contribuir com o crescimento do Reino de Deus, e não para  destruir. (2ª Tm. 2: 14- 21).
O Cristão deve servir:
4º. COM OUSADIA – (Intrepidez Coragem) A timidez é inimiga da obra de Deus. Muitos crentes tímidos tem vergonha ou medo de testemunhar e falar de Jesus, como no embate que Gideão haveria de enfrentar. (Jz. 7:1-3) “De madrugada Jerubaal, isto é, Gideão, e todo o seu exército acampou junto à fonte de Harode. O acampamento de Midiã estava ao norte deles, no vale, perto do monte Moré. E o Senhor disse a Gideão: Você tem gente demais, para eu entregar Midiã nas suas mãos. A fim de que Israel não se orgulhe contra mim, dizendo que a sua própria força o libertou, anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo poderá ir embora do monte Gileade. Então vinte e dois mil homens partiram, e ficaram apenas dez mil”.
O Evangelho é o poder de Deus, é a mensagem de Jesus, é boas novas que levam pecadores a terem vida eterna.
O Cristão deve servir:
5º. CONHECENDO A PALAVRA: O servo tem o dever de conhecer a Palavra, ainda que ele não tenha nenhum curso teológico, com certeza cada um têm a Bíblia e o Espírito Santo para ensiná-lo. (Jo.14: 25-26)  "Tudo isso lhes tenho dito enquanto ainda estou com vocês. Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse”.
O Cristão deve servir:
6º. NA AUTORIDADE DE JESUS: O servo tem que seguir o exemplo de seu mestre. (Fp. 2:5) “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”. (Mt 28:18-20).
O Cristão deve servir:
7º. COM TODA DILIGENCIA: A Palavra de Deus fala que estamos numa guerra. A batalha espiritual é uma realidade e não podemos ignorá-la. Como é que podemos servir a Deus e vencer essa batalha, se não temos disciplina nem somos diligentes? (1ª Tm 4:15-16) “Seja diligente nestas coisas; dedique-se inteiramente a elas, para que todos vejam o seu progresso. Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, fazendo isso, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem”.
O crente que deseja servir a Cristo tem que ter disciplina, precisa ser diligente, ter estratégia, aprender a usar as armas ao seu dispor (Ef cp 6), e lembrar que não se tem tempo para descanso. O Cristão deve servir:
8º. CHEIO DO ESPÍRITO SANTO: Ninguém pode servir fielmente a Deus cheio do mundo e de pecado, cheio das obras do diabo, se alguém está cheio do mundo, cheios dos desejos da carne, cheios das obras do diabo e de pecado com certeza ele está vazio do Espírito Santo. Para ser cheio do Espírito Santo temos que nos esvaziar destas coisas. (2ª Tm. 2: 21). E estar nEle, Cristo.
Existem crentes que não tem nem idéia do que é ser cheio do Espírito Santo, para eles ser cheio do Espírito Santo é pular, gritar, cair etc. Ser cheio do Espírito Santo é ser cheio de Deus, é ter uma vida no altar, ser cheio de amor, misericórdia, justiça. Ilustração: peneira cheia de água.
O Cristão deve servir:
9º. CHEIO DE FÉ: Como podemos imaginar alguém servindo a Cristo sem fé? É impossível acreditar em alguém servindo a Cristo sem fé, fazendo a obra sem fé. (Rm. 14: 23b) “...tudo o que não provém de fé é pecado”.. Você já imaginou Paulo, Pedro, Tiago, João, Estevão, Felipe fazendo a obra sem fé?
O Cristão deve servir:
10º. COM TEMOR DO SENHOR: Se o crente não tem temor do Senhor ele pode ter todas as qualidades, mas não vai ser abençoado por Deus (Pv. 15: 16) É melhor ter pouco com o temor do Senhor do que grande riqueza com inquietação”. Sem temor do Senhor  não faremos a obra com sabedoria, sem temor do Senhor o homem rebela, peca, segue qualquer vento de doutrina e não usa a Palavra de Deus como base.


CONCLUSÃO: Não é o dinheiro, o nome,  o estudo teológico, conhecimento humano, que vai fazer você servir a Deus de modo agradável e como Ele espera. Somente aqueles que obedecem a Palavra de Deus e deixam a Palavra de Deus produzir frutos em suas vidas, servirão ao Senhor. 
MdC

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Provando os espíritos


"Amados, não creiais a todo o espírito, mas PROVAI se OS ESPÍRITOS são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." 1ª João 4:1

A razão pela qual o crente deve provar todo o espírito é porque "muitos falsos profetas" se infiltram na igreja. Isso ocorre em razão da tolerância na igreja às doutrinas extra bíblicas, as quais estamos vivendo, e que seria uma manifestação perto do fim. (Mt 24:11; 1ª Tm 4:1; 2ª Tm 4:3-4; 2ª Pe 2:1-2). O verdadeiro crente precisa provar todos os que se dizendo crentes, são mestres, escritores, pregadores, pastores e mesmo todo o indivíduo que afirma que a sua obra ou mensagem  tem origem em Deus. O crente nunca deve crer que certo ministério ou experiência espiritual é de Deus só porque alguém afirma ser. Um pastor de uma séria igreja, certa ocasião querendo testar seu rebanho, disse do púlpito de sua congregação: Irmãos! Eis que vejo anjos nesse lugar, vejo um anjo passeando por cima de nossas cabeças! Tem outro anjo ali e está batendo asas. Começou um alvoroço entre os crentes, pessoas começavam a gritar outras extasiadas caiam no chão, crendo piamente que um acontecimento sobrenatural se instalava naquela igreja. O Pastor então diz: Como é fácil enganar vocês! Vocês acreditam em tudo o que dizem? Eu não vi nem estou vendo nada. A atitude desse pastor nos mostra quão fácil é ludibriar os incautos, aqueles que querem viver de experiências extra biblicas e não tem coragem pra verificar na bíblia se de fato as coisas são assim.
Nenhum ensinamento, nem doutrina, devem ser aceitos como verdadeiros só por causa do sucesso, milagres, ou unção aparente da pessoa. (MT 7:22; 1ª Co 14:29; 2ª Ts 2:8-10; 2 Jo 7; Ap 13:4; 16:14; 19:20). Qualquer ensino ou pseudo visões e ou revelações deve passar pelo crivo da palavra de Deus, comparando-o com a revelação da verdade de Deus nas Escrituras (Gl 1:9). É o conteúdo do ensino que precisa ser testado. O ensino tem o mesmo tipo de conteúdo e sentido do ensino apostólico segundo o Novo Testamento? Deve ser recusado qualquer ensino que alguém afirma ter recebido do Espírito Santo ou de um anjo, mas que não pode ser confirmado por uma clara e sã exegese bíblica. A vida de quem alardeia visões, revelações, sonhos e outras bizarrices devem ser averiguados quanto ao seu relacionamento com o mundo ímpio, e quanto ao senhorio de Cristo na vida da pessoa.
Causa-me espanto ver pessoas que dizendo se crentes, de igreja tradicionais e reformadas, notadamente demonstra não ter um convívio diário com a palavra de Deus, e saem divulgando a todo tempo aquilo que supostamente crêem ser de Deus, exatamente, por não tendo conhecimento sadio das Escrituras, não sabem sequer provar os espíritos.
Que Deus nos livre desses profetas do acaso e tenha misericórdia dos que infelizmente não querem voltar-se para a Bíblia, única palavra de Deus deixada a nós.
MdC



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Ceia do Senhor - Propósito principal

Ceia do Senhor - Propósito Principal
As igrejas dos tempos apostólicos celebravam a Ceia do Senhor no primeiro dia da semana (At 20.7), acompanhando-a com louvores, adoração e outras atividades espirituais (1ª Co 14).
Com o passar do tempo e com a influência romanista trazida da reforma protestante, a observação da ceia se degenerou e a significação dela se perdeu.
O Senhor Jesus, através da ceia, deu ao Seu povo uma recordação simbólica, pela qual temos o privilégio de refrescar a memória, ter comunhão com Ele e mostrar confiança na Sua volta.
A Palavra de Deus, especialmente na dispensação da igreja, não estabelece ritual nem procedimento para esta reunião. Em 1ª Co 11.23-29 temos que, o essencial, é que se recorde do Senhor, cada um participando do pão e do cálice como Ele mesmo ordenou.
O motivo pelo qual o Sr. Jesus instituiu a Ceia é para recordação do Senhor, porém muitas vezes Ele é o ultimo a ser lembrado. Infelizmente durante as reuniões para a Ceia do Senhor há discursos sobre a gloriosa posição dos crentes, e longas "ações de graças" por bênçãos materiais recebidas tais como: saúde, emprego, promoções, aquisições etc; mas a recordação devia ser de Cristo na Sua perfeição – a maravilha da Sua encarnação e da Sua vida imaculada, o valor da sua morte expiatória, para Deus e para os homens, a glória da Sua ressurreição e exaltação, a suficiência do Seu ministério sacerdotal, e a esperança da Sua volta e do Seu reino eterno.
É Cristo mesmo e não nós e as nossas bênçãos que devem encher os nossos pensamentos e ser o centro da nossa adoração no momento da Ceia do Senhor. A Ceia deveria oferecer a oportunidade para adoração coletiva como fruto da meditação espiritual que nos conduz à verdadeira adoração ao Pai e ao Filho, o que infelizmente não acontece, em razão da herança romanista, onde apenas um realiza tudo.
Não é prudente no momento da Ceia do Senhor, ocupar muito tempo contemplando "nosso passado negro e triste"; o adorador, purificado pelo sangue, deixou pra trás os seus pecados, sabendo que Deus "Se esqueceu deles" (Is 44.22).
Deus procura adoradores, e o nosso privilégio é exatamente esse: Adorar! Sem dúvida, a Ceia não é a única ocasião em que adoramos "em espírito e em verdade", ou "entramos no santuário", pois estas expressões da Palavra de Deus não se referem primariamente a reuniões e, sim, à atitude constante de adoração e comunhão que deve caracterizar a vida do crente. Contudo, na Ceia a adoração e o ministério sacerdotal do Povo de Deus podem e devem ser amplamente exercitados.
Quando na Ceia, somos dirigidos pelo Espírito Santo (como devíamos ser em qualquer outra reunião e em tudo em nossa vida), nela reinam a ordem e a decência: ordem espiritual nos louvores, nas orações e nas exposições (ou simples leitura) das Escrituras.
O momento da Ceia do Senhor não é para ensinar, exortar, apresentar, promover etc, e sim o momento onde toda a atenção do crente deve se voltar para Cristo, quem Ele é e o que Ele fez.
Existe um hino de J.I. Freire, que traz a seguinte expressão: "Tu és o imã que nos atrai" uma referência sem dúvida às palavras do Senhor Jesus Cristo quando, falando aos judeus com respeito à Sua morte, Ele disse: "Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim" (Jo 13.32).
A figura do imã, empregada pelo autor do hino, aparentemente descreve a poderosa atração que o Senhor Jesus exerce para com o coração do crente, ou melhor, dizendo, para com os corações dos crentes unidos como o Seu rebanho, com referência especial à Ceia do Senhor. Ali, atraídos e comovidos pela recordação do Seu amor, sentimo-nos impelidos ao louvor e a adoração.
Mas afinal o que é um imã? Um pedaço de metal, geralmente ferro ou aço, que tem propriedade magnética, que atrai para si outros objetos metálicos.
Jesus disse: "Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim".
Mesmo depois de mais de dois mil anos, os crentes atraídos como que pelo imã, não cessam de meditar, falar, discutir e escrever sobre o grande feito de Cristo como prova do grande amor de Deus para com eles (Rm 5.8).
Na Ceia, os dois símbolos sagrados nos falam da Sua morte por nós, da nossa comunhão com Ele na Sua morte, e da Sua presença conosco "todos os dias até a consumação do século". Será que o amor do Senhor verdadeiramente nos atrai nessa ocasião, fazendo os nossos corações "arder em nós" (Lc 243.32) para louvor e adoração?
Será que como crentes verdadeiros, ficamos cada vez mais atraídos pelas constantes provas do Seu amor e da Sua fidelidade para conosco?
Quanto mais O conhecemos, tanto mais Ele Se mostra o verdadeiro IMÃ que nos atrai.
"Até que Ele venha" (1ª Co 11.26) – assim a igreja deve se lembrar Dele na Ceia. E então?... Naquele último dia da igreja na terra, "o Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles... para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor" (1ª Ts 4.16-17). O nosso IMÃ atrair-nos-á para Si, levando-nos para os céus, para estarmos eternamente com o Senhor.
CONCLUINDO, Que possamos ter sempre como motivo principal da Ceia a recordação do Senhor, pois assim a Igreja "anuncia a morte do Senhor, até que Ele venha". "FAZEI isto, em memória de Mim".
MdC

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O Verdadeiro Cristianismo


1ª João 5:6-12
6 Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
7 Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.
8 E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.
9 Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho.
10 Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho.
11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho.
12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Objetivo: Termos consciência que existe um tríplice testemunho aqui no mundo que confirmam que Jesus Cristo é o filho de Deus:
O Batismo, o Espírito Santo e a morte no Calvário.
Fundamentados nesse testemunho sermos desejosos a cada dia de fortalecer a nossa fé, através do conhecimento (estudo) da palavra de Deus e combater por meio da palavra todo e qualquer tipo de ensino falso acerca do cristianismo.
INTRODUÇÃO: Como já dissemos reiteradas vezes ao longo desses estudos, João escreveu está carta na época do surgimento da seita conhecida como “gnosticismo”. Eles se diziam cristãos, mas afirmavam possuir um conhecimento adicional e superior aos ensinos apostólicos. Para eles uma pessoa só alcançava a plenitude depois de ser iniciada nessas “verdades adicionais” mais profundas. O Ap. em defesa das verdades bíblicas passou a mostrar as marcas ou evidencias de um verdadeiro cristão e aqui no cap. 5 rebatendo as idéias gnósticas faz uma defesa do autentico cristianismo.
No verso 5 como já vimos, o apóstolo apresenta a fé, como prova da vida eterna, como prova do verdadeiro cristianismo. Ele acabou de mencionar: “Quem... vence o mundo é aquele que crê ser Jesus o filho de Deus”. Agora ele da doutrina que fundamenta essa verdade.
VERSO 6 – “Este é aquele que veio por meio de água e sangue”.
ÁGUA E SANGUE – Palavras de significados bastante controverso.
Vejamos algumas das interpretações:
1ª Para alguns água e sangue são uma referência aos dois elementos que Jesus verteu qdo teve o seu lado traspassado pelo soldado na cruz (Jo19:34).
2ª Para outros a água é uma referência ao espírito de Deus, e o sangue, o que fora derramado no calvário.
3ª Outros ainda sugerem tratar do nascimento natural de Jesus, no qual água e sangue estavam presentes.
Existem ainda outras vertentes defendidas para significar a água e sangue, ditas pelo apóstolo João.
A idéia que mais parece coincidir com o que o apóstolo estava a dizer é:
- A expressão “água” representando o batismo de Jesus e a expressão “sangue” para simbolizar sua morte expiatória. Duas expressões usadas por João para indicar as extremidades do ministério de Jesus:
> O batismo em “água” = inicio do ministério
> O sangue = sua morte, terminado assim o seu ministério terreno. “Está consumado”.
O coração humano vem sempre tentando livrar-se da doutrina da expiação, querendo assim por fim ao verdadeiro cristianismo. Há quem tente apresentar Jesus como: homem perfeito, exemplo ideal, aquele que nos legou um maravilhoso código de valores morais etc.
João aqui nesse capítulo insiste em que o Sr. Jesus, não é apenas o que fora dito, mas também DEUS PERFEITO e que a mesma pessoa que foi batizada em água, entregou a vida como sacrifício pelos pecadores.
Ainda no verso 6 temos: “... o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade”. O Espírito Santo de Deus, sempre dá testemunho da verdade acerca do Sr. Jesus; verdade sobre a qual João está discorrendo.
VERSO 7-8 – (ler) Depois de falar da pessoa e obra de Cristo nos versos anteriores, João declara a confiabilidade de nossa fé no salvador. Ele afirma: Há três que dão testemunho; o Espírito, a água e o sangue.
A palavra de Deus deve ser suficiente como base de nossa fé, e ainda assim, ele oferece um triplo testemunho.
1º O Espírito de Deus     - Dá testemunho de que Jesus Cristo é Deus e único salvador,
2º A água – O batismo de Jesus dá testemunho; ocasião em que o céu se abriu proclamando: “Este é o meu filho amado em que me comprazo” (Mt 3:17).
3º O sangue – Na cruz o Sr. Jesus deu testemunho de si mesmo como filho de Deus, sendo obediente até a morte e morte de cruz. O sangue de Cristo dá testemunho de que o problema do pecado foi resolvido de uma vez por todas.
Essas três testemunhas são unânimes num só propósito. Elas concordam sobre a perfeição da pessoa
e obra de Cristo.
VERSO 9 – “Se admitimos o testemunho do homem, o testemunho de Deus é maior”.  Essas verdades ditas aqui são típicas dos nossos dias! Seria impossível fechar negócios ou ter uma vida social, se não acreditássemos nas pessoas. Aceitamos o testemunho de pessoas que muitas vezes podem estar equivocadas ou até mal intencionadas.
Se nessas condições, a todo tempo, aceitamos o testemunho humano, quão maior não deve ser a nossa confiança na palavra de Deus, que não falha nem pode mentir. “É absurdo não crer em Deus”.
VERSO 10 – “Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho”. João está a dizer que quem aceita o testemunho de Deus acerca de seu filho, recebe em si o testemunho do Espírito Santo como selo da verdade. POR OUTRO LADO: Aquele que não dá crédito a Deus faz Deus mentiroso porque não crê no testemunho que ele dá de seu filho. “Rejeitar esse testemunho é acusar Deus de desonestidade”.
VERSO 11 – “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho”. Temos aqui por parte do apóstolo um resumo da mensagem cristã. (ler o verso 11) QUE VERDADES PRECIOSAS!
Deus concedeu vida eterna às pessoas, e a fonte dessa vida é o seu filho.
VERSO 12 – “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. Diante de tudo o que João escreveu e que autentica a veracidade do cristianismo; a conclusão inevitável sobre a salvação é: (ler o verso 12) O ENSINO É CLARO: A vida eterna não se encontra na educação, filosofia, ciência, boas obras, religião ou igreja.
Para se ter vida eterna é preciso ter o filho de Deus. EM CONTRAPARTIDA, diz a bíblia: “Aquele que não tem o filho de Deus não tem vida”. Ter vida eterna é vida verdadeira, isto é o verdadeiro cristianismo. Fora de Jesus Cristo, não há vida eterna, não existe cristianismo.
MdC









domingo, 1 de maio de 2016

Crente ou religioso?


1ª João 5:1-5
1.Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
2.Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
3.Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.
4.Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
5.Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

EXPOSIÇÃO: João conclui seus relatos acerca das marcas ou evidências de um verdadeiro cristão e retoma aqui no capítulo 5 o assunto que podemos chamá-lo de teste: Testando se é crente ou religioso?
Ele começa o capítulo apresentando três características que distinguem um crente de um religioso.
Vejamos:
1º O crente é nascido de Deus – (Verso 1ª) “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus;” OU SEJA: João está a dizer que ser crente ou ser nascido de Deus, não consiste apenas de um conhecimento intelectual, não
apenas de bons sentimentos e emoções acerca de Deus e de Jesus Cristo. O ser cristão consiste em uma entrega resoluta de nossa vida a Jesus Cristo, como Salvador e Senhor.
Infelizmente existe muita confusão sobre o que de fato significa ser nascido de Deus e não apenas religioso.
Vamos pensar um pouco sobre “ser nascido de Deus” partindo primeiramente daquilo que não é:
A - Ser nascido de Deus não é um nascimento natural. Não é do “sangue”. Nossos pais podem ser cristãos, mas isto não fará de nós um cristão.
B – Ser nascido de Deus não depende de nossos esforços. (Ef 2:8-9) “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é DOM de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie”. Nenhum ser humano, nem mesmo o que tem uma posição muito elevada na igreja, pode fazer alguém nascido de Deus. Nenhum ritual, cerimônia ou caridade de qualquer espécie pode dar vida eterna a alguém. Ser nascido de Deus é “graça”. Como disse Augusto Nicodemus: “É tão somente graça.”
C – Ser nascido de Deus não é uma mudança física. O religioso Nicodemos em conversa com Jesus (João 3:4-6) não entendeu isto, mas o Sr. Lhe mostrou que era uma mudança espiritual.
D – Ser Nascido de Deus não é uma mudança social ou geográfica. Quando nascemos de Deus não significa que Deus nos leva imediatamente para o céu. Continuamos a viver na terra, mas agora vivendo para agradar ao Sr. e Salvador (1ª Co 7:20-24) (Col 3:22-24).
E – Ser nascido de Deus não é adquirir conhecimento teológico. Podemos ser educados religiosamente e até tornarmos pregadores, sem jamais ter nascido de Deus. Podemos até saber que é necessário nascer de Deus e ainda assim não ter tido tal experiência.
F – Ser nascido de Deus não é uma auto reforma. Não é só nos livrarmos de velhos hábitos. Não é mudarmos nossa forma de viver; é uma mudança dentro de nós.
G – O novo nascimento não é uma religião. Podemos ser sinceros em nossas convicções religiosas, podemos ser batizados, confirmados, membros de determinada comunidade cristã sem nunca termos nascido de Deus. O Sr. Jesus teve uma conversa com um dos maiores religiosos e sinceros da época (João cap 3) e ainda assim Jesus falou-lhe que precisava nascer de novo.
SER NASCIDO DE DEUS É UMA MUDANÇA ESPIRITUAL (Jo 3:6-8) Deus é o único que pode efetuar essa mudança em nós.(Jo 1:13).
2º O Crente ama a Deus e aos irmãos  
A - Amor a Deus (Vs 2a) `Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus. A palavra de Deus apresenta o amor como um DOM supremo de Deus derramado aos homes e nos exorta a buscarmos o amor como o melhor dos dons (1 Co 12-31). Esse amor que vem da parte de Deus é resultado do novo nascimento e, portanto uma característica ou marca de um salvo em contraste com um apenas religioso.
Vale lembrar que só conseguimos amar a Deus porque Ele nos amou primeiro.
B- Amor uns aos outros (verso 2a) “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus...”
Somente um crente em Jesus Cristo é capaz de amar o seu irmão como Deus ensina e espera. Um religioso
pode até transparecer que ama, mas quando o amor é colocado a prova, ruirá.
O apostolo diz que se amamos a Deus, amamos também os que dele são gerados. OU SEJA: Amamos os seus outros filhos.
João já havia dito em (1ª Jo 4:20)  “ Se alguém diz: eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” O amor é a mais forte marca dos nascidos de Deus. O Sr. Jesus disse: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: Se tiverdes amor uns aos outros”. (Jo 13:35).
3º O crente obedece aos mandamentos de Deus (verso 3) “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”. Outro resultado da Fe cristã vista no crente e não no religioso é a obediência aos mandamentos de Deus. “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos”.
Uma pessoa salva é caracterizada pelo desejo de fazer a vontade de Deus.
O amor do crente a Deus não se expressa em verbalizações e gestos, mas sim, numa obediência diligente a tudo o que Ele nos manda. O Próprio Jesus disse. "Se me amais guardareis os meus mandamentos" (Jo 14-15).
João afirma ainda que os mandamentos de Deus não são pesados. Ele não quer com isso afirmar que não seriam difíceis, mas sim que seriam os mandamentos que os nascidos de Deus amam fazê-lo. O que seria os mandamentos de Deus? Os mandamentos de Deus consiste naquilo que Ele tem de melhor para os seus filhos.
CONCLUSÃO João conclui esse pensamento afirmando que todo o que e nascido de Deus vence o mundo. Um religioso que não teve uma experiência com Deus, não terá forças nem capacidade de vencer o mundo e o pecado. A experiência do novo nascimento nos faz aptos a amar a Deus, aos nossos irmãos e a obedecer aos mandamentos de Deus.
Isto é o que distingue um salvo de um apenas religioso.
MdC